Também concordo que é demagógico dizer que há muito desemprego porque as pessoas não querem trabalhar.
É verdade que há muitas pessoas nessa situação, eu recordo-me duma situação que acompanhei aqui há uns anos, em que vi o fecho de uma empresa, e sairam umas 10 pessoas, as quais eu conhecia quase todas. Dessas 10, 3 rapidamente arranjaram emprego no mês seguinte ao fecho, umas 5 ou 6 arranjaram emprego precisamente no mês que acabou o subsidio de desemprego. E só uma é que teve mais dificuldades durante um ano ou assim em encontrar emprego.
Fiquei bastante impressionado, porque havia ali uma serie de pessoas, jovens e competentes, que simplesmente não lhes apeteceu arranjar emprego, preferiram descansar uns tempos à conta do subsidio.
Mas penso que hoje em dia estes casos são uma minoria. Conheço também bastantes casos bastante desesperantes, de desemprego estrutural, de pessoas já com alguma idade, etc,etc.
O Estado tem é que ter mecanismos de identificar muito bem uns e outros. Nem que tenha que obrigar os desempregados a trabalhar para o próprio Estado ou a frequentarem acções de formação contínua.