Volkswagen Up!

Fazendo um apanhado de tudo.
O Up não tem nada de revolucionário. Se mantivessem o layout do concept também não seria revolucionário em si (o mitsubishi i já o tinha feito), mas seria o único com tal layout, e teria o potencial de melhorar o já de si excelente packaging. É que actualmente, deve ser o carro com melhor packaging do segmento, e isso é sempre uma excelente qualidade. Tomara haver mais carros com packaging bem definido. Sempre poderiam ser mais compactos, e teoricamente mais leves, e aí ficávamos todos a ganhar.

Porque é que o Up é bom?
Pega numa óptima receita, recuperada com sucesso pelos trigémeos Toyota/PSA. Focar apenas no que interessa e deixar o superfluo de fora e dá-lhe camadas extra de refinamento, qualidade e versatilidade (mais uma vez, graças ao eficiente packaging, dando-lhe uma bagageira digna desse nome).
É caro? Paciência. O mercado habituou os construtores mal. Como não se importam de pagar mais por coisas que não o valem (seja pelo simbolo ou pelo status ou pelo retro-chic ou aquilo que quiserem inventar), ou dar os olhos da cara por opcionais que no geral, apenas acrescentam uma grande dose de nulidade substancial, seria de esperar que os construtores aproveitassem para lucrar à grande com as nossas "necessidades" de auto-afirmação.
Os preços apenas reflectem aquilo que estamos dispostos a pagar...

Mas de qualquer forma, olhando de forma mais abrangente, acho que estão demasiado focados nas janelas em compasso e estao a perder o grande cenário.
Ja repararam o que esta a acontecer no segmento?
Estamos a sair das econo-boxes para carros com qualidades que apenas esperaríamos encontrar em segmentos acima. Não estou a falar de plásticos fofinhos ou bancos com dildos integrados para nosso máximo prazer.
Falo de qualidades que realmente interessam no dia-a-dia.
Integridade estrutural e construção robusta que permitam atacar qualquer calçada lisboeta sem sermos sacudidos como numa prova de TT ou assistir a uma cacofonia de plásticos a bater. Niveis de conforto que permitem longas permanências no carro sem perder as nalgas ou as vértebras no processo. E vêm equipados o suficiente para as necessidades diárias. Seja o AC, o GPS, ou a última palavra em conectividade.

Para os cenários urbanos e suburbanos em que a generalidade de nós vive, não é preciso mais.
Basta passar os olhos pelas reviews. O Picanto foi o que chegou primeiro, e sendo baseado no i10, trouxe com ele um salto na qualidade de vida. Refinamento, robustez. Falta motor e dinâmica que convença, mas está no caminho certo.
O Up e derivados, decidiu seguir a receita dos trigémeos. Mas as conclusões são as mesmas em tudo o que se lê. Novos padrões de qualidade para o segmento. Refinado. Não é um city-car. Permite um uso bem mais polivente. Tem pontos maus? Qual o carro que não tem?
O novo Panda. Este surpreende ainda mais, pois parte de uma base que nunca foi realmente excelente em nada. Nem no único ingrediente que a Fiat foi sempre referencial, packaging. Mas pegaram no que tinham e evoluiram de forma excelente. À custa de alguns centimetros extra, é certo, mas tem mais espaço para passageiros e bagageira. É mais confortável, refinado, tem melhor visibilidade, dinamicamente mais completo que o seu antecessor. E conseguiram dar-lhe uma dose de jovialiadade, sobretudo no interior, que, tal como no 500, mascara eficientemente os custos contidos na escolha de materiais. E tem um trunfo excelente que é o Twinair de 85cv. Como li em algumas reviews. O Panda deixou de ser um city-car e pode passar a ser o único carro que alguma vez possamos precisar, porque preenche a maior parte das reais necessidades diárias.

Estes 3 estão no caminho certo. Downsizing não é apenas substituir NA por Turbo de menor capacidade. Podemos aplicar de forma mais abrangente o mesmo conceito à concepção automóvel. E estes 3 mostram que é possivel. E sem acarretar custos incomportáveis para o consumidor. E exemplificam da melhor forma que mudar para algo mais pequeno não significa abdicar do que temos em coisas maiores. As vendas demosntram a tendência. E os construtores estão a elevar-se à ocasião.

Focando em pormenores de coisas que disseram.
Os malfadados vidros em compasso. Mas vocês realmente olham para o que vai passando na rua? Primeiro que tudo, na generalidade, os carros levam apenas condutor, quanto muito um pendura. Os que levam passageiros atrás, no geral, são cadeirinhas de bébe, e como tal janelas e portas permanecem obrigatoriamente fechadas para não haber desgraças. Não digo que devamos tirar os manipulos ou a possibilidade de abrir os vidros atrás, óbvio, mas estão a fazer um drama onde ele não existe.
E segundo as estatisticas, e por muito incrivel que pareça, são os carros de segmento A que mais costumam transportar cadeirinhas de bébe. Se a janela é inacessivel a eles, óptimo. Da mesma forma que outros construtores optaram por não possibilitar a abertura total da janela, como acontece no Punto que tenho em casa, ou então, temos o belo do botão para trancar a janela.

E tendo em conta que hoje em dia, a generalidade dos carros comprados vem com AC, é ver em qualquer altura do ano, os carros com as janelas sempre e totalmente fechadas. E basta ler muitas vezes aqui no fórum essa situação, em que muitos de vocês dizem que têm o AC permanentemente ligado. Por isso, qual o drama de uma janela em compasso? Se quiserem queixar-se a sério, vão ao tópico do DS4, onde nem sequer temos essa possibilidade, e para entrar na traseira do carro temos de passar por uma porta raquitica, desenhada para dar mais estilo do que permitir a entrada e saida de pessoas.

Motores diesel em segmento A... outra coisa completamente despropositada e idiota. Se acompanhassem as vendas deste segmento, iriam perceber que a maioria das vendas pertence a motores a gasolina. Acredito que a VW ainda lance uma variante diesel do Up. Mas é um tipo de motor que pouco faz sentido neste contexto. De tal modo, que a partir deste ano, aproveitando o facelift dos trigemeos Toyota/PSA, o motor diesel deixará de estar disponivel para os mesmos. Não só acarreta custos extra para o construtor, que não acredito que seja compensado pelo diferencial de preço entre as versões gasolina/gasóleo ao consumidor. Além de que não tem vantagens óbvias para o consumidor final, seja ao nivel de consumos, seja ao nivel de custos de utilização, sabendo o uso maioritariamente urbano que estes carros têm.
Além de que colocar um complexo e volumoso tijolo na frente de um carro que se quer simples e leve, não traz beneficios a ninguém.

Seria interessante que o sucessor do 500/Panda que, espero, faça uso de uma plataforma nova, seja feita eliminando a opção diesel. O espaço que se pouparia no compartimento do motor, já necessitaria apenas de espaço para um 2 cilindros, poderia ter efeitos muito interessante no espaço dedicado aos passageiros e bagagem, além de que, sendo um pequeno grupo motriz, poderiam equacionar mais facilmente outras possibilidades de posicionamento do mesmo.

Mas isso é futurologia.
Há tanta coisa com que o pessoal pode chatear-se a sério... agora com janelas em compasso... Jasus!!!!
 
Última edição:
Eu anteriormente já havia dito:

Não penso que isto dos vidros dê panos para mangas, aliás os irmãos PSA/Aygo vendem-se que nem pãozinhos quentes e a solução passa por aí.

Enquanto ocupante, por vezes do banco de trás, de um 107 de 5p. não penso que seja um problema, principalmente numa época em que as pessoas privilegiam tanto as portas fechadas e o A/C sempre ligado :)

Fala-me disto Crash:

Estamos a sair das econo-boxes para carros com qualidades que apenas esperaríamos encontrar em segmentos acima. Não estou a falar de plásticos fofinhos ou bancos com dildos integrados para nosso máximo prazer.

[:D] [:D]

[:)]

Concordo na integra com o post anterior.
 
volkswagen-approves-up-gt-for-production/

Confirmada a produção do Up! GT.
3 cilindros e 110cv previstos com caixa de 6 velocidades (ainda por confirmar).

Concept apresentado em Frankfurt:
webvw-gt-up.jpg
 
A unica coisa que não compreendo nestes veiculos é a opção por janelas traseiras de abertura em compasso nas versões de 5 portas. Pode ser uma das muitas formas de economia ao nivel da produção do veiculo, mas é algo que, na prática, acaba por ser uma desvantagem face à concorrência. A chapa à vista no interior ainda se aceita como apanágio deste segmento, agora substituirem as já vulgares janelas de abertura manual por janelas em compasso é como que um retrocesso nunca antes visto. Um dos defeitos que sempre apontei aos trigémeos Aygo/107/C1 e que esperava não ver repetido noutros modelos, surge agora num modelo novo e que, pela marca que ostenta, deveria ser bem melhor do que isso. No final, quem ganha é o FIAT Panda e o KIA Picanto, que pelos mesmos preços, oferecem uma qualidade geral acima da média que os coloca virtualmente no segmento superior.
 
A unica coisa que não compreendo nestes veiculos é a opção por janelas traseiras de abertura em compasso nas versões de 5 portas. Pode ser uma das muitas formas de economia ao nivel da produção do veiculo, mas é algo que, na prática, acaba por ser uma desvantagem face à concorrência. A chapa à vista no interior ainda se aceita como apanágio deste segmento, agora substituirem as já vulgares janelas de abertura manual por janelas em compasso é como que um retrocesso nunca antes visto. Um dos defeitos que sempre apontei aos trigémeos Aygo/107/C1 e que esperava não ver repetido noutros modelos, surge agora num modelo novo e que, pela marca que ostenta, deveria ser bem melhor do que isso. No final, quem ganha é o FIAT Panda e o KIA Picanto, que pelos mesmos preços, oferecem uma qualidade geral acima da média que os coloca virtualmente no segmento superior.

É mais por as portas traseiras serem muito pequenas e não existir espaço para a montagem de todos os compomentes necessários e até pelo desenho das mesmas (este motivo acaba por ser o mais forte, visto que devido a ele as janelas desceriam até metade da area).
 
Fazendo um apanhado de tudo.
O Up não tem nada de revolucionário.

Porque é que o Up é bom?
Pega numa óptima receita, recuperada com sucesso pelos trigémeos Toyota/PSA. Focar apenas no que interessa e deixar o superfluo de fora e dá-lhe camadas extra de refinamento, qualidade e versatilidade (mais uma vez, graças ao eficiente packaging, dando-lhe uma bagageira digna desse nome).

Eu quando vejo ensaios a referirem que um Twingo continua a oferecer um comportamento mais refinado que o Up! (o chassis do Clio II tem sempre as suas vantagens), penso que as camadas extra de refinamento, qualidade e versatilidade...

...só existem comparativamente aos trigémios da PSA!

Digamos que assim é fácil.
 
É mais por as portas traseiras serem muito pequenas e não existir espaço para a montagem de todos os compomentes necessários e até pelo desenho das mesmas (este motivo acaba por ser o mais forte, visto que devido a ele as janelas desceriam até metade da area).

Como já foi indicado acima, há soluções para esses problemas. Barrinha preta vertical na janela e já daria para baixá-la quase até abaixo. Se já se opta por essa solução há tantos anos, porquê este recuo agora na evolução?
 
Para o preço que é vendido o Up! a VW tinha obrigação de não recorrer a coisas destas tipo os vidros em compasso ou mesmo a aberrante ausência de controlo do vidro do passageiro na porta do condutor.

Obvio caro amigo, a minha constatação foi precisamente nesse sentido!
 
Como já foi indicado acima, há soluções para esses problemas. Barrinha preta vertical na janela e já daria para baixá-la quase até abaixo. Se já se opta por essa solução há tantos anos, porquê este recuo agora na evolução?

Vê o desenho da porta traseira do UP! e depois diz-me se sem a "barrinha preta" na porta traseira (que eu já estava a considerar no meu post) se consegues sequer baixar a janela mais que 1/4.
 
Eu quando vejo ensaios a referirem que um Twingo continua a oferecer um comportamento mais refinado que o Up! (o chassis do Clio II tem sempre as suas vantagens), penso que as camadas extra de refinamento, qualidade e versatilidade...

...só existem comparativamente aos trigémios da PSA!

Digamos que assim é fácil.

Mesmo que o Up tivesse entranhas de um segmento B, no qual as estruturas já estão preparadas para lidar com uma maior amplitude de motorizações, dúvido que conseguisse um equilibrio tão bom como os franceses conseguiam nos anos 90 entre conforto e dinâmica, que é precisamente a origem da base do Twingo.
A questão da versatilidade, e mais uma vez, tendo em conta a base do qual deriva, o que estariamos à espera?
Qualidade... o Twingo, a sério? Não sei que reviews tens lido, mas as que eu tenho lido vão neste sentido...
While the styling changes have done wonders to lift the exterior of the Twingo, it’s disappointing the dowdy interior isn’t similarly fit for purpose. The perceived quality remains patchy and it’s a fairly miserable place to spend a journey with a lack of any real design flair those looking at the car from the outside benefit from.

Mesmo com a chapa à mostra, o Up:
The net result (at this expensive end of the line-up) is an upscale interior ambience that sets many of its rivals’ inferior offerings in stark contrast. Its conscious simplicity can’t compete with the aesthetic flair of the Fiat 500, but for prospective buyers sampling Korean and Japanese opposition it will feel like a cut above.

ou o Panda, que ainda me impressiona mais que o Up, dado que não é mais que um mega-restyling
There’s an aura of sophistication to this cabin that’s rare in budget cars of this class, and while hard-feel plastics prevail, order the Panda in the right colours and you definitely won’t feel that you’re travelling economy.
So does the Fiat’s refinement. It rides cobbles with unexpected pliancy and an impressive all-of-a-piece aura, the engine doesn’t shout and on the motorway both wind and road noise prove pleasingly distant. So the prospect of long distance trips should not prompt thoughts of the train.

Ou ainda o Picanto
More than its energetic and composed driving style, it’s actually the Picanto’s interior that sets it apart from the rest of the class. The Ecodynamic model is only available in mid-spec ‘2’ trim, complete with air-con, Bluetooth, wheel-mounted audio controls, USB/aux-in and various other useful luxuries, and it’s noticeable from the moment you sit in the driver’s seat that the Picanto feels like a big car. Not only because of its decent spec, but mainly because of the wide, comparably spacious cabin and solid-looking, effective architecture of the dash and controls.
In normal driving conditions noise and vibration is well suppressed and it’s a surprisingly relaxing car to cover miles in. Our test car rode on optional 15-inch alloys (14s are standard) and soaked up the creases and cracks in French roads very effectively, offering plenty of grip and enough body control to also make it quite entertaining should you want it to be

Refinamento não é apenas associado À dinâmica ou à capacidade de absorver irregularidades, coisa que esta nova geração de citadinos consegue-o fazer claramente melhor do que à uma década atrás. Supressão de ruidos indesejáveis, robustez suficiente em que o carro não pareça que se vá partir quando as coisas ficam mais tremidas são desejáveis. E é algo que normalmente neste segmento não se poderia contar. Tinhamos carros no geral, bastante divertidos de pôr as mãos em cima, mas sempre do lado mais rústico da escala.
Mesmo neste segmento budget assistimos a uma evolução dos niveis de qualidade que não os envergonham ao pé de propostas de segmentos acima.
O Panda anterior, por exemplo, já conseguia apresentar uma qualidade de construção que rivalizava e em parte se superiorizava com a do GPunto que passou por casa, apesar de serem projectos contemporÂneos. Nada mal para um budget car.
O Up pode ter chapa à mostra e falta de um botão, mas tudo o resto que apresenta é construido segundo os padrões habituais da marca. Ou seja, a meu ver, a única forma de assistirmos a uma mudança de paradigma, é um hipotético consumidor que pretenda trocar a sua montada por outra mais compacta, porque lhe pode trazer os mais diversos beneficios, ou adequar-se melhor ao real uso que faz do seu carro, é sentir que não está a mudar de cavalo para burro. Os mesmos standards que regem a concepção de coisas maiores também tÊm de ser adoptados por este segmento.

Quanto ao Twingo, estou mais curioso para ver o que irá sair da associação com a Daimler. Este, nota-se em demasia o desleixo...
 
Última edição:
Mesmo que o Up tivesse entranhas de um segmento B, no qual as estruturas já estão preparadas para lidar com uma maior amplitude de motorizações, dúvido que conseguisse um equilibrio tão bom como os franceses conseguiam nos anos 90 entre conforto e dinâmica, que é precisamente a origem da base do Twingo.
A questão da versatilidade, e mais uma vez, tendo em conta a base do qual deriva, o que estariamos à espera?
Qualidade... o Twingo, a sério? Não sei que reviews tens lido, mas as que eu tenho lido vão neste sentido...

O meu post referia-se à questão da dinâmica que tanto foi elogiada nas primeiras reviews e que parecia ser um passo em frente face ao que existia...

Tanta coisa, tanta coisa e o Twingo -essa coisa fruto de desleixo como dizes- continua a ter um melhor compromisso...poing.

O Up! até terá um maior aprumo na montagem (materiais duvido...), agora o que eu sei é que o Twingo tem um interior muito mais adulto. Não há concessões de chapa à vista, comandos únicos dos vidros ou ausência de arejadores centrais. É mais carro.

E, para mim, um upgrade no segmento A é exactamente isso: não se ter a ideia que se está perante algo muito inferior "a um carro normal". Não se ter a ideia que se é uma latinha...

Coisa que já o anterior Panda, como dizes, conseguia transmitir.

O Up! pode ser visualmente muito atractivo e isso disfarça mas, na essência, é muito pouco diferente de um trigémeo PSA/Toyota com uma bagageira decente. O conceito do back to basics é intelectualmente interessante, mas no mundo real...

...quem compra um segmento A quer ter o melhor carro, o mais homogéneo que se consegue por aquele preço.

Esse deve ser o conceito base do desenvolvimento de um carro barato na minha opinião.

E o Up!, desculpem lá, mas está longe de ser o melhor value for money da categoria.

Obviamente que terá o seu sucesso. Tem um símbolo gigante no capot que não deixa margem para dúvidas para a sua razão de existir: ser o VW mais barato que se consegue comprar.

Milhares de paizinhos vão comprar o Up! para oferecer como 1º carro porque é um VW, giro e não muito caro, residindo aqui a grande diferença para o Lupo.
 
Última edição:
Não sei se o interior do Twingo será mais caro ou mais barato de produzir do que o do Up. Mas uma coisa te garanto, o Up sabe melhor onde apostar. Aquele plástico, idêntico ao usado no Fiat 500, que percorre todo o tablier, dá um ar muito engraçado. E depois a zona dos comandos do rádio e da climatização tem muito bom aspecto. Foi tido muito cuidado nessa zona, não só com os materiais, mas com todo o desenho. Já o Twingo até pode ter tudo forradinho e nada de chapa à vista, mas tem um interior sem sal, em que nenhum material salta à vista. Enquanto o Up oscila entre o óptimo e o mau, no Twingo é tudo...fraquinho. Ao entrares no Up o teu olhar vai logo ser direccionado para a consola central, no Twingo olhas à volta e nada te vai cativar. Um cria apelo, ligação emocional imediata, o outro não. Isto é o que nós em marcas chamamos de identidade do produto. Algo que é um factor chave no Up.

A isto juntam-se as outras qualidades do Up: a boa insonorização, o conforto, o comportamento - toda a ride quality é de segmento superior. E também é competente a nível de espaço e bagageira.

Portanto, o Up não só vence no aspecto fun e emocional, como também é forte na parte racional. É um produto vencedor e um sucesso garantido.
 
Podendo comprar um qualquer Clio III ou Corsa de actual geração, porquê desperdiçar dinheiro num trigémeo Up ou dos outros? Um KIA Picanto ainda vá...

É preciso ver que os VW praticamente deixaram de ter chapa à vista do interior há TRINTA ANOS! E nessa altura, os carros pequenos de 5 portas PERMITIAM SEMPRE a descida dos vidros traseiros!!!
 
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