vou ser padrinho , e agora ?

"O propósito" ou "o teu propósito"?

Meu? Mas porque haveria de ser "o meu" propósito? :confused:

A figura de padrinho (e madrinha) está bem definida pela Igreja Católica.
http://www.portal.ecclesia.pt/sos/resposta.asp?perguntaid=575

Eu entendo que estas coisas só têm significado para os crentes, para muitos será um texto cheio de vazio.

Mas isso não faz do baptismo uma coisa diferente do que é: uma cerimónia religiosa, que tem regras e propósitos dentro de uma comunidade. E o padrinho tem um papel activo nisso.

É certo que há pessoas acha que um baptizado é pouco diferente de uma festa de aniversário (e para elas, de facto e honestamente, não passa disso). Mas, se assim é, para que querem ser padrinhos?
 
MrsX, não é só nos baptizados, o mesmo se passa nos casamentos.

Quase apostava em que a maioria dos casamentos religiosos só acontecem pela cerimónia em si e não pelos valores religiosos, e falo por mim!
É verdade!
Eu já cheguei ao cúmulo de ver um casamento com padre, sem missa numa capela.
Não me perguntem como funciona, mas que existe, existe.

Aliás. Isso para mim é parvo. Ah e tal vou ali à igreja casar-me, mas sem missa.

Que eu saiba não estamos no século X em que o padre era (e continua a ser uma testemunha). O Concilio de Latrão serviu mesmo para homogeneizar essa questão do padre.
 
É verdade!
Eu já cheguei ao cúmulo de ver um casamento com padre, sem missa numa capela.
Não me perguntem como funciona, mas que existe, existe.

Aliás. Isso para mim é parvo. Ah e tal vou ali à igreja casar-me, mas sem missa.

Que eu saiba não estamos no século X em que o padre era (e continua a ser uma testemunha). O Concilio de Latrão serviu mesmo para homogeneizar essa questão do padre.

Estás equivocado. Canonicamente não é obrigatório o ritual do matrimónio ou do baptismo ficar "embebido" na missa, embora tal seja corrente. Em muitos lugares é vulgar fazerem os baptismos logo após a missa, não durante a mesma. Mais te digo: para celebrar o casamento católico, em rigor, nem de padre precisas! [;)]
 
Na "preparação" para o meu baptizado, uma beata tentou ensinar a minha Mãe a pegar em mim ao colo.... eu tinha 9 meses!!!! Acho que os meus Pais já saberiam como pegar em mim![:D]

Qdo se vê e ouve coisas destas (OK esta tem mais de 30 anos) querem ser levados a sério? Ou como a que me aconteceu no ano passado na aula de religião e moral para ser Madrinha (até me engasguei qdo ouvi) que as crianças que iam ser baptizadas iam deixar de ser criaturas e passar a ser filhos de Deus. Juro que me contorci na cadeira e os insubordinados estiveram vai não vai para sair e dizer ao senhor que criaturas eram os filhos dele.
São as hipocrisias, as falsidades e todo um rol de outras coisas q afastam as pessoas da igreja.
Se sou cristã? Sim. Se vou à igreja? Não. A ultima onde entrei foi na Catedral de Barcelona onde por acaso se celebrava a missa e por respeito me sentei (e da mesma forma o faço em qq templo religioso seja qual for o credo). Se acredito em Deus? Torna-se muito dificil acreditar que um Deus tão bom, deixe que certas coisas aconteçam.

Pq aceitei ser Madrinha? Por gosto, pq é uma das minhas meninas, pq a vi nascer (tb vi a mãe dela [:D]) pq acompanho o seu crescimento, pq qdo é preciso basta dizer "help, às tantas horas podes ir buscá-la?", pq existe amor compreensão companheirismo e pq os pais dela sabem q se for preciso estarei lá. Agora se eles pensaram em mim para a levar à missa e á catequese? garantidamente que não. Qdo crescer fará o que ela quiser
 
Mas, se assim é, para que querem ser padrinhos?


Eu não quis ser padrinho, não pedi nada a ninguém, eu fui convidado para padrinho, por quem sabia perfeitamente que eu era ateu. Se para os pais isso não era problema, certamente para mim também não seria.

Continuo a dizer que ser padrinho é um acto social. Levo o puto ao teatro, ao cinema, ao futebol, à praia, vamos surfar, etc. Sou tipo um irmão mais velho para ele. A igreja não fez nada nem nunca fará nada por ele, nem ele pediu para ser batizado. Simplesmente foi, como tantos outros.

O que será pior, recusar um convite por uma parvoíce "ah eu sou ateu e não vou entrar na igreja por 15 mins apesar de ser padrinho para toda a vida", ou entrar na igreja, fazer a palhaçada de atirar água para cima e segue para almoço e um vida cheia de aventuras?
 
Acho as pessoas só deveriam ser baptizadas em adultas, quando tivessem o discernimento necessário para saberem aquilo que vão fazer.

Da forma como está, serve apenas para engrossar os números de católicos, de forma errónea, e dar-lhes força política. Não é que tenha algo especialmente contra a religião, mas considero uma forma abusiva de criar rebanhos!
 
Eu não quis ser padrinho, não pedi nada a ninguém, eu fui convidado para padrinho, por quem sabia perfeitamente que eu era ateu. Se para os pais isso não era problema, certamente para mim também não seria.

Continuo a dizer que ser padrinho é um acto social. Levo o puto ao teatro, ao cinema, ao futebol, à praia, vamos surfar, etc. Sou tipo um irmão mais velho para ele. A igreja não fez nada nem nunca fará nada por ele, nem ele pediu para ser batizado. Simplesmente foi, como tantos outros.

O que será pior, recusar um convite por uma parvoíce "ah eu sou ateu e não vou entrar na igreja por 15 mins apesar de ser padrinho para toda a vida", ou entrar na igreja, fazer a palhaçada de atirar água para cima e segue para almoço e um vida cheia de aventuras?

Tu continuas a dizer que ser padrinho é um acto social, e é-o de facto, mas é também um acto religioso mas por alguma estranha razão insistes em negar que esta segunda faceta existe. :confused:

Estás-te nas tintas para o acto religioso (tudo OK, opção tua), ao que parece os pais da criança também (tudo OK, opção deles), então a questão vai ainda mais longe: então porquê baptizar o miúdo? Se a faceta religiosa não vos diz nada (quem sou eu para vos criticar) para quê ir a uma igreja jurar a pés juntos (mentir a pés juntos?) perante uma multidão que vão dar uma educação cristã à criança? Faça-se uma festa bonita e pronto, deixem o religioso de fora.

Se se insiste no lado religioso, então ao menos que se perceba o que isso é, e isto dá pano para mangas (desde o de jure ao de facto).

Quanto ao resto, podes seguir a vida cheia de aventuras sem ser padrinho, ora essa. O que é que te impede de seres o melhor compincha do puto lá por seres ou não padrinho? [;)]
 
Tu continuas a dizer que ser padrinho é um acto social, e é-o de facto, mas é também um acto religioso mas por alguma estranha razão insistes em negar que esta segunda faceta existe. :confused:

Estás-te nas tintas para o acto religioso (tudo OK, opção tua), ao que parece os pais da criança também (tudo OK, opção deles), então a questão vai ainda mais longe: então porquê baptizar o miúdo? Se a faceta religiosa não vos diz nada (quem sou eu para vos criticar) para quê ir a uma igreja jurar a pés juntos (mentir a pés juntos?) perante uma multidão que vão dar uma educação cristã à criança? Faça-se uma festa bonita e pronto, deixem o religioso de fora.

Se se insiste no lado religioso, então ao menos que se perceba o que isso é, e isto dá pano para mangas (desde o de jure ao de facto).

Quanto ao resto, podes seguir a vida cheia de aventuras sem ser padrinho, ora essa. O que é que te impede de seres o melhor compincha do puto lá por seres ou não padrinho? [;)]

Pelo acto social, para juntar a família, para apresentar o filho a alguns familiares que ainda nao o viram, porque vao as criancas vao para uma escola religiosa e é preferível baptizá-los naquela altura, sei lá. Há muitas razoes.

Se é necessária a cerimónia religiosa? De maneira nenhuma, mas se para um casamento ainda existe uma cerimónia civil que pode ser usada com o mesmo propósito da cerimónia religiosa, no caso do baptizado nao existe. Daí a assimilacao pela sociedade civil dessa cerimónia.
 
A malta gosta de ir fazer um figurão em frente à pia baptismal mas cumprir os requisitos já não apetece. [:D]

Se algum dia for convidado para padrinho, não vou andar a reclamar se não me deixarem porque vivo em "pecado" e não sou crismado. São as regras da instituição, ou cumpro os requisitos ou saio fora...
 
Dependendo da paróquia podem ser exigidos comprovativos dos sacramentos dos padrinhos, também podem ter de ir a reuniões com o padre (boa sorte... e muita paciência para isso). De resto é preparar-se para acompanhar a criança em todos os sentidos (se bem que em termos católicos releva o acompanhamento na vida cristã).
 
A malta gosta de ir fazer um figurão em frente à pia baptismal mas cumprir os requisitos já não apetece. [:D]

Se algum dia for convidado para padrinho, não vou andar a reclamar se não me deixarem porque vivo em "pecado" e não sou crismado. São as regras da instituição, ou cumpro os requisitos ou saio fora...

Haja alguém que, mesmo discordando, raciocina com um pingo de entendimento... apr:)
 
Faça-se uma festarola em casa, num restaurante ou numa quinta conforme as vontades e/ou posses.



Oh, a ironia... [:D]

A parte da igreja é só mesmo para tornar a "desculpa" para reunir a família mais oficial.

Se vao para uma escola religiosa convem serem baptizados. O que nao quer dizer que se tornem religiosos ou coisa que se pareca, por exemplo o RAP andou numa escola religiosa. [:D]
 
Estás equivocado. Canonicamente não é obrigatório o ritual do matrimónio ou do baptismo ficar "embebido" na missa, embora tal seja corrente. Em muitos lugares é vulgar fazerem os baptismos logo após a missa, não durante a mesma. Mais te digo: para celebrar o casamento católico, em rigor, nem de padre precisas! [;)]
Não estou.
Aliás, eu no post refiro isso.E brutal foi uma vez o padre da minha terra perguntar na igreja quem era o celebrante do matrimónio e o pessoal ficar de boca aberta quando eu disse que o padre era só uma testemunha[:D][:)]
Isto porque têm na ideia de quem celebra ser o padre.
 
Viva ! foi no domingo que fui a igreja e segundo a tradição católica , ja sou padrinho , assisti a preparação e a missa , como tinha quase 15 anos que não ia a uma missa decidi ouvir com atenção o padre , para analisar a ideologia de um religioso , depois de algumas horas a falar , achei realmente muito comovedor e utopico , no entanto queria perguntar alguem que seja religioso no forum , voçes veem a " deus " como uma entidade fisica ou espiritual que por exemplo esta encima duma nuvem a olhar e " zelar " por nos ? é que se assim for for acho absurdo, não quis questionar isso ao padre porque se calhar ainda era considerado como herege e seria expulsado da igreja .

Eu recomendo que leiam este livro , mas leiam com a mente aberta , e depois digam o que acham :

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Ja agora quanto acham que seria uma quantia " normal " para colocar no envelope do padre e a quantia para dar ao afilhado ? por enquanto não vou dizer quanto di para não influenciar nas respostas.

Obrigada.
 
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