todos acham os cuidados paliativos bué de importantes, mas não se fala em difundir a sua implementação
pelo que li, 50% de nós irá precisar deles, no final da sua vida, mas atualmente apenas estão disponiveis para cerca de 10% das pessoas
Por outro lado dizem-me que tendo cuidados paliativos adequados são raros os doentes que pedem para morrer.
os tempos finais da vida, para serem vividos com um minimo de condições, são muito caros. É natural que o estado não esteja muito virado para gastar dinheiro com pessoas que em breve vão morrer, que nunca mais irão ser rentáveis
com cuidados paliativos muito menos pessoas pedem a eutanásia
mas a eutanásia é muito mais barata
daí que os que gerem as contas publicas tenham muito mais interesse em que o debate publico se centre na permissão da eutanásia (e a maioria das pessoas não distingue eutanásia de ortotanásia ou distanásia) que na implementação dos cuidados paliativos.
que a legalização da eutanásia irá fazer aparecer pressões sobre os doentes (por parte de familiares e pessoal médico) para a pedir é óbvio e inevitável
os familiares que hoje abandonam um idoso num hospital para irem de férias descansados não se coibirão de dar a entender ao doente que o melhor será ele pedir para morrer. E se não pedir, pode meter-se no quarto escuro até ele entrar em depressão e pedir para morrer.
já agora, a associação
NOMEIODONADA abriu a primeira unidade de cuidados continuados e paliativos pediátricos no país, em Matosinhos. Com esta unidade várias crianças vão poder receber mais apoio enquanto estão internadas.
Uma única para todo o país. Mas isto não é falado. Compreendo, criar estas coisas fica muito caro.
Francamente acho que os libertários apoiantes da eutanásia são muito ingenuos, uns verdadeiros patinhos, idiotas úteis, aldrabados como crianças por quem prefere legalizar a eutanasia que gastar dinheiro a implementar cuidados paliativos dignos desse nome.