Cunha à Autohoje

Qualquer comparativo é valido. Qualquer um.

Assim um carro consiga ganhar a outro carro previsivelmente, o objectivo é evidenciar características, e limar a percepção inicial. Principalmente quando sabemos que o preconceito automóvel existe.
 
Não tenho a certeza absoluta que não tenha havido um comprador de um Volvo a pensar num Kia, mas tenho a certeza absoluta que não mereces qualquer resposta, pelo menos enquanto não tiveres umas aulas de educação.




As marcas não têm o mesmo valor em todos os países, como pensava ser evidente. Para ti, pelo menos não é.

Fruto da cultura e da capacidade económica, cada importador define uma colocação para o seu produto, seja através do preço ou equipamento.

Quer tu queiras quer não, a imagem de marca da Skoda é,
em Portugal, muito inferior à da VW. O Superb até oferece mais espaço e equipamento, mas ainda é olhado com desconfiança.

Para o comprador comum, um Skoda é pior que um VW. Por isso mesmo, a maior parte dos compradores da marca alemã não olham para a marca checa.


Em Espanha, por exemplo, isso já não acontece. Mas convém lembrar que lá também não se dá tanta importância à imagem.

Em relação à Subaru, os portugueses só conhecem os Impreza. Cá, ninguém sabe o que é um Outback. Portanto, vai lá convencer o comprador de um A4 a comprar um Subaru.

As revistas produzem conteúdos para vender e não são a Santa Casa da Misericórdia.

O problema passa pelo seguinte:

O que é a Skoda a fim de contas?

Qual é a lógica de se vender algo igual, ou melhor, através de outra marca que obriga a vender mais barato?

Tudo deve fazer sentido...

Se a Skoda é uma alternativa valida, só que mais económica, pelo menos pela lógica, deve existir um motivo para tal, sem que isso implique apontar "defeitos" a qualquer modelo da Skoda.
 
Está visto que em Portugal, o que interessa ou o que é mais rentável para as revistas, é realizarem comparativos entre automóveis com mesmo publico alvo...e nunca ou raramente dentro dos segmentos !
Por isso é que se vêm mais comparativos entre Mercedes-BMW e Audi num segmento onde o publico alvo é o mesmo na maioria dos casos, do que Mercedes/Audi/BMW Vs Peugeot/Renault/Citroen/Mazda/...etc.
...mesmo que as marcas chamadas "Generalistas" tenham também automóveis nos segmentos em que concorrem as ditas "Premium".
...e assim vai-se alimentando o pseudo "Status" de alguns !
 
Não sei se vou atear mais o fogo, mas quando se diz que a Superb não é comparável com a Passat, o mesmo posso dizer do comparativo efectuado entre a Passat 1.6 TDI com a C5 1.6 hdi já é comparável. E salvo erro meu, na AH....[8b][8b]

já quanto ao comparativo Subaru Outback e Audi A4 Allroad, o comparativo é perfeitamente Exequível, dado serem carros muito semelhantes, quer no aspecto, filosofia, motores, etc. Até acrescentava a Skoda Octavia Scout.

Mas há mentes brilhantes que só veêm para um lado....[8b][8b]
O Skoda Octavia não compete com os outros 2[;)].
E é muito raro um comprador de A4 ou Bmw serie 3 pensar "vou comprar um Superb ou um FIAT Croma porque preciso de espaço e mala...".

Eu acho que o Skoda Superb compete com o Passat ou o C5 etc, mas duvido que roube muitos compradores ao Passat por exemplo, ou a um A4.

Muitas vezes quem compra um Serie 3 nem sabe bem o que está a comprar, mas sabe que para os amigos é um BMW, e que dizem que é bom, anda muito e tal.

E muitas vezes nem sabem que o Superb existe entre outros.

Nós somos apreciadores de automoveis, mas temos de ver como é o mercado, não podemos pensar "como apreciadores", para analisar o mercado..

Se acho que a AH ou outras revistas devem fazer comparativos entre estes modelos?Acho que sim.Mas porque gosto de ler..

Tal como já vi o Exeo VS A4 por exemplo.

E há o C5 VS MAZDA 6 ou Mondeo.

Apesar de tudo eu se estivesse comprador nesse segmento, com o €milhões era o 159, com o meu não sei por vários motivos, com o da empresa seria um C5 ou um Superb, provavelmente o espaço do C5 chegava portanto seria a escolha.

Um amigo meu com um A4 falei num KIA e ele ah mas comprar um KIA..
Para substituir o A4 ainda falei e mostrei o 159 que ele gostou, mas provavelmente será um BMW serie 3, porque para ele comprar um Superb ou assim seria baixar..
 
Última edição:
Mas tu és um apreciador de automoveis.

A maior parte do pessoal quer conheço que não gosta de automoveis, diz "Ih um A4 é que era", nem que seja de 99, mas se vir passar um Mazda 6... é um Mazda..Ou um Skoda..

Não sou eu que o faço, gosto bastante da Superb por exemplo.

Mas as revistas dirigem-se essencialmente a quem, afinal de contas?
Não sendo demasiado elitista, considero que em primeiro lugar se devem dirigir a quem gosta de automóveis e depois ao público geral.
Não é o que acontece, de todo.

Mais: é completamente ridículo achar-se que o público principal é o comprador comum quando há 20 anos atrás, e para trás, as revistas focavam-se essencialmente na técnica.
Se calhar até demais, o que era bom para os apreciadores, mas "chato" para os compradores normais.
Por isso, que tal reunir os dois mundos?
Que tal uma revista um pouco mais técnica, mais emocionante e sem contudo não perder a atracção para o consumidor comum?
E como já disse, que tal variar as escolhas dos testes?
Eu seria o primeiro a comprar uma revista assim, e olhem que não compro revistas há anos, precisamente por estar zangado com elas.
 
Última edição:
Já que percebem tanto de automóveis e o seu posicionamento, porque é que não enviam um e-mail para a KIA e perguntam-lhe se eles acham que o Sorento concorre com o XC60. Só alguém que não percebe de automóveis e nunca entrou nestes dois carros é que pode achar que se comparam.

O XC60 concorre com o Audi Q5, BMW X3, etc.

O Sorento concorre com o Hyundai Santa Fé, o Chevrolet Captiva, etc.

Em relação ao posicionamento das marcas, vou fazer mais um desenho.

A Mazda, tal como a Toyota, goza de algum prestígio e imagem junto dos portugueses. Por isso mesmo, é sempre uma alternativa a uma marca como a VW.

A Skoda, em Portugal, é o parente pobre do Grupo VW. Para o consumidor comum, e não aquele que participa em fóruns automóveis, até a Seat tem uma melhor imagem.

O Superb até um excelente automóvel, mas pouca gente tem coragem de o comprar.

Os próprios gestores de produto da Skoda sabem isto, mas parece que têm de ter umas aulas com alguns utilizadores do Fórum Autohoje Online, que percebem muito disto.

Mas o que é que importa o posicionamento quando o fulcral de toda esta história é a falta de variedade nos comparativos?

Mais: mesmo em posicionamentos diferentes, é possível mediante certos parâmetros, haver certos comparativos, nem que no final o resultado seja por demais evidente, contudo, focando que o modelo perdedor tem algumas mais valias.

Não é dizer que um é mau e o outro bom.
É dizer que um é melhor do que o outro.

Eu acredito e concordo que os posicionamentos são importantes, no entanto, dá-se demasiado valor a isso.
Será que não é trabalho de uma publicação motivar a uma maior diversidade.
Os comparativos eram mais ricos, havia uma maior escolha, mais informação e muito mais interesse.
 
Mas as revistas dirigem-se essencialmente a quem, afinal de contas?
Não sendo demasiado elitista, considero que em primeiro lugar se devem dirigir a quem gosta de automóveis e depois ao público geral.
Não é o que acontece, de todo.

Mais: é completamente ridículo achar-se que o público principal é o comprador comum quando há 20 anos atrás, e para trás, as revistas focavam-se essencialmente na técnica.
Se calhar até demais, o que era bom para os apreciadores, mas "chato" para os compradores normais.
Por isso, que tal reunir os dois mundos?
Que tal uma revista um pouco mais técnica, mais emocionante e sem contudo não perder a atracção para o consumidor comum?
E como já disse, que tal variar as escolhas dos testes?
Eu seria o primeiro a comprar uma revista assim, e olhem que não compro revistas à anos, precisamente por estar zangado com elas.
Eu concordo, eu tambem deixei de ler as revistas, de comprar pelo menos.

Não me interessa certos comparativos, como o S VS 7, ou o até mesmo o Ferrari VS outro qualquer.

A verdade é que hoje em dia as revistas estão menos viradas para quem gosta de carros.

E mais para o publico geral e pessoas que querem comprar x carro e está na duvida.
Posso estar errado mas parece-me.
 
A mentalidade das pessoas não muda pelo que vem escrito numa revista. Isso é uma utopia.

Vendem-se milhares de carros em Portugal, todos os anos. No entanto, 90% desses carros são comprados por quem não gosta/percebe de automóveis. Essas pessoas, têm ideias pré-concebidas e vão atrás da...

Discordo com a primeira, concordo com a segunda.

Por alguma razão, os consumidores compram revistas. Porque não são suficientemente entendidos em automóveis, então, procuram ajuda junto de pessoas que são profissionais na análise que fazem aos modelos lançados por esse mundo fora. E é aí que entra a importância das revistas, seja Autohoje, Autofoco ou uma Turbo. É suposto esclarecerem os consumidores em todas as suas dúvidas.

Nunca entendi ao certo o mito que foi criado em Portugal junto do VW GOLF. Julgo mesmo que se trata de um caso único por essa Europa fora...

O que é certo é que foram as próprias revistas em Portugal que ajudaram a desenvolver essa imagem de mercado tão forte. Fosse contra quem fosse, fosse qual fosse a motorização, o GOLF ganhava todos os comparativos e mais alguns, nem que tivesse apenas 1 ponto de vantagem sobre os concorrentes. Foi a criação de uma idéia pré-concebida acerca de um super-carro, e é aqui que concordo, quando dizes que os consumidores têm ideias pré-concebidas em relacao a determinados carros, e o GOLF é decididamente um deles.

Pode nao ser o mais bonito;
Pode ser não ser o mais potente;
Pode não ser o mais barato;
Pode não ser aquele que tem assistência técnica mais barata;
Pode não ser o mais bem equipado;
Pode até nem gostar de todo do carro...
Mas se é o modelo XXXX... compra.

(dei o exemplo do Golf, porque é um caso muito reconhecido).

O meu pedido para o Editorial do AH é: Façam menos comparativos e ensaio de carros que custam 100.000€ ou 200.000€, e foquem-se mais naquilo que o português comum pode comprar. É nos comparativos entre os segmentos mais baixos e acessíveis que gostamos de rever e avaliar os nossos carros, e é com isso que nos identificamos.
Diversifiquem as marcas, quando fazem comparativos. Por vezes é cansativo ver tanto BMW e Mercedes, em todas as revistas.

Ao mesmo tempo, tenho que dar os meus parabéns, quando há umas semanas atrás fizeram uma série de testes a 6 desportivos do segmento C. Gostei imenso!
 
Última edição:
O Cruze com o Serie 3 não foi um comparativo. Foi um trabalho muito específico.

A imprensa tem como objectivo dar lucro e não mudar a imagem de qualquer uma das marcas. Se fosse gerida como fosses dizem, não haveria dinheiro para pagar os ordenados aos empregados/jornalistas.

Nem vale a pena enveredares por esse caminho já mais que gasto.
Não se fala na tarefa das revistas mudarem a imagem das marcas.
Fala-se no conteúdo das mesmas e na pobreza que existe nos comparativos.
 
Aí discordo um bocado. [;)] Onde está, afinal, o papel da imprensa e do jornalismo enquanto "opinion makers"? [;)]

Não concordo.
As publicações servem para constatar factos, sendo isentas.
As opiniões de imagem de marca devem-se repercutir no público e é esse que tem que fazer com que a imagem das marcas mude.

As revistas dão as ferramentas, o público decide, constrói a imagem.
Eu pelo menos acho que deve ser assim.
 
Aí discordo um bocado. [;)] Onde está, afinal, o papel da imprensa e do jornalismo enquanto "opinion makers"? [;)]

O jornalismo nos dias de hoje (automobilístico ou não) aparece muito espartilhado por imperativos económicos, optando-se por multiplicar a mesma receita vencedora, servindo-se ao público-alvo o que é expectável e o que à partida tem maiores possibilidades de gerar receitas.

No entanto, parece-me, e no seguimento do que afirmou o LinoMarques, que os media não se podem limitar-se a explorar as mesmas fórmulas, sendo simples "reflectores de opinião". A conceptualização de "opinion makers" não se esgota na comparação entre variáveis que são concebidas pelo senso-comum como similares.
Ou seja, comparar BMW's a Mercedes é uma representação (mental) comum e que os media deverão explorar, todavia, a comparação entre produtos diferenciados alarga o campo de conhecimento das pessoas e promove o superior exercício da dúvida.

No campo das revistas de automóveis, será que não existe espaço (pequeno que seja) para a diferença? Para apostar em comparativos diferentes ou análises que não sejam a transposição de uma mesma matriz entre os diversos automóveis em "competição"?
 
O jornalismo nos dias de hoje (automobilístico ou não) aparece muito espartilhado por imperativos económicos, optando-se por multiplicar a mesma receita vencedora, servindo-se ao público-alvo o que é expectável e o que à partida tem maiores possibilidades de gerar receitas.

No entanto, parece-me, e no seguimento do que afirmou o LinoMarques, que os media não se podem limitar-se a explorar as mesmas fórmulas, sendo simples "reflectores de opinião". A conceptualização de "opinion makers" não se esgota na comparação entre variáveis que são concebidas pelo senso-comum como similares.
Ou seja, comparar BMW's a Mercedes é uma representação (mental) comum e que os media deverão explorar, todavia, a comparação entre produtos diferenciados alarga o campo de conhecimento das pessoas e promove o superior exercício da dúvida.

No campo das revistas de automóveis, será que não existe espaço (pequeno que seja) para a diferença? Para apostar em comparativos diferentes ou análises que não sejam a transposição de uma mesma matriz entre os diversos automóveis em "competição"?

Já existiu uma revista assim em Portugal... com o (triste) resultado que todos conhecem (os que chegaram a conhecer a dita revista).

A verdade é que Portugal é um país com uma imprensa automóvel sem poder e que está, por isso, de pés e mãos atadas para poder seguir uma linha editorial própria. É mais do que sabido que elas dependem quase cruelmente das vontades e caprichos dos importadores e, quando assim é, quem sai a perder é o consumidor e a liberdade editorial. Triste, mas verdade. [;)] :sh)
 
Não concordo.
As publicações servem para constatar factos, sendo isentas.
As opiniões de imagem de marca devem-se repercutir no público e é esse que tem que fazer com que a imagem das marcas mude.

As revistas dão as ferramentas, o público decide, constrói a imagem.
Eu pelo menos acho que deve ser assim.


Os Estudos Culturais (sobretudo britânicos) têm muitas investigações sobre os opinion makers e parece que quanto mais elaborado é o produto ou a capacidade do consumidor em o avaliar correctamente maior é a penetração deste tipo de influência. Por exemplo, o campo dos vinhos é uma das áreas bastante estudadas.

Não existe objectividade quando se está a falar de representações e avaliação de produtos, assim sendo, os media devem partir deste pressuposto e não fingir objectividade!
 
Já existiu uma revista assim em Portugal... com o (triste) resultado que todos conhecem (os que chegaram a conhecer a dita revista).

Referes-te à Auto Magazine? Lembro-me que tinha artigos de opinião muito interessantes, onde não havia medo de tocar na ferida quando era para criticar os automóveis ensaiados.

A verdade é que Portugal é um país com uma imprensa automóvel sem poder e que está, por isso, de pés e mãos atadas para poder seguir uma linha editorial própria. É mais do que sabido que elas dependem quase cruelmente das vontades e caprichos dos importadores e, quando assim é, quem sai a perder é o consumidor e a liberdade editorial. Triste, mas verdade. [;)] :sh)

Curioso que acho exactamente o contrário. A imprensa tem muito poder e a imprensa dedicada ao mundo automóvel pode ter ainda mais, só não tem caminhado para esse lado nos ultimos tempos, talvez devido a uma exagerada contenção de custos que leva os jornalistas a fazerem praticamente cópias dos press-releases das marcas, em detrimento de um trabalho jornalistico mais aprofundado e personalizado.
 
Bem pena tenho eu de essa dita revista ter saído do mercado... :(

Nunca mais pude ler acerca da função dos diferenciais activos, o que é "under" ou "oversteer" ou mesmo "torquesteer", fico sem saber o porquê da utilização de duplos triângulos sobrepostos nas suspensões, o porquê do pivot descentrado; o porquê de já haver quem retorne às direcções hidráulicas (consumo marginal das eléctricas), etc etc...

Tenho-me abstido de comentários porque entendo que os jornalistas aqui presentes estão sujeitos a questões de €€'s, o trabalho deles está condicionado à partida. Não deixo porém de concordar com todos os outros que dizem que querem ver comparativos diferentes, essa é a minha postura, mas os €€'s é que mandam...
Estou tão farto de BMW Merc Audi Seat Skoda VW!!! É só o que aparece nas revistas... Cada vez procuro mais os "outros" carros, pois é onde consigo ler alguma novidade e alguma coisa que não parece ser "condicionada"

É pena mas é verdade.

Lá vou comprando a AH e a AF...
 
Há vários tipo de comparativos que são feitos na imprensa estrangeira e que nunca vi em nenhuma publicação portuguesa (pelo menos que me esteja a recordar no momento) mas que até fazem bastante sentido.

Aqui fazem-se apenas os comparativos "clássicos": carros do mesmo segmento, com motores o mais iguais possível e preço idem.

No entanto, um comprador pode estar indeciso entre 2 carros da mesma marca, mas de segmentos diferentes, e com preços parecidos, fruto das diferenças a nível mecânico (ex.º: carro de um segmento mais baixo mas com motor mais potente/maior vs. carro do segmento acima mas com motor menos potente ou numa versão menos luxuosa).

Outro tipo de comparativo que se pode fazer é, dentro do mesmo modelo, comparar vários tipos e versões de carroçaria. Ex.º: monovolume vs. carrinha vs. berlina hatchback.

E por aí fora. É um tipo de comparativo que faz muita falta ao panorama nacional, é relevante e é uma dúvida que se coloca muito mais vezes ao potencial comprador do que se pensa - logo, tem bom potencial de vendas da revista! [;)]

Lembrei-me logo da imprensa francesa.
As principais publicações francesas como a AutoPlus e L'Automobile acabam por ter sempre presentes comparativos em que o factor de escolha dos modelos não é propriamente um segmento ou posicionamento.

Focam-se num comparativo onde os modelos envolvidos se devem a uma série de caracteristicas ou preço. Seja à procura das melhores opções por X preço; seja para procurar uma boa relação espaço/preço; seja até como dizes, comparar entre segmentos da mesma marca, carros que custam mais ou menos o mesmo preço e para, pois nem todos precisamos do espaço extra e podemos ficar com um seg. B mais interessante, seja pela motorização ou equipamento; e seja até para comparar a validade de certas tipologias.

Acho que foi na Auto Plus, que saiu um comparativo, já faz tempo, entre SUV's compactos, pouco depois do Tiguan ter sido apresentado. O pormenor interessante do comparativo era haver gráficos de comparação com outras tipologias, mostrando valores médios para consumos, habitabilidade, performance, travagem, etc...

Rapidamente dava para perceber, que SUV's compactos não ofereciam muito mais que normais hatchbacks em questões práticas, com desvantagem no campo das performances e consumos, e para verdadeiros carros familiares, os MPV's continuavam a servir esse propósito de forma muito mais convincente.

Ficou-se logo com 2 noções ao nivel da oferta: qual o melhor SUV compacto, e que, quando comparado com MPV's de nivel equivalente, o SUV ficava alguns furos atrás em competências familiares.
Claro e conciso, e a dar uma noção perfeitamente pragmática do que é que estes compactos SUV valiam quando em confronto com outras tipologias.

Apesar de não apreciar o grafismo e o tipo de papel da AutoPlus (nada agradável ao toque), se por acaso a encontrar na banca, é praticamente garantido que a folheio, o mesmo não podendo dizer dos 2 exemplares semanais nacionais (e já agora os mensais)

Se não estou em erro, acho que é na AH, costumam ter um artigo em que pelo preço de uma proposta nova, propõem alternativas em usado. Acaba por ser um artigo interessante, que às vezes estamos tão focados numa determinada direcção, que pode haver alternativas mais interessantes nos usados recentes.

Ajuda a criar interesse. Comparativos não têm de ser sempre entre os rivais óbvios. O "comparativo" entre o Cruze e o série 3 acaba por ser um artigo de carácter mais informativo que outros "clássicos". Fala-se tanto em premium, que uma pessoa fica curiosa para ver se a diferença exorbitante entre preços, realmente equivale a um carro equivalente superior.
Numa das últimas CAR, o série 3 ficou em último (apesar da dinâmica ainda ser considerada a melhor) num comparativo entre os reestilizados Passat e Mondeo e o novo S60. Seria possivel ver algo assim na imprensa nacional?

Como eles dizem, a diferença actual entre premium e não-premium não é abissal como uma década atrás. O intervalo entre as mesmas é bem menor, ao ponto dos não-premium serem alternativas mais que válidas aos premium, já os batendo em alguns aspectos, excepto, claro, a imagem.

Bem, isto tudo para dizer, criar interesse, mesmo que signifique sair da zona de "conforto"
 
Esquecendo os fanáticos, há aqui opiniões bastante válidas e, concorde ou discorde, tenho de as respeitar.

Por isso mesmo, não digo que não entendo o que vocês querem chegar.

O que vocês também têm de perceber é que não podemos extrapolar o nosso mercado para aquilo que se passa no estrangeiro.

Somos um dos países mais pobres da Europa e, curiosamente, o que tem os carros mais caro. Ora, isto faz logo com que o nosso mercado seja mesmo muito especial.

Pelo preço que os carros têm, tornam-se um objectivo de imagem, de status, ostentação, ou aquilo que lhe queiram chamar. Cá, raramente se olha para o automóvel de uma forma racional.

Se começarmos a fazer muitos comparativos entre o Superb e o Passat, as pessoas não vão comprar a revista. Aquele leitor a quem a empresa dá um carro, vai pensar: " epá, estes gajos passaram-se! Que é isto de comparar um VW com um Skoda? Nem vou comprar esta revista!"

Voltando ao facto de sermos um país pequeno, lembrem-se que isto também se repercute no número de apaixonados por automóveis que o país tem. Mesmo que todos vocês comprassem revistas, acham que isso seria o suficiente para a revista ser viável? Claro que não!

Em Portugal, as revistas têm de ser viradas para o público mais comum, que é aquele que compra revistas. É esse público que quer ver o Passat a ser comparado com um Insignia e não com um Skoda, que considera ser lixo.

É a mesma história de se queixarem que as capas têm muitos carros alemães. Vocês sabem que o Autohoje estuda sempre as vendas em relação ao que vem na capa? Pois, é que quando há essas capas, a revista vende mais.

Como em qualquer negócio, uma empresa que queira ter sucesso tem que se adaptar ao mercado. Quer queiram quer não, o nosso mercado tem imensas especificidades.
 
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