Tópico do David Fonseca

Pronto, lamborghini_ ja deu pa ver que és daqueles tipos que ofendem e criticam o mais que podem os artistas e musicas que nao gostam e/ou que sao minimamente comerciais (leia-se que agradam a um grande universo de pessoas). Ou entao so tens mesmo um odio de estimaçao pelo David.

E eu sou daqueles tipos que se "enervam" ao ler comentarios como o teu.

Quando é que as pessoas vao entender que os gostos musicais, acima de todos os tipos de gostos, sao aqueles que nao se discutem?

Todas as musicas têm o seu espaço, os seus ouvintes, o seu momento e ocasiao para serem ouvidas. Vir para aqui dizer que ter um assobio é parolice, é uma grande parolice. E quanto à voz dele....é pessima realmente...

E não é que é mesmo [:D]
Eu ainda acho mais, acho ridículo. [;)]
 
Quanto ao assobio não posso concordar convosco. São formas diferentes de "animar" a música, tal como as palmas.

Outra questão que já foi levantada por alguns foi a de alguns defensores da música cantada em Português. Não creio que haja grande problemas com o facto de cantar em Inglês dou o exemplo de ele já ter participado em vários projectos com o Sérgio Godinho, por exemplo o irmão do meio, no video clip de uma música nova do álbum do Jorge Palma, cantou a 125 azul num concerto ao vivo com o Represas e como já referi participou nos Humanos. Se houvesse no meio musical grande preconceito com isso como algumas pessoas têm seria logo excluído disso.

Para quem ainda acha que ele não tem talento, um video de natal feio por ele
http://youtube.com/watch?v=uRrmOj7sZ4M
 
Não sei se terá lido este topic mas escreveu ontem no blog

"Não é segredo que gosto muito de fazer versões das músicas dos outros, talvez porque me lembre sempre o quanto gosto de música acima de tudo o resto. Na altura em que fazia programas de rádio, era rara a emissão onde não aparecia uma nova versão de um tema antigo. Curiosamente, a minha carreira musical começou com uma versão ("A Little Respect" dos Erasure) e só recentemente voltei a gravar outra ("Rocket Man" do Elton John), mas há muito que outras canções surgem nos meus espectáculos."

http://davidfonseca.blogs.sapo.pt/
 
Todas as musicas têm o seu espaço, os seus ouvintes, o seu momento e ocasiao para serem ouvidas. Vir para aqui dizer que ter um assobio é parolice, é uma grande parolice. E quanto à voz dele....é pessima realmente...
Traduçao: É uma grande parolice vir para aqui dizer que o facto da musica ter um assobio é parolice. E a voz dele é realmente pessima.....:rolleyes: (ironia).

[;)]
 
Estive sim senhor lol
E foi 5 estrelas apr:) O homem é um entertainer [:cool:] E gostei bastante da interacção com o público.

Quanto à Rita Redshoes... achei as músicas muito idênticas mas podia ser pior lol

Foi um grande concerto! Já há videos no youtube.

A Rita também deu um belo concerto e de certeza vai dar muito que falar. :)
 
Ele já "avisou" que vai fazer uma cena diferente do que alguma vez fez.[;)]


E parece que há a possibilidade de gravar um DVD com este concerto.
 
"Que a noite de ontem no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, era especial para David Fonseca já se sabia. Mas mesmo tendo conhecimento da importância da estreia do músico português, a solo, na sala nobre da capital, é impossível conter o espanto perante o espectáculo que o cantor planeou, elaborou e protagonizou a rigor, ao longo de duas horas e meia.

Desde o arranque com um quarteto de mariachis (ideia «importada» das viagens ao Texas, quiçá?) ao desfecho muito onírico, com o nosso herói a cantar deitado numa cama, numa cena que podia pertencer a um filme de Michel Gondry, o concerto de ontem foi dos espectáculos mais elaborados a passar pelos palcos nacionais nos últimos tempos. Sem o orçamento ou os meios das mega-estrelas estrangeiras, é certo, mas com um sem fim de ideias e uma impressionante vontade de celebrar o momento – que, é bom de ver, não podia ser mais risonho para David Fonseca.

O concerto começou com um dos muitos pequenos filmes – autobiográficos e bem-humorados – que ao longo da noite foram sendo projectados numa tela frente ao palco. Estas fitas mostravam David Fonseca a meditar sobre as suas motivações e serviram para dividir o espectáculo em vários «actos», como se de uma peça se tratasse.

Depois de explicar que, muitas vezes, começa os seus projectos com a primeira coisa que lhe vem à cabeça, o leiriense fez entrar em palco quatro mariachis – um aperitivo inesperado, ao qual qual se seguiu o aparecimento da banda de David Fonseca – bateria, baixo, sintetizadores, piano e guitarra – para uma rendição absolutamente eufórica de «4th Chance», do mais recente Dreams In Colour .

No centro das atenções, David Fonseca, com o seu habitual visual de galã modesto, mostrava-se confiante e esfusiante, ou seja, à altura do que a ocasião exigia. A orientação mais extrovertida e arejada do seu terceiro disco a solo tem-lhe rendido os frutos mais apetecíveis e a forma enérgica e determinada com que atacou cada canção não deixa margem para dúvidas – em palco, esteve um homem feliz.

Ao segundo tema, «Our Hearts Will Beat As One», o público do coliseu viu descer do tecto várias lanternas que se viriam a acender sobre as suas cabeças; em palco, David Fonseca muniu-se de semelhante aparelho para cantar uma versão de «Song To The Siren», de Tim Buckley, acompanhado apenas por uma guitarra eléctrica. O esforço em embrulhar de forma vistosa e memorável uma prenda já de si generosa era evidente, e conduziu a momentos de verdadeira euforia.

Em «Superstars II» ou «Silent Void», com David Fonseca a rodopiar numa plataforma giratória de megafone na mão e teclados ultra-new-wave por trás, o delírio do povo atingiu níveis inacreditáveis; só faltou mesmo o Presidente da República aparecer no camarote presidencial, no momento em que os focos de luz se dirigiram para o mais inalcançável dos lugares do coliseu.

À indie power-pop que frequentes vezes faz pensar nos Killers, e à queda pelos épicos «evangélicos» à la Arcade Fire, David Fonseca contrapõe belos momentos inspirados no intimismo de songwriters como Ryan Adams; foi o caso de «Kiss Me, Oh Kiss Me», com o cantor sentado em cima do piano de Rita Pereira, «Someone Who Cannot Love», o seu primeiro single a solo, ou «Hold Still», um dueto com Rita (também) Redshoes, com os dois intérpretes de costas voltadas.

Mas serão os momentos cenicamente mais caprichados a sobreviver na memória dos espectadores desta noite – em «Raging Light», David Fonseca começou por se apresentar frente a uma tela negra, com os músicos «escondidos» lá atrás, para a meio da música o pano se erguer e revelar um palco substancialmente diferente daquilo que nos lembrávamos, onde os protagonistas pareciam ter-se multiplicado. Dançarinos em trajes menores pulavam em palco, sob várias bolas de espelho, num cenário quase disco onde nem uma «Madonna» versão «Hung Up» faltou.

Igual entusiasmo causou «The 80’s», ensanduichado pela versão de «Video Killed The Radio Star», dos Buggles, e apresentando por uma rábula sobre agentes secretos, devidamente musicado pelo tema de James Bond. Aliás, a empatia que David Fonseca entabula com o público começa logo nas múltiplas referências não só musicais como televisivas às quais a geração que o ouve – grosso modo – adere sem reservas (Dartacão, Abelha Maia, etc).

O uso do kitch também serve de ingrediente a David Fonseca, que antes de recordar «Angel Song» dos Silence 4, para histeria generalizada, apresentou um medley de hits radiofónicos em modo sensível (a saber: «Wannabe» das Spice Girls, «Toxic» de Britney Spears, «Maneater» de Nelly Furtado, «Can't Get You Out of My Head» de Kylie Minogue e «Umbrella» de Rihanna, de longe a mais cantada pelo público).

A vontade de celebrar estava, como seria de esperar numa sala esgotada, ao rubro de parte a parte, pelo que ao longo de todo o espectáculo o entusiasmo fez os fãs (inclusive os masculinos) gritar frases como «faz-me um filho!».

No último encore, David Fonseca ameaçou a despedida ao entrar em palco vestido de pijama, deitado numa cama a cantar «Dreams In Colour», enquanto das bancadas voavam bolas de sabão. Mas o cantor estava ainda bem desperto, como o provou o regresso, inesperado e surreal, de toda a banda ao palco, agora mascarada de: motoqueiro, imperador romano, mágico, pato e bávaro.

«Bem-vindos ao meu sonho», proclamou David Fonseca, e esta tanto podia ser a apresentação da continuação do espectáculo, como uma descrição de toda a noite de ontem. Não sabemos se, quando começou a escrever canções, o português alguma vez imaginou que o coliseu se lhe renderia como ontem, numa apoteose de consagração. Mas há, sem dúvida, sonhos piores que este.

Vestido de militar, o comandante David Fonseca abandonou o palco do Coliseu depois de uma extática versão de «Together In Electric Dreams» e de uma apropriada chuva de corações vermelhos, feitos de papel, na cabeça dos fãs enlevados."

Em www.blitz.pt

http://blitz.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=bz.stories/21966
 
Foi mesmo noite mágica!

Tanto pela musica, como pelos videos... a interacção com o público, as muitas surpresas....dos melhores concertos que já vi.

E adorei a miss Rita igualmente..!
 
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