Antes de mais Parabéns.
Em relação à tua pergunta, é uma situação difícil.
Há que ter em atenção que na realidade 80% do discurso das empresas é "tanga" prometem mundos e fundos, e na realidade há muitas doenças que eles dizem ter aplicabilidade, e na verdade a possibilidade de o bebé contrair essa doença é de 0.000001%.
E depois centram-se um pouco na ideia que se depois acontece alguma coisa a culpa "é tua".
Mas mesmo com isto tudo, em FIZ, e porquê?
Porque conheço muita gente a trabalhar na área, e para já as células são guardadas 25 anos com a possibilidade de serem por muito muito mais.
E a verdade é que se hoje já há uso, daqui a 25 anos espero que haja ainda mais! Então acredito mais numa aposta de futuro do que no aposta do momento.
A questão é que a dúvida neste momento não é só entre fazer ou não fazer a crio-preservação. É também a outra possibilidade de uso do sangue do cordão umbilical.
No curso de preparação para o parto, a enfermeira disse-nos que é muito mais útil deixar o sangue do cordão umbilical ser todo absorvido pelo bebé (e portanto também as células estaminais). Ou seja, não cortar imediatamente o cordão, deixar 1-3 minutos (supostamente está no manual de boas praticas da OMS e da associação americana de obstetras) até todo o sangue passar para o bebé e o cordão deixar de "pulsar".
Pelo que ela disse, não há ainda estudos que confirmem os benefícios de guardar as células estaminais (disse que basicamente 90% dos obstetras também acham que é banha da cobra, "sangue a passear até ao Brasil", etc), para além de que se daqui a alguns anos se vier a comprovar essa utilidade, nunca poderá ser no "próprio" dador, porque se a criança tiver leucemia, também o sangue e células estaminais terão essa mutação. Se por exemplo for para utilizar num irmão, a probabilidade do sangue ser compativel também é de apenas 25%...
Por outro lado, deixar o sangue do cordão ser totalmente absorvido, tem já benefícios comprovados cientificamente, tal como ajudar a combater anemias nos primeiros dias de vida, e supostamente um estudo até demonstrou que estas crianças demonstram um maior desenvolvimento cognitivo...
Portanto, da maneira como a enfermeira descreveu, parece que estou a trocar o certo (beneficios de absorver todo o sangue) pelo incerto (um suposto uso milagrosa daqui a 25 anos).
Mas o "sentimento de culpa" se um dia acontecer qualquer coisa...
Tenho outros amigos que dizem que o importante é que no país exista um bom banco de dadores de medula óssea. Se fosse obrigatório todas as pessoas fazerem o registo no banco de medula, nem seria preciso guardar células estaminais.
Estamos numa indecisão.