Esse cavalheiro deveria aprender o que é o direito de reserva.
Que a consequência do ataque se traduziu num atentado à liberdade de imprensa, é evidente.
Que essa foi a motivação do ataque, ainda há que apurar.
É como num sinistro rodoviário que provoca 1 morto: a consequência é sempre a morte de uma pessoa. A morte dessa pessoa pode ter sido a motivação do condutor. Mas também pode nao ter sido. Agora dizer neste contexto que não ha 1 morte mas tão somente um acidente não faz sentido.
Em empresas maiores, como aquela onde estou agora, o ramsonware é levado a sério e o fenómeo é explicado com algum detalhe para que todos os trabalhadores sintam o peso da responsabilidade de informação que manipulam.
Então vejamos:
- A motivação principal do ramsonware é essencialmente mercantilista e monetária, focada em atacar e aproveitar empresas conhecidas, com alguma fama e visibilidade, que notoriamente não têm em consideração conceitos básicos de segurança nem tão pouco têm um DRP (obrigatório ter para qualquer organização que se ache relevante);
- Estatisticamente a esmagadora maioria dos ataques cibernéticos são focados em espionagem industrial e estes as empresas evitam que a comunicação social saiba.
- O critério dos ataques é definido pela oportunidade (temos o velho ditado que a "ocasião faz o ladrão", pois é isto mesmo).
Uma pequena percentagem dos ataques tem motivações políticas sendo mesmo ultrapassada em muito pela dos funcionários insatisfeitos que deixam as empresas, cujas credenciais e acessos são comprometidas de propósito.
Usando a tua analogia rodoviária, este caso é mais parecido com andares com 4 pneus carecas durante anos a fio e depois ao teres um acidente grave queixares-te das condições da estrada ou do malandro do fabricante de pneus que te ia tirando a vida.
É , eu já tinha feito a observação.
Ng sabe o motivo certo mas a verdade é que condiciona liberdade de imprensa.
Mas usar o termo terrorismo já acho um exagero da parte da Impresa.
Da mesma forma que se tu ficares preso no transito condiciona a tua liberdade de circulação. [

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Em Portugal é sempre difícil identificar as coisas como elas são.
Há uma falta gritante de objectividade e de seriedade em quase todos os temas que são debatidos.
Mas ainda dou de barato que a versão russa do Rui Pinto se manifeste publicamente (eventualmente em cirílico) e que diga que na realidade o que eles queriam era mandar o Grupo Impresa abaixo pelo papel relevante que eles têm na comunicação social Portuguesa [

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