Es.col.a

Se o objectivo é assim tão nobre, o que custa legalizar a situação?
Eu respondo:
Não dá jeito, porque o objectivo é mesmo dar o mau exemplo. O resto é apenas
um expediente.

E para o pessoal da ES.COL.A:
Prove me wrong.
Ou seja: façam lá as coisas dentro da legalidade e deixem de fazer espectáculos
deploráveis.

Custa que acontece como muitas outras. Aparecem sangue-sugas prontos para tudo.

Aliás, a primeira coisa era a nomeação de um presidente e 2 assessores. Esse presidente, seria alguém da confiança da Câmara, que teria de receber um ordenado. Digamos uns 2 500€ + carro + telemóvel. Depois os assessores, não iriam por menos de 1 500€ por mês + carro + telemóvel. Depois os próprios assessores iriam precisar de uma secretária cada um. Ora a prima do presidente e a cunhada da vizinha do assessor estão desempregados, portanto venha daí uns 1 000€ para cada uma delas.
Reorganização do espaço, dos conteúdos, contratação de prestador de serviços, empregadas de limpeza, computadores, etc, etc.

A instituição de solidariedade, sem fins lucrativos começa a apresentar prejuízos mensais, para ordenados, combustíveis, telemóveis, etc. Fora o grande investimento da Câmara, com fotografia da praxe. Como é preciso 10 000€ recrutam uns miúdos para irem para os centros comerciais pedirem uma ajuda a um projecto digno e tal e coiso...

Passado 3 anos, capa do JN: "Iniciativa da Câmara do Porto, travada por falta de fundos do governo".

Chatice...
 
De filosofia barata nao percebo nada desculpa... E quando eu nao percebo ... ou desconheço ... fico calado .

Filosofia barata, no meu dicionário, é defender situações ilegais com desculpas
esfarrapadas como:
- estavam a praticar o bem
- os que ocupavam o mesmo espaço anteriormente, e também ilegalmente, eram
piores

É que fico sempre sem saber se esse "bem" e "piores" não mudariam de adjectivo
se o adjectivador estivesse do outro lado da barricada...

É que, para mim, antes da filosofia, vêm os factos. E o facto inegável em toda
esta história é a ilegalidade da ocupação do espaço. Se estavam lá a praticar o
"bem" ou o "mal", é capítulo filosófico (de filosofia barata ou não). "Bem" e "mal"
são questões filosóficas.
Good and evil - Wikipedia, the free encyclopedia
In religion, ethics, and philosophy, the dichotomy "good and evil" refers to the location on a linear spectrum of objects, desires, or behaviors, the good direction being morally positive, and the evil direction morally negative.
Morality - Wikipedia, the free encyclopedia
Morality (from the Latin moralitas "manner, character, proper behavior") is the differentiation of intentions, decisions, and actions between those that are good (or right) and those that are bad (or wrong). A moral code is a system of morality (for example, according to a particular philosophy, religion, culture, etc.) and a moral is any one practice or teaching within a moral code.

Mas por mim, podes continuar a tentar justificar o injustificável com base nesses
conceitos filosóficos (baratos ou não), de que estavam lá a fazer "o bem"...
ilegalmente...
 
Vamos agora assumir que o projecto tem todos os méritos possíveis e imaginários, e que eles são Deus na Terra, e coiso.

1º Aniversário

18 horas - Workshop "Técnicas de Resistência Pacífica"
20 horas - Jantar comunitário "Conversas sobre Ocupação"


A par da bandeira do pirata e afins... é mesmo para levar a sério?

É falta de humor dos outros...
 
Já agora podes colocar é agenda completa ... nao vale a pena ser selectivo.

Ou a parte de

Aulas de Alemão
Leitura Colectiva
Jantar Comunitario
Atelier de Formação Musical
Capoeira
Xadrez
Oficina de Teatro
Apoio Educativo
Aulas de Guitarra
Portugues
Espanhol

E muitas outras actividades... nao contam ?

Eh pá!!!
Realmente, se assim é, ainda bem que acabaram com aquilo...
aulas de portugues?!?!
[:D] [;)]
 
Custa que acontece como muitas outras. Aparecem sangue-sugas prontos para tudo.

Aliás, a primeira coisa era a nomeação de um presidente e 2 assessores. Esse presidente, seria alguém da confiança da Câmara, que teria de receber um ordenado. Digamos uns 2 500€ + carro + telemóvel. Depois os assessores, não iriam por menos de 1 500€ por mês + carro + telemóvel. Depois os próprios assessores iriam precisar de uma secretária cada um. Ora a prima do presidente e a cunhada da vizinha do assessor estão desempregados, portanto venha daí uns 1 000€ para cada uma delas.
Reorganização do espaço, dos conteúdos, contratação de prestador de serviços, empregadas de limpeza, computadores, etc, etc.

A instituição de solidariedade, sem fins lucrativos começa a apresentar prejuízos mensais, para ordenados, combustíveis, telemóveis, etc. Fora o grande investimento da Câmara, com fotografia da praxe. Como é preciso 10 000€ recrutam uns miúdos para irem para os centros comerciais pedirem uma ajuda a um projecto digno e tal e coiso...

Passado 3 anos, capa do JN: "Iniciativa da Câmara do Porto, travada por falta de fundos do governo".

Chatice...

Desculpa lá, Hugo, mas isso não é necessariamente assim.

E como gosto de me documentar antes de falar, fui ler o blog da Es.col.a.

Em Julho do ano passado temos isto:

"Como o projecto que está a ser estudado para a antiga escola primária do Alto da Fontinha continua atrasado, a câmara decidiu conceder ao nosso projecto uma licença provisória de utilização do espaço! Nem mais nem menos, foi esta a resposta que a vereadora Guilhermina Rego transmitiu esta manhã à delegação da Es.Col.A. Será uma licença até ao final de Dezembro, a iniciar assim que seja assinado um contrato, cuja minuta nos será ainda hoje enviada, garantiu António Rebelo, engenheiro responsável pelo património municipal."

Para além disso...

"Contrariando uma decisão de primeira hora, a Es.Col.A vai constituir-se formalmente como associação e assumir figura jurídica. A hipótese negada à nascença foi reequacionada a bem do objectivo do projecto, uma vez que é condição sine qua non para a câmara municipal do Porto ceder à comunidade o equipamento da antiga escola primária do Alto da Fontinha. E foi aceite tendo como condição sine qua non para a Es.Col.A que a formalização do projecto não violará os seus princípios, nomeadamente o seu carácter autogestionário e a horizontalidade da organização, assente em decisões consensuais tomadas em assembleia, o que será salvaguardado no regulamento estatutário da futura associação."

Isto é de 6 de Julho de 2011.

Já em Maio de 2011 tinha havido um despejo. Foram readmitidos sob compromisso de formalização da associação, com um contrato de cedência temporário, de um imóvel ocupado ilegalmente.

Querem mais o quê?
 
Custa que acontece como muitas outras. Aparecem sangue-sugas prontos para tudo.

Aliás, a primeira coisa era a nomeação de um presidente e 2 assessores. Esse presidente, seria alguém da confiança da Câmara, que teria de receber um ordenado. Digamos uns 2 500€ + carro + telemóvel. Depois os assessores, não iriam por menos de 1 500€ por mês + carro + telemóvel. Depois os próprios assessores iriam precisar de uma secretária cada um. Ora a prima do presidente e a cunhada da vizinha do assessor estão desempregados, portanto venha daí uns 1 000€ para cada uma delas.
Reorganização do espaço, dos conteúdos, contratação de prestador de serviços, empregadas de limpeza, computadores, etc, etc.

A instituição de solidariedade, sem fins lucrativos começa a apresentar prejuízos mensais, para ordenados, combustíveis, telemóveis, etc. Fora o grande investimento da Câmara, com fotografia da praxe. Como é preciso 10 000€ recrutam uns miúdos para irem para os centros comerciais pedirem uma ajuda a um projecto digno e tal e coiso...

Passado 3 anos, capa do JN: "Iniciativa da Câmara do Porto, travada por falta de fundos do governo".

Chatice...

Andas a ver muitos filmes...

Eu fundei uma associação, não havia nada desses chulos, e a Câmara de Lisboa
forneceu umas instalações num bairro problemático de Lisboa também por 30€ ou
algo assim. E estamos lá há anos. Nunca houve qualquer interferência política.
E ninguém recebe um tostão. Antes pelo contrário.

Portanto, essas desculpas podem convencer muita gente. A mim não convencem.
Mais, estou plenamente convencido de que lhes foram dadas todas as oportunidades
e mais algumas para poderem ter aquele espaço legalmente. Não as quiseram foi
aproveitar.

Portanto, se alguém ficou mal na fotografia que tirei foram os gajos da ES.COL.A.
Se houve alguém que ficou bem, foi o Rui Rio (por lhes ter dado as oportunidades
que recusaram hostilmente).
 
Desculpa lá, Hugo, mas isso não é necessariamente assim.

E como gosto de me documentar antes de falar, fui ler o blog da Es.col.a.

Em Julho do ano passado temos isto:

"Como o projecto que está a ser estudado para a antiga escola primária do Alto da Fontinha continua atrasado, a câmara decidiu conceder ao nosso projecto uma licença provisória de utilização do espaço! Nem mais nem menos, foi esta a resposta que a vereadora Guilhermina Rego transmitiu esta manhã à delegação da Es.Col.A. Será uma licença até ao final de Dezembro, a iniciar assim que seja assinado um contrato, cuja minuta nos será ainda hoje enviada, garantiu António Rebelo, engenheiro responsável pelo património municipal."

Para além disso...

"Contrariando uma decisão de primeira hora, a Es.Col.A vai constituir-se formalmente como associação e assumir figura jurídica. A hipótese negada à nascença foi reequacionada a bem do objectivo do projecto, uma vez que é condição sine qua non para a câmara municipal do Porto ceder à comunidade o equipamento da antiga escola primária do Alto da Fontinha. E foi aceite tendo como condição sine qua non para a Es.Col.A que a formalização do projecto não violará os seus princípios, nomeadamente o seu carácter autogestionário e a horizontalidade da organização, assente em decisões consensuais tomadas em assembleia, o que será salvaguardado no regulamento estatutário da futura associação."

Isto é de 6 de Julho de 2011.

Já em Maio de 2011 tinha havido um despejo. Foram readmitidos sob compromisso de formalização da associação, com um contrato de cedência temporário, de um imóvel ocupado ilegalmente.

Querem mais o quê?

Exacto.
Tiveram todas as oportunidades.
Não as QUISERAM (não é "souberam", nem "puderam", é mesmo "quiseram") aproveitar.
Depois os outros é que são os "maus"... a câmara, a polícia, e até os bombeiros.
Irra! Tenham dó...
 
Desculpa lá, Hugo, mas isso não é necessariamente assim.

E como gosto de me documentar antes de falar, fui ler o blog da Es.col.a.

Em Julho do ano passado temos isto:

"Como o projecto que está a ser estudado para a antiga escola primária do Alto da Fontinha continua atrasado, a câmara decidiu conceder ao nosso projecto uma licença provisória de utilização do espaço! Nem mais nem menos, foi esta a resposta que a vereadora Guilhermina Rego transmitiu esta manhã à delegação da Es.Col.A. Será uma licença até ao final de Dezembro, a iniciar assim que seja assinado um contrato, cuja minuta nos será ainda hoje enviada, garantiu António Rebelo, engenheiro responsável pelo património municipal."

Para além disso...

"Contrariando uma decisão de primeira hora, a Es.Col.A vai constituir-se formalmente como associação e assumir figura jurídica. A hipótese negada à nascença foi reequacionada a bem do objectivo do projecto, uma vez que é condição sine qua non para a câmara municipal do Porto ceder à comunidade o equipamento da antiga escola primária do Alto da Fontinha. E foi aceite tendo como condição sine qua non para a Es.Col.A que a formalização do projecto não violará os seus princípios, nomeadamente o seu carácter autogestionário e a horizontalidade da organização, assente em decisões consensuais tomadas em assembleia, o que será salvaguardado no regulamento estatutário da futura associação."

Isto é de 6 de Julho de 2011.

Já em Maio de 2011 tinha havido um despejo. Foram readmitidos sob compromisso de formalização da associação, com um contrato de cedência temporário, de um imóvel ocupado ilegalmente.

Querem mais o quê?

A licença foi renovada e prolongada até ao passado mês de março”. Esta frase foi repetida em vários cabeçalhos noticiosos há cerca de dois meses, altura em que o Es.Col.A veio a saber da intenção da CMP em despejar a escola ocupada em abril de 2011, no Alto da Fontinha. Como é que, de forma instantânea, uma ordem de despejo se transforma num prolongamento dum contrato que nunca existiu? Por mais insistência com que esta data de fim de março seja apresentada pela autarquia e pelos media, a verdade é que apenas soubemos dela através duma carta de despejo, que não foi sequer enviada diretamente ao projecto ou à sua Assembleia.

Mas aqui estamos já a meio de um longo caminho no qual a CMP, através dos media, quer transmitir a versão que lhe convém, travestindo-a de factos assumidos e absolutos. Resta-nos a nós a desmontagem de alguns dos argumentos dos quais a CMP se faz valer para tentar justificar o despejo do projecto que no último ano deu vida a uma escola que estava abandonada há mais de 5 anos por essa mesma câmara.

“A Câmara acabou, em Julho, por atribuir ao Es.Col.A uma licença provisória para se instalar na antiga escola até ao final do ano”. Guilhermina Rego, em entrevista à RTP1 sobre o Es.Col.A, repetiu os argumentos que a sempre tão interessada jornalista do Público tinha deixado transparecer nessa manhã: como argumentário, parece-nos bem – pena é que, por mais que se repitam mentiras, elas não passem a ser verdade.

A 'licença provisória até ao final do ano' foi uma frase dita numa reunião sem carácter decisório entre representantes da CMP e uma delegação da assembleia do Es.Col.A; uma frase que deveria aparecer numa proposta de contrato que nos seria enviada - e nunca foi. A única relação formal entre a CMP e o Es.Col.A foi um contrato promessa (uma promessa de contrato), na qual nos comprometíamos a deixar o nosso caráter informal, transformando-nos em associação num prazo de 30 dias úteis e onde a autarquia se comprometia a, nos 10 dias úteis subsequentes, nos enviar a tal proposta de contrato. O Es.Col.A cumpriu a sua parte do acordo e, dentro do prazo, fizemos com que a vereadora soubesse que estava constituída a associação. A Câmara Municipal do Porto não cumpriu a sua parte: nunca chegou ao Es.Col.A, nem a alguém a ele ligado, qualquer proposta de contrato que falasse em final do ano. Será deste não contrato que falam Guilhermina Rego e os média, quando dizem que foi prolongado até março?

De seguida, o despejo foi suspenso, pelo menos até que houvesse diálogo entre a Câmara e o Es.Col.A. Mais uma vez, ficamos a saber pela comunicação social da decisão tomada em reunião de Câmara. Houve, então, uma nova reunião entre a vereação e dois delegados do projecto, e uma nova promessa de envio de proposta de contrato, que se revelou ser apenas uma carta de despejo para fim de junho.

Em Carta Aberta, o Es.Col.A explicou a sua recusa em aceitar este processo. Nunca tivemos vontade nem necessidade de ter qualquer tipo de existência formal. Decidimos fazê-lo, porque acreditámos que a manutenção do projeto era mais importante para os moradores da Fontinha do que o carácter informal do mesmo. Mas não há diálogo possível com quem acha que as conversas se começam com operações policiais ou ameaças de despejo. Nem vontade de aproximação com instituições que utilizam a mentira, amplificada nas televisões de todo o país, para defender a sua própria incompetência.


O Es.Col.A é um espaço ocupado, por gentes da terra, moradores do bairro operário da Fontinha e pessoas que procuram sonhar mais do que seguir ordens e, como tal, continua, mesmo sob ameaça de despejo imediato pela CMP, a manter a sua actividade normal com quem queira aparecer, lutando pela libertação de espaços e pela recuperação das nossas vidas no dia a dia, longe das lógicas que nos procuram mostrar como as únicas. O Es.Col.A não precisa de contratos – estava melhor com a indiferença camarária a que nos habituámos durante este ano de trabalho, um ano composto por pequenas vitórias. Os ventos de liberdade e rebeldia sopram pelas ruas da Fontinha: os seus habitantes começam a perceber que basta querer e fazer para que seja possível.

O Es.Col.A não será nunca despejado, porque não se podem despejar ideias.

Realço o "estava melhor com a indiferença camarária a que nos habituámos durante este ano de trabalho".
[;)]
 
Andas a ver muitos filmes...

Eu fundei uma associação, não havia nada desses chulos, e a Câmara de Lisboa
forneceu umas instalações num bairro problemático de Lisboa também por 30€ ou
algo assim. E estamos lá há anos. Nunca houve qualquer interferência política.
E ninguém recebe um tostão. Antes pelo contrário.

Portanto, essas desculpas podem convencer muita gente. A mim não convencem.
Mais, estou plenamente convencido de que lhes foram dadas todas as oportunidades
e mais algumas para poderem ter aquele espaço legalmente. Não as quiseram foi
aproveitar.

Portanto, se alguém ficou mal na fotografia que tirei foram os gajos da ES.COL.A.
Se houve alguém que ficou bem, foi o Rui Rio (por lhes ter dado as oportunidades
que recusaram hostilmente).

E qual o nome dessa associação sem fins lucrativos nos quais ninguém consegue interferir?
 
Realço o "estava melhor com a indiferença camarária a que nos habituámos durante este ano de trabalho".
[;)]

Especulação por especulação, eu diria que quem semeia ventos colhe tempestades.
Ou seja, nunca saberemos se esta tempestade teria ocorrido se não tivessem
semeado os ventos de não ir para a frente com a legalização.

Essa da intenção do despejo é apenas especulação.
Já a não legalização da associação é um facto. Tal como é facto que uma entidade
inexistente (sem personalidade jurídica) diz ter sido despejada de um espaço que
ocupava ilegalmente, e onde reunia objectos de proprietários não identificados (uma
vez que não existia uma entidade responsável pela ocupação do espaço, e pelo seu
recheio).

***Se*** tivesse ocorrido uma legalização da situação, e ***se*** tivesse havido
despejo, então ***se*** tudo isso ocorresse estaríamos sim perante um despejo de
uma associação para uma obra social. Como isto não ocorreu, estamos apenas
perante uma limpeza de um local ocupado ilegalmente.
 
Realço o "estava melhor com a indiferença camarária a que nos habituámos durante este ano de trabalho".
[;)]

E realças bem.

Mas como isto é um estado de direito, existem regras a ser cumpridas. A partir do atropelo das mesmas, cai tudo por terra.
O espaço não é da Es.col.a, nunca foi, e se fores a pensar bem, a CMP até acabou por ser condescendente (ou inoperante, dependendo da perspectiva), porque deixou a situação arrastar-se tempo demais.
A Es.col.a age como se o espaço fosse dela, quando não é. Age como se se tivesse apropriado do espaço de forma correcta quando não o fez.

Sabiam que iam ser despejados. Preferiram o espectáculo.
E pronto, avancem para os tribunais.
 
E realças bem.

Mas como isto é um estado de direito, existem regras a ser cumpridas. A partir do atropelo das mesmas, cai tudo por terra.
O espaço não é da Es.col.a, nunca foi, e se fores a pensar bem, a CMP até acabou por ser condescendente (ou inoperante, dependendo da perspectiva), porque deixou a situação arrastar-se tempo demais.
A Es.col.a age como se o espaço fosse dela, quando não é. Age como se se tivesse apropriado do espaço de forma correcta quando não o fez.

Sabiam que iam ser despejados. Preferiram o espectáculo.
E pronto, avancem para os tribunais.

A questão que aqui se tem discutido é a postura da Câmara. Que prefere arrancar com um processo com esta situação, enquanto drogados, vivem em espaços abandonados...
 
Especulação por especulação, eu diria que quem semeia ventos colhe tempestades.
Ou seja, nunca saberemos se esta tempestade teria ocorrido se não tivessem
semeado os ventos de não ir para a frente com a legalização.

Essa da intenção do despejo é apenas especulação.
Já a não legalização da associação é um facto. Tal como é facto que uma entidade
inexistente (sem personalidade jurídica) diz ter sido despejada de um espaço que
ocupava ilegalmente, e onde reunia objectos de proprietários não identificados (uma
vez que não existia uma entidade responsável pela ocupação do espaço, e pelo seu
recheio).

***Se*** tivesse ocorrido uma legalização da situação, e ***se*** tivesse havido
despejo, então ***se*** tudo isso ocorresse estaríamos sim perante um despejo de
uma associação para uma obra social. Como isto não ocorreu, estamos apenas
perante uma limpeza de um local ocupado ilegalmente.

Aparentemente, constituíram-se como associação.

Por um lado, abona em seu favor.
Por outro, e como não vi nas imagens ninguém de Mercedes nem secretárias boazonas, podemos inferir que essa questão não acontece em todas as associações do género.
 
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