F1 - 2012

O termo que ele deveria ter usado era "regras" ou "limitações em corrida", e não segurança.

Pior é ás vezes dizerem tanta coisa e depois nada ser estritamente esclarecido. Um pouco como as Leis, há maneira de a contornar e explorar.
 
Mas qual é o nível de segurança razoável que mantém o risco e a piada, para o sr.? Eu percebo o que ele quer dizer e pessoalmente não gosto, por exemplo, da facilidade com que se anda fora de pista hoje em dia, devido às escapatórias asfaltadas. Considero que era muito mais de piloto quando não se podia meter a rodinha fora de pista sob pena de perder tempo ou até despistar-se. Obrigava a mais concentração e a desenvolver mais os dotes de pilotagem.

Mas a segurança, no seu todo, tinha de evoluir. O sr. não podia esperar que hoje em dia ainda se competisse num charuto preso a 4 rodas e a um motor de 900CV numa pista delimitada por fardos de palha com fotógrafos inclinados sobre a mesma. Como já disse no exemplo atrás, há aspectos da segurança de que não gosto, mas quando se tenta tornar algo realmente seguro, criam-se medidas que têm de trabalhar em conjunto, senão não atingem uma eficácia relevante.
Seja como for, feridos e mortos não abonam nada o que quer que seja. Ele tem a opinião que a F1 devia ser só para quem tivesse "tendências suicidas", eu acho que a F1 deve ser palco para mostrar dotes de pilotagem, e isso é possível sem que se ponham vidas em risco propositadamente ou por descuido. Porque risco há sempre. Apenas se tornou menor.
Ao longo dos anos, a F1 viu tantos óptimos pilotos e possivelmente óptimas pessoas com familia e amigos perderem a vida em acidentes. O que é que isso trouxe? Trouxe mais emoção devido ao drama e à tragédia? Sim, é indesmentível. Valeu a pena? Para mim, que nem conhecia pessoalmente as vítimas, é claro que não. Falando apenas das consequências na competição, quem me dera ter visto, por exemplo, o desenvolvimento dos duelos Senna-Schumacher. E os que acompanharam outros tempos, de certo gostariam de ter visto durante mais tempo os dotes de Gilles Villeneuve, por exemplo, ou de Jochen Rindt que continuaria a pilotar não fosse a morte do amigo Courage e o seu próprio destino, entre outros nomes que constam no longo obituário da competição, como Jim Clark e Steffan Belloff.

Eu diria em resposta: "Se queres correr riscos desnecessários, faz escalada sem arnês".


Em suma concordo contigo.

Creio que a linha de Moss também não era bem essa, acredito que falava mais a nível de desenvolvimento dos carros. Antigamente as equipas tinham liberdade para criar, para desenvolverem motores e soluções que lhes permitissem serem mais rápidos. Hoje em dia criam-se regras para os carros serem mais lentos. Houve uma espécie de downgrade os carros.

Óbvio que ninguém quer ver pilotos a morrer em todas as corridas mas eu gostava de ver carros com 1000cvs, quase indomáveis, nas pistas, que já por si são bastante seguras. Também se está a levar isto da segurança longe demais, começa a ser desinteressante, é monótono e aborrecido. A F1 deve ser o expoente máximo de performance e neste momento o que se pede às equipas é que o sejam mas com regras muito muito apertadas que acabam por "castrar" os carros...
 
Se o Moss estivesse com esse tipo de pensamento então deveria estar a ver alguma época anterior de Formula 1 pois actualmente e apesar de tanta regra e limitação, o campeonato está a ser muito bom, com vários vencedores, de várias equipas.
Se não houvesse estas restrições talvez tivessemos uma ou duas equipas a dominar por inteiro e aí sim, era monótono e aborrecido. Como as coisas estão é bom ver até a "velhinha" Sauber a lutar por lugares mais à frente.

No Moto GP sim, está tudo mais aborrecido e com as CRT no que é suposto ser a Classe Rainha das duas rodas..
 
Em suma concordo contigo.

Creio que a linha de Moss também não era bem essa, acredito que falava mais a nível de desenvolvimento dos carros. Antigamente as equipas tinham liberdade para criar, para desenvolverem motores e soluções que lhes permitissem serem mais rápidos. Hoje em dia criam-se regras para os carros serem mais lentos. Houve uma espécie de downgrade os carros.

Óbvio que ninguém quer ver pilotos a morrer em todas as corridas mas eu gostava de ver carros com 1000cvs, quase indomáveis, nas pistas, que já por si são bastante seguras. Também se está a levar isto da segurança longe demais, começa a ser desinteressante, é monótono e aborrecido. A F1 deve ser o expoente máximo de performance e neste momento o que se pede às equipas é que o sejam mas com regras muito muito apertadas que acabam por "castrar" os carros...

O artigo é muito curto e não se consegue ter a certeza absoluta do contexto, mas parece-me a mim que ele fala da segurança no geral, e faz uma comparação directa entre a época dele e a recente.
Bom, em relação ao downgrade, em algum momento teria de acontecer, senão acredito que já não valia a pena os carros terem rodas. [:D]
Houve épocas na competição em que as máquinas eram autênticas bestas, até para as melhores mãos e pés do mundo. Lembremo-nos do Grupo B e do Grupo C, por exemplo. Era uma loucura. Acho que ninguém ficava indiferente ao deparar-se com aquilo e esses tempos de certeza que foram muito importantes para fazer adeptos de desporto motorizado. Mas nem só de quebrar novos records de potência e velocidade vive a competição. Há que ter controlo nos gastos e haver preocupação com outras vertentes de um carro. Daí que tenha havido sempre mãozinha da organização para não haver desequilibrios no desenvolvimento dos carros, acho eu.
Se as equipas fizessem o que lhes apetecesse, na F1, por exemplo, o mais provável era termos a Ferrari a dominar enquanto houvesse dinheiro até que surgisse outro gigante disposto a gastar o que tivesse e o que não tivesse para a destronar. Tínhamos uma sucessão de domínios. Isto, se entretanto não fosse tudo por água abaixo por falta de interesse devido à falta de competição. Era uma escalada de custos de desenvolvimento, uma corrida onde vencia quem tivesse mais dinheiro e não quem fosse mais hábil a fazer melhor com a mesma base. A competição livre e pura é tão difícil que penso que é utópica. Tem de haver sempre uma restrição, uma regra, um limite de forma a manter os concorrentes juntos, de forma a criar verdadeira competição.
Esta época da F1 está a ser a prova que é possivel ter muita competição hoje em dia. Eu por exemplo, acho o DRS e o KERS uma fantochada mas na realidade a fórmula finalmente está a resultar. E isso é o que se quer atingir, no fim de contas. É ver carros a lutar por posição.
Por mim, para além do regresso dos pneus slick, tinham voltado também as caixas manuais com pedal de embraiagem e talvez também o efeito-solo. Mas por muito nostálgico, belo e bom do ponto de vista de distinguir os melhores que isso seja, tal seria um retrocesso no desenvolvimento automóvel e portanto, nunca irá acontecer.
 
Foi animado. Mas esperava que o Schumacher tivesse ficado um pouco mais acima. Os Force India portaram-se bem. Já os McLaren...
Era bom que amanhã chovesse um pouco, mas não há previsão disso.
 
Ainda dizem que o Ferrari é chasso..

No inicio da temporada até podia ser verdade. Parece-me é que, como o rótulo colou, o Alonso continuou a justificar os resultados menos bons com isso. Quando acaba bem classificado, é obra do espirito santo. [:D] "O carro não presta; Se vencer, sou herói. Se perder, tenho desculpa."
O que é facto é que ele tem sido o piloto que mais tem mostrado as capacidades do carro e tem sido mais consistentemente candidato à vitória.
 
Excelente qualificação.

Mas a Mercedes tem sérios problemas de estratégia. O Schummi na Q1 com os pneus mais duros e o timing do Rosberg na Q2 mostra isso mesmo.

Entretanto, o Alonso continua numa forma fenomenol (basta ver os resultados do Massa) e o RBR e os McLaren parecem ser os melhores carros no seco.

Já o Lotus é o Dark Horse. Tanto corre bem como corre mal. Aamanhã, no caso do Raik, pode correr bem caso a corrida seja em seco.
 
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