Apenas as citações ao Bigland
Já li o artigo todo, e as ilações que a Autocar retira do que o Bigland diz são ... uma cooooisa. Até me espanta só terem visto 9 novos modelos no futuro da Alfa.[

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O aspecto que captou a minha atenção foi a citação do homem sobre a discussão à volta do Giulietta.
O SM tinha referido que a Giorgio serviria de base a todos os próximos Alfas deste plano inicial. O Bigland já coloca em causa essa "certeza".
Do meu ponto de vista não faz sentido nenhum seguir a via FWD (ou melhor, não derivar a coisa da Giorgio), pois, de momento, a CUSW, apesar de capaz, é uma base "imprópria". Teria de ser novamente alterada. Os carros que dela derivam têm packaging comprometido e sofrem de excesso de peso.
A não ser que nos bastidores estejam já com as mãos na massa na criação de uma nova plataforma para estes modelos médios, de segmento C-D, que poderia ser partilhada com o lado americano da FCA.
E considerando que o carro só deve ser apresentado lá para 2019-2020, já terá de levar com os testes de homologação WLTP, os RDE, e em 2021 tem de contribuir para a causa das 95g de CO2/km.
O que significará, provavelmente, uma versão hibrida ou 100% elétrica para ajudar nas contas. Qual será o custo de adaptação da CUSW para essa tarefa?
Sabe-se que a Giorgio já foi projectada tendo em conta esse cenário mais "electrificante".
E apesar das limitações de packaging inerentes à arquitectura motor longitudinal + RWD quando aplicados a carros mais compactos (veja-se o série 1), parece-me que seja, para já, e com o que sabemos, a melhor solução para o sucessor do Giulietta. Até por uma questão de partilha de componentes e módulos e mecânicas e tudo o mais.
A primeira citação do homem também me deixa algo receoso do que poderá vir dali.
O homem é um comercial. Existem objectivos de vendas e, segundo coisas que têm vindo cá para fora, ele fará de tudo para os cumprir, nem que seja pressionar ao ponto de ruptura a restante rede, e até aldrabar um bocadinho os números só para manter e orgulhosamente publicitar uma ininterrupta subida de vendas durante 5 anos.[

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E ele diz que quer lutar taco a taco com os alemães?
Hum....
Não é, para mim, uma visão desejável ver a Alfa Romeo transformada em mais uma Audi, BMW ou Mercedes, apesar dessa colagem parecer ser o que está realmente a acontecer.
Mas como ele diz e com razão, não vai ser algo feito em 2 anos, e provavelmente nem em 20. Espero pelo menos que o bom senso impere.
E claro, como o artigo diz, aguardo ansiosamente pela Giulia SW no salão de Genebra do próximo ano.
Será que não haverá até lá mais uma reunião de accionistas com uma nova dose de powerpoints?