Tópico do IRS

Tenho uma situação peculiar que gostaria de ver quem consegue esclarecer!


Vamos supor um individuo que tem duas fontes de rendimentos passivo em simultâneo.


A) Uma casa arrendada

B) Mais valias obtidas de emprestar stablecoins (paridade com USD) a terceiros (via crypto.com nexus celcius blockfi etc).



Presumindo que tem de declarar os juros das stablecoins, o imposto calcula-se consoante o escalão IRS onde ele se insere. Mas este escalão determina-se pelo montante total de todos os rendimentos, que inclui o rendimento da renda.

Mas a renda tem o seu próprio imposto de ~23%, independente do escalão IRS, e isto faz-me confusão. Que valor da renda entra no escalão? o valor antes dos 23% ou depois dos 23%? Se for depois dos 23%, o estado está a tributar duplamente a renda.


help?
 
O escalão de IRS é determinado a partir da soma de todos os rendimentos englobados.

O englobamento dos rendimentos prediais (rendas) é opcional. Caso se opte por não os englobar, serão tributados a 28%, e os restantes rendimentos (englobados) somados para determinar o escalão que a eles se aplicará.

No portal das finanças será possível (a partir de abril) simular a entrega com e sem englobamento dos rendimentos prediais e assim perceber qual a via mais vantajosa.
 
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Boas!
O IMI não é agora em março ?

Se o valor de IMI a pagar for até 100€, terá de fazer o pagamento total no mês de maio.
Se o valor for superior a 100€ e inferior a 500€, poderá pagar o imposto em duas fases: uma em maio e outra em novembro.
Já se o valor do IMI for superior a 500€, o pagamento pode ser feito em três prestações. A primeira em maio, a segunda em agosto e a terceira em novembro.
fonte: https://www.cgd.pt/Site/Saldo-Positivo/leis-e-impostos/Pages/pagamento-do-imi.aspx
 
O escalão de IRS é determinado a partir da soma de todos os rendimentos englobados.

O englobamento dos rendimentos prediais (rendas) é opcional. Caso se opte por não os englobar, serão tributados a 28%, e os restantes rendimentos (englobados) somados para determinar o escalão que a eles se aplicará.

No portal das finanças será possível (a partir de abril) simular a entrega com e sem englobamento dos rendimentos prediais e assim perceber qual a via mais vantajosa.

Perfeita resposta! Obrigado!
 
uma questao se por exemplo tiverem num ano sem trabalhar e tiverem lucro de 9k (penso que para este rendimento anual está-se isento de IRS) em acções e englobarem, pagam alguma coisa de IRS?

estava a pensar nisto porque isto era uma boa maneira de me retirar mais cedo, ir juntando tudo em ETF a longo prazo, e ***** para a reforma do estado que quando chegar vai ser uma m****, e 9K chegam-me perfeitamente para viver...
 
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uma questao se por exemplo tiverem num ano sem trabalhar e tiverem lucro de 9k (penso que para este rendimento anual está-se isento de IRS) em acções e englobarem, pagam alguma coisa de IRS?

O mínimo de existência, atualmente 9870€, só se aplica a rendimentos de trabalho e pensões, pois o estado não sustenta malandros [:D]

Com apenas 9000€ em rendimentos de capitais englobados (2º escalão), pagarias 23% - 604,52€ - deduções. Com 7000€ ou menos (1º escalão), pagarias 14,5% - deduções.
 
Malandro é quem anda a xuxar o estado...

Sem dúvida. Principalmente os com rendimentos não declarados.

A nossa máquina fiscal ainda não está adaptada para alguém que não trabalhe mas também não dependa do estado, sem ser milionário.

Dito isto, no cenário de 9k em rendimentos de capital, pagarias bem menos que os 28% da taxa liberatória comum. Não só a taxa base seria "apenas" 23% como terias várias deduções: ~600€ fixos, 250€ de despesas gerais, €300 a €400 se aplicasses num PPR, despesas de saúde, etc.

Não é por isso um cenário inviável. O maior desafio seria garantir o fluxo de rendimento necessário para viver bem, sem grande desgaste no capital investido. O que nums anos valoriza, noutros desvaloriza, mas todos os anos precisamos de dinheiro. Com a quantidade de crises dos mais variados tipos que já tivemos desde o início do século, é preciso ter-se um plano sólido.
 
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Sem dúvida. Principalmente os com rendimentos não declarados.

A nossa máquina fiscal ainda não está adaptada para alguém que não trabalhe mas também não dependa do estado, sem ser milionário.

Dito isto, no cenário de 9k em rendimentos de capital, pagarias bem menos que os 28% da taxa liberatória comum. Não só a taxa base seria "apenas" 23% como terias várias deduções: ~600€ fixos, 250€ de despesas gerais, €300 a €400 se aplicasses num PPR, despesas de saúde, etc.

Não é por isso um cenário inviável. O maior desafio seria garantir o fluxo de rendimento necessário para viver bem, sem grande desgaste no capital investido. O que nums anos valoriza, noutros desvaloriza, mas todos os anos precisamos de dinheiro. Com a quantidade de crises dos mais variados tipos que já tivemos desde o início do século, é preciso ter-se um plano sólido.

Sim eu sei que para esse objectivo tenho de juntar imenso, mas se tivesse começado há 10 anos estava muito mais perto...
O objectivo é investir apenas em ETF de baixo risco a longo prazo, tendo à parte uma percentagem para não ter de vender durante um crash, claro que a curto pode perder 50% mas se for um ETF bem diversificado deverá recuperar.

Mas olha que os primeiros 4000€ sao isentos de IRS, mesmo para quem paga, não sei se essa isenção se aplica a isto ou não.
 
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