Avião e passadeira rolante

Fiz uma busca por "avião" e em 20 páginas de resultados não encontrei nada, portanto ...

Imaginem um avião na pista e que essa pista é uma passadeira rolante e que essa passadeira rolante está "programada" para rolar em sentido contrário e à mesma velocidade do avião.
Tá tudo parado. O avião liga os motores e acelera.

A pergunta é: o avião consegue levantar voo ?

"V"

Não sei se te responderam, mas cá vai os meus tostões.

SIM É POSSÍVEL, mas é preciso ler até abaixo.

Um avião convencional não, porque o que interessa é a velocidade do ar a passar pelas asas. Ora o cenário que colocaste é uma velocidade relativa de 0, pois a deslocação do avião é apenas suficiente para contrariar a deslocação da passadeira.

Agora, há um tipo de aviões, bem desconhecido (só houve uns protótipos), que em vez de ter motores para empurrar o avião, tinha motores para "puxar" o ar. Tinham umas asas circulares e umas hélices atrás, que recolhiam o ar. Agora ESSE avião talvez levantasse vôo, pois esse avião perturbaria o ar ao redor das asas, enquanto que os convencionais não o fazem (pelo mwnos, não deliberadamente).

Não consigo encontrar fotografias do avião pois não me lembro do nome. Sei que funcionava bem, tal como um avião convenvional. O avião, visto de frente, era tipo ---U--O--U---, onde a asa tinha uma secção semi-circular (os U), que terminava num motor de hélice apontado para trás, que sugava o ar. A sustentação gerada nessa secção era sufiiente para levantar o aparelho.
 
Última edição:
A passadeira NUNCA anula a deslocação do ultra-leve, porque as rodas do avião não são MOTRIZES. A passadeira até poderia andar ao DOBRO da velocidade do avião, que este deslocava-se SEMPRE para a frente.

Exacto!
É aqui neste aspecto (a negrito) que o pessoal, inclusivé eu, se espetou. Como o Japh explicitou que a passadeira rolava à mesma velocidade do avião, muitos assumiram que esta anulava o seu movimento, algo que é totalmente falso.
 
Não sei se te responderam, mas cá vai os meus tostões.

SIM É POSSÍVEL, mas é preciso ler até abaixo.

Um avião convencional não, porque o que interessa é a velocidade do ar a passar pelas asas. Ora o cenário que colocaste é uma velocidade relativa de 0, pois a deslocação do avião é apenas suficiente para contrariar a deslocação da passadeira.

Agora, há um tipo de aviões, bem desconhecido (só houve uns protótipos), que em vez de ter motores para empurrar o avião, tinha motores para "puxar" o ar. Tinham umas asas circulares e umas hélices atrás, que recolhiam o ar. Agora ESSE avião talvez levantasse vôo, pois esse avião perturbaria o ar ao redor das asas, enquanto que os convencionais não o fazem (pelo mwnos, não deliberadamente).

Não consigo encontrar fotografias do avião pois não me lembro do nome. Sei que funcionava bem, tal como um avião convenvional. O avião, visto de frente, era tipo ---U--O--U---, onde a asa tinha uma secção semi-circular (os U), que terminava num motor de hélice apontado para trás, que sugava o ar. A sustentação gerada nessa secção era sufiiente para levantar o aparelho.


Ao contrário dos automóveis convencionais, o avião move-se por impulsão (é empurrado pela força do motor) e não por tracção (é empurrado pela força do atrito entre as rodas e o chão).

Imagina que estás de bicicleta em cima de uma passadeira rolante:
1 - se te limitares a pedalar e a passadeira acompanhar a tua velocidade, nunca vais sair do sítio, porque a bicicleta usa o atrito entre os pneus e a passadeira para se deslocar (e a passadeira "foge-lhe" sempre debaixo das rodas) - TRACÇÃO;
2 - se pegares num extintor e fizeres um foguete à Mcgyver, até podes parar de pedalar, porque aí a força locomotora deixa de ser exercida pelas rodas em contacto com o tapete, e passa a ser exercida pelo extintor, que te empurra para a frente quer tu queiras, quer não e nem que a passadeira debaixo de ti gire à velocidade da luz - IMPULSÃO.
 
Ao contrário dos automóveis convencionais, o avião move-se por impulsão (é empurrado pela força do motor) e não por tracção (é empurrado pela força do atrito entre as rodas e o chão).

Imagina que estás de bicicleta em cima de uma passadeira rolante:
1 - se te limitares a pedalar e a passadeira acompanhar a tua velocidade, nunca vais sair do sítio, porque a bicicleta usa o atrito entre os pneus e a passadeira para se deslocar (e a passadeira "foge-lhe" sempre debaixo das rodas) - TRACÇÃO;
2 - se pegares num extintor e fizeres um foguete à Mcgyver, até podes parar de pedalar, porque aí a força locomotora deixa de ser exercida pelas rodas em contacto com o tapete, e passa a ser exercida pelo extintor, que te empurra para a frente quer tu queiras, quer não e nem que a passadeira debaixo de ti gire à velocidade da luz - IMPULSÃO.

Eu percebi bem esse detalhe. Ou seja, fisicamente, o avião dificilmente iria adoptar a velocidade da passadeira, pois as rodas rolam, e o que aconteceria era que ele iria muitio tenuamente ir para trás. No limite de rodas perfeitamente oleadas e sem atrito, o avião permaneceria imóvel, claro!

Só que acho que a dúvida científica do Japh era outra, considerando um cenário onde o avião estava quase "colado" à passadeira a ir para trás, penso eu.
 
Não especificaste por isso:

Apenas se tiver vento de face com velocidade suficiente [;)]

Quando os motores começarem a trabalhar, vao exercer uma força em relação ao ar, e não ao solo... ou seja as rodas estao livres e a velocidade da passadeira nao deveria ter qualquer influencia significativa no movimento do aviao (salvo as pequenas forças de atrito que vai havendo). Quando este estiver a uma velocidade em relação ao ar suficiente (graças à força dos seus motores), levanta voo
 
Última edição:
Porra, par acção-reacção? O q se tem de saber é q a força de sustentação mínima para o avião levantar vôo é atingida a certa velocidade. Só precisamos de saber essa velocidade (velocidade relativa), ponto! É simples e não é preciso inventar!

Interessa focar onde se aplica o par acção/reacção para que as pessoas deixem de olhar para a velocidade das rodas do avião.
E atenção à noção de velocidade relativa...

Recapitulando, tomando como nula a velocidade do vento:

- o avião necessita de atingir uma velocidade de 200km/h para descolar, em relação à terra!

ERRADO: o avião precisa de X kms/h em relação AO AR para descolar. Se assumires (como estás a assumir) velocidade do vento = 0, essa velocidade irá coincidir.

- se a passadeira o está a puxar para trás a 20km/h, é lógico que essa velocidade tem de ser compensada com mais potência dos motores.

ERRADO: as rodas do avião são "livres". A unica coisa que o motor tem que compensar será o (muito pouco) atrito das rodas no veio.

- v real = v aviao - v passadeira logo v real = 220 - 20 = 200 km/h.
- precisa de "dar" mais 20 km/h pra levantar vôo!

ERRADO: por as rodas do avião serem livres, a velocidade da passadeira (e consequentemente das rodas) é irrelevante. O que interessa é a TAS (True Air Speed) que é a velocidade do avião em relação ao ar que o rodeia.

"V"
 
Isto parte de uma série de premisas erradas Japh. A passadeira não anula movimento nenhum.

Logo, existe ar a passar por debaixo das asas, logo existe sustentação, logo o avião descola.
 
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