Ou então, não.
isso é querer ver a questão apenas a preto e branco, quando a natureza destas coisas tem muitas variedades de cinzento.
Vou dar alguns exemplos:
- sistemas anti-aéreos S-300 / S-400, cuja venda ao Irão foi intensivamente vetada pela comunidade internacional (são "essencialmente" sistemas de defesa, mas perigosíssimos para F-16's e afins);
- sistemas anti-aéreos russos permitiram a detecção e abate de um F-117 "stealth" americano, na guerra da Jugoslávia... imaginem os actuais S-400;
- evoluções e quantidade dos últimos caças de 4 geração;
- têm um exército enorme, com experiência em muitas guerras/conflitos ao longo da história, são especialistas em guerrilhas, etc.
Por isso, embora não esteja a par com as ultimas tecnologias dos USA, se há coisa que a máquina militar Russa não é mesmo, é carne para canhão.
Os russos são os peritos em misseis.
A proxima geração do mig, vai deixar os estados unidos atrasados tecnologicamente.
Há documentação pela net que mostra as preocupações americanas, quanto ás reduções orçamentais, a crescente pressão da china e russia a serem os proximos lideres tecnologicos em termos de armamento.
Até há uns gráficos a mostrarem o melhor caça americano face ao russo e o americano perde em pontos essenciais, o salto russo é de nivel de radar, capaz de obter mais posições e alcance.
Os americanos nada têm contra isso.
Os Russos estão a "milhas" da tecnologia "ocidental" e Americana.
A maioria do seu arsenal bélico convencional está ultrapassado e sem manutenção. Sempre o foi e continua a ser.
Claro está que os desfiles na Praça vermelha tinham e têm um propósito... que é o de iludir. E conseguem-no, pelos vistos.
Os EUA estão sempre um passo à frente, para não dizer vários. Mas pronto, existe sempre aquele "whishful thinking" de alguns, que projectam os seus desejos numa realidade virtual.
Outra coisa, deveras importante e que tem papel predominante num qualquer cenário de conflito... é a capacidade logística. Mais um palco onde os EUA têm vantagem.
A experiência acumulada... e mesmo a que advém dos erros e dai aprendizagem... separa os EUA da Rússia. Os russos perderam há muito a "ligação" umbilical com a experiência da Segunda Guerra Mundial. Desde essa experiência só têm tido conflitos com povos, populações civis (expansão pós II GM nos países satélite) e em duas das suas ex-repúblicas. A questão "Afeganistão" e "Vietname", nos anos 80 e 60/70, apenas aponta para algo de residual e para fornecimento de armamento e aconselhamento.
Os EUA têm, por seu lado, a experiência continua em vários cenários e teatros de guerra. Seja contra exércitos regulares, guerrilha, terrorismo, seja através de intervenções no terreno com efectivos, através e apenas de ataques "à distância", etc. Os americanos têm pessoal dedicado e profissional, além do recrutado "convencional", com vasta experiência de combate.
Pelo contrário, os russos têm um défice de experiência nos seus quadros. A maioria são jovens recrutados, que não pensam naquilo como uma carreira!
Rússia, Efetivo atual (Exército): 395.000 incluindo 190.000 recrutas e 35.000 militares das Forças Aerotransportadas (2006).
Exército da Rússia
EUA: (Exército) No ano fiscal de
2010, o
Exército Regular relatou uma força de 561.979 soldados, a
Guarda Nacional do Exército (ARNG) relatou 362.015, e o
Exército Reserva (USAR) relatou 205.281, colocando o total de componentes de forças combinadas em 1.129.275 soldados.
Exército dos Estados Unidos
Desde há uns anos, a Rússia tem diminuído o investimento nas suas FA.
Um dos conflitos recentes, numa das suas ex-repúblicas, a Geórgia, revela:
Desde o início da operação, deficiências na coordenação entre os meios aéreos e terrestres e a eficácia dos grupos de combate georgianos equipadas com mísseis modernos custam danos consideráveis às forças russas, tanto terrestres como aéreas. Tbilissi reivindica a destruição de 10 aparelhos russos, a Rússia reconhece a perda de dois.
A precisão dos ataques aéreos russos (bombas lançadas pelos Su-25 e pelos helicópteros de combate Mi-24 terá deixado muito a desejar, continuando a notar-se a faltade armas de precisão. A aviação russa revelou assim dificuldades a neutralizar as posições de artilharia e meios anti-aéreos (DCA) inimigos.
Os blindados russos provocaram baixas pesadas aos georgianos, mas as blindagens dos T-80 e sobretudo dos T-62 e T-72 mostrar-se-ão vulneráveis aos mísseis anti-carro modernos georgianos (que causarão aliás uma crise diplomática entre Moscovo e Tel Avive). As unidades continuam a não estar apetrechadas para o combate nocturno.
...
A questão da reforma das Forças Armadas russas arrasta-se, entre promessas e recuos, desde 1991. O descalabro militar da Tchetchénia (1994-96) viria ilustrar de forma dramática o descalabro do exército russo e accionar os alarmes. “A não ser feito nada (até ao ano 2003) o Exército terá perdido completamente a sua capacidade de defesa do país” - alertou o então ministro da Defesa Igor Rodionov.
Ainda presidente em exercício, Vladimir Putin elege a Defesa como uma das suas prioridades. As reformas lançadas pelo novo senhor do Kremlin estiveram porém longe de alcançar os resultados almejados. Os problemas são múltiplos. Desde a resistência dos generais a mudanças substanciais, à eventual hesitação em impor reformas impopulares a uma base de apoio institucional chave, à própria disputa de competências entre o ministério da Defesa e o Estado-Maior das Forças Armadas. A tudo isto juntam-se a corrupção endémica que se instalou nas Forças Armadas, a penúria de recursos financeiros e as chagas da própria sociedade russa.
O recrutamento representa uma dor de cabeça para as chefias militares russas. A carreira das armas, muito prestigiada no tempo da URSS, atrai hoje cada vez menos mancebos. Os salários dos militares, mesmo várias vezes aumentados por Putin, continuam a ser muito baixos. A estrutura dos quadros continua distorcida. O exército russo conta mais de 800 generais e com uma percentagem desproporcionada de oficiais. Em contrapartida, estão por preencher vagas de dezenas de milhares de sargentos, que deviam ser a espinha dorsal do Exército.
Apenas uma pequena fracção (9 a 11 por cento) dos mancebos russos respondem efectivamente à chamada do Exército. Ou seja, cerca de 40 mil jovens escapam à incorporação recorrendo a inúmeros expedientes, entre eles corromper os oficiais no lugar certo. Dados das diversas incorporações mostram que são afinal os mais incapazes a responder, entre eles os menos aptos fisicamente, com menor escolaridade, desempregados, alcoólicos, drogados ou cadastrados.
...
Entre 2000 e 2007 o orçamento militar russo aumentou entre 25 e 30 por cento ao ano. Ainda assim, o orçamento para 2007 (22,7 biliões de dólares) representava menos de um décimo das despesas americanas com a Defesa. Este esforço era em boa medida dirigido à modernização dos equipamentos do antigo arsenal soviético. Mas esse equipamento foi “apodrecendo” ao longo dos anos de estagnação que se seguiu ao colapso da URSS. Em 2006 Vladimir Putin anunciou com grande eco mediático um vasto programa de reequipamento das Forças Armadas orçado em mais de 4 900 biliões de rublos (189 biliões de dólares) para o período de 2007 a 2015.
A aposta foi em boa medida dirigida à melhoria das capacidades nucleares russas. A tríade nuclear russa estava virtualmente em ruínas. A força de bombardeiros está à beira do colapso. A frota de submarinos está atacada pela corrosão e pela falta de manutenção - daí os desastres como o ocorrido com o Kursk, em Agosto de 2000.
O grosso do armamento russo é considerado pelos peritos ocidentais obsoleto e com manutenção deficiente. A maior parte do inventário de tanques e aviões data ainda da guerra do Afeganistão. No momento em que as forças americanas apostam cada vez mais em veículos e aviões não pilotados e em robots preparados para o combate sem contacto, a Rússia continua a apostar em versões melhoradas de armas desenvolvidas nos anos 1970 e 80.
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As comparações com as forças da NATO, e em particular dos EUA, arriscam-se a cair num vício de análise. O potencial russo é, quantitativa e qualitativamente, incapaz de fazer face aos recursos bélicos dos EUA ou da NATO.
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A Rússia carece de investimentos, debate-se com a fuga de capitais e de cérebros, com infra-estruturas obsoletas, com um acentuado atraso tecnológico em relação aos países industrializados. Os níveis de produção de petróleo e de gás poderão estar em risco se as infra-estruturas não forem modernizadas.
:: Revista Militar ::
Este artigo tem uns 5 anos.
Não são 5, 6 ou dez anos que imprimem um revirar de situação, neste contexto. Até porque os EUA não dormem em serviço... e quando erram, aprendem.
A Marinha dos EUA está numa fase de modernização, e têm já lançado vasos de guerra de nova geração. A Rússia não consegue acompanhar!
A Força-Aérea... os EUA estão num patamar bem acima da Rússia.
Força Aérea dos Estados Unidos
Mas as tendências positivas citadas não são suficientes para o ressurgimento real da Força Aérea. Para que tal aconteça, serão indispensáveis medidas visando, sobretudo, o aperfeiçoamento da infra-estrutura de baseamento e da logística. A nova direção do Ministério da Defesa deu a entender ter alargado os planos de modernização de aeródromos militares. Outra condição se refere à necessidade de aumentar o número de aviões de reconhecimento, de guerra eletrônica e radiolocalização à distância e de comando.
Força Aérea russa em vésperas da modernização radical - Notícias - Voz da Rússia
A nível de Marinha, os EUA estão aqui:
A Rússia tem de lidar com a manutenção da sua. Os EUA já têm Porta-Aviões de nova geração... e submarinos.
São muitas as diferençãs de capacidade bélica entre estes dois países. A Rússia tem muito que "andar" e fazer... e as coisas não andam lá muito depressa... muito menos bem.
Mesmo com uma diminuíção orçamental militar, os EUA estão e são os mais tecnológicamente e qualitativamente mais avançados. E fazem-no em modo continuo.