Melhor que ser rico, é ser filho de rico.


Logo de início a vida é muito mais tranquila, é casa, é carro, é mesada, até podem trabalhar mas por desporto, se perder o emprego é tranquilo, se pedir CH mas passado uns anos quiser liquidar, líquida, isto sim é maravilha.
Depois, os antigos FP, ou antigos funcionários bancários, reforma por inteiro aos 52 anos, ainda muito por gozar, raspadinha todos os meses a pingar, o que mais pode uma pessoa que ambicione o FIRE querer?



Depois temos os casos que o SalvadorP falou, trabalhar como um cão, horas extra, fins de semana, isenção de horário, sempre a viajar e nunca estar em casa, enfim, ou se gosta realmente do que se faz mais do que da família para aguentar ou eu não aguentava (e ter a sorte da indemnização- normalmente nas multinacionais isso acontece, o problema são os cargos intermédios que trazem 50 ou 60k e têm 50 anos que não dá para nada e dificilmente arranjam novamente emprego).
Temos também os vencedores de jogos de azar (que são tão poucos que é quase irrelevante).
Por último, estes sim bafejados pelo Olimpo, são os desportistas de elite e artistas de craveira mundial.
Os primeiros reformam-se muito cedo, o mais tardar pelos 40, os outros passam pela vida, provando dos néctares dos Deuses, tudo o que existe de melhor, eles acedem.
Só para concluir que o off tópic já vai longo, esperemos que a classe média portuguesa ainda aguente mais uns tempos para que os seus filhos possam viver um FIRE faz de conta (não por quererem mas por não terem opção) e consigam ajudar a comprar a habitação dos filhos porque pelo rumo que isto está a tomar tenho sérias dúvidas da continuidade da profissão de consultor imobiliário.



