Quanto aos EVs, tal como nos carros a gasolina vais ter modelos apaixonantes e modelos que são charutos.
Quem sou eu para me achar o dono da verdade, sou um "porschista" ferrenho, mas já conduzi o Taycan (4S), que supostamente é o elétrico mais divertido de conduzir do mercado.
É rápido, é extremamente competente, Mas como a maioria dos EV's, é um carro "estéril", são tão bons que acabas por ser apenas um passageiro. É como jogares FIFA com o teu sobrinho de 8 anos... Ganhas-te por 11-0, mas não fica uma grande sensação de diversão ou realização, é tudo demasiado fácil, o condutor não está ali a fazer grande coisa... Isto também se aplica a vários carros CI modernos obviamente.
O Taycan é aquele tipo de carro que em impressinou muito, mas vim embora e nunca mais tive aquele desejo de ir dar mais uma volta, preferia pedir ao Centro Porsche Braga que me deixasse ir dar uma volta num boxster básico que num Taycan Turbo S.
Como pessoa que adora conduzir e sempre foi o doido por carros, ao fim de 33 anos cada vez mais estou a mudar para o "clube" das motas, porque ainda há alguma coisa para conduzir ali, ainda há ali um prazer e uma dedicação que é preciso para conduzir bem.... nos carros modernos, especialmente nos EV's sinto-me um passageiro.
Carros de fazer 0-100 em 3 e 4 segundos já há alguns que me deixaram de fazer borboletas na barriga, é uma piada que perde a graça ao fim de algumas exibições.
É por isso que esta moda agora de lançar dragsters EV de 2000cv e a pesar mais de 2 toneladas, não me dizem absolutamente nada, é o tipo de carro para quem gosta de dar show off no café, porque parece-me que a experiencia de condução vai deixar muito a desejar.
Um carro é muito mais que a velocidade que atinge e outras medições de genitais, e um verdadeiro Fã Alfa Romeo sabe o que isso é, caso contrário tinha comprado um Audi e não um Alfa.
Contudo, isto pode parecer uma antítese, eu adoro EV's, se não tivesse carro da empresa, o meu carro era um EV, é o melhor carro que existe para andar no dia a dia, DE LONGE! Agora, vejo-o como um eletrodoméstico, gosto pelo silencio e praticalidade de andar no dia a dia, não pelo prazer que me proporciona a conduzir.