para exercer a liberdade é necessário ter responsabilidade
isso até está implicito na educação de qualquer criança ou adolescente, à medida que crescem e a responsabilidade aumenta também aumenta a liberdade que têm
daí a conexão entre direita economica e algum conservadorismo social
já a esquerda na maior parte dos casos quer a solidariedade economica precisamente para ter mais margem para alguma irresponsabilidade, depois se alguma coisa correr mal o estado, ou seja os outros, pagam as contas
este tópico tem vários anos, foi criado em 2004, repescado em 2014 e depois novamente em 2017
até agora pouco interesse, de repente o interesse disparou
só que uma reflexão fundada não se faz de um dia para o outro e na maior parte dos casos nota-se uma análise muito superficial
um dos problemas de legalizar a eutanásia é este:
este aumento deve-se sem grande dúvida a que aos poucos a eutanásia faz com que exista pressão social, da família e pessoal hospitalar, sobre os doentes para estes pedirem para morrer, para evitar o sofrimento da familia, trabalhos e despesas
noutros tempos, noutras culturas acontecia frequentemente, a eutanásia não era apenas legal, existia uma forte pressão sobre os doentes para que eles morressem quando estavam bastante incapacitados
toda a converseta sobre condições de vida sem dignidade tresanda a isso, a eutanásia trás de baixo do braço o egoismo de muitas familias e até o eugenismo
outro problema é o desinvestimento em cuidados paliativos, há muitas mais pessoas que, em podendo, optam pelos cuidados paliativos, trabalhosos e caros, que pela economica e fácil eutanásia
ora as pessoas irão optar muito mais pela eutanasia se não lhe forem oferecidos cuidados paliativos
pelo que tenho lido e ouvido nos paises em que a eutanasia foi aprovada o investimento em cuidados paliativos abrandou significativamente
o grande debate devia ser como implementar mais e melhores cuidados paliativos, aprovar a eutanasia sem uma ampla rede de bons cuidados paliativos é uma grande asneira, é a melhor forma de nunca a virmos a ter e os cuidados paliativos são a escolha da enorme maioria das pessoas em situação terminal