O A340 (essencialmente o 600) faz sentido para essas companhias dado o tipo de aeroportos que frequentam em algumas das suas rotas. Sem esquecer questões comerciais, em que por vezes um determinado construtor apresenta preços mais competitivos ou então, como no caso da Iberia, há uma frota 100% Airbus.
Voltando à questão dos aeroportos e respectivas rotas, o facto de ter 4 motores leva a que não fique sob as "limitações" de certificações ETOPS (que definem as rotas dos bimotores). Além disso, em aeroportos a altitudes mais elevadas (como é o caso de muitos na América do Sul), levantar voo em dias muito quentes fica mais fácil para um avião de 4 motores (aqui isto é bastante mais evidente no 600 que no 300, pois este tem autênticos secadores de cabelo no lugar dos motores []), evitando limitações de payload.
Depois há ainda factores como peças, a standartização do treino das tripulações, o facto de ter muitos pilotos formados em aviões muito semelhantes (como é o caso da Iberia), politiquices, etc, etc.
No papel, os 777 são melhores (consumo, performance por exemplo) que os 340 equivalentes. No entanto, os factores acima podem ter feito pender a coisa para o lado da Airbus.
PS: Diga-se que os 777, com os seus fantásticos GE, não têm grande problema com dias quentes e muita carga a bordo. Mas quando estes 340 foram comprados, o triple seven ainda estava a dar os primeiros passos. Actualmente o 777 cilindra o 340. Aliás, é o cavalo de de trabalho da Emirates, mostrando que está plenamente à vontade com situações que anteriormente eram feudo dos quadrimotores. A prova disso é que continua a vender que nem paezinhos quentes, tendo já ultrapassado as 1000 und.
só corrigir, ou melhor ajeitar
continua a vender que nem paezinhos quentes, tendo ja ultrapassado as 1000unidades entregues