Encontrou 14 mil euros e devolveu...

Há tempos encontrei um Iphone num museu...
Era duma camone. Fui entregar ao securita e no momento aparece a dona. Deu-me um thank you de favor...[:D]
Ainda pensei em ficar com ele mas dps pensei que aquilo tem imei e mais não sei o quê GPS e resolvi entregá-lo.
Além disso não gosto de iphones.
 
Porque estas situações á cem anos acabavam sempre desta forma? ninguém ficava com o que não era seu? que mundo integro que era nessa altura.
 
Se tivesse identificação eu entregava o dinheiro, já apanhei uma carteira na rua com puco mais de 50 euros, tinha identificação, procurei na zona o dono e encontrei, o senhor agradeceu, e ainda me pagou um café.
Mas tambem já encontrei uma nota de 10, não sabia quem era o dono e fiquei com ela.
 
Porque estas situações á cem anos acabavam sempre desta forma? ninguém ficava com o que não era seu? que mundo integro que era nessa altura.

Eram tempos bem diferentes, onde a palavra muitas vezes chegava. Hoje em dia é difícil/raro haver negócios ou coisas do género nesses termos.

Em relação ao dinheiro dos outros felizmente (ou não[:D]) independentemente do valor é entregue a quem de direito.
 
Se houvesse identificação não conseguia ficar com o dinheiro.

Entregar o dinheiro a alguém que eu sabia que não era o dono é que já não! [:p]

Boas eLniNo,

Eu também sou da mesma Opinião.
Jamais conseguiria estar de consciência tranquila sabendo que tinha o dinheiro de outra pessoa e sabendo quem era a pessoa [s)].
Agora se não soubesse de quem era, talvez fosse Denunicar á Polícia Local e depois esperar que o Dono aparecesse. Ou então ficava logo com ele.


Os meus Cumps [;)]
 
Sou sincero, não sei o que fazia. Só passando pela situação. Estamos a falar de 14 mil euros. Tenho a certeza que se não tivesse qualquer identificação ficava com o dinheiro. Se tivesse, acho que não conseguia, mas não sei...Falar é uma coisa, o que faria na altura só lá saberia.
 
Na última semana, encontrei duas carteiras, ambas com dinheiro.

Felizmente, consegui devolve-las às respectivos donas tal e qual como as encontrei.

Uma agradeceu profundamente.
A outra (Espanhola), ainda nem se tinha apercebido que a tinha perdido.
Quando a entreguei parecia que lhe estava a fazer um favor. [:D]

Num caso destes, procedia igual. :)
 
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Boas eLniNo,

Eu também sou da mesma Opinião.
Jamais conseguiria estar de consciência tranquila sabendo que tinha o dinheiro de outra pessoa e sabendo quem era a pessoa [s)].
Agora se não soubesse de quem era, talvez fosse Denunicar á Polícia Local e depois esperar que o Dono aparecesse. Ou então ficava logo com ele.


Os meus Cumps [;)]

Esta parte não me inspira confiança nenhuma de fazer. Entregar o dinheiro à polícia??... não me parece que o fizesse.
 
Já aconteceu à minha mãe ter deixado o carro aberto com a carteria e telemóvel lá dentro (ausentou-se por breves instantes). Quando chegou ao carro já não tinha nada.

O meu pai lembrou-se de ligar para o telemóvel e atenderam. Pediu que devolvessem a carteira com os documentos e ficassem com o dinheiro (cerca de 15 ou 20€, acho) e telemóvel.

O gajo aceitou e disse que quando deixasse a carteira no fundo da rua dava um toque ao meu pai.

Menos mal [:cool:]
 
Eu não devolvia,como ja falaram achado não é roubado,o e soubesse mesmo de quem era,se não certamente ira dar para umas coisas bem engraçadas...
 
A garotice de algumas respostas e a falta de solidariedade entre as pessoas é gritante e só demonstra porque isto se parece cada vez mais com uma selva. Pudera, com uma sociedade cada vez mais vazia de valores e cheia de egoísmo...!

Mas muitas das respostas não me espantam, porque infelizmente sei como é a realidade que me rodeia.

Porventura, será que algum de vocês gastaria algum tempo a pensar qual seria a história por detrás daquele dinheiro?

Alguém saberia se seriam as poupanças de uma vida de alguma pessoa?

Se seria dinheiro para pagar uma cirurgia ou um tratamento de vida ou de morte?

Se seria para pagar alguma grande dívida?

Se seria tudo o que restasse a outrem?

Se...?

Na dúvida, o dinheiro é pertença de alguém que o perdeu e nunca nosso.

A única coisa que eu saberia é que era dinheiro de alguém que provavelmente estaria em desespero para o encontrar.
Jamais seria capaz de me sentir feliz e gastar esse dinheiro sabendo de antemão que o mesmo representaria a desgraça de outros.
Não era capaz de dormir descansado nem deixar de pensar como a minha ganância e egoísmo poderiam ter arruinado a vida de outras pessoas.

Mas isso sou eu, que numa casa de 6 irmãos sabia que se um comesse demais, algum iria comer de menos. Habituámo-nos também a pensar nos outros.
Fui habituado a governar-me com aquilo que é meu e não com o fruto da desgraça alheia.

Ninguém se lembra que para se regozijar com aquilo que é alheio alguém iria sofrer com isso?
Claro que não. Umbigos falantes que passam a vida a queixar-se da sorte e dos outros, mas que deveriam começar por pôr a mão na consciência e a queixarem-se deles próprios.
 
Se houvesse identificação não conseguia ficar com o dinheiro.

Entregar o dinheiro a alguém que eu sabia que não era o dono é que já não! [:p]

Partilho exactamente esta opinião.
Entegar à polícia e ficar registado em princípio não é entregar a qualquer um.
Se todos pensássemos assim, então isto seria um verdadeiro farwest.

Dou um exemplo real.
Sou uma pessoa calma e controlada, e evito a violência.
Porém, quando era miúdo deixei cair o dinheiro que o meu pai me tinha dado para ir ao supermercado, e um puto mais velho ao ver apanhou-o antes de eu o conseguir recolher do chão.
Disse-me na cara que o “achado não é roubado”. Demorei uma fração de segundo a entender a sua filosofia de vida que espelhava a ideia de um mundo do salve-se quem puder.
Enfiei-lhe um sopapo, peguei no que era meu e fui-me embora.
Resolvi assim o problema e orgulho-me disso.
Ficarmos com algo sabendo que nesse preciso momento alguém poderá estar desesperado à sua procura é indecente.

No fundo, ao ficarmos com algo que foi perdido, estamos só a pensar em nós e a esquecermo-nos que alguém ficou em perda e poderá estar em aflição.
Alguém que bem poderíamos ser nós. Nesse caso não gostaríamos que nos fizessem o mesmo que fez aquela senhora devolvendo-nos o que nos pertence?

“Eh pá, hoje encontrei uma pipa de massa. Alguém perdeu. Azar o dele.”
Pois é, com o mal dos outros podemos nós bem.
 
Eu até aposto que a mulher ficou reticente no momento de dicidir a entrega do dinheiro ou não, entregou pois porque as notas eram em yuanes e com isto poderia gerar muita confusão para além de se estar a auto denunciar no momento da conversão.
 
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