Portugal não se limita a bom clima, praias de qualidade, história, belas paisagens, etc. Portugal é também o povo que em si habita. Um povo extremamente hospitaleiro, afável, humilde, trabalhador (já fomos mais) e com uma cultura muito interessante forjada por séculos ricos em história. No entanto, é também este mesmo povo que toma decisões que nos leva, cíclica e inevitavelmente, para o abismo. Uma classe política repugnante que ao invés de fazer a economia prosperar de forma sustentável com investimentos nas indústrias "certas", aposta apenas no turismo e nos vistos gold para atrair investimento estrangeiro e assim manipularem números de forma dessimulada para se aguentarem mais tempo no poleiro. Um país que não aposta na formação das pessoas, sendo os políticos aqueles que beneficiam da estupidificação das mesmas.
Com uma economia e, consequentemente, um mercado laboral completamente dependentes do turismo, a sociedade em geral vai ficando cada vez mais atrasada em relação aos demais. Porquê? Porque é uma indústria que não necessita de profissionais com consideráveis competências intelectuais. Uma indústria que promove o trabalho precário (salários parcos e condições de trabalho péssimas). E assim vamos tendo um país óptimo para passar férias mas uma bela poia para viver. A debandada de profissionais qualificados e competentes não é um acaso, afundando cada vez mais um país que, para nossa grande frustração, dificilmente se levantará até que o povo bata com a mão na mesa ou na esperança de que as próximas gerações sejam mais honestas, progressivas e verdadeiras.