Dizes (se me permites tratar-te na primeira pessoa) que cada um é livre de escolher, mas foste tu quem se dirigiu a alguém que fez uma escolha dizendo-lhe que estaria a cometer um erro e que deveria optar pela outra solução. O que também não é correcto.
Como eu disse, não gosto de estatísticas (não são números significativos nem traduzem uma realidade definida), e usei-as para rebater uma argumentação na mesma base. Para mim, é muito simples: uma cadeira virada para a frente tem o seu ponto fraco nos embates frontais, e uma virada para trás tem o seu calcanhar de Aquiles nos embates traseiros. A estatística não me diz que vou ter um acidente, ou de que tipo vai ser. É uma roleta russa. Logo, invisto na cadeira que oferece melhor protecção (de materiais, de retenção), melhor comodidade, facilidade de utilização, etc. E não vou pagar muito mais por uma que só difere na orientação, especialmente quando há tão poucas garantias de ser a que melhor protege apenas com base nessa única característica diferenciadora.
Quanto aos estudos, não os guardei. Já os li há algum tempo porque tenho tido esta guerra com a minha irmã já há algum tempo. Mas são facilmente acessíveis a quem se dedique a pesquisar estes temas na net.
Por fim, e só em jeito de reparo, já fui abalroado por trás duas vezes e nunca tive uma colisão frontal. Se, na altura, tivesse filhos, teria tido a sorte de os ter numa cadeira virada para a frente. Mas, claro, por mero acaso.