Cuidados paliativos, sabem o que é?

nunomplopes

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Já ouviram falar nos cuidados paliativos?
O que acham sobre este tema?
Quando temos um prognóstico de morte já anunciada derivado alguma doença não teremos o direito á dignidade e cuidar e tratar bem o doente quanto merece?

CUIDADOS PALIATIVOS: O QUE SÃO?

Apesar de todos os progressos da Medicina na segunda metade do século XX, a longevidade crescente e o aumento das doenças crónicas conduziram a um aumento significativo do número de doentes que não se curam. O modelo da medicina curativa, agressiva, centrada no “ ataque à doença
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“ não se coaduna com as necessidades deste tipo de pacientes, necessidades estas que têm sido frequentemente esquecidas.
A não-cura era ( e frequentemente ainda continua a ser ) encarada por muitos profissionais como uma derrota, uma frustração, uma área de não-investimento. A doença terminal e a morte foram “hospitalizadas” e a sociedade em geral aumentou a distância face aos problemas do final de vida. As questões em torno da morte – e que interessam a todos - constituem ainda hoje um tema tabu.

O movimento moderno dos cuidados paliativos, iniciado em Inglaterra na década de 60, e que posteriormente se foi alargando ao Canadá, Estados Unidos e mais recentemente( no último quarteirão do século XX ) à restante Europa, teve o mérito de chamar a atenção para o sofrimento dos doentes incuráveis, para a falta de respostas por parte dos serviços de saúde e para a especificidade dos cuidados que teriam que ser dispensados a esta população.
Os cuidados paliativos definem-se como uma resposta activa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que ela gera e de proporcionar a máxima qualidade de vida possível a estes doentes e suas famílias. São cuidados de saúde activos, rigorosos, que combinam ciência e humanismo.

Apesar da pertinência da resposta advogada pelos cuidados paliativos para as questões em torno da humanização dos cuidados de saúde e do seu inequívoco interesse público, o certo é que hoje, no início do século XXI, este tipo de cuidados não está ainda suficientemente divulgado e acessível àqueles que deles carecem.

No nosso país, mais concretamente, podemos dizer que os serviços qualificados e devidamente organizados são escassos e insuficientes para as necessidades detectadas – basta lembrar que o cancro é a segunda causa de morte em Portugal, com uma clara tendência a aumentar. Para além disso, importa reforçar que os cuidados paliativos são prestados com base nas necessidades dos doentes e famílias e não com base no seu diagnóstico. Como tal, não são apenas os doentes de cancro avançado que carecem destes cuidados: os doentes de SIDA em estadio avançado, os doentes com as chamadas insuficiências de orgão avançadas (cardíaca, respiratória, hepática, respiratória, renal) , os doentes com doenças neurológicas degenerativas e graves, os doentes com demências em estadio muito avançado. E não são apenas os idosos que carecem destes cuidados – o problema da doença terminal atravessa todas as faixas etárias, incluindo a infância. Estamos , por isso, a falar de um grupo vastíssimo de pessoas – dezenas de milhar, seguramente - , e de um problema que atinge praticamente todas as famílias portuguesas.

Que pretendemos oferecer aos doentes na fase avançada e terminal das suas vidas, sobretudo quando temos presente que 90% das mortes ocorrem após doença crónica e avançada ? Como poderemos difundir e implementar cada vez mais a “resposta-cuidados paliativos” que, consensualmente, diminui bastante o sofrimento de doentes em fim de vida e seus familiares ?
Os cuidados paliativos NÃO são cuidados menores no sistema de saúde, NÃO se resumem a uma intervenção caritativa bem intencionada, NÃO se destinam a um grupo reduzido de situações,. NÃO restringem a sua aplicação aos moribundos nos últimos dias de vida e, pela especificidade dos cuidados, diferenciam-se dos cuidados continuados ( cuidados aos doentes com perda de funcionalidade ou dependentes) . Os cuidados paliativos NÃO são dispendiosos, NÃO encarecem os gastos dos sistemas de saúde, e tendem mesmo a reduzi-los pela melhor racionalização dos meios.

Só poderemos combater estas concepções incorrectas esclarecendo alguns conceitos:
  • Os cuidados paliativos deverão ser parte integrante do sistema de saúde, promovendo uma intervenção técnica que requer formação e treino específico obrigatórios por parte dos profissionais que os prestam, tal como a obstetrícia, a dermatologia, a cirurgia ou outra area específica no âmbito dos cuidados de saúde.
  • Os cuidados paliativos são cuidados preventivos: previnem um grande sofrimento motivado por sintomas ( dor, fadiga, dispneia ), pelas múltiplas perdas ( físicas e psicológicas ) associadas à doença crónica e terminal, e reduzem o risco de lutos patológicos. Devem assentar numa intervenção interdisciplinar em que pessoa doente e família são o centro gerador das decisões de uma equipa que idealmente integra médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais.
  • Os cuidados paliativos pretendem ajudar os doentes terminais a viver tão activamente quanto possível até à sua morte ( e este período pode ser de semanas, meses ou algumas vezes anos ), sendo profundamente rigorosos, científicos e ao mesmo tempo criativos nas suas intervenções.
  • Os cuidados paliativos centram-se na importância da dignidade da pessoa ainda que doente, vulnerável e limitada, aceitando a morte como uma etapa natural da VIDA que, até por isso, deve ser vivida intensamente até ao fim.
Os cuidados paliativos constituem hoje uma resposta indispensável aos problemas do final da vida. Em nome da ética, da dignidade e do bem estar de cada Homem é preciso torná-los cada vez mais uma realidade.
 
A minha mulher (e por inerencia eu) vivemos isso à 8 anos...
Ela trabalha com cuidados paliativos em doentes com cancro.
Basicamente... se ela cuida de ti, já não te safas ! [:)]
 
Última edição:
A piada é que quem lida diariamente com este tipo de situações, usa este tipo de humor para tentar não ser afectado pelas situações que enfrenta.

Tenho alguns amigos que trabalham no INEM... E já os ouvi a brincar com situações que para nós são extremamente chocantes, tipo andar a apanhar restos de pessoas no asfalto de uma qualquer AE.

É um escape. E acho que tem de ser assim....
 
Eu tive o meu avô acamado durante ano e meio, onde as senhoras do centro de dia iam lá tratar dele de manhã e à hora de almoço e eu e a minha mãe íamos à noite quando o meu pai estava a trabalhar.
Ia também lá o enfermeiro por causa das feridas que ele tinha por estar sempre deitado.
 
A piada é que quem lida diariamente com este tipo de situações, usa este tipo de humor para tentar não ser afectado pelas situações que enfrenta.

Tenho alguns amigos que trabalham no INEM... E já os ouvi a brincar com situações que para nós são extremamente chocantes, tipo andar a apanhar restos de pessoas no asfalto de uma qualquer AE.

É um escape. E acho que tem de ser assim....

Sei perfeitamente que quem levar tudo a sério constantemente entrar em depressão num instante.

É melhor mesmo brincar um pouco por vezes..

Mas com respeito claro.

Às vezes é complicada distinguir estes dois tipos de brincadeira eu sei..
 
A piada é que quem lida diariamente com este tipo de situações, usa este tipo de humor para tentar não ser afectado pelas situações que enfrenta.

Tenho alguns amigos que trabalham no INEM... E já os ouvi a brincar com situações que para nós são extremamente chocantes, tipo andar a apanhar restos de pessoas no asfalto de uma qualquer AE.

É um escape. E acho que tem de ser assim....


Nem mais..

Não é facil muitas vezes lidar com estas situações..é preciso muito estofo e muita formação específica..

Para os profissionais de saude o humor é mesmo um escape à depressiva situação dos doentes..[;)]

Nunca em caso algum é para gozar com doentes ou situações..
 
Nem mais..

Não é facil muitas vezes lidar com estas situações..é preciso muito estofo e muita formação específica..

Para os profissionais de saude o humor é mesmo um escape à depressiva situação dos doentes..[;)]


Nunca em caso algum é para gozar com doentes ou situações..
Concordo que devemos ver isto com algum distanciamento de modo a não sermos afectados, mas acho que estes temas deveriam ser abordados de uma forma séria, e por respeito a quem por isto sofre.[;)]
Por outro lado continuo achar que devia haver uma envolvência maior na relação Médico/Familiar/Paciente de modo a que os doentes se sintam acarinhados e humanizados nesta fase terminal.
Todos estes cuidados deveriam ser úteis de forma a minimizar o sofrimento e a gravidade da sua doença, por forma a que o doente sinta um bem estar fisico/emocional de modo a elevar a dignidade da própria pessoa.

A Medicina Paliativa procura conseguir que os pacientes desfrutem os dias que lhes restam de forma mais consciente possível, livres da dor e com seus sintomas sob controle. Isso tudo é pretendido para que esses pacientes possam viver seus últimos dias com dignidade, em sua casa ou em algum lugar mais parecido possível, rodeados de pessoas que lhes queiram bem. Na realidade, esse tipo de cuidado pode ser realizado em qualquer local onde o paciente se encontra, seja em sua casa, no hospital, em asilos ou instituições semelhantes, etc.
Cuidado Paliativo é uma atenção médica e multiprofissional aos pacientes cuja doença não responde aos tratamentos curativos. Para a Medicina Paliativa é primordial o controle da dor, de outros sintomas igualmente sofríveis e, até, dos problemas sociais, psicológicos e espirituais. Os Cuidados Paliativos são interdisciplinares e se ocupam do paciente, da família e do entorno social do paciente.
Os Cuidados Paliativos não prolongam a vida, nem tão pouco aceleram a morte. Eles somente tentam estar presentes e oferecer conhecimentos médicos e psicológicos suficientes para o suporte físico, emocional e espiritual durante a fase terminal e de agonia do paciente, bem como melhorar a maneira de sua família e amigos lidarem com essa questão.
Essa área médica objectiva o alívio, a preparação e, conseqüentemente a melhoria das condições de vida dos pacientes com doenças progressivas e irreversíveis como, por exemplo, crônico-degenerativas, incapacitantes e fatais. Atualmente diz respeito mais aos pacientes com cancro, SIDA, pneumopatias, degenerações neuromotoras, doenças metabólicas, congênitas, Doença de Alzeheimer, Doença de Parkinson, etc, bem como os politraumatizados com lesões irreversíveis.
Uma das maiores dificuldades para a Medicina Paliativa ter desenvoltura próxima à de outras especialidades, pode ser o preconceito universal existente em relação às condutas terminais, mais precisamente, em relação à morte.
A Qualidade da Vida e da Morte
Na formação do médico, bem como na formação das especialidades, a morte costuma ser abolida do rol de preocupações clínicas. Dificilmente os médicos perguntam, na anamnese, se o paciente tem medo de morrer, pensa em morrer, pensa em suicídio, ou coisas assim. Aliás, nem sequer é perguntado se o paciente está triste, nem sequer como ele ESTÁ... E isso se deve, provavelmente, à total falta de conhecimento sobre o que fazer com a resposta do paciente.
Quanto mais avança o conhecimento médico em todos os campos (farmacologia; terapêutica, anestesia, cirurgia, transplantes de órgãos, fertilização humana, genética, imunologia, medicina nuclear, recursos diagnósticos, etc...), quanto mais se desenvolvem tecnologias aplicadas à medicina, mais o médico se distancia da morte.
Os protocolos de procedimentos médicos, as normas administrativas da medicina e os rígidos manuais de conduta acabaram por institucionalizar a morte. É comum vermos em livros-texto uma perfeita descrição de determinado quadro clínico, reconhecidamente irreversível e com desfecho fatal, mas nada se fala dos cuidados finais, da atenção familiar e afetiva que o paciente deveria receber nesse momento. Não, fala-se muito em deixá-lo nos centros de terapia intensiva.
É objetivo da Medicina Paliativa é a preocupação com a desinstitucionalização da morte, dando ao paciente a possibilidade de escolher permanecer em casa durante sua agonia. A discussão que pretendemos alimentar é, sobretudo, um protesto contra as condições de vida impostas pela medicina moderna aos doentes terminais, subtraindo deles as opções de um morrer menos sofrível.
Pensamos que, intervir no paciente terminal em centros de terapia intensiva, quando não objetiva exclusivamente minimizar sofrimentos, pode refletir sentimento de omnipotência da medicina sobre a vida, sobre a vida física, como se ela fosse considerada o bem supremo e absoluto, acima da liberdade e da dignidade.
O amor pela vida, quando a toma como um fim em si mesma, se transforma em um culto pela vida. A medicina que se preocupa insensivelmente com as “condições vitais”, deixando de lado as “qualidades vitais”, promove implicitamente esse culto idólatra à vida.
Nessas circunstâncias a medicina interfere na fase terminal como se travasse uma luta a todo custo contra a morte e não, como seria preferível, numa luta em defesa do paciente. A maneira de morrer, portanto, não pode ser excluída, absolutamente, do projeto de vida da pessoa. A maneira de morrer também é uma forma de humanizar a vida no seu ocaso, devolvendo-lhe a dignidade perdida.
É nesta envolvência a que me refiro e a aceitação da Medicina por parte destes temas.[;)]
 
Confesso que não percebi a piada da situação ...

Tenho de levar mesmo na Brincadeira...
Querem que conte casos reais de pessoas, que só de me lembrar disso fico com os olhos molhados!

Imagina conheceres pessoas, cuidar delas por vezes durante meses, e todas elas a piorar e acabar por falecer... É impossivel não desenvolver afectos de amizade por estes doentes.

Imagina seres o "amigo" e ouvir as lamentações, preocupações e desespero de quem não tem esperança, ou pior, ainda pensa que tem esperança e não se prepara para a sua morte.

Imagina seres "diariamente" a pessoa que segura a mão a quem está a morrer, e sabe que vai morrer nos proximos minutos por uma hemorragia brutal de molhar o tecto do quarto, ou por sufocação caso as doses de morfina já não estejam a fazer o efeito devido.

No caso da minha mulher são centenas de doentes em oitos anos...
Um elevado número de pessoas da nossa idade ou pouco mais velhas, pessoas que deixam filhos pequenos e mulheres desamparadas, pessoas que até ao fim se perguntam porquê elas? e porquê tão novas!

Imagina acabares o curso, casas, tens um filho de 2 anos, descobrem-te um cancro nos pulmões e vais morrendo diariamente durante 4 meses...
Injusto não? imagina viveres este caso e outros diariamente!

Hoje posso dizer que felizmente graças á minha mulher e a viver esta realidadade, tento ser uma pessoa melhor, e viver cada dia o melhor que possa com ela e com o nosso filho.
A vida é demasiado pequena e acaba sem que vocês deêm por isso.


_____________________________________________
Sobre os cuidados paliativos (opinião pessoal de um Informatico [:D] )

Acho que é uma necessidade primária.
Temos de procurar a cura, mas é igualmente importante saber parar e cuidar a morte.
Morrer num serviço de medicina sozinho sem a familia numa madrugada é imoral e injusto.
Morrer num serviço de cuidados paliativos, num quarto individual e na medida do possivel com os nossos familiares e amigos é natural e é assim que tem de ser.

A ideia do "ir morrer a casa" tão em voga nos tempos dos nossos avós, tem de ter um substituido por algo igualmente humano.
 
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Sobre os cuidados paliativos (opinião pessoal de um Informatico [:D] )

Acho que é uma necessidade primária.
Temos de procurar a cura, mas é igualmente importante saber parar e cuidar a morte.
Morrer num serviço de medicina sozinho sem a familia numa madrugada é imoral e injusto.
Morrer num serviço de cuidados paliativos, num quarto individual e na medida do possivel com os nossos familiares e amigos é natural e é assim que tem de ser.

A ideia do "ir morrer a casa" tão em voga nos tempos dos nossos avós, tem de ter um substituido por algo igualmente humano.
Admirei muito a tua descrição e estou completamente de acordo com o que referes em relação aos cuidados a estas pessoas.[;)]
 
Admirei muito a tua descrição e estou completamente de acordo com o que referes em relação aos cuidados a estas pessoas.[;)]

Pessoas estas que somos nós... no futuro proximo.
A ideia que tenho é que cuidados paliativos são caros, por isso não vejo forma de todos os portugueses poderem um dia aceder a eles.

No entretanto vamos tendo doentes terminais em serviço sem especialização e com um doente a sofrer e sem a familia.

Tive um caso pessoal nos primeiros dias de outubro.
Uma pessoa que foi ( e é) muito querida, terminal com cancro no colo do utero internada num serviço de medicina num hospital distrital.
Ela devia ter tido assistência especializada, no entanto a ideia que é que não teve, esteve dias a sofrer e agonizou até deixar de respirar na madrugada no dia 14...


Cuidados paliativos é na medida do possivel humanizar a nossa morte perante uma doença degenerativa, é algo de humano, é algo que temos de fazer hoje pelos outros, para que um dia façam por a nós...
É fácil virar as costas e "deixar morrer", mas vamos pensar que a pessoa que está a morrer quer morrer com dignidade, no limite com a familia/filhos/esposos em seu redor.

A morte é algo natural, como o nascimento, porque razão temos N pessoas a assistir um nascimento e se abandona na morte?


Lembro-me de um historia que li num dos livros que aqui está em casa:
Em tempos antigos era normal os idosos velhos doentes e a "dar trabalho" serem conduzidos pelo filho mais velho a uma serra proxima, onde era abandonado com um cobertor para morrer.

Era uma tradição na aldeia e todos assim faziam. Alguns dias depois iam buscar o corpo, por vezes já semi-desfeito por animais para o funeral religioso.

Numa dessas ocasiões, o Pai ao ver o filho deixa-lo com o cobertor e virar costas, chamou-o a custo na sua voz cansada e disse-lhe:
-"Meu filho, leva este cobertor contigo e guarda-o para o dia em que o meu neto te vir trazer aqui, assim terás dois cobertores e passarás menos frio."

Perante isto o filho choroso voltou com o Pai para casa.
Hoje outros, amanhã somos nós.
 
Infelizmente tenho conhecimento próximo deste serviço. O meu pai já esteve em cuidados paleativos.

Penso que nestas situações é importante poder contar com cuidados especializados que proporcionem o máximo de conforto a quem vai partir e condições para que os familiares os possam acompanhar.

Não deve ser fácil acompanhar todos os dias doentes com doenças terminais, por isso aplaudo aos profissionais de saúde que suportam estes serviços.
 
Relativo a este tema, estatisticamente sabem em que altura o Estado gasta mais com um contribuinte? É em cuidados de saúde prestados em casos de doenças terminais. E mesmo sabendo isto, o estado não aposta mais na prevenção e não tenta ser mais proactivo.

Porque exemplo, porque não acabam de vez com o tabaco? Pensam sempre no lucro fácil (impostos do tabaco) e não pensam nos custos que poderão ter a longo prazo.
 
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