O pormenor dos vidros em compasso entra na lógica de concepção mais simples do Cactus.
E este que estamos a ver até é uma versão mais "rica" e normal do que estava planeado originalmente.
Eles pretendem com o Cactus a simplificação de construção e uso do automóvel, mas sem entrar na tendência miserabilista low-cost da Dacia.
Se bem se lembram do concept, nem sequer havia forma de abrir janelas, estando tudo dependente do sistema de climatização.
Quando foram realizados os primeiros testes com possiveis utilizadores, o aspecto austero e minimalista, ou até radical, no que tocava a soluções interiores foram rapidamente chumbadas por estes, pelo que a Citroen teve que arranjar um compromisso de modo a que não houvesse um salto tão grande entre o que já existe e o que eles queriam propôr.
A simplificação também ocorre na estruturação da gama. Reduziram o número de opções mecânicas e transmissões e serão versões modestas no que toca a números. Não esperem uma gama muito ampla. E assim permitiu à Citroen poupar imenso em desenvolvimento. Não tiveram de criar chassis especificos para lidar com potências dispares, assim como combinações pneu/jante distintas.
Esta aposta tem um risco... interessante. Estou curioso para ver como o mercado reage a ela. Seja pela limitação da escolha, como pelas soluções interiores que fogem completamente do paradigma vigente.
Sou um fã daquilo que está a ser apresentado. É uma lufada de ar fresco no panorama automóvel. Algumas criticas apenas a algumas soluções visuais, como por exemplo, os Airbumps que parece um daqueles tapetes com ventosas que se coloca na banheira para não escorregarmos, e que tanto preenche a lateral do carro, como o excesso de plástico escuro na traseira
Esperemos que permitam combinações mais softs entre carroçaria e estes elementos plásticos.