Es.col.a

Qual é o interesse de ir para VNG? O foco da intervenção não é a população da Fontinha?

Exacto.
Por isso é que eu falei na CMP e Rui Rio sobre o tal artigo do vereador PS da CMVNG.
É que aquilo é uma forma de pressionar a distrital do PSD do Porto a dar mais uma
oportunidade à ES.COL.A. As eleições autárquicas estão a chegar, e existe o interesse
do PSD que o Menezes seja um candidato bem-visto aos olhos dos eleitores do Porto
que tradicionalmente podem não votar PSD.
Aliás, já andam a preparar "a coisa":
Luís Filipe Menezes
O domínio foi criado em 2007 mas tem sofrido actualizações este mês. Devem estar a
preparar o novo conteúdo (o que lá estava era de 2009).
 
Se querem mesmo ajudar as pessoas, qualquer lugar serve. Mas podiam ir para um daqueles bairros em que nem a polícia entra para ver o que lhes acontecia.

Sim, mas neste caso não faz sentido.
Já têm um programa definido e trabalhado em conjunto com aquela comunidade em particular,
pelo que seria desajustado "deitar o trabalho fora", e começar de novo. Eu até nem tenho
nenhum apreço pelo projecto, e reconheço que irem para outra comunidade é um absurdo.
 
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Criar um espaço autónomo, autogestionado, livre, não discriminatório, não comercial e aberto a diferentes actividades foram premissas que orientaram o projecto Es.Col.A. Daí chamar-se Espaço Colectivo Autogestionado do Alto da Fontinha. Nasceu com o bairro e para o bairro, com a comunidade e para a comunidade.

Com o desenrolar do projecto, e no seguimento das assembleias semanais, a Es.Col.A confirmou-se como estrutura horizontal, livre de hierarquias, inclusiva, apartidária, transparente e aberta, quer internamente quer para o exterior, disponibilizando informação, no bairro e na internet, sobre o seu funcionamento e actividades, incluindo resumo das assembleias e fotografias.

Consciente de que reabilitar, reutilizar e reciclar são a melhor forma de enfrentar a sociedade de consumo e de lutar por um mundo mais justo, desde o início que o projecto perseguiu esse caminho, reabilitando e reutilizando um edifício devoluto, num processo de autoconstrução, reciclando materiais, equipamentos e recursos, com águas pluviais a serem reaproveitadas para descarga de sanita e rega de uma horta comunitária que não teve tempo de se desenvolver. Entre os seus princípios constam a não promoção de consumo de produtos de origem animal, com intenção de incentivar o vegetarianismo através de informação, jantares vegetarianos e debates.

Funciona por autogestão, com decisões tomadas por consenso, procurando incluir todas as pessoas interessadas no projecto e não apenas os presentes em assembleia, com o objectivo de cuidar pelo bem-estar de toda a comunidade. Para facilitar o funcionamento, foram criados seis grupos de trabalho: Princípios do projecto, Infraestrutura, Logística, Jardim, Comunicação, Media. Estes grupos dispõem de autonomia para agir especificamente na sua área, seguindo os princípios da Es.Col.A e levando à assembleia assuntos que levantem dúvidas. Na sequência do despejo, os grupos coordenadores das tarefas relacionadas com infraestrutura e jardim ficaram em stand by.

O projecto Es.Col.A é um processo em permanente construção, dinamizado por novas ideias.

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Auto-gestão é uma forma de organização colectiva sem chefias. Todos participam segundo uma estrutura horizontal, em igualdade de condições e responsabilidades, com livre acesso às informações sobre a estrutura em causa. Um grupo autogestionado é constituído por indivíduos associados livremente que se governam a si mesmos.

Consenso tem por base a ideia de que cada um deve ter total controlo sobre a sua vida, rejeitando que essas decisões estejam a cargo de um grupo restricto. As decisões por consenso promovem a participação activa e a criação de comunidades fortes. Constrói-se através do diálogo, assente no respeito mútuo e tendo como princípio a horizontalidade entre os semelhantes. Ajuda os grupos a definirem as suas necessidades, sem excluir as minorias. O objectivo de consenso é atingir uma decisão partilhada por todas as pessoas incluídas no processo.

O consenso é primordial na auto-gestão, ambos são pilares da democracia directa.

@ ES.COL.A da Fontinha: princípios e funcionamento


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É tudo boa gente....

"Vídeo com ameaças a Rui Rio na Internet ditou o despejo do Es.Col.A

Site da câmara refere que o vídeo no YouTube, atribuído ao Anonymous, e o ataque ao sistema informático do município só podiam ter esta resposta por parte da autarquia. A oposição socialista concorda.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, não respondeu, ontem, às questões da oposição sobre o despejo do colectivo Es.Col.A da antiga escola do Alto da Fontinha, mas um texto colocado no site da autarquia indica que o fim da permanência do projecto no edifício foi ditado pela ameaça feita ao autarca, num vídeo colocado na Internet cuja autoria é atribuída ao grupo Anonymous. O mesmo texto indica que a autarquia pretende avançar com obras de reabilitação do edifício no segundo semestre deste ano.

O texto, que tem remissões para uma galeria fotográfica da escola desocupada e do vídeo com "a primeira ameaça feita ao presidente da câmara antes da desocupação", recorda que este foi seguido de "diversos ataques ao sistema informático" da autarquia, argumentando: "Em face a este lamentável comportamento, não restou à câmara qualquer outra solução que não fosse a reposição da legalidade, determinando o despejo coercivo dos ocupantes."

Uma justificação que parece ter apaziguado algumas dúvidas do PS que, numa declaração lida no início da reunião pública do executivo, criticava a "falta de capacidade, de parte a parte, em estabelecer um diálogo transparente e encontrar uma solução negociada", mas considerava o despejo "inevitável". "O facto de o grupo que ocupava a escola não se ter demarcado da ameaça pública ao presidente da Câmara do Porto realizada, via Internet, pelo grupo Anonymous é muito grave e tornou inevitável a desocupação", leu o vereador Correia Fernandes.

Ainda assim, para o PS, "o essencial está por resolver", uma vez que ainda não é conhecido qual o destino que será dado ao edifício que se encontrava abandonado há cinco anos, até à ocupação pelo Es.Col.A, em Abril de 2011.

O vereador da CDU Pedro Carvalho também pediu explicações a Rui Rio (que não obteve), lembrando que o executivo tinha aprovado uma proposta para que o despejo fosse suspenso. "A convicção que tive na altura é que a intenção era dar continuidade ao projecto. Não sei onde é que este desfecho cumpre esse objectivo", disse.

O Es.Col.A tinha sido despejado pela primeira vez em Maio do ano passado, mas reocupou o edifício, com autorização autárquica, em Julho. O colectivo argumenta que a câmara nunca lhe apresentou o contrato de ocupação do espaço, prometido nessa altura, e a autarquia afirma que o grupo não quis assinar esse mesmo contrato, apresentado em Março deste ano, e que previa a permanência do colectivo no edifício até ao final de Junho, mediante o pagamento de 30 euros mensais.

Ao PÚBLICO, o presidente da Junta de Freguesia de Santo Ildefonso, Wilson Faria, diz estar à margem de todo o processo, mas garante que a população da Fontinha já não apoia em bloco a presença do Es.Col.A. "Algumas pessoas queixam-se de barulho e a indicação que tenho é que as pessoas que lá estão nem são as mesmas que apresentaram o projecto há um ano", diz.

Num flyer destinado à população da Fontinha, o próprio Es.Col.A admite a existência de "alguns transtornos" na vizinhança, por causa do barulho, mas apela, ainda assim, ao seu apoio.

Ao final da tarde de ontem, cerca de 70 pessoas sentaram-se, durante cerca de 45 minutos, em posição de meditação, na Praça de Humberto Delgado. A seguir, formaram um grande círculo, de mãos dadas, durante cinco minutos. A calma com que tudo decorreu contrastava com os 12 carros da polícia estacionados no local. João Wandschneider explicou que a iniciativa pretende tratar a "raiva" que muitos sentem devido ao recente despejo do colectivo Es.Col.A da Escola da Fontinha. A meditação vai repetir-se, pelas 18h30, nas próximas terças-feiras."

in Vídeo com ameaças a Rui Rio na Internet ditou o despejo do Es.Col.A - Local - PUBLICO.PT
 
O vídeo é disponibiizado pela Câmara do Porto.

(...)

Pode ter começado como um projecto social... mas pelas imagens que vejo, de
projecto social já não deve ter nada há muito tempo.
Aquilo já estava a tornar-se um perigo para a saúde pública, quanto mais para
crianças que para ali fossem.

(...) a indicação que tenho é que as pessoas que lá estão nem são as mesmas que apresentaram o projecto há um ano (...)

Sem comentários...
 
Se forem realmente dos Anonymous, provavelmente só entenderão a
mensagem se a polícia de choque lhes fizer um duplo-clique com os
casse-têtes.
 
Espectáculo deplorável!
Belo exemplo estão a dar àqueles que diziam estar servir.
Citando-me a mim próprio neste tópico: Parasitas.
 
Eu sei que não devemos ser preconceituosos, mas o aspeto daquelas pessoas e do espaço que ocupam remete-te para uma atitude muito alternativa de liberdade sem limites e cultura cheia de cenas e tal e não obedecemos a ninguém porque somos oprimidos e não queremos cumprir regras.

Não se pede que ajam como professores formatados, mas podiam pelo menos tentar cumprir um acordo com os "donos" do estabelecimento para bem de todos.

Assim vão ser corridos como da outra vez.
 
<< "Activistas do colectivo Es.Col.A saíram da Fontinha às 22.30 mas regressam quinta-feira.

Os activistas do colectivo Es.Col.A que esta quarta-feira reocuparam a Fontinha, da qual tinham sido despejados quinta-feira, deixaram as instalações da antiga escola primária às 22:30, fechando portas e portões, mas regressam quinta-feira, dia para que têm agendada uma assembleia-geral.
Milhares de pessoas - activistas do colectivo Es.Col.A, populares e participantes das comemorações do 25 de Abril no Porto - ocuparam hoje, cerca das 17:45, a antiga escola primária da Fontinha, quebrando o cadeado de proteção do portão e entrando no espaço de onde tinham sido expulsos pelas autoridades na quinta-feira.

Durante toda a tarde, os activistas retiraram as várias chapas de metal pregadas nas portas e janelas da escola que tinham sido colocadas, quinta-feira, por trabalhadores da Câmara do Porto.

Eram 22:00 em ponto quando a música foi desligada e as luzes da escola começaram a ser apagadas, tendo as pessoas arrumado as coisas e a começado a abandonar a antiga escola primária da Fontinha para "não incomodar o bairro".

Às 22:30, depois da saída dos últimos activistas, a portão que hoje foi reaberto voltou a ser fechado, mas só até quinta-feira, já que o colectivo vai voltar, tendo agendada uma assembleia-geral para as 18:30.

Em declarações aos jornalistas, Ana Afonso, elemento do movimento, explicou que a escola "nunca foi um espaço onde as pessoas ficassem a morar ou a dormir", com a excepção de alguns dias no pré-desalojo devido à "tensão" mas realçando que esta foi uma situação "pontual". >>

Ativistas do coletivo Es.Col.A saíram da Fontinha às 22.30 mas regressam quinta-feira - JN
 
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