Como encaram o "downsizing"?

Pela atitude das marcas, dos construtores, é um mal necessário para a redução das emissões de CO2 e outros gases.
Pelo que percebi, tanto pelo que tenho lido e pelo que dizem colegas ligados a mecânica, motores pequenos, para terem uma potência aceitável e utilizavel, têm "obrigatóriamente" de recorrer a "turbos", de preferência de inercia muito, muito reduzida, para facilitar a obtenção de boa elasticidade. Claro que só isto não ajuda. A nivel de injecção, controlo de funcionamento das fases de funcionamento do motor, etc..., tem de haver uma "excelente" programação electrónica/centralina, uma caixa de velocidades que ajude na obtenção e exploração do binário, etc...!!!
Concluindo..., é um mal necessário, mas dá uma complicação e uma trabalheira brutal..., mas também encarece a construção dos motores...!!!
 
O tema é mais badalado agora, mas sempre se teve o downsizing. [;)]

Já na década de 80, quando começaram a surgir os 2.0 a diesel, com potências semelhantes a seus antecessores de 2.5 ou mais, também não acreditavam que motores aguentassem.

O mesmo se passando, com os 2.0 a debitar a mesma potência que os seus homólogos 2.8 e afins.

Portanto e vendo as coisas, já não é de agora.
 
Toda a gente fala dos benefícios da radução de peso, como consumos, segurança, performançes, mas uma grande redução de peso também tem consequências negativas como penalizações no conforto.

Isso já foi uma quase verdade. É mais fácil fazer um carro pesado confortável que um leve. Um carro pesado acaba por "vencer" o trabalho do conjunto mola/amortecedor, já que este consegue lidar com a irregularidade, mas acaba por faltar força para vencer o peso da carroçaria, provocando menos oscilação.
Um carro mais leve terá tendência para "saltitar" mais.

Mas se tudo fosse assim tão simples....
E o resto das variáveis?
Actualmente, carros realmente leves encontramo-los nos extremos da industria. Coisas pequenas como citadinos e alguns superdesportivos ou versões radicais de alguns desportivos.
Se nos desportivos, como o objectivo costuma ser vencer o GreenHell, curvar o mais depressa possivel e ter respostas acutilantes, a tendência é para pôr tudo riginho prejudicando o conforto.
Nos citadinos, como são construidos com forte contenção nos custos, também os esquemas de suspensão e os componentes que os constituem costumam ser mais simples, de menor qualidade e baratuchos do que aqueles que encontramos nas referências do conforto.
Logo, a percepção de que mais leve é menos confortável é errónea.

E hoje em dia, o paradigma de que mais pesado é mais confortável já não se aplica. Isto porque, como todas as questões que envolvem a dinâmica, há demasiadas variáveis a ter em conta. Seja pelas soluções apresentadas e como as aplicam.
Até nos superdesportivos. O McLaren Mp4-12C, ao prescindir das barras estabilizadoras, permitiu elevar os niveis de conforto de um superdesportivo ao que as melhores berlinas estradistas conseguem. Apesar de pesar quase 1500kg, não deixa de ser notável que se compare o seu conforto com coisas como o classe E, que está uns 200-300kg acima e com objectivos conceptuais bem distintos de um Mac

Existem muitos mitos urbanos à volta dos carros leves, que acabam por cair em generalizações bacocas.
Dizem que são instáveis e desconfortáveis, quando isso apenas revela um trabalho aerodinâmico e dinâmico insuficiente.
Seja por razões de custos, seja por não saberem fazer ou simplesmente estarem-se a cag...
E claro, uns bons bancos ajudam sempre, o que nem sempre acontece.

Apenas como exemplo, um dos paradigmas imortais do conforto de nome Citroen DS, lançado à mais de meio século, revela perfeitamente que procurando boas soluções, permite contornar todos os problemas.
Começou por pesar pouco mais de 1200kg, o que actualmente equivale à maior parte dos segmentos B diesel. Acabou com quase 1400kg no fim de uma longa carreira, o que equivale actualmente à maior parte do segmento C.
O DS é ainda hoje super-confortável, a maior parte dos segmento B não e mesmo os segmento C actuais não conseguem rivalizar com esta preciosidade.
O que demonstra, que com as soluções certas, até um peso pluma pode ser paradigma de conforto.

Aliás, hoje em dia, dado o paradigma alemão, poucos carros são verdadeiramente confortáveis, onde a norma parece apontar para ser-se seco, dando a percepção de desportividade.

E isto é só arranhar a superfície.
Massas não suspensas, rigidez estrutural, design dos assentos, esquemas de suspensão e a "arte" de os afinar tudo influencia o nivel de conforto, e com a tendência actual de a cada lançamento os construtores anunciarem redução de peso relativamente aos antecessores, o que se tem verificado é um ganho de conforto.
Veja-se o novo série 3, ou o 911.
Até nos citadinos vimos evoluções expressivas nos niveis de conforto oferecidos, como já foi verificado no novo Panda e Up, que pesam menos de uma tonelada.

Concluindo: mais pesado igual a mais confortável, já não se aplica.
 
É evidente que o penso não é a variável mais importante no conforto, mas geralmente os carros mais pesados são mais confortáveis
 
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Pessoal,
ninguem se lembra da formula 1?
A Renault em 1989 fornecia motores para a William que tinha 3.500cc e era V10 e agora?
Em 2012 tem motores de cilindrada menores 2.4000cc e V8.
Mas em termos de performances e consumos são bem melhores que os anteriores?
É a evolução, amigos eletrónica + eletrónica.....
 
Pessoal,
ninguem se lembra da formula 1?
A Renault em 1989 fornecia motores para a William que tinha 3.500cc e era V10 e agora?
Em 2012 tem motores de cilindrada menores 2.4000cc e V8.
Mas em termos de performances e consumos são bem melhores que os anteriores?
É a evolução, amigos eletrónica + eletrónica.....

Já em tempos, foram utilizados motores pequenos na F1. [;)]

Em 1977, começaram a ser usados os V6 1.5 Turbo.

Os regulamentos permitiam que fossem usados os V6 1.5 Turbo ou os V8 3.0 atmosféricos.

Sendo que quando surgiu o 1.5 Turbo, o mesmo andaria com uma potência na ordem dos 700cv.

E no decorrer dos anos, os 1.5 Turbo, chegaram a estar com 1400 a 1500cv, para as provas de qualificação. [;)]

Sendo que em corrida, andariam com 1000cv.

Em 1987, é que foram introduzidos os 3,5 atmosféricos a par, dos 1.5 Turbo.

Mas a escalada de potência, mesmo com restrição de pressão do turbo e afins, ameaçava aumentar... daí que começaram a limitar até que acabaram com os mesmos.

Fim esse que se deu em 1989, em que os V6 1.5 Turbo foram proíbidos.



Já agora, esses V8 2.4 tem a morte anunciada, visto que desde ano passado, já está acordado que apartir da época de 2014, comecem a ser usados os V6 1.6 Turbo.

http://www.formula1.com/news/headlines/2011/6/12237.html
 
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Muita da ilusão de maior peso e maior conforto é dada pelo facto que maior peso normalmente vem acompanhado de maior tamanho (noção de agilidade e de vivacidade) e de melhor filtragem geral.

Há muitos fatores que implicam maior conforto, há quem defenda que barras estabilizadoras mais fortes podem ajudar a ter molas/amortecedores mais macios para manter a mesma eficácia, mas hoje vive-se mais de aparência de condução desportiva e essa aparência é mais dada por mola/amortecedor firme do que por barras mais rijas porque a mola/amortecedor estão diretamente relacionadas com os controlos das massas e sensação de não inclinação em apoio.

E é aqui que entra o menor peso = mais conforto porque para manter os pesos mais "seguros" e ter uma condução com menos inclinação em apoio e a sentir-se menos inercia e balanços é necessário menos força de mola/amortecedor.

Um carro mais pesado ajuda a que o peso médio em carga não fuja tanto em percentagem em relação ao peso proprio e sabendo que as suspensões estão mais afinadas para o peso próprio isto pode ser uma vantagem.

Hoje em dia desde jantes enormes e pouca lateral de pneu que dão cabo do conforto a baixa velocidade até aos amortecedores maioritariamente a gás que são mais bruscos a lidar com oscilações mais repentinas e amplas, mesmo os franceses que usavam tipos de amortecedores com mais percentagem de óleo deixaram de usar porque ofereciam um compromisso que começou a ser mal falado na imprensa já que começou a cair na moda uma aparência de condução desportiva onde tudo tem de acontecer rápido e firme e onde o brando é brindado com notas negativas.

Outro fator é o encarecimento dos interiores e a maior exigência de segurança em maior escala do que o preço final subiu, isto leva a implicações em questões não visíveis e que normalmente são menos importantes para o cliente comum porque não entende ou não se lembra disso.

A questão do downsizing é discutível por varias razões, há interesses desde o marketing ao controlo de custos por parte dos construtores.
A questão da durabilidade não pode ser levantada unicamente pela questão da cilindrada porque a durabilidade não está diretamente relacionada com o tamanho do motor. O que geralmente se relaciona com o tamanho do motor é que existe maior esforço, mais rotação e um uso médio mais exigente que o utilizador imprime para andar o mesmo caso tivesse a mesma potencia máxima mas um motor maior, porque um motor maior normalmente precisa de menos rotação para produzir o mesmo efeito já que a potencia é atingida de forma mais natural e desde o relantim.

De qualquer das formas essa ideia vem mais do passado e dos motores atmosféricos onde era usada mais rotação para atingir potencias razoáveis mais propriamente nos diesel com pouca força e consequente esmifrar de rotação para andarem com alguma celeridade, e nos diesel muita rotação constantemente não é coisa boa.

Hoje as elevadas potencias são atingidas pelos turbos e injetores e é precisamente ai que os maiores problemas acontecem. Hoje um motor não precisa de atingir mais rotação para ter mais potencia, precisa de ter mais pressão de turbo e mais pressão de injeção. E como normalmente a taxa de compressão diminui com as evoluções acabam por compensar em parte.

Com a tecnologia de turbos ainda em uso o problema está mais em conseguirem ter potencias decentes em torno do relantim e nas primeiras 1500 e em alguns casos 1800/2000rpm com alguns cavalos por litro, o problema não está no tamanho dos motores apenas, está na quantidade de potencia por litro e quanto menor a cilindrada pior porque existe menos inercia da própria cilindrada.

Mesmo nos diesel parece que já chegámos a certos níveis de cilindrada/potencia mais ideais tendo em conta a potencia/distribuição de potencia/consumo/custos/viabilidade comercial e durabilidade/fiabilidade.
 
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Num país onde se paga imposto ao centímetro cúbico, o downsizing é uma bênção.

Olhando para a evolução do PREÇO, face à disponibilidade de motorização de pequena/média cc, foi um pequeno barrete no mercado nacional Karma.

Aqui é a esmifrar o potencial comprador. Não há linha de orientação, para motorizar o mercado, é um SAQUE FISCAL.
 
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Conheces algum problema crónico nos 1.4 TSI?
Conheces algum motor otto de baixa cilindrada que tenha o binário disponivel logo cedo como os 1.4 turbinado?

É que nem a BMW consegue ter motor para concorrer.

Preferes um 2.0 atmosferico que um 1.4?
Tendo em conta que pagas 250 euros de IUC no 2.0 e 125 euros no 1.4.... Eu também prefiro porsches, mas como não há dinheiro....

Post de 2008......1.4 TSI com problemas ? Nunca na vida [:D]
 
Desenterranço...

Mas levou-me a pensar... como será que andam os motores pequenos actualmente?

Tenho dois old school em casa e um...young school... Um Golf 1.9TDI 110cv, Panda Cross 4x2 1.2 69cv (o carro é de 2018 mas o motor é old school) e uma Astra ST de 2016. O Astra tem o tão falado barulho do tensor da corrente. Os outros 2 com provas dadas e extremamente fiáveis. A Astra anda-me a moer o juízo porque já ando com ideias de trocar por causa do tal barulho.
Já experimentei estes motores mais recentes e não são maus, embora alguns demasiadamente turbo-dependentes para o meu gosto (e repito, para o meu gosto, para não virem já dar na cabeça que não sei o que falo) mas será que se aguentam 200.000, 300.000, 400.000km como os antigos?
 
Eu diria que aguentam se forem cumpridos os prazos de manutenção, mas é manutenção a sério não é apenas óleo manhoso e filtros baratos.

Quanto ao turbo dependente, alguns antigos eram RPM-dependentes , mas isto não é ciência exacta. Há motores com menos CV/L que são menos lineares que motores que são o inverso.

Mas, de resto , diria que os pequenos turbinados de injecção directa e afins, não tiveram a fiabilidade que este forum apregoava [:D]
 
Tenho o motor mais pequeno do mercado já com 6 anos e 108000km... dos quais 102000km foram a GPL.

Refiro-me ao motor de dois cilindros com 875cc, 85cv e 145Nm às 1900rpm, produzido pela FIAT POWER TRAIN... o 0.9 TwinAir Turbo.

Continua cheio de pulmão.
 
Tenho o motor mais pequeno do mercado já com 6 anos e 108000km... dos quais 102000km foram a GPL.

Refiro-me ao motor de dois cilindros com 875cc, 85cv e 145Nm às 1900rpm, produzido pela FIAT POWER TRAIN... o 0.9 TwinAir Turbo.

Continua cheio de pulmão.
Nem sabia que existia este motor... Bi-cilindrico! Isso não tem um barulho um bocado para o esquisito?
 
Não sei porque... Não estou a ver muitos 1.0 turbo modernos, por exemplo, com problemas.
Alem dos 1.4 tsi que alguns deram barraca tens tamem muitos diesel que fiabilidade não é propriamente o seu forte.

Mas a questão é que neste forum se apregoava que os downsizing iriam ser tão ou mais fiáveis, e, falharam, redondamente, nas previsões.


Os pequenos turbo que são fiáveis já foram depois de se ter aprendido as lições.
 
Actualmente 95% do que se vende em Portugal já é fruto do downsizing.

Nos 2 principais combustíveis predominam motores pequenos ou quando muito médios, os motores a gasolina já são predominantemente turbos e os gasóleo exclusivamente.

Diria que genericamente se terá perdido um pouco de fiabilidade e se terá ganho um pouco nos consumos.

Outra mudança e essa positiva é que penso que as pessoas tendem a fazer menos km de carro.
 
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