Travagem

Tenho um amigo que recentemente frequentou um curso para condutor de ambulâncias do INEM.
No âmbito desse curso ensinaram-no (inclusive com demonstrações práticas) que (pelo menos num carro com ABS) uma travagem de emergência com recurso exclusivo ao travão é sempre mais eficaz do que uma travagem de emergência com recurso ao travão e à caixa de velocidades.
Pelos vistos, compensará manter o máximo de pressão sobre o travão, algo que se tornará mais complicado se estivermos "ocupados" a engrenar velocidades...
Na altura isto confundiu-me mas aceitei sem grandes questões.
Agora que penso melhor no assunto (mesmo sem ter testado na prática), não sei...
O que acham?
 
Foi o que me ensinaram na Lotus também. Teno um DVD do Andy Walsh / Carlimits que compara várias formas de travagem e a da caixa parece ser a pior.
 
Foi-me dito a passada semana numa formação que estou a ter que a forma mais eficaz de travar em situação de emergencia com um carro que dispõe de ABS, é sempre com o pedal da embraiagem no fundo...e eu que pensava que se mantivesse uma velocidade engrenada iria ajudar a imobilizar o carro:confused: , mas pelo que me transmitiram nessa formação só em viaturas sem ABS se deve manter o procedimento de deixar o carro "engatado" em travagens de emergencia.
 
Foi-me dito a passada semana numa formação que estou a ter que a forma mais eficaz de travar em situação de emergencia com um carro que dispõe de ABS, é sempre com o pedal da embraiagem no fundo...e eu que pensava que se mantivesse uma velocidade engrenada iria ajudar a imobilizar o carro:confused: , mas pelo que me transmitiram nessa formação só em viaturas sem ABS se deve manter o procedimento de deixar o carro "engatado" em travagens de emergencia.

Discordo. Isto é um dos exercícios que fiz na formação na Lotus e senti na pele que travagem é com o carro engatado. No entanto, depende do que queres dizer por situação de emergência. Se a travagem for feita em recta, mantenho o que disse. Se estiveres a fazer (ou esperares vir a fazer) um pião convém ter a embraiagem no fundo, mas isso tem mais a ver com a saúde do motor.
 
Num carro que trave bem, reduzir não chega a ser necessário, a não ser para nos colocarmos na mudança certa para quando reacelerarmos.

Nos carros mais antigos era melhor acompanhar as travagens com reduções para ajudar a segurar o carro.

Não reduzir e não embraiar tem o risco de na fase final da travagem ter o motor a contrariar a mesma
 
Qual é a tua dúvida?

Tu estás correcto e quem e os monitores dos cursos errado?
Como deves compreender, a questão aqui não é saber quem está certo ou errado...
O que pretendo é esclarecer as minhas dúvidas. E se tenho dúvidas, automaticamente admito que não tenho certezas quanto à questão...
Adiante...

Sempre pensei que, perante um obstáculo, se engrenássemos uma velocidade baixa e se libertássemos a embraiagem ao mesmo tempo que carregávamos no travão a fundo, tal seria mais eficaz do que, simplesmente carregar no travão a fundo.
Pelos vistos, parece que não...
Só não percebo porquê...
Não seria suposto o motor agir como travão e, assim sendo, conjugado com os travões (de facto) permitir uma eficácia maior na travagem? Maior do que usar os travões, simplesmente?
 
Discordo. Isto é um dos exercícios que fiz na formação na Lotus e senti na pele que travagem é com o carro engatado. No entanto, depende do que queres dizer por situação de emergência. Se a travagem for feita em recta, mantenho o que disse. Se estiveres a fazer (ou esperares vir a fazer) um pião convém ter a embraiagem no fundo, mas isso tem mais a ver com a saúde do motor.

Foi afirmado por um especialista em segurança rodoviária, que diz que ao deixar o carro engatado numa travagem de emergencia os sensores do ABS alem de fazerem a leitura do atrito existente em cada roda no contacto com o solo, iriam também considerar no eixo motriz toda a transmissão e movimento do motor e dificultar a sua correcta acção...:confused:
 
Como deves compreender, a questão aqui não é saber quem está certo ou errado...
O que pretendo é esclarecer as minhas dúvidas. E se tenho dúvidas, automaticamente admito que não tenho certezas quanto à questão...
Adiante...

Sempre pensei que, perante um obstáculo, se engrenássemos uma velocidade baixa e se libertássemos a embraiagem ao mesmo tempo que carregávamos no travão a fundo, tal seria mais eficaz do que, simplesmente carregar no travão a fundo.
Pelos vistos, parece que não...
Só não percebo porquê...
Não seria suposto o motor agir como travão e, assim sendo, conjugado com os travões (de facto) permitir uma eficácia maior na travagem? Maior do que usar os travões, simplesmente?

Todos os carros modernos que conheco tem um sistema de travagem suficientemente forte para conseguirem bloquear as rodas na travagem.

Como tal, nao e' preciso o auxilio do travao motor numa travagem de emergencia. Se isso for usado, pode ate ser prejudicial, pois pode levar ao bloqueio da roda motriz quando se tira o pe da embraiagem, caso vamos a travar no limite. ISto e' especialmente notado em carros de traccao traseira, devido a transferencia de massas.


Pessoalmente, procuro reduzir sempre, de modo a ter potencia caso necessario. MAs ha situacoes e situacoes. E para uma travagem de emergencia pura (aka parar o carro no menor espaco possivel), nao se devem fazer reducoes, a menos que seja numa lata velha[:D]
 
Quem são esses pilotaços que numa travagem de emergência conseguem reduzir, acedender o cigarro e aumentar o som do rádio?

Se é uma coisa inesperada o que há a fazer é travar a fundo e ver se dá para esquivar em segurança para um dos lados.
 
Quem são esses pilotaços que numa travagem de emergência conseguem reduzir, acedender o cigarro e aumentar o som do rádio?

Se é uma coisa inesperada o que há a fazer é travar a fundo e ver se dá para esquivar em segurança para um dos lados.

Estás a gozar [:D], mas é possivel. [;)]
 
A explicação é simples (e já a testei na prática): num carro sem ABS, se travares a fundo para imobilizar o carro, as rodas vão bloquear. Podem bloquear logo, podem bloquear ao fim de 1 ou 2 segundos, mas vão bloquear. E aí a distância da travagem vai aumentar, vais deformar os pneus, vais perder a manobralidade do carro (caso tenhas que te desviar do obstáculo à última da hora), etc... Deve usar-se a caixa em consecutivas reduções para travar com o motor, uma vez que não podes usar a potência máxima de travagem, correndo o risco de te bloquear as rodas.

Já num carro com ABS podes sempre usar a potência máxima de travagem, porque é o próprio ABS que vai impedir que as rodas bloqueiem. Ele deixa-te aplicar o máximo de força ficando ali no limiar do bloqueio das rodas.
Para isso, tens que ter o pedal da embraiagem pressionado, porque as reduções vai induzir bloqueios na roda originados na transmissão (e não nos travões), algo que o ABS não consegue controlar.

Já fiz isso no 206, para sair da Marginal numa curva (para quem conhece, sentido Lisboa-Cascais, depois da curva da praia da Poça, a saída à direita antes dos semáforos do Sana Hotel, no Estoril, em direcção aos bombeiros). A travar forte e a reduzir, o ABS atrofia-se todo e há vários bloqueios das rodas da frente, tendo até deixado várias marcas no asfalto. Descompensa o carro e aumenta a distância de travagem.

Claro que depois há técnicas para travar no limite em carros sem ABS, e isso aprende-se. Um piloto fá-lo-á, certamente, de forma correcta.
Eu consigo ficar muito perto do limite, mas não sempre. E não é uma reacção que me saia assim a quente, não é bem um "reflexo" como eu gostava que fosse. Bem feito, dá para usar isso em carros com ABS, também, impedindo-o sempre de entrar em funcionamento.
Num carro sem ABS, a melhor forma de travar é dar uma sapatada no travão (mesmo a fundo) e depois ir largando o pedal gradualmente, mantendo a mordida da travagem.
 
Quem são esses pilotaços que numa travagem de emergência conseguem reduzir, acedender o cigarro e aumentar o som do rádio?

Se é uma coisa inesperada o que há a fazer é travar a fundo e ver se dá para esquivar em segurança para um dos lados.
É evidente que a questão que coloquei é teórica.
Pelo menos para a maior parte das pessoas (eu incluído).
Mas o meu amigo do INEM disse-me que uma das demonstrações foi feita por um dos instrutores que "metia mudanças" a um ritmo endiabrado.
E, pelos vistos, também este travou melhor quando recorreu apenas ao travão...
 
A explicação é simples (e já a testei na prática): num carro sem ABS, se travares a fundo para imobilizar o carro, as rodas vão bloquear. Podem bloquear logo, podem bloquear ao fim de 1 ou 2 segundos, mas vão bloquear. E aí a distância da travagem vai aumentar, vais deformar os pneus, vais perder a manobralidade do carro (caso tenhas que te desviar do obstáculo à última da hora), etc... Deve usar-se a caixa em consecutivas reduções para travar com o motor, uma vez que não podes usar a potência máxima de travagem, correndo o risco de te bloquear as rodas.

Já num carro com ABS podes sempre usar a potência máxima de travagem, porque é o próprio ABS que vai impedir que as rodas bloqueiem. Ele deixa-te aplicar o máximo de força ficando ali no limiar do bloqueio das rodas.
Para isso, tens que ter o pedal da embraiagem pressionado, porque as reduções vai induzir bloqueios na roda originados na transmissão (e não nos travões), algo que o ABS não consegue controlar.

Já fiz isso no 206, para sair da Marginal numa curva (para quem conhece, sentido Lisboa-Cascais, depois da curva da praia da Poça, a saída à direita antes dos semáforos do Sana Hotel, no Estoril, em direcção aos bombeiros). A travar forte e a reduzir, o ABS atrofia-se todo e há vários bloqueios das rodas da frente, tendo até deixado várias marcas no asfalto. Descompensa o carro e aumenta a distância de travagem.

Claro que depois há técnicas para travar no limite em carros sem ABS, e isso aprende-se. Um piloto fá-lo-á, certamente, de forma correcta.
Eu consigo ficar muito perto do limite, mas não sempre. E não é uma reacção que me saia assim a quente, não é bem um "reflexo" como eu gostava que fosse. Bem feito, dá para usar isso em carros com ABS, também, impedindo-o sempre de entrar em funcionamento.
Num carro sem ABS, a melhor forma de travar é dar uma sapatada no travão (mesmo a fundo) e depois ir largando o pedal gradualmente, mantendo a mordida da travagem.
Percebi a questão do ABS.
Obrigado.
 
Tenho um amigo que recentemente frequentou um curso para condutor de ambulâncias do INEM.
No âmbito desse curso ensinaram-no (inclusive com demonstrações práticas) que (pelo menos num carro com ABS) uma travagem de emergência com recurso exclusivo ao travão é sempre mais eficaz do que uma travagem de emergência com recurso ao travão e à caixa de velocidades.
Pelos vistos, compensará manter o máximo de pressão sobre o travão, algo que se tornará mais complicado se estivermos "ocupados" a engrenar velocidades...
Na altura isto confundiu-me mas aceitei sem grandes questões.
Agora que penso melhor no assunto (mesmo sem ter testado na prática), não sei...
O que acham?

Desculpa a minha resposta, mas este assunto já foi aqui n vezes abordado e deu sempre guerra.

Numa travagem de EMERGêNCIA é sempre pé no travão a fundo e pé na embraiagem tb.

A justificação é assim, retiras a inércia do motor, que te empurra o carro para a frente, libertando os travões e o abs para a travagem do que interessa, o carro.
 
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