Tópico das Casas

Voltando a isto.

Renovou com o 2,629 e, de acordo com o mail do gerente, este valor mantém-se mesmo com a alteração do spread, que propuseram descida de 1,25 para 1,05.

Não são incomuns informações contraditórias.

Entretanto estou aqui numa situação "caricata".
O meu crédito está indexado à Euriobor a 12M e renovou em Setembro 2022, com a média de Agosto que foi de 1.249%.

Entretanto falei com o Banco e pedi para amortizar parte do crédtio mas pedi também para reverem o prazo para o reduzir. Mandaram-me a proposta com a amortização e a taxa de 2.499% que corresponde a 1.25% de Spread e a 1.249% de indexante. Dei o OK mas pedi para confirmarem que o indexante é o do contrato original, renovável em Setembro com média de Agosto, e responderam-me agora que não. Que com esta alteração será aplicada a taxa média de Novembro (2.828%) e o crédito passará a renovar em Dezembro. Neste caso, a revisão do prazo torna-se um problema para os próximos 12 meses uma vez que a prestação volta a agravar-se com a taxa mais alta do ano (talvez a de Dezembro fique parecida.

Pedi para fazerem só amortização sem revisão do prazo para esticar o indexante de 1.249% até ao máximo e entretanto vou voltar a fazer contas porque para renegociar o crédito prefiro que revejam também o spread e não só o prazo, e provavelmente esperar que a euribor desça nos próximos meses.

Alguém com situações parecidas?
No limite, e em bom modelo tuga, posso amortizar o valor exacto do que não gasto com a redução do prazo todos os meses. Provavelmente a minha gestora não irá gostar muito...

Podes ver a discussão na página 1511.

De resto como a tua taxa já é a 2,629 e eventual actualização da taxa se rápida vai buscar a taxa de novembro (2,828) na pior das hipoteses ficas com a mesma tan.

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Falam muito que os bancos não emprestam agora os 100% mas isso não interessa muito.
Há 10 anos um T2 custava 120k e o banco emprestava até mais que os 100%.
Agora emprestam 90% mas o mesmo T2 custa 200k.

Quem é que está mais entalado?
O que fez um empréstimo de 120% dos 120k ou o que fez o empréstimo de 90% de 200k?

Não é a mesma coisa.

Se uma casa custava 120 e o banco dava 140k. Com a crise a casa ficou a valer 80k e devias 140k ou seja mais 75% do que a casa valia.

Se a casa custa 200 e o banco empresta 160. Mesmo que a casa desvalorize para 150, a dívida é apenas 6.6% a mais do que o valor da casa.

E essa é que é a Grande diferença.
 
Algum tempo atrás já foi partilhado aqui noticias sobre isso. O banco de Portugal só acordou para o assunto assim um pouco tarde.

O truque era bastante fácil, foi foi aqui falado uns meses atrás, os creditos não entram nos sistemas durante x tempo, então os pedidos de credito pessoal e de habitação tinham que ser sincronizados para juntamente com a demora dos sistema a actualizar a informação, quando aparecer no sistema, já estão ambos aprovados.

E digo era porque acho que acordou para o problema e já não é tão fácil, mas não sei que não ando dentro do meio.

Ok mas aí é " enganar " o sistema.

Não estou por dentro da lei mas do que percebi é que eles permitem oficialmente isso do credito pessoal para entrada, mas só quem implicar uma taxa de esforço muito baixa, emprego sem termo, etc.
Ou seja o banco n corre risco praticamente nenhum.
 
Hoje apanhei dois ubers (curiosamente, ambos electricos)

Um conduzido por um brasileiro.

Outro por um Português; este era funcionário público, mas tinha de fazer estes biscates porque a prestação tinha subido mesmo muito. e o ordenado dele agora era todo para a prestação do CH (dantes era metade).
 
Ok mas aí é " enganar " o sistema.

Não estou por dentro da lei mas do que percebi é que eles permitem oficialmente isso do credito pessoal para entrada, mas só quem implicar uma taxa de esforço muito baixa, emprego sem termo, etc.
Ou seja o banco n corre risco praticamente nenhum.

Na prática quando um pedido de crédito vai a aprovação, é pedido ao Banco de Portugal a situação actual em relação à banc (genericamente) do requerente.

Portanto se houver outros créditos, mesmo que noutros bancos, de carro, pessoais, etc. são levados em conta no cálculo da taxa de esforço.

O que houve quem fizesse (mas penso que poucos) foi depois do CH aprovado, pedir um desses créditos pessoais que se pagam num máximo de 7 anos (creio) e às vezes ficavam com tanta prestação de CH por 90% do valor do imóvel como de Crédito pessoal para ter os 10% restantes. Isto na altura das taxas baixas.
 
que raio de resposta.

isso nem é carne nem é peixe, ou estás ou não estás interessado

A ideia é essa mesma!

Só estou interessado se o preço me interessar minimamente!
Se o negócio avançar com a pessoa que sinalizou... nem penso mais nisso!
Se borregar e vier ter comigo... já será mais nas minhas condições, percebes agora a ideia?
 
Eu quando pedi o meu primeiro CH em 1996 creio, pedi por excesso e até comprei um vw polo para a minha actual mulher.

Na altura custou 1.800 cts ou seja 9 mil euros, era realmente muito mais fácil do que actualmente em que há bastante mais controlo.

Outra coisa que era comum era não declarar o verdadeiro valor da transação para pagar menos IMT na altura Sisa.
 
Na prática quando um pedido de crédito vai a aprovação, é pedido ao Banco de Portugal a situação actual em relação à banc (genericamente) do requerente.

Portanto se houver outros créditos, mesmo que noutros bancos, de carro, pessoais, etc. são levados em conta no cálculo da taxa de esforço.

O que houve quem fizesse (mas penso que poucos) foi depois do CH aprovado, pedir um desses créditos pessoais que se pagam num máximo de 7 anos (creio) e às vezes ficavam com tanta prestação de CH por 90% do valor do imóvel como de Crédito pessoal para ter os 10% restantes. Isto na altura das taxas baixas.

Penso que eram contemporaneos, antes de o CH ser carregado (mas já depois de aprovado), lá se arranjava o CP para pagar a entrada e despesas da Escritura.

Na prática, fintar o sistema e defraudar o método de calculo da taxa de esforço.

Somas a isso com o eventual desemprego, aliado à inflação, e ainda fico algo supreendido quando alguns dizem que isto não é nada.... ou que relativizam.

Mas isso sou eu, que acredito no Diabo (isso e porque trabalho na área de CTC há uns "bons anos").
 
Penso que eram contemporaneos, antes de o CH ser carregado (mas já depois de aprovado), lá se arranjava o CP para pagar a entrada e despesas da Escritura.

Na prática, fintar o sistema e defraudar o método de calculo da taxa de esforço.

Somas a isso com o eventual desemprego, aliado à inflação, e ainda fico algo supreendido quando alguns dizem que isto não é nada.... ou que relativizam.

Mas isso sou eu, que acredito no Diabo (isso e porque trabalho na área de CTC há uns "bons anos").

Actualmente há muito mais rigor na atribuição dos créditos e situações dessas creio que serão poucas.

Porque quem o recomenda e quem o aceita fazer, sabem que é uma espécie de ilegalidade e implica riscos.
 
Hoje apanhei dois ubers (curiosamente, ambos electricos)

Um conduzido por um brasileiro.

Outro por um Português; este era funcionário público, mas tinha de fazer estes biscates porque a prestação tinha subido mesmo muito. e o ordenado dele agora era todo para a prestação do CH (dantes era metade).

A julgar verdade essa história, como é que alguém consegue contratar um CH que custa metade do seu ordenado!!
 
A julgar verdade essa história, como é que alguém consegue contratar um CH que custa metade do seu ordenado!!

Até pode ter tido uma situação de desemprego e ingressado posteriormente na FP, ou uma situação de divorcio que o tenha colocado nos 50%.

Mas também me parece que foram uns números mandados ao ar pela pessoa (e não pelo JN1984)
 
Não é a mesma coisa.

Se uma casa custava 120 e o banco dava 140k. Com a crise a casa ficou a valer 80k e devias 140k ou seja mais 75% do que a casa valia.

Se a casa custa 200 e o banco empresta 160. Mesmo que a casa desvalorize para 150, a dívida é apenas 6.6% a mais do que o valor da casa.

E essa é que é a Grande diferença.

Não são 140k mas sim 144k e não são 160 mas 180k😉
A questão era quem estava em piores lençóis em termos de incumprimento - será o que tem o maior empréstimo ou não?
Independentemente de o empréstimo ser 120% o que é certo é que agora com mais restrições (empréstimos de 90%) o pessoal fica com empréstimos mais pesados porque as casas aumentaram estupidamente (a mesma casa, não tem de ser outra)…
Eu só digo é que muitas vezes dizem que os bancos tomaram precauções mas a verdade é que o consumidor final (nós) temos agora mais encargos para as mesmas casas.
 
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