André, se numa escola privada tens boas condições de trabalho, apoio escolar e familiar, obviamente as probabilidades de teres sucesso são maiores...
Existem grandes exemplos de boas escolas públicas e são mais que as privadas.
Tens que perceber que nas privadas o objectivo são as notas, porém o objectivo das públicas é todo o corpo discente, ou seja todos os alunos.
Mas tens razão quando dizes que o sistema público está podre, pudera com a sucessão de governos que mudam constantemente o currículo.
O mal não é de que lá está, mas sim de quem lidera, esses que tu apelidas de competentes...
Lá está sempre a mesma conversa [

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Eu quero lá saber se o objectivo são as notas.
Eu quero é saber dos resultados práticos que essas notas dão. Ou vais-me dizer que as notas não revelam as capacidades dos alunos?
Vamos entrar em mais um momento pedagogia da panela eduquês???
Eu não estou a dizer que todas as escolas públicas são más.
Cada vez há piores escolas públicas. Cada vez a classe média não põe os seus filhos na escola pública.
E vê o teu exemplo. E o de milhares de pessoas.
(Já sei que me vais arranjar uma bela razão para o teu filho/a andar em colégio, já sei, mas o certo é que anda e por alguma razão, na prática, será [

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E basta ver que o Top 10 é ocupado por escolas privadas. As melhores escolas são privadas PONTO
É diferente dizer que as melhores escolas são
as privadas. Isso já é uma generalização perigosa.
Esse espírito de missão público de que a escola pública se interessa por todos não passa de tretas.
Mais um mito para o conjunto do mito geral que o Estado é pessoa de bem, que o privado é o demónio e que o Estado é justo e o privado injusto.
Só essas conversas do corpo discente e todos essas expressões do eduquês demonstram aquilo que estou a dizer.
Tanto no público como no privado, todos se regem pela necessidade e pela sua vontade pessoal.
No público um professor não precisa de ser bom, precisa apenas de fazer corpo presente.
E pode faltar como o caraças, então desde que esse santo Guterres aplicou os famosos "artigos" que depois, supostamente, são descontados nas férias (ora com a escola fecha sempre x dias, não se marca férias para esses x dias e voilá, pode-se andar a faltar 1,2x por mês que depois tem-se férias iguais tal como não se tivesse faltado. E isto é apenas um exemplo do maravilhoso mundo da FP!).
No privado existe um interesse. E aqui está o ponto fulcral que nos distingue, e que me distingue da maioria dos portugueses. Para vocês esse interesse é ilegítimo.
Para mim não.
É graças a esse interesse, ao facto de tu pagares ao fim do mês e exigires resultados que as coisas funcionam genericamente melhor.
Mas lá está. Este ponto (que depois se repercute em inúmeras questões sociais/políticas) cria um ABISMO entre as nossas posições [

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Num mundo perfeitinho e teórico, tu tens razão.
O público está desprovido de interesse, logo é mais justo. Na prática não.
Na prática, no público existe menor exigência, porque não existe necessidade de se ser bom. Não se perde o trabalho por se ser mau.
Tu ou cada um, podem decidir, por si, trabalhar bem, ser bons profissionais e cumprirem os seus deveres.
A maioria não cumpre ou cumpre mal.
Quanto à questão da culpa, tu sabes bem onde me posiciono: não existem vitímas, todos têm a sua culpa, principalmente quando não querem mudar [

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