Sou forçado a ter que elogiar a ousadia, a BMW não se limita ao convencional de há 20 anos para cá e isso é bom para agitar o mercado e sair-se sempre do cinzento que os premium germânicos historicamente trabalham.
Dito isto, o formato é estranho. Fica ali a meio caminho entre um crossover e uma carrinha, naquela situação difícil de "tenho que ser um crossover" mas isso ser uma porcaria aerodinamicamente e acabar uma coisa rebaixada que não serve nem para um estradão de terra e que na verdade, noutros tempos, seria considerado um MPV. [

]
Depois, de certos ângulos fica mesmo esquisito. De outros até resulta. Tenho que ver ao vivo. Mas uma das coisas que mais me salta à vista é retrovisor...visualmente muito mal colocado, estraga toda aquela zona do pilar A e a harmonia da lateral.
O pormenor visual do pilar C à la i3 não sei se é algo que fosse interessante para manter como imagem de marca, mas está bem.
No interior também há muita coisa a dizer. A colagem ao minimalismo da Tesla é evidente, até à cena mais tontinha como os botões para a abertura das portas que só adicionam complexidade e que não resolvem nenhum problema. Depois, este tipo de volantes historicamente nunca pegam, sempre foi algo criticado no i3. Nomeadamente numa marca com imagem/pretensões desportivas. Mas ok, procuram um filosofia lounge. Novamente, muito pouco BMW.
Também não aprecio ser o primeiro BMW em muitos anos que não tem nenhuma referência ao duplo anel nos faróis.
Nisto tudo fico um pouco sem perceber o que a BMW vai oferecer ao consumidor típico do X5. Que certamente não se revê no iX.