Tópico dos aviões

Depende dos voos. Um voo cuja ida demora menos de 8 horas dá perfeitamente para voltar no mesmo dia. Mesmo no caso de ter que alojar a tripulação, eu penso que isso não iria encarecer muito a viagem dividindo esse valor pela totalidade dos passageiros. Se um voo na Europa custa em média uns 20€, tenho a certeza absoluta que seria possível haver low cost intercontinentais com viagens a menos de 100€, quando o preço normal numa companhia de bandeira é 5x mais.

Existem tempos máximos estipulados por lei, não só de tempo máximo de voo como de descanso pós voo, tanto para os pilotos como para a tripulação.

Se não me engano até existem voos que são obrigados a garantir rotação e descanso dos membros da tripulação durante o próprio voo.
 
Existem tempos máximos estipulados por lei, não só de tempo máximo de voo como de descanso pós voo, tanto para os pilotos como para a tripulação.

Se não me engano até existem voos que são obrigados a garantir rotação e descanso dos membros da tripulação durante o próprio voo.

Sim, existem.
 
Existem tempos máximos estipulados por lei, não só de tempo máximo de voo como de descanso pós voo, tanto para os pilotos como para a tripulação.

Se não me engano até existem voos que são obrigados a garantir rotação e descanso dos membros da tripulação durante o próprio voo.

Esse até seria o menor dos problemas, porque o valor do alojamento a dividir por todos os passageiros seria irrisório.
 
Existem tempos máximos estipulados por lei, não só de tempo máximo de voo como de descanso pós voo, tanto para os pilotos como para a tripulação.

Se não me engano até existem voos que são obrigados a garantir rotação e descanso dos membros da tripulação durante o próprio voo.

Exacto.

Além de que as low-cost só costumam ser mais baratas nas tarifas promocionais reservadas com muita antecedência. Se reservarmos mais perto da data da viagem, as companhias tradicionais costumam ser mais vantajosas. Ou quando levamos bagagem fora de formato, precisamos de outro tipo de assistência, etc.
 
Esse até seria o menor dos problemas, porque o valor do alojamento a dividir por todos os passageiros seria irrisório.

Nem por isso. Por exemplo, um comandante de longo curso faz pouco mais de meia dúzia de vôos por mês. Agora pensa quantos pilotos precisas para operar vôos de longo curso diariamente, fora a formação obrigatória (que tem que ser ministrada por outros pilotos), fora as despesas de hotéis e ajudas de custo quando estão alojados em destinos intercontinentais, etc.

Mas o que me faz mais confusão dos preços actuais dos bilhetes de avião praticados actualmente, além dos custos de combustível, são os custos de manutenção dos aviões que são uma coisa astronómica.
 
8 horas por viagem iriam colocar as tripulações "fora de horas" tendo que pagar acomodação no local.

Um voo na Europa custa 20 €? Anda com os factos um pouco trocados.

A tarifa média na Ryanair , que é quem pratica das tarifas mais baixas, é de 41€. A da easyjet de 62€. Não são os bilhetes a 9.99 que pagam as viagens...


Aquilo que é um facto é que se quiser marcar uma viagem de Lisboa para Londres para Novembro encontro por 20€, se tentar fazer o mesmo para New York o mais barato para Fevereiro é 500€ e tenho de fazer escala no Porto.

Como é possível uma viagem com apenas mais cerca de 2,5 vezes a distância de outra ter um custo superior em mais de 2000%?

Isto não faz qualquer sentido. Existe um monopólio/interesses nas viagens intercontinentais só não vê quem não quer.
 
Mas acha mesmo que existe algum monopólio? O que impede as Lowcost europeias de voar para os EUA? (uns certificados apenas)

As operações de uma companhia, neste caso as lowcost, estão montadas de acordo com um determinado modelo. No caso da Ryanair é um modelo bastante complexo, passando pela frota com apenas um único modelo (737-800), turn-arrounds de 20 a 30 minutos, poucas tripulações a dormir fora da base, incentivos dos aeroportos/regiões mais pequenas para que operem para lá etc.

Ora este modelo quando passamos a falar de voos transcontinentais tem que ser totalmente alterado.

Ponto número um, as rotas rentáveis da Europa para os EUA, falando da costa este, estão saturadas, os preços dos bilhetes já são baixos.
Ponto número dois, a companhia em questão teria que ter trabalhadores nos EUA, a pagar ordenados muito mais altos do que habitualmente paga na Europa.
Ponto número três, a companhia teria que pagar o alojamento das tripulações.
Ponto número quatro, os custos nos aeroportos nos EUA, segurança, combustíveis iriam aumentar drasticamente.

Depois temos a questão se valeria a pena por menos 100 euros fazer a viagem onde não podes levar bagagem de porão (ou pagas), não tens direito a refeição (ou pagas), não tens AVOD, tens pouco ou nenhum suporte da companhia em caso de algum problema.Isto tudo durante 7 horas sobre o atlântico e não 2 horitas até Londres.

As companhias Lowcost como a Ryanair e a Easyjet têm a sua máquina bem montada e oleada, enveredar por rotas transatlânticas seria o princípio do seu fim. Mais uma vez repito, estas companhias não sobrevivem dos voos a 9.99€. Já disse quais eram as tarifas médias que praticam. Para além disso os incentivos dos aeroportos com reduzidas taxas e por parte das autarquias locais ajudam a manter o negócio rentável. Isto para não irmos para o tema dos B737 comprados a preços da chuva e que permitem ganhar uns trocos...



Mas isto sou eu que nada percebo disto.

Cumprimentos
 
Última edição:
Mas acha mesmo que existe algum monopólio? O que impede as Lowcost europeias de voar para os EUA? (uns certificados apenas)

As operações de uma companhia, neste caso as lowcost, estão montadas de acordo com um determinado modelo. No caso da Ryanair é um modelo bastante complexo, passando pela frota com apenas um único modelo (737-800), turn-arrounds de 20 a 30 minutos, poucas tripulações a dormir fora da base, incentivos dos aeroportos/regiões mais pequenas para que operem para lá etc.

Ora este modelo quando passamos a falar de voos transcontinentais tem que ser totalmente alterado.

Ponto número um, as rotas rentáveis da Europa para os EUA, falando da costa este, estão saturadas, os preços dos bilhetes já são baixos.
Ponto número dois, a companhia em questão teria que ter trabalhadores nos EUA, a pagar ordenados muito mais altos do que habitualmente paga na Europa.
Ponto número três, a companhia teria que pagar o alojamento das tripulações.
Ponto número quatro, os custos nos aeroportos nos EUA, segurança, combustíveis iria aumentar drasticamente.

Depois temos a questão se valeria a pena por menos 100 euros fazer a viagem onde não podes levar bagagem de porão (ou pagas), não tens direito a refeição (ou pagas), não tens AVOD, tens pouco ou nenhum suporte da companhia em caso de algum problema.Isto tudo durante 7 horas sobre o atlântico e não 2 horitas até Londres.

As companhias Lowcost como a Ryanair e a Easyjet têm a sua máquina bem montada e oleada, enveredar por rotas transatlânticas seria o princípio do seu fim.

Mas isto sou eu que nada percebo disto.

Cumprimentos

Mas achas mesmo que uma low cost iria cobrar 400€ daqui para New York quando daqui para Londres cobra 20€? Lá está cada um acredita no que quiser, basta ver que as companhias de bandeira na Europa cada vez perdem mais quota para as low cost, daqui a uns tempos nem irá fazer sentido as companhias de bandeira terem rotas na Europa mas sim criarem low cost para esse efeito, se o mesmo acontecesse em viagens intercontinentais seria o fim. Assim ganham todos e ninguém se chateia. Perdemos nós que podiamos dar a volta ao Mundo por menos de 500€, mas não se pode ter tudo já não é mau ir a Londres lanchar ou ir às compras numa tarde :)
 
Mas achas mesmo que uma low cost iria cobrar 400€ daqui para New York quando daqui para Londres cobra 20€? Lá está cada um acredita no que quiser, basta ver que as companhias de bandeira na Europa cada vez perdem mais quota para as low cost, daqui a uns tempos nem irá fazer sentido as companhias de bandeira terem rotas na Europa mas sim criarem low cost para esse efeito, se o mesmo acontecesse em viagens intercontinentais seria o fim. Assim ganham todos e ninguém se chateia. Perdemos nós que podiamos dar a volta ao Mundo por menos de 500€, mas não se pode ter tudo já não é mau ir a Londres lanchar ou ir às compras numa tarde :)

Meu caro já lhe expliquei,de forma resumida, como funcionam as coisas. Se nem assim compreendeu e quer continuar com as "palas", boa sorte.
 
Meu caro já lhe expliquei,de forma resumida, como funcionam as coisas. Se nem assim compreendeu e quer continuar com as "palas", boa sorte.

Mas tu dizes que "por menos 100€". Achas que uma low cost iria cobrar daqui para Now York 400€? Nunca. Muito menos que isso. E se por 100€ ou pouco mais estaria disposto a não ter refeição e a pagar 1€ para ao WC? Claro que sim! Sabes o que são 400€?? Felizmente não é o meu caso mas é o que muita gente ganha em Portugal ao fim do mês! Marcado com a devida antecedência claro. Tudo aquilo que tu dizes é o que está subjacente a quando uma low cost inicia uma nova rota ou cria um novo hub num qualquer aeroporto. Com maiores custos claro, estamos a falar dos Estados Unidos da América. Mas as low cost nos EUA já existem há quase meio século e eles foram os grandes percursores de toda esta dinâmica. Ou seja nos EUA tudo está montado e preparado para receber e lidar com companhias low cost. Junta a isso os maiores lucros que isso traria e claro que seria rentável. Tudo aquilo que disseste não justifica os valores astronomicos que uma companhia de bandeira te cobra.
 
Mas achas mesmo que uma low cost iria cobrar 400€ daqui para New York quando daqui para Londres cobra 20€? Lá está cada um acredita no que quiser, basta ver que as companhias de bandeira na Europa cada vez perdem mais quota para as low cost, daqui a uns tempos nem irá fazer sentido as companhias de bandeira terem rotas na Europa mas sim criarem low cost para esse efeito, se o mesmo acontecesse em viagens intercontinentais seria o fim. Assim ganham todos e ninguém se chateia. Perdemos nós que podiamos dar a volta ao Mundo por menos de 500€, mas não se pode ter tudo já não é mau ir a Londres lanchar ou ir às compras numa tarde :)

O avião não iria ser o mesmo, as regras que tinham de seguir não são as mesmas, as certificações dos pilotos não são as mesmas, etc, etc...
Não é tão simples como abastecer o avião a meio e está feito.
 
Mas tu dizes que "por menos 100€". Achas que uma low cost iria cobrar daqui para Now York 400€? Nunca. Muito menos que isso. E se por 100€ ou pouco mais estaria disposto a não ter refeição e a pagar 1€ para ao WC? Claro que sim! Sabes o que são 400€?? Felizmente não é o meu caso mas é o que muita gente ganha em Portugal ao fim do mês! Marcado com a devida antecedência claro. Tudo aquilo que tu dizes é o que está subjacente a quando uma low cost inicia uma nova rota ou cria um novo hub num qualquer aeroporto. Com maiores custos claro, estamos a falar dos Estados Unidos da América. Mas as low cost nos EUA já existem há quase meio século e eles foram os grandes percursores de toda esta dinâmica. Ou seja nos EUA tudo está montado e preparado para receber e lidar com companhias low cost. Junta a isso os maiores lucros que isso traria e claro que seria rentável. Tudo aquilo que disseste não justifica os valores astronomicos que uma companhia de bandeira te cobra.

Que preços astronómicos? Esses 500 € que refere? Meu caro, já deu para ver que não está, de todo, dentro do meio e que pouco sabe sobre os custos por detrás das operações de uma companhia aérea.
Digo isto porque se estivesse minimamente dentro do meio saberia que nos voos de longo curso, não são as viagens cobradas a 500 euros que dão os lucros às companhias aéreas, são aqueles que vão sentados na parte da frente do avião que pagam a maior parte das despesas dos voos, os de trás (e eu incluo-me aqui) vai lá para encher o espaço que sobra.

Um dia com mais tempo, faço consigo os cálculos dos custos que uma viagem destas teria e então perceberá que por 200 ou 300€ por bilhete a companhia durava 1 mês.
 
Que preços astronómicos? Esses 500 € que refere? Meu caro, já deu para ver que não está, de todo, dentro do meio e que pouco sabe sobre os custos por detrás das operações de uma companhia aérea.
Digo isto porque se estivesse minimamente dentro do meio saberia que nos voos de longo curso, não são as viagens cobradas a 500 euros que dão os lucros às companhias aéreas, são aqueles que vão sentados na parte da frente do avião que pagam a maior parte das despesas dos voos, os de trás (e eu incluo-me aqui) vai lá para encher o espaço que sobra.

Um dia com mais tempo, faço consigo os cálculos dos custos que uma viagem destas teria e então perceberá que por 200 ou 300€ por bilhete a companhia durava 1 mês.

Isso ainda é mais estranho. Porque numa low cost não existe classe executiva e eles com preços irrisórios tendo em conta as companhias de bandeira e têm grandes lucros. Logo isso é estranho. Os segredos de como fazer uma empresa rentável é segredo e nós os normais consumidores nunca conseguiremos perceber todas as complexidades de uma grande empresa, como neste caso as companhias aéreas. Eu só acho curiosa esta discrepância de preços entre as companhias de bandeira e as low cost.
 
Isso ainda é mais estranho. Porque numa low cost não existe classe executiva e eles com preços irrisórios tendo em conta as companhias de bandeira e têm grandes lucros. Logo isso é estranho. Os segredos de como fazer uma empresa rentável é segredo e nós os normais consumidores nunca conseguiremos perceber todas as complexidades de uma grande empresa, como neste caso as companhias aéreas. Eu só acho curiosa esta discrepância de preços entre as companhias de bandeira e as low cost.

Claro que não existe classe executiva, por isso funciona, NOS MOLDES ACTUAIS. Com voos curtos, com a tripulação a regressar à base, turn-arounds mínimos, optimização da frota e das tripulações e com todos os incentivos oferecidos.

Eu consigo perceber a complexidade de uma grande empresa, pelos vistos você é que teima em centrar-se num dado e não consegue alargar os horizontes.
 
Claro que não existe classe executiva, por isso funciona, NOS MOLDES ACTUAIS. Com voos curtos, com a tripulação a regressar à base, turn-arounds mínimos, optimização da frota e das tripulações e com todos os incentivos oferecidos.

Eu consigo perceber a complexidade de uma grande empresa, pelos vistos você é que teima em centrar-se num dado e não consegue alargar os horizontes.

E isso é suficiente para encarecer uma viagem em mais de 2000% ? E isto por cada passageiro ainda por cima sendo a lotação de um A330 maior a um A319/20 normal da Easyjet.
 
mas o 330 paga secalhar 3 vezes mais de taxas que um 320
o 330 paga secalhar 3 vezes mais em tripulação que o 320
o 330 demora pelo menos 2 vezes mais a fazer as rotações que o 320
 
Nem por isso. Por exemplo, um comandante de longo curso faz pouco mais de meia dúzia de vôos por mês. Agora pensa quantos pilotos precisas para operar vôos de longo curso diariamente, fora a formação obrigatória (que tem que ser ministrada por outros pilotos), fora as despesas de hotéis e ajudas de custo quando estão alojados em destinos intercontinentais, etc.

Mas o que me faz mais confusão dos preços actuais dos bilhetes de avião praticados actualmente, além dos custos de combustível, são os custos de manutenção dos aviões que são uma coisa astronómica.

Em conversa com pessoal ligado à Ryanair, explicaram-me que eles, em termos de manutenção funcionam como as companhias de aluguer de carros. Compram aviões novos, voam e quando chega a hora das grandes manutenções vendem os aviões.
 
Mas as low cost nos EUA já existem há quase meio século e eles foram os grandes percursores de toda esta dinâmica. Ou seja nos EUA tudo está montado e preparado para receber e lidar com companhias low cost. Junta a isso os maiores lucros que isso traria e claro que seria rentável. Tudo aquilo que disseste não justifica os valores astronomicos que uma companhia de bandeira te cobra.

2 perguntas,

- Se já existem low cost nos EUA há tanto tempo (um facto) porque raio ainda não fazem voos low cost para a Europa ou Ásia onde existem hubs low cost?

- Se as low cost vão acabar com o negócio das companhias de bandeira na Europa, porque raio continuam a operar no mercado doméstico americano companhias como a United, Continental, Delta ou American concorrendo há anos e anos com Southwests e afins?
 
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