Os que consideras mais conservadores são os que mais vendem e agradam a todo o mercado europeu, e as marcas sabem bem disso. Não me parece uma questão de medo, mas sim uma questão de lógica.
Se não for, temo o dia em que todos "percam o medo", porque passamos a ter que escolher só entre aberrações estéticas resultantes de designers com um parafuso a menos...
tens razão por um lado. Mas também não existem propriamente alternativas à norma do segmento C.
E além disso, como se sabe, a inovação costuma ser desconfortável.
E no caso dos automóveis, que não é propriamente um bem acessivel como outras classes de objectos, as pessoas costumam optar por opções seguras e que conhecem.
Essa é uma das razões da estagnação conceptual.
Por outro lado, quando falo em trazer coisas realmente novas, não é à estetica ou styling que me refiro, porque a pele dos objectos pode ser o que nós quisermos.
Refiro-me a arquitectura, packaging, materiais, etc...
Ou seja, novas soluções mais eficazes, mais válidas em sintonia com o contexto em que vivemos.
Tendo em conta o aumento dimensional excessivo do segmento para obter niveis decentes de conforto, espaço, segurança e qualidade, é necessário repensar o automóvel à luz de novos processos tecnológicos e produtivos, sempre com a sustentabilidade como base projectual.
O que os construtores têm feito até agora é apenas acrescentar. Está na altura de fazer verdadeiro redesign.
Como exemplo, temos o toyota iq. Um óptimo trabalho de análise sobre o que existia a nivel de packaging e como poderiam melhorar a coisa! E obtiveram um conjunto de soluções técnicas e design que têm o potencial de ser aplicadas tranversalmente à indústria.
Por isso, não te preocupes com os designers com um parafuso a menos[
