Psittacus
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O site está correcto, porque o curso no técnico é mestrado integrado. Esses 5 anos são já a contar com o mestrado. Mas ao fim de 3 tens o grau de licenciado.
Nem uma coisa nem outra. Estou em aeroespacial no IST.
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O site está correcto, porque o curso no técnico é mestrado integrado. Esses 5 anos são já a contar com o mestrado. Mas ao fim de 3 tens o grau de licenciado.
Nem uma coisa nem outra. Estou em aeroespacial no IST.
O site está correcto, porque o curso no técnico é mestrado integrado. Esses 5 anos são já a contar com o mestrado. Mas ao fim de 3 tens o grau de licenciado.
Nem uma coisa nem outra. Estou em aeroespacial no IST.
Então ao fim dos 3 anos na UBI é muito aconselhável tirar o mestrado, certo? []
Então ao fim dos 3 anos na UBI é muito aconselhável tirar o mestrado, certo? []
Na UBI o curso é bem mais fácil, bem menos teórico, as instalações são bem melhores que as do Técnico e a comida na cantina bate aos pontos a da cantina do Técnico. O clima académico é mais de borga e menos de estudo.
Bem, estes dois cursos são completamente distintos embora tenham quase o mesmo nome. Eu felizmente já convivi com ambas as realidades, pois sou aluno de 5º ano de Engenharia Aeroespacial e já participei em projectos nos quais consegui me aperceber das diferenças entre a UBI e o Técnico no que toca a este curso. Já visitei as instalações da UBI, já convivi com pessoal da UBI e o que tenho a te dizer é o seguinte:
Na UBI o curso é bem mais fácil, bem menos teórico, as instalações são bem melhores que as do Técnico e a comida na cantina bate aos pontos a da cantina do Técnico. O clima académico é mais de borga e menos de estudo.
No técnico tens mais prestígio, tanto ou mais companheirismo, tens imensas possibilidades de Erasmus para universidades muito conceituadas, tens mais dores de cabeça, mas tens sem duvida um ambiente muito porreiro onde estudar não se torna uma seca. Convém seres uma pessoa dinâmica porque o curso é bastante puchado, convém estares à vontade com as matemáticas e físicas e também em levar banhos de água fria. O curso é difícil até o 2º ano mas é a partir do terceiro que se vê quem resISTe.
Se voltava a escolher Engenharia Espacial, sem dúvida, embora de espaço pouco ou nada tenha a nível de disciplinas a não ser que vás de Erasmus.
Outra coisa, se pensas em optar depois pelo ramo de aviónica, mais vale optares inicialmente por engenharia electrotécnica em vez da aeroespacial.
É triste que ainda haja pessoas com esta mentalidade. Um curso num politécnico não é mais facilitado do que numa universidade. Já por aqui foi comentado dezenas de vezes mas por vezes parece que as pessoas se sentam ao frente ao espelho a dizer uma coisa vezes conta até que essa coisa seja verdade absoluta... :sh)
É assim, quem entra para este curso muito dificilmente deverá fazer planos a longo prazo porque a vida dá muitas voltas nos 5 ou mais anos que estiveres a fazer o curso. A verdade é que o futuro é sempre incerto porque simplesmente não sabes onde vais parar, e nesse aspecto tens que ter uma mente muito aberta, porque oportunidades de emprego não faltam, tens é que ir à procura e pensar mais além do nosso país, porque cá dificilmente serás remunerado de acordo com o teu currículo.
O que noto de quem tem ficado cá a trabalhar é que integra normalmente quadros de grandes empresas e consultoras, que o salário não é deveras adequado ao que te exigiram durante o curso e que trabalham normalmente na área da gestão.
Também deves estar a pensar, ha e tal vou para a TAP ou para a Portugália. Devo te dizer que cada vez está mais difícil integrar quadros destas empresas muito graças aos ordenados chorudos dos pilotos e ao facto de em breve a Tap ser privatizada.
Para quem quer ficar cá em Portugal o ramo de aviónica deverá ser o escolhido pois já existem n empresas e até spinoff's do Técnico. Tens nomes como Lusospace, Critical Software, GMV, Spinworks, UAVision.
Atrevo-me a dizer que uma pessoa para acabar o curso de Aero ou Mecanica no técnico com 13 trabalha 10 vezes mais que outra pessoa num curso de engenharia num Politécnico com média de 16. Aliás conheço pessoas com média 10-12 que demoraram 2 a 3 anos a fazer matemática e física de 12º ano que até se estão a safar bem em engenharia num politécnico.
Fiz uma licenciatura num politécnico, e fui para o técnico fazer o mestrado, que já está praticamente a terminar. E o que noto é que tenho mais capacidade do que muitos dos alunos que estão no técnico desde o inicio.
A formação que tive no politécnico foi mais do que suficiente para chegar ao mestrado do técnico e andar sem problemas nenhuns.
A verdade é que um bom aluno num politécnico é um bom aluno no técnico e vice-versa.
A grande diferença é que os melhores alunos à partida entram logo no técnico portanto é normal que formem melhores profissionais.
Agora para o JMSVS, nunca consegui passar no exame de matemática do 12º e até chumbei no secundário e tive de ir para o ensino nocturno para o completar e consegui entrar para o politécnico à rasquinha com 9.8 a física. Mas antes de te tirares muitas conclusões deixa me dizer te que ganhei uma bolsa de mérito na universidade e nunca chumbei a uma cadeira em 5 anos de ensino universitário que já passaram.
Pois, mas infelizmente não me sinto tentado a seguir aviónica, até porque, para isso, e como disseste, o melhor seria optar por electrotécnica ao invés da aeroespacial/aeronáutica.
Ando um pouco "à nora" relativamente àquelas que poderão ser as saídas profissionais concretamente, e é interessante que tenho notado isso mesmo já em alunos do curso (pelo que leio em fóruns da especialidade)...
Excluindo a aviónica, é mesmo complicado arranjar uma saída em Portugal? Apenas pergunto porque pela minha pesquisa, a maioria dos objectivos e saídas profissionais parecem não encaixar muito bem neste País, como a produção e concepção de aeronaves por exemplo.
Retirado do site da UBI:
- Actividades de planeamento da concepção, fabricação e funcionamento de aeronaves e astronaves
- Actividades de manutenção e exploraçao de meios aeronáuticos
- Gestão de sistemas relacionados com aeronaves, astronaves, satélites e suas operações
- Actividades de investigação e desenvolvimento no campo aeroespacial
Se um cargo num aeroporto, numa empresa como a TAP e afins é assim tão complicado como dizes, vejo a minha vida complicada em Portugal para um curso com tanta saída. :sh)
O curso em si parece-me interessante, as cadeiras são aquelas onde me sinto mais à vontade e tudo mais, mas sem exemplos concretos das minhas possíveis funções em saídas futuras, não consigo ter uma ideia se será mesmo aquilo que pretendo.
Mais uma vez agradecido pela ajuda prestada neste tópico![]()
Técnico e Feup, o resto é conversa.
Terás mais capacidade prática certamente, poderás até ser melhor engenheiro, mas como investigador e falando a nível das bases fundamentais da matemática e da física não terás certamente metade do estofo que um aluno do técnico tem. O técnico é o técnico não pelo ensino que te dá mas pela capacidade de trabalho que te imprime.
Sabes o que é engraçado, eu e os meus colegas que sempre fomos alunos de 18 e 19 no secundário e com notas nos exames de 12º ano a física e matemática na ordem dos 18 chegamos ao técnico e tirávamos 12 nos cálculos diferenciais. Agora imagina quem nunca passou num exame de matemática.
E depois à cursos e cursos, não queiras comparar as engenharias Mecanica e Aeroespacial com o resto das engenharias no técnico. É que não tem nada a haver a nível de dificuldade.
"Mas antes de te tirares muitas conclusões deixa me dizer te que ganhei uma bolsa de mérito na universidade e nunca chumbei a uma cadeira em 5 anos de ensino universitário que já passaram."
Aqui é que dizes tudo, nunca chumbar uma cadeira no técnico principalmente no meu curso é digamos quase impossível e isto para alunos que acabaram o secundário com umas bases sólidas. Não tenho mais nada a dizer.
Técnico e Feup, o resto é conversa.
Quanto mais cedo chegares à conclusão que o valor está mais no estudante e não na instituição melhor para ti, provavelmente no futuro evitas situações embaraçosas.
novamente à primeira também e por acaso ate umas das matemáticas era de calculo diferencial..