F1 - 2014

Niki Lauda: “Os jovens já não vêem os pilotos como os seus heróis”

Niki Lauda assegurou que a Mercedes tentará que o som dos Fórmula 1 seja aumentado, numa altura em que estão agendadas várias reuniões para discutir a perda de popularidade do campeonato. O ex-piloto austríaco lamentou as penalizações desnecessárias e o barulho dos motores como problemas atuais que necessitam de ser resolvidos, mas reconhece que há mais problemas.
Para Lauda, em entrevista à 'La Gazzetta dello Sport', há “várias penalizações estúpidas. Depois há o baixo som dos motores. Na Mercedes, já prometemos a Ecclestone outra tentativa para aumentar o voluime. Mas a crise real é outra coisa. Os jovens de hoje querem ficar na praia com os amigos e ver o GP no iPad. Ao mesmo tempo, eles não vêem os pilotos como seus heróis. Isso não é fácil de resolver”. O presidente não-executivo da Mercedes lamentou ainda a existência de demasiadas regras e alertou que “há limites no que os pilotos podem dizer à imprensa. Estamos num ponto de quebra”.


Ler mais: Niki Lauda

O Lauda tem razão. Hoje em dia a malta mais nova mal deve saber o nome do Campeão do Mundo. Se há 15 ou 20 anos facilmente se pensava logo no nome de meia dúzia de equipas, Lotus, Tyrrell, Brabham, Bennetton, hoje em dia devem conhecer Ferrari, Mclaren e Williams, muito por culpa das constantes mudanças.

Além do que o Lauda disse, o problema é mais profundo: para começar, a F1 elitizou-se demasiado. Antes, ligava-se a televisão ao Domingo ao almoço e lá estavam eles; hoje em dia, só os canais privados podem pagar os balúrdios que custam os direitos televisivos. Em vez de a F1 entrar pela casa das pessoas, esconde-se em canais pagos. Se nós aqui somos capazes de correr meia Internet atrás de um stream manhoso para ver a corrida, a grande maioria não está simplesmente para se chatear (ou nem sabe onde dá, sequer). Para além disso, a F1 fugiu dos meios tradicionais e recusa-se a entrar nos novos. O Lauda falou bem na questão dos jovens quererem ver a F1 nos seus iPads. O problema é que a F1 tem uma presença marginal na Internet.

Para além de poder permitir acesso às corridas ou mesmo a conteúdos exclusivos, a F1 podia facilmente disponibilizar vídeos e documentários históricos, informação detalhada de equipas e pilotos do passado mas não só não partilham como nem deixam partilhar.

Por último, a questão dos carros e das corridas propriamente ditas. Há anos, tínhamos V10 que gritavam a alto e bom som perto das 20 000rpm e com potências próximas dos 900cv. Há 30 também tínhamos motores turbo mas com uma voz rouca que metia medo ao longe e que atingiam os 1000cv. Hoje temos uns carros que fazem menos barulho que um WTCC, limitados a 12000rpm e quase com a mesma potência de um qualquer super-desportivo. Temos regras difíceis de compreender até para quem segue atentamente, quanto mais para quem vê esporadicamente. Há obrigatoriedade de usar dois tipos de pneus (há coisa de 2 anos, salvo erro com o Perez na Sauber, houve uma corrida em que a Sauber se arriscava a ganhar sem parar devido às várias incidências da corrida. A 3 voltas do fim lá teve ele que parar para mudar pneus só porque sim), podem usar não sei quantos pneus, se estiver a menos de X distância em tal parte do segundo pode usar um truque para ultrapassar (não era muito mais simples simplesmente liberalizarem o uso do DRS e quem tem unhas que use à vontade?), qualquer toque dá penalização, se for em tal parte da pista pode-se pisar o limitador mas se for mais à frente já não se pode, tem que ter cuidado porque já usou 3 motores, 2 caixas de velocidas e 4 jogos de discos de travões, senão vai para o fundo da grelha... É demais. É preciso um manual de instruções para ver as corridas.

Para terminar (afinal ia-me esquecendo de um ponto), há a questão do calendário. Eu sei que quem tem dinheiro para este Circo actualmente é a malta carregada de petrodólares e outros que tal mas a maior fatia do público da F1 está na Europa e levar uma competição para longe dos seus adeptos sem conseguir atrair novos pode ser um risco para o futuro da modalidade.

A Fórmula 1 não pode viver só daqueles maluquinhos que se levantam às 4h da manhã para ver as corridas em streams manhosos e vão para o Autohoje comentar. Com o investimento que requer, tem que ser um desporto de massas que atraiam patrocinadores e permitam proximidade com os adeptos senão daqui a uns anos vai ser só uma recordação de uma coisa gira que houve em tempos.
 
Excelente gráfico. O que vejo após a paragem do Hamilton é o Rosberg durante 3 ou 4 voltas a ganhar entre 5 a 7 décimos por volta, até se aproximar do Hamilton ficando a aguardar. Isto significa que andou ainda cerca de 10 voltas abaixo do ritmo possível, o que dá uma perda entre 5 a 7 segundos (que provavelmente daria para a vitória).

Não me parece que os soft degradassem assim tanto, estavam no caso do Nico a ser trocados na extensão ideal.

Em todo o caso, a verificar-se o cenário inverso, pois concerteza, novas ordens de equipa. Eu acho que os pilotos da mesma equipa não se devem atrapalhar um ao outro desde que comprovadamente mais rápidos, ou por estratégia de corrida diferente ou devido a problemas técnicos. Isso funciona tanto a favor de um como do outro. Não o fazendo, só perdem: desta foi o Rosberg, numa futura corrida será o Hamilton, e os adversários agradecem.

Penso que não podes fazer as contas assim.

O Roseberg depois de meter penus novos fez 5 voltas bastante mais lento que o Hamilton. E só quando o Hamilton parou é que ele tentou recuperar tempo, não podemos assumir que esses 5 tempos é que eram os tempos que ele ia fazer nas 10 voltas seguintes... Se com pneus novos fez tempos piores, não acredito que no final de vida dos pneus iria manter o ritmo. Fez ali um pressing quase que resultou. Mas quando se chegou ao Hamilton nunca conseguiu estar perto para passar e nada fazia prever que se o Hamilton o deixasse passar ele se iria afastar como se admite que iria.
 
Ukyo Katayama, da Fórmula 1 para a Volta a Portugal

O japonês Ukio Katayama, ex-piloto de Fórmula 1, está presente na 76ª edição da Volta a Portugal em bicicleta com a sua equipa Team Ukyo.

Katayama sempre gostou de ciclismo mas começou a treinar mais intensamente para ganhar resistência com o objetivo de chegar à Fórmula 1.

A carreira do japonês na Fórmula 1 ficou marcada por um grande acidente na partida para o Grande Prémio do Estoril de 1995.

"É uma grande honra estar em Portugal, vir participar nesta prova. Gosto muito dos portugueses. Em 1995, tive um grande acidente no Grande Prémio do Estoril e foi um médico português que me atendeu e foi extraordinário. Fiquei com uma divida de gratidão para com os portugueses", recordou.

https://www.facebook.com/Formula1Portugal?fref=ts
 
Este ultimo vídeo on board havia de estar no youtube nem que fosse só meia horita. . . :) Ainda não vi o GP da Hungria pois nesse dia houve competição automóvel aqui na terrinha, mas parece que fiz bem em ter posto a gravar :)
 
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O Lauda tem razão. Hoje em dia a malta mais nova mal deve saber o nome do Campeão do Mundo. Se há 15 ou 20 anos facilmente se pensava logo no nome de meia dúzia de equipas, Lotus, Tyrrell, Brabham, Bennetton, hoje em dia devem conhecer Ferrari, Mclaren e Williams, muito por culpa das constantes mudanças.

Além do que o Lauda disse, o problema é mais profundo: para começar, a F1 elitizou-se demasiado. Antes, ligava-se a televisão ao Domingo ao almoço e lá estavam eles; hoje em dia, só os canais privados podem pagar os balúrdios que custam os direitos televisivos. Em vez de a F1 entrar pela casa das pessoas, esconde-se em canais pagos. Se nós aqui somos capazes de correr meia Internet atrás de um stream manhoso para ver a corrida, a grande maioria não está simplesmente para se chatear (ou nem sabe onde dá, sequer). Para além disso, a F1 fugiu dos meios tradicionais e recusa-se a entrar nos novos. O Lauda falou bem na questão dos jovens quererem ver a F1 nos seus iPads. O problema é que a F1 tem uma presença marginal na Internet.

Para além de poder permitir acesso às corridas ou mesmo a conteúdos exclusivos, a F1 podia facilmente disponibilizar vídeos e documentários históricos, informação detalhada de equipas e pilotos do passado mas não só não partilham como nem deixam partilhar.

Por último, a questão dos carros e das corridas propriamente ditas. Há anos, tínhamos V10 que gritavam a alto e bom som perto das 20 000rpm e com potências próximas dos 900cv. Há 30 também tínhamos motores turbo mas com uma voz rouca que metia medo ao longe e que atingiam os 1000cv. Hoje temos uns carros que fazem menos barulho que um WTCC, limitados a 12000rpm e quase com a mesma potência de um qualquer super-desportivo. Temos regras difíceis de compreender até para quem segue atentamente, quanto mais para quem vê esporadicamente. Há obrigatoriedade de usar dois tipos de pneus (há coisa de 2 anos, salvo erro com o Perez na Sauber, houve uma corrida em que a Sauber se arriscava a ganhar sem parar devido às várias incidências da corrida. A 3 voltas do fim lá teve ele que parar para mudar pneus só porque sim), podem usar não sei quantos pneus, se estiver a menos de X distância em tal parte do segundo pode usar um truque para ultrapassar (não era muito mais simples simplesmente liberalizarem o uso do DRS e quem tem unhas que use à vontade?), qualquer toque dá penalização, se for em tal parte da pista pode-se pisar o limitador mas se for mais à frente já não se pode, tem que ter cuidado porque já usou 3 motores, 2 caixas de velocidas e 4 jogos de discos de travões, senão vai para o fundo da grelha... É demais. É preciso um manual de instruções para ver as corridas.

Para terminar (afinal ia-me esquecendo de um ponto), há a questão do calendário. Eu sei que quem tem dinheiro para este Circo actualmente é a malta carregada de petrodólares e outros que tal mas a maior fatia do público da F1 está na Europa e levar uma competição para longe dos seus adeptos sem conseguir atrair novos pode ser um risco para o futuro da modalidade.

A Fórmula 1 não pode viver só daqueles maluquinhos que se levantam às 4h da manhã para ver as corridas em streams manhosos e vão para o Autohoje comentar. Com o investimento que requer, tem que ser um desporto de massas que atraiam patrocinadores e permitam proximidade com os adeptos senão daqui a uns anos vai ser só uma recordação de uma coisa gira que houve em tempos.[/FONT][/COLOR]


Subscrevo na integra. e deitando ainda mais lenha na fogueira, os circuitos... os circuitos pá!... o flagelo que se abateu sobre a F1 desde a chegado do Tilke....e das regras insípidas.... foi retirado o elemento perigo das pistas, e pior que tudo foi retirada a alma dos circuitos.. Hoje em dia são todos iguais, todos iguais...
 
Subscrevo na integra. e deitando ainda mais lenha na fogueira, os circuitos... os circuitos pá!... o flagelo que se abateu sobre a F1 desde a chegado do Tilke....e das regras insípidas.... foi retirado o elemento perigo das pistas, e pior que tudo foi retirada a alma dos circuitos.. Hoje em dia são todos iguais, todos iguais...

Bem lembrado. Hockenheim sofreu o atentado que ainda há umas páginas atrás se falava. Da velha guarda restam praticamente só Spa, Monza, Silverstone, Montreal, Suzuka e Melbourne.
Destas, Spa até já esteve fora do Mundial e voltou praticamente porque era criminoso não ter esta pista no Mundial, vamos ver por quanto tempo. Montreal e Melbourne estão tremidas, Silverstone anda há anos em guerra com o Bernie (agora depois das obras a coisa deve ser para manter), Suzuka também chegou a saltar mas vai-se mantendo e agora até de Monza surgem notícias que poderá estar em risco. Ah, e tivemos o regresso do RB Ring este ano que embora muito reformulado mantém um traçado que me pareceu interessante. De resto, o que vai surgindo são Singapuras, Coreias e Bahreins sem graça nenhuma. Ainda por cima, o único circuito em condições que o Tilke desenhou (Turquia) também está fora.
 

Sempre faz mais sentido do que o que tenho lido por aí, que é basicamente o Alonso trocar a Ferrari pela McLaren. Isto sim parece-me alto disparate, pois esta McLaren não tem atractivo nenhum para um piloto campeão do Mundo..

E garantidamente não é a Honda que vem fazer milagres, porque motor bom já eles têm este ano, e é o que é..
 
Sempre faz mais sentido do que o que tenho lido por aí, que é basicamente o Alonso trocar a Ferrari pela McLaren. Isto sim parece-me alto disparate, pois esta McLaren não tem atractivo nenhum para um piloto campeão do Mundo..

E garantidamente não é a Honda que vem fazer milagres, porque motor bom já eles têm este ano, e é o que é..

Relativamente ao motor, não deixo de ter a sensação de que a Mercedes está a jogar outro jogo com a McLaren, principalmente por já saberem que para o ano não serão eles a fornecer o motor e por outro lado escondem jogo tendo em conta que a McLaren tem tanta proximidade com quem está a desenvolver um motor (Honda).
 
Relativamente ao motor, não deixo de ter a sensação de que a Mercedes está a jogar outro jogo com a McLaren, principalmente por já saberem que para o ano não serão eles a fornecer o motor e por outro lado escondem jogo tendo em conta que a McLaren tem tanta proximidade com quem está a desenvolver um motor (Honda).

Também me parece isso. Nem a Mercedes deve querer grande proximidade com a Mclaren nem estes devem querer abrir muito o jogo com eles; a prioridade deve estar nos bastidores em trabalhar com a Honda. Esta parece-me claramente uma época de transição. O Ron Dennis também voltou à equipa depois de ter estado afastado das corridas e parece-me que ainda deve andar a por ordem na casa.
 
Hm estas coisas não são assim. Há contratos a cumprir, e se fizessem isso facilmente eram desmascarados pela equipa..

Agora claro que não meto a mão no fogo, F1 são muitas jogadas de bastidores.
 
Bem lembrado. Hockenheim sofreu o atentado que ainda há umas páginas atrás se falava. Da velha guarda restam praticamente só Spa, Monza, Silverstone, Montreal, Suzuka e Melbourne.

Em Spa foi também eliminada a paragem do autocarro.. o que lá colocaram é uma autêntica aberração..... Adivinha quem foi o arquitecto?....

Monza já não é o que era. As curvas de Lesmo são agora bastante mais lentas do que eram. Já não separam os homens dos meninos, como antes... Adivinha quem foi o arquitecto?....

Silverstone é uma sombra do que já foi. Esta ultima verão com o miolo super lento, e o redesenhar das curvas encadeadasda zona de Beckett's retirou também muita velocidade nesta zona... Aqui penso que o problema foi terem passado o MotoGP para esta pista...

Suzuka foi também intervencionada.. a curva 130R agora é a 100R - topas? - e a curva Spoon foi tambem redesenhada.... Adivinhas o arquitecto?...

Melbourne não é da velha guarda... Adelaide sim é da velha guarda... esse é o circuito que haveria de figurar no Mundial...

Destas, Spa até já esteve fora do Mundial e voltou praticamente porque era criminoso não ter esta pista no Mundial, vamos ver por quanto tempo. Montreal e Melbourne estão tremidas, Silverstone anda há anos em guerra com o Bernie (agora depois das obras a coisa deve ser para manter), Suzuka também chegou a saltar mas vai-se mantendo e agora até de Monza surgem notícias que poderá estar em risco. Ah, e tivemos o regresso do RB Ring

Ah o que restou do fabuloso Osterreichring... sem dúvida a minha pista de eleição!... . O que este senhor fez nesta pista, deveria ser suficiente para ser condenado a prisão perpétua...:sh)...


este ano que embora muito reformulado mantém um traçado que me pareceu interessante. De resto, o que vai surgindo são Singapuras, Coreias e Bahreins sem graça nenhuma. Ainda por cima, o único circuito em condições que o Tilke desenhou (Turquia) também está fora.

Se reparares a Turquia só tem uma curva de jeito (?), a curva 8. Todos os circuitos posteriores têm uma versão desta curva.. e desenhados por que senhor???
 
Também me parece isso. Nem a Mercedes deve querer grande proximidade com a Mclaren nem estes devem querer abrir muito o jogo com eles; a prioridade deve estar nos bastidores em trabalhar com a Honda. Esta parece-me claramente uma época de transição. O Ron Dennis também voltou à equipa depois de ter estado afastado das corridas e parece-me que ainda deve andar a por ordem na casa.
Tb vou por essa teoria.
.esta faz lembrar aquela Mclaren...Peugeot....de má memória...mas o que veio depois foi quase tão bom como o que antecedeu esse ano.
 
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