Já critiquei o 4C mas cada vez mais dou valor à Alfa pela obra que lançou.
Recentemente estive perante um 4C e o carro é de facto especial. É duro, cru, desprovido de luxos, focado, simples. E eu adoro isto.
Li recentemente
este artigo, onde destaco alguns parágrafos:
O 4C é basicamente 'uma amostra' de tudo aquilo que me apaixona nos automóveis. Adoro os clássicos (desportivos) por serem desprovidos de luxos e electrónicas, por serem focados na condução, leves, básicos, puros...
Como disse e bem nesse artigo, o 4C é o carro que hoje em dia mais se aproxima a um Ferrari da década de 70. É um monocoque em carbono feito à mão, com um motor e pouco mais... E isto é incrível. É incrível que a Alfa tenha tido a coragem de lançar algo com este conceito e tenho pena de não existirem mais carros com estas características. (temos a Lotus e espero ver algo parecido no proximo TVR)
Os super-desportivos, hoje em dia, não dão prazer nenhum nem me atraem da mesma forma como os clássicos. São feitos para 'Justin Biebers' - como diz o artigo - que não sabem conduzir nem têm prazer em tal. Só querem é passear em frente às maquinas fotográficas com eles!
Eu dou valor ao carro
raw, ao carro que nos apaixona e nos faz suar enquanto conduzimos,
sem termos de ir a 300kmh!
O 4C é de facto especial.
Substitui um 911 clássico, um Ferrari clássico ou até mesmo um carro moderno? Não. O 4C não substitui nenhum carro, nem trocaria nenhum carro por um 4C. O 4C tem uma categoria muito própria e seria sempre um carro a adicionar à garagem, nunca uma troca.
Para concluir, todos os defeitos que normalmente se apontam ao carro, para mim são virtudes. Todos esses defeitos são características inerentes de um carro tão focado como o 4C. São esses "defeitos" que impedem qualquer um de o comprar e o tornam exótico.
Gostava apenas que existisse um 'radio delete' como opção. Aquele radio é de facto assustador, horrível e estraga o estilo e coerência espartana interior. Para mim vinha só com as colunas e um cabo usb, como já tinha dito num outro post.