Escolas e Professores

As tais regras burocráticas, ineficientes, sem sentido, horrorosas... Estas regras é que são o inimigo... Não é o funcionário que é obrigado a seguir essas regras...

É como tirar o cartão de utente num centro de saúde... Já tinha o cartão, mas como agora tenho médico de família tenho de mudar de cartão e entretanto ando com um papel durante meses... É estúpido e lento...
A culpa é de quem? Da funcionária?[8b] [8b]

ZeroRPM até posso concordar contigo. Mas neste caso aplica-se a um decreto lei com 3 alíneas muito simples que rege as transferências. E não me souberam responder. Até os meus colegas que indirectamente lidaram com isto sabiam.

Achas normal?
 
Aqui ressalvo ainda, que num dos trabalhos mais recentes em que estive quando ceguei tinha que fazer um trabalho de 2 semanas em 1. Quando saí, tinha mais funções. E fazia num dia. Se quiserem posso explicar mas não adianta. Não deixei de fazer nada. Procurei tornar-me eficiente. Acho que consegui.

Não duvido disso, e é natural sermos melhores e mais eficientes em tarefas que realizamos. Mas quando te foi atribuida essa tarefa, continuaste com todas as antigas que já te sobrecarregavam todo o teu tempo e mais algum e ainda te deram uma a mais?
 
1º Os professores ensinam.

2º Os pais educam.

Aos pais que competia educar não o fizeram. Então o professor demiti-se da sua função. Sendo que no final do mês leva o ordenado na mesma.

"usa de enorme hipocrisia e, acima de tudo o resto, ignorância"



Não! A função de educar/ensinar não se confina à escola.

O pai educa e ensina, dá as bases! A escola dá continuidade.

Como já dizia António Pinela, "a escola não poderá substituir-se à função da família, no que a esta cabe na função educativa de seus filhos. A tarefa educativa compete tanto à escola quanto à família, em planos diferentes, obviamente."
 
Chutar a culpa para os pais parece-me fácil. O meu momento de menor lucidez não se resume a isto. Enfim, não vale a pena aprofundar.

Em relação à hipocrisia. Resumir isto a um telefonema, é hipocrisia total. Ou analfabetismo. Bastava ler!

Da mesma maneira que chutar e culpar os professores é fácil.
 
ZeroRPM até posso concordar contigo. Mas neste caso aplica-se a um decreto lei com 3 alíneas muito simples que rege as transferências. E não me souberam responder. Até os meus colegas que indirectamente lidaram com isto sabiam.

Achas normal?

Não, não acho... Mas onde é que encaixas os professores nisto?
 
Ou seja, que vá trabalhar para a secretaria, certo? Que deixe de lado as suas obrigações e as suas tarefas e que vá fazer outro tipo de trabalho porque afinal de contas, "não custa nada"? Entendi.

Desde que isso não entre em choque com a normal realização do seu trabalho...
 
Chutar a culpa para os pais parece-me fácil. O meu momento de menor lucidez não se resume a isto. Enfim, não vale a pena aprofundar.

Em relação à hipocrisia. Resumir isto a um telefonema, é hipocrisia total. Ou analfabetismo. Bastava ler!

O seu problema é que todos nós lemos a sua intervenção e ainda não se percebeu de que forma é que os professores (chamados por si ao título do tópico) são responsáveis pelo mau atendimento aos seus pedidos de informação. Tente lá mais uma vez, se não for muito incómodo.

No que diz respeito aos pais, fácil é fazer o que fez. Que nem é original. Reconhecer culpas, nem que sejam de outros pais, é que parece ser sempre demasiado difícil para quem tanto aprecia a critica aos professores.

Quanto à referência ao analfabetismo, digo-lhe que não desespere. Tomara que a sua filha acabe tão analfabeta como os professores com que argumenta neste momento. Sem maldade.
 
Muitas dessas regras rígidas passam, muitas vezes, pela imposição do ensino tradicional - com o professor-debitador à frente de uma sala de aulas, que descura os conhecimentos prévios que a sua filha leva para a escola e coloca todos os alunos ao mesmo nível (não planifica as atividades de acordo com as dificuldades manifestadas pelos seus alunos) - será este para si o professor competente?


Sabia que há vários colégios que nem pagam alguns salários aos seus docentes? Conheço vários casos que ficaram com cerca de 3 meses sem receber ou depararam-se com "cheques-carecas" na hora de depositar o ordenado. Acha que estes professores estão motivados? Considera que um professor que trabalhe nestas condições dá o melhor de si?

Quanto aos "20 para ocupar o lugar", saiba que há muitos que o abandonam com muito gosto.





Suponho que opina baseado no "ouvi dizer que..."; todavia, como essa é a minha área e meio de trabalho, logo falo por experiência, só posso aferir que está enganado.

Desde o Jardim de Infância até à conclusão da minha licenciatura, passei 20 anos da minha, ainda curta, vida "nas mãos" de educadores e professores de estabelecimentos públicos e, como menos competente, só tenho a apontar o dedo a 1 professor!





Eu nem uma, nem outra!
Quero simplesmente desenvolver competências (saber, saber-fazer e saber-ser) nos meus alunos!

Vânia, a primeira expressão que me vem à cabeça. É "Agradecido por seres professora". Mas em relação à realidade do sistema de ensino publico parece-me que queres pintar de cor de rosa algo que está bastante negro. Não é minha intenção imputar culpas a ninguém mas descobrir soluções que a longo prazo possam ajudar. A minha filha, os professores e eu. Ainda não desisti de estudar.

Em relação ao privado segue a linha do que se passa em qualquer sector. Infelizmente. O trabalho deve ser acima de tudo honrado. Ninguém deve trabalhar por esmola.
 
O seu problema é que todos nós lemos a sua intervenção e ainda não se percebeu de que forma é que os professores (chamados por si ao título do tópico) são responsáveis pelo mau atendimento aos seus pedidos de informação. Tente lá mais uma vez, se não for muito incómodo.

No que diz respeito aos pais, fácil é fazer o que fez. Que nem é original. Reconhecer culpas, nem que sejam de outros pais, é que parece ser sempre demasiado difícil para quem tanto aprecia a critica aos professores.

Quanto à referência ao analfabetismo, digo-lhe que não desespere. Tomara que a sua filha acabe tão analfabeta como os professores com que argumenta neste momento. Sem maldade.

A minha filha foi a melhor aluna da escola. Acabava o analfabetismo sem duvida. Não reconheço culpas em algo que não controlo ou intervenho. Pormenores para si! O discurso do "coitadinho" é sempre fácil. Mas pouco interessante e construtivo. Prefiro imaginar incompetentes que coitadinhos. Essa visão então é aterradora.
 
A minha filha foi a melhor aluna da escola. Acabava o analfabetismo sem duvida. Não reconheço culpas em algo que não controlo ou intervenho. Pormenores para si! O discurso do "coitadinho" é sempre fácil. Mas pouco interessante e construtivo. Prefiro imaginar incompetentes que coitadinhos. Essa visão então é aterradora.

Pois veja que o discurso do coitadinho, maltratado pela escola e pelos professores maus, é o seu, desde a primeira intervenção. Realmente, como diz, muito pouco interessante e construtivo...

Quanto ao reconhecimento de culpas do que lhe foge ao controlo, deixe-me que lhe diga que será difícil a um professor, à luz dessa sua convicção, assumir responsabilidade por erros de secretaria. Não acha?
 
Não sou por varias razões.

1º Não necessito
2º Ganha-se pouco
3º Não quero

Não estou a dizer que são todos assim, atenção a esse pormenor.

Tenho uma familiar que é professora até.


Aos poucos também vais dizendo umas verdades....
E também geralmente nunca se quer dizer aquilo que foi dito...no entanto manda-se o barro a parede e algum acaba por ficar agarrado....
 
Sei que foi extensamente discutido avaliação de Educador/Professor. E a postura era, esqueçam o educador. Eu sou daqueles que acha que os professores tinham saído a ganhar em maior parte dos casos.
.


A discussão de qual seria a função do professor veio ao de cima pelo facto de se ter afirmado que o professor do séc.XXI estava "doente", dado que se lhe exigia que assumi-se inúmeras tarefas, algumas das quais não directamente relacionadas com a sua formação.


Em relação aos sacrifícios e bom nome. Não iria duvidar, quando muito elogiar. Enquanto profissional que fui de várias áreas. De todas elas trouxe sempre comigo a convicção que dei o meu melhor. E quando não consegui, demiti-me..

E à sua semelhança, milhares de professores chegam a casa com a mesma sensação. Outros tantos chegam a casa, com a sensação de frustração devido a inúmeros factores que o afectam (in)directamente: falta de condições laborais, indisciplina e violência, desprestígio da profissão, rendimentos baixos (horários muitooooooo incompletos), mudança de área de residência, entre outros. É comum recorrer-se a afirmações do género "Só concorrem a horários pequenos porque querem" ou "Só vão para longe porque fazem essa opção". Tudo isso é verdade! E porque é que o fazemos? Por "amor à camisola", ou seja, a uma profissão e aos "seus" filhos - quando muitas vezes têm os próprios filhos a centenas de km de distância e só podem vestir o papel de pai/mãe presente ao fim-de-semana! E em troca, somos vistos na generalidade como o "cancro do ensino"!
 
Cá está um exemplo típico de alguém que escreve do que não conhece.

Começa por insinuar que os professores não gostam de realizar tarefas "menos nobres". Fica a critica. Desenvolvimento: nas sua posição na empresa desempenha muitas vezes funções de administrativo. Brilhante.

Deve, então, um professor, quando lhe apetece, chamar a si certas tarefas, que não lhe tinham sido atribuídas, e, de moto próprio, avançar contra a burocracia que o rodeia.

Se esta atitude for contestada pela secretaria da escola, que trata desses problemas, e que, repentinamente, se vê a braços com alguns free lancers de transferências escolares, é favor colocá-los no lugar dizendo que nenhum professor deve recusar tarefas "menos nobres". Certamente que o funcionário se acalmará...

Só um último pormenor, que é uma pergunta. Alguém aqui faz ideia da quantidade de papelada com que um professor (que seja, por exemplo, também director de turma) tem que lidar (muita a expensas próprias)? Falemos de números. Quem insinua que um professor nem fotocópias se digna a tirar que agora responda a esta pequena questão.

Demos a palavra aos ressabiados que nunca na vida aceitariam ser professores (nem o conseguiriam, certamente) mas que tão bem caracterizam quem o é.

Posso responder, não há problema, mas não respondo a mais ninguém porque já reparei que vocês são muitos.

A minha primeira observação em relação a ti. És recente, com o tempo talvez lá chegues.

Não insinuei nada pá, isto é um fórum não é um campo de batalha. Daí eu também não ser obrigado a ser brilhante.

Mas mesmo assim posso tentar clarificar a tua visão turva, característica de quem responde a pressa para matar. Já o tinha explicado antes: Quando me referi aos professores não quererem desempenhar profissões menos nobres foi um comentário jocoso, pois, normalmente é o que ouço a quem não quer fazer algo que lhe parece ser diminuidor da sua pessoa. Muitas vezes passam mais tempo a tentar arranjar justificação e a faze-lo do que o tempo demoraria essa tarefa e depois fazem-no a mesma.

É pá resto não tenho tempo nem me apetece………………
 
Não duvido disso, e é natural sermos melhores e mais eficientes em tarefas que realizamos. Mas quando te foi atribuida essa tarefa, continuaste com todas as antigas que já te sobrecarregavam todo o teu tempo e mais algum e ainda te deram uma a mais?

Continuei com todas. Por sorte ou azar. A interpretação nem sei bem qual lhe dê. As pessoas que o faziam anteriormente nunca tinham posto em causa que poderia ser feito melhor e mais rápido. Bastou esfolar-me uns meses para poder passar de uma semana de trabalho duro. Para 1 dia. Como é lógico logo de seguida foram-me atribuídas mais tarefas.
 
Voltar
Superior