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Como tu disseste e bem a Peugeot e Citroên partilham quase tudo disse:
Não vês assim do pé para a mão o Citroên C2 passar a ser vendido com Peugeot QQ Coisa ou o Peugeot RCZ passar a ser vendido como Citroên qq coisa[/B]. Porquê? Identidade da marca...
Acho um pouco insultuoso chamarem Thema a um 300c americano. O verdadeiro Thema era um carro italiano que chegou a equipar com um motor v8 ferrari na versão mais cara... A mesma coisa com o freemont. É que esses carros venderam-se anos com o verdadeiro nome e assim do nada passam a ser lancia e fiat respectivamente. Acho que é estar a "gozar" com o consumidor, do género pega lá qq coisa a ver se passa. O consumidor não é burro e a maior parte sabe o que estã a comprar..
Também não sou muito a favor da alteração pura e simples de grelhas e simbolos, mas a verdade é que na atual conjuntura, isso parece ser um mal necessário no Grupo Fiat. Com a falta de dinheiro para investimento em novos produtos de raíz, e a junção de novas marcas ao grupo, penso que a nivel financeiro foi uma boa jogada da Fiat.
Dividir as marcas com atual menor potencial por mercados, permite poupar uns bons milhões por ano só na manutenção de uma marca em mercados, onde apenas se encontravam representadas com um ou dois modelos de relativo sucesso. E ao contrário do que se diz, a inclusão dos novos modelos na Fiat e na Lância não foi feita apenas com a troca de simbolo e grelha. Aproveitou-se o retyling dos diversos modelos e apenas essa nova versão (que no mercado europeu não vieram com as marcas originais) incorporou o potofólio da Fiat e Lancia. Alguns forma muito bem conseguidos (Freemont), outros, como os Lancia, não tanto. Mas, este falhanço, não estará diretamente relacionado com a alteração da marca (talvez, o unico modelo que talvez vende-se mais se mantivesse a marca original fosse o Voyager, porque acho que já era um carro icónico para a Chrysler), mas sim com a inadequação do modelo ao mercado europeu. Não obstante os Lancia serem excelentes produtos, um Thema com a motorização base de 3l (quando os alemães têm 2.0) e com uma caixa automática com tecnologia ultrapassada (a nova de 8 vel. está a chegar), era de prever que não fosse ter grandes vendas, bem como um Voyager com um motor grande, com pouca potência, e que fica atualmente bem atrás das propostas europeias neste item (além de o mercado europeu já não estar muito virado para os grandes monovolumes), e um Flavia, apenas descapotável e só com motores a gasolina.
Ainda assim, no caso da Lancia, foi o começar de um novo ciclo, com uma gama abrangente, incluindo modelos que de outra forma a marca não teria tão cedo. Aquando da substituição dos atuais modelos, que não deverão ficar muito tempo no mercado, a estética e configuração dos seus substitutos já terão em consideração o ADN de ambas as marcas, deixando-os num meio caminho entre as especificidades dos mercados europeu e americano.
Quanto ao fato da PSA não fazer o mesmo, isso também não é verdade. Já há alguns anos que em diversos mercados, como o chinês, que há trocas de modelos entre as duas marcas, por vezes mudando apenas o simbolo. O mesmo acontece com muitos outros construtores, incluindo os alemães.
Não acho que seja gozar com o cliente, é apenas optimizar ao máximo o binómio produto a propor vs custo da operação, o que no fundo, também acabará por ser o cliente a beneficiar. Se pessoalmente gosto disso? Não. Mas percebo que será o mais sensato de fazer nesta altura. E no estado atual do mercado europeu, parece-me que é algo que vários construtores irão fazer cada vez mais. Ou pelo menos trazer produtos pensados para outros mercados, para o nosso mercado.