Despejo de uma Casa

Se fosse eu, começava por cortar a luz (a água não cortava já porque é um bem de primeiríssima necessidade).
Se ao fim de 1 mês não saíssem, mandava cortar a água.

Primeiro, metia um advogado a tratar do assunto. Depois fazia o que está acima.
 
A família, que durante 12 anos pagou certinho, de um momento para o outro diz que não paga mais... estranho... vais contar o resto da história?

Claro que os Venturas deste fórum têm sempre soluções baseadas na ignorância e na violência.
Se existe algo mais a contar acho que aí já é falta de seriedade do autor.
Da maneira como esta descrito não há perdão.
 
Num mundo cor-de-rosa funciona assim.

No mundo real o senhorio vai preso se fizer tal coisa (é que nem tenhas duvidas disso).
É tudo menos cor de rosa.
Entao o homem esta a defender o que é dele e depois ainda vai preso ?

Era o que faltava boa sorte no tribunal sem faturas de nada.

Aos olhos da lei pode provar com facilidade que é um comodato que acabou tudo resto são especulações agora se tem algo mais aí não sei, mas também já é outra conversa.

De uma forma outra a justiça vai acabar por os por fora.

Agora se querem levar uma vida impossível sem água e eletricidade é um boa maneira de comecar e ja é ser humanitário da maneira confrontaram o propriatario nao merecem menos que isso.

Isto é uma situação simples não sei porque metem burocracia e medo, se a situação é como a descrita resolve-se com facilidade por que via for.

Mas faz me confusão porque portugeses de gema normalmente nao fazem isto assim.
Desconfio que pode ter algo aí mal explicado.

Arrendamentos sem contrato não são aceitáveis nós dias de hoje
 
Última edição:
A família, que durante 12 anos pagou certinho, de um momento para o outro diz que não paga mais... estranho... vais contar o resto da história?

Claro que os Venturas deste fórum têm sempre soluções baseadas na ignorância e na violência.
Que tem isto a ver com ventura?!

Achas extremo por alguém fora do da tua propriedade porque explicitamente não te querem pagar?

Vamos imaginar:
De acordo com o descrito:
Deixas de pagar o teu carro ou a tua casa porque te apetece
vamos ver nem o carro nem a casa são teus mas queres continuar a usar nao é.
Entao no teu ponto de vista seria extremo simplesmente te negar o uso do carro ou da casa porque ?
Extremo é tu deixar de pagar sem no mínimo uma explicação isto no meu ponto de vista.

Agora se é o senhorio que os quer fora, acho que não tem o direito moral de fazer assim.
 
Que grande dor de cabeça..

Em primeiro o teu tio foi "burro" (não me leves a mal a expressão), alugar sem contracto já não se usa, é uma boa protecção para ele.

Para resolver a situação e tendo avós e tio que tem casas a arrendar resolviam isso da maneira simples. Tudo cá para fora, mudar canhão e desenrasquem-se... No entanto a forma mais lógica acho que é consultar um advogado, e cortar a luz para causar já algum desconforto nos inquilinos...
 
Que grande dor de cabeça..

Em primeiro o teu tio foi "burro" (não me leves a mal a expressão), alugar sem contracto já não se usa, é uma boa protecção para ele.

Para resolver a situação e tendo avós e tio que tem casas a arrendar resolviam isso da maneira simples. Tudo cá para fora, mudar canhão e desenrasquem-se... No entanto a forma mais lógica acho que é consultar um advogado, e cortar a luz para causar já algum desconforto nos inquilinos...

Existe um contrato verbal que tem valor legal, isto do não existir contrato escrito então é o mesmo que não haver nada não é bem assim.

Estiveram lá 12 anos com consentimento, com um contrato verbal e um valor de renda definido, existiram pagamentos que até podem não ser dificeis de provar em tribunal (levantamentos e depositos), por isso as soluções aqui indicadas de cortar agua, luz, mudar fechaduras porque aquilo é dele pode fazer o que quiser vai dar bom resultado é para inquilinos e mau resultado para o dono da casa.

Não quis poupar? Então agora resolve as coisas como deve ser ou então vai acabar por gastar muito mais do que tivesse feito as coisas como deve ser, normalmente nestas coisas o tentar ser mais esperto que todos dá mau resultado
 
Última edição:
Já agora, como é que ele (o senhorio) prova que eles não pagam a renda?

Pagavam em dinheiro ou havia transferência bancária?
 
Existe um contrato verbal que tem valor legal, isto do não existir contrato escrito então é o mesmo que não haver nada não é bem assim.(...)
Exactamente o que está acima. E por isso o dono da casa até corre o risco de ser acusado de fraude fiscal, porque não declarou um rendimento recebido. Atenção a isso.
 
No entanto nunca foi feito um contrato legal(o maroto quis evitar impostos) nem nunca passou recibos, sempre foi a dinheiro.

Conheço casos semelhantes, e se a tua descrição da situação for correcta (e não "ligeiramente adulterada para parecer melhor"), então a parte aí no fim da citação é que pode safar o teu tio... basta que ele alegue que deu alojamento por caridade, e agora precisa da casa para <inserir aqui motivo legalmente legítimo para uso da residência>. Também há a possibilidade de alegar danos causados à residência, se isso aplicar-se, mas aí tem que apresentar fotos ou video de como a casa estava antes da familia começar a habitar lá - não basta apontar o dedo a danos que já existiam e dizer "foram eles".

De qualquer forma, se os pagamentos foram sempre feitos a dinheiro, os "inquilinos" nunca poderão provar que pagaram fosse o que fosse. Em tribunal, feliz ou infelizmente, só conta o que for provado. Meras alegações, mesmo com a família toda a testemunhar, não vale nada. Onde estão os recibos? Não há? E comprovativos de transferência? Também não há? Então é o mesmo que não ter pago.

Portanto, sim eles estão lá há 12 anos, nesse tempo é natural que tenham recebido correspondência oficial nessa morada e isso tudo. Mas a casa não é deles, e aos olhos da lei "nunca pagaram nada". Logo, o teu tio também não pode ser acusado de fugir aos impostos... impostos de quê, se nunca recebeu nada? O argumento do teu tio é mesmo esse "nunca declarei, porque não havia nada para declarar". Ponto.

De qualquer forma, nunca vão resolver isto por conversas em fóruns online. O teu tio tem mesmo que abrir os cordões à bolsa, contratar um advogado, e rezar que não seja daqueles advogados que tentam perder a causa de propósito porque simpatizam com os réus (isso é outra conversa para outro dia).

Adianto que mudar a fechadura à casa para não deixar a família entrar pode virar-se contra o teu tio. Na prática, mesmo que seja alojamento por caridade, privar a família das suas posses, legalmente, é roubo. Até pode ser temporário (devolvendo as coisas mais tarde e tal), mas legalmente continua a ser uma situação onde o teu tio convidou uma familia a entrar na sua residência, trazer as suas posses, e depois fechou-os fora da casa, separando-os das mesmas. A lei tem destes pormenores interessantes, se o advogado de defesa quiser, pelo menos, exercer alguma vingança contra o "senhorio". Não vás por aí.

A moral da história é: façam sempre tudo dentro da legalidade. O que pensam que pouparam, vai acabar por sair mais tarde para os bolsos da justiça.
 
Exactamente o que está acima. E por isso o dono da casa até corre o risco de ser acusado de fraude fiscal, porque não declarou um rendimento recebido. Atenção a isso.

E mesmo que o tribunal decida que o contrato verbal já não é valido, que deveria ter sido substituido por um contrato escrito, etc isso não dá automaticamente direito ao senhorio fazer o que bem entender, tem que seguir os tramites legais de despejar os inquilinos que lá estvam com consentimento e sob um contrato de arrendamento, e claro, caso o queira fazer provavelmente irá ter problemas com as finanças mas poderá despejar as pessoas.

Agora aconselho a arranjar um bom advogado e fazer as coisas certinhas porque se não a probabilidade de arrnjar problemas bem maiores e custos bem maiores aumenta
 
Existe um contrato verbal que tem valor legal, isto do não existir contrato escrito então é o mesmo que não haver nada não é bem assim.

Estiveram lá 12 anos com consentimento, com um contrato verbal e um valor de renda definido, existiram pagamentos que até podem não ser dificeis de provar em tribunal (levantamentos e depositos), por isso as soluções aqui indicadas de cortar agua, luz, mudar fechaduras porque aquilo é dele pode fazer o que quiser vai dar bom resultado é para inquilinos e mau resultado para o dono da casa.

Não quis poupar? Então agora resolve as coisas como deve ser ou então vai acabar por gastar muito mais do que tivesse feito as coisas como deve ser, normalmente nestas coisas o tentar ser mais esperto que todos dá mau resultado

No meu ponto de vista
É meramente especulação pode-se dizer tudo que quiserem e bem apetecer tanto para um lado como para outro
Mas no final é a casa de ele ponto final.

Na minha situação estaria bem tranquilo em os por fora isso se as coisas forem como ele diz não tenho medo de tribunais porque até estou bem servido, mas isso sou eu.

Entretanto concordo contigo que este tipo de situação poderia ser bem evitada.
 
Última edição:
De qualquer forma, se os pagamentos foram sempre feitos a dinheiro, os "inquilinos" nunca poderão provar que pagaram fosse o que fosse. Em tribunal, feliz ou infelizmente, só conta o que for provado. Meras alegações, mesmo com a família toda a testemunhar, não vale nada. Onde estão os recibos? Não há? E comprovativos de transferência? Também não há? Então é o mesmo que não ter pago.

Basta irem a tribunal e existirem Levantamentos (inquilinos) e depositos (senhorio) do mesmo valor mais ou menos sempre na mesma altura e não será bem assim.

Não estou a dizer que é o caso, estou a dizer que não é por ser dinheiro que automaticamente diz que foi por caridade e nunca houve valores envolvidos quanto sempre na mesma altura existia uma entrada de dinheiro, por acaso do mesmo valor que os inquilinos levantam e dizem que pagavam.

E estamos só a ouvir uma das partes, em 12 anos podem haver outros detalhes
 
No meu ponto de vista
É meramente especulação pode-se dizer tudo que quiserem e bem apetecer tanto para um lado como para outro
Mas no final é a casa de ele ponto final.

Na minha situação estaria bem tranquilo em os por fora isso se as coisas forem como ele diz não tenho medo de tribunais porque até estou bem servido, mas isso sou eu.

Entretanto concordo contigo que este tipo de situação poderia ser bem evitada.

Claro que a casa é dele, mas como vivemos num estado de direito algumas situações não são "preto ou branco"
 
Atenção aos cortes de Agua e de Luz e mudar fechaduras, que de vez em quando aparecem uns senhorios chateados, porque os anteriores inquilinos encheram os tubos da canalização cheios de cimento! [;)][:D]
 
Basta irem a tribunal e existirem Levantamentos (inquilinos) e depositos (senhorio) do mesmo valor mais ou menos sempre na mesma altura e não será bem assim.

Não estou a dizer que é o caso, estou a dizer que não é por ser dinheiro que automaticamente diz que foi por caridade e nunca houve valores envolvidos quanto sempre na mesma altura existia uma entrada de dinheiro, por acaso do mesmo valor que os inquilinos levantam e dizem que pagavam.

E estamos só a ouvir uma das partes, em 12 anos podem haver outros detalhes

Mais uma vez subscrevo.

Isto é tudo uma questão de risco. Os pagamentos foram a dinheiro mas existiram, isso parece certo. Portanto imaginemos que o caso acaba em tribunal, o juiz naturalmente vai perguntar se existiram pagamentos e o senhorio para manter a sua versão vai ter e mentir perante um Juiz e sob juramento... Isso de mentir a um Juiz não é para qualquer um...
 
Tentar fazer um contrato legal a partir de agora e esperar mais uns meses e agir em conformidade: ou pagam ou são despejados legalmente?

Outra hipótese, chatear os gajos todos os dias e a toda a hora, até que decidem voltar a pagar como faziam antes, ou vão-se embora. [:D]

Deverá haver alguma justificação para uma família que durante 12 anos pagou certinho ter deixado de pagar. Falta de dinheiro? Problemas de saúde?
Principalmente no momento que vivemos, não espantaria que fosse a primeira opção.
 
No lugar do teu tio e se o imóvel fosse meu, contratava alguém para lhes fazer a folha até irem embora dali.

Se o teu tio for tão tolo quanto o meu, vai lá de revólver não mão e diz " PUT@S, que este galinheiro é meu e se não pões ovos não ficas cá". Para além disto ainda os obrigadou a assinar um documento, na hora, feito pelo advogado dele a dizer que compareceram com a situação Bla Bla e que aceitam abandonar a casa.

O meu tio é chanfrado, não sejam como meu tio.


Tu e as tuas manias da violencia. [:D][:D][:D]
 
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