O modelo está testado deste o tempo do Citibank. Por alguma razão o Barclays lhes comprou este negócio.
O modelo de pagamentos entre a Unicre e os bancos é complexo. A comissão paga pelo comerciante, que é tecnicamente designada por Taxa de Serviço do Comerciante (TSC) é distribuída em várias partes: uma parte para a Unicre, uma parte para o emitente do cartão e uma parte para o banco que é dono do terminal de pagamento automático.
Mas o mercado dos cartões é muito grande. Recordo-me de ter visto num relatório qualquer do BdP que as comissões pagas em Portugal nas transacções com cartões ronda dos 3 mil milhões de euros por ano.
Quando o Barclays comprou o negócio dos cartões ao Citibank a falava-se num universo de 400 mil cartões à data, e desde aí os cartões Barclaycard tiveram um crescimento muito significativo, com as suas campanhas agressivas. Não me admirava muito que o Barclaycard tivesse conseguido dobrar aquele número.
Além disso estimo que a estrutura de custos seja muito leve. Os promotores ganham à comissão, a estrutura informática de gestão dos cartões deve estar subcontratada ao Barcalys plc, o custo do plástico é negligenciável. Enfim, deve ser um modelo de negócio bem interessante. Tão interessante que eles se dão ao luxo de não cobrar anuidade.