Tópico das Casas

Visão | Venda da Zara da Rua Augusta "é a maior de sempre" em comércio de rua (sapo.pt)​

Lisboa continua imparável na sua capacidade de atração para o mercado de imobiliário comercial. Desta vez a novidade vem da Deka Immobilien, fundo alemão que vendeu a gigantesca loja da Zara, na movimentada e turística Rua Augusta, naquela que é a “maior transação de sempre de uma única loja de comércio de rua em Portugal”. A CBRE que assessorou a Deka Immobilien e anunciou a transação não adiantou números, referindo que “o novo proprietário é uma subsidiária da NEXT FCR, um fundo de investimento Venture Capital gerido pela STAG e assessorado pela Optylon Krea, uma empresa de gestão de investimentos e promoção imobiliária com 1.7 mil milhões de euros geridos à data”.

“É uma operação única e a maior de sempre em volume no mercado de retalho português, e trata-se de uma loja localizada numa das ruas mais icónicas de Lisboa”, frisou Nuno Nunes, Senior Director of Capital Markets da CBRE, especificando que a loja, com fachadas para a Rua Augusta, Rua da Vitória e Rua dos Sapateiros, tem uma área de 2.500 metros quadrados.

Recorde-se que a Deka Immobilien já tinha adquirido esta loja em 2018 ao grupo Inditex, dono da marca Zara, e este imóvel estava integrado num portefólio de 16 lojas em Portugal (2) e Espanha (14), tendo sido transacionado por um total de 400 milhões de euros.​
 
Os custos com a construção aumentaram tanto ou mais em relação ao preço das casas, e isso só por si impede os preços de cairem..

Em 2012/2013 vi um apartamento que divia ter comprado, t1 por 65K, hoje andam-se a vender nos 120K, se descer para 75 compro..

Não me parece que possam descer esses valores. Não me admirava que viesse mais para a frente para 100k.
 
Está bem, mas não é bem assim que se calcula o aumento do imobiliário. Esse calculo tem que ser feito com imobiliário novo.
Repara, eu posso ter comprado uma casa em 1980 por 500 contos e vender agora por 200000€, não quer isso dizer que o imobiliário aumentou 10000%

mas não me recordo de ter falado nos últimos 40anos.. falei nos últimos 10anos.. que não é um prazo assim tão grande...
 
Os custos com a construção aumentaram tanto ou mais em relação ao preço das casas, e isso só por si impede os preços de cairem..

Em 2012/2013 vi um apartamento que divia ter comprado, t1 por 65K, hoje andam-se a vender nos 120K, se descer para 75 compro..

Pode é acontecer como há 10 anos atrás e ficar muita obra por acabar.
 
Acho que hoje somos mais chorões do que os nossos pais eram (geração 90's). Alguns, mesmo com maior acesso a conteúdos de literacia financeira, são ainda mais burros dada a facilidade ao consumo.

Queremos ter capacidade de comprar casa sozinhos, antes dos 30, sem nunca ter juntado ou amealhado dinheiro para a entrada, queremos alugueres baratos quando somos um país com potencial turístico óptimo, e choramos choramos choramos. Não tomamos quaisquer contramedidas, mas estamos sempre a chorar.

Todos queremos viver nos centros, ter bons apartamentos, conduzir carros com com menos de 10 anos, mas sabemos que tal nunca foi possível, nem aos nossos pais quando os nossos avós já não eram abastados.

Não tenho um único amigo que se queixe que não consegue comprar ou alugar casa que não tenha um smartphone mais caro que a minha prestação ao banco. Nenhum. Nenhum deles gerou fontes de rendimento externas desde tenra idade para que nos seus 20s tivesse capacidade para dar uma entrada... Depois choram.

Eu comprei em inícios de 2022, um excelente apartamento último andar, penthouse, super garagem, e ainda lhe fiz umas super obras em cima, com o dinheiro que amealhei de pequenos negócios pessoais nos últimos 10 anos. Sozinho conseguia comprar algo tão bom? Não! Tive alguma sorte que os pais da mulher lhe deram dinheiro para a entrada dela, senão não estávamos tão bem.

Sozinho teria comprado um T2 mais central e metia no Airbnb quando fizesse períodos de trabalho mais longos lá fora.

Hoje fazemos dos pequenos adultos bastante menos independentes e isso provoca socialismo, e desculpabilização.

Vejo isso no trabalho (consultora elitista), menos de 5% tem que comprar o seu primeiro carro, pelo que imagino que a entrada também fique assegurada pelos pais.

Fora da bolha profissional, e pegando nos amigos que ficaram da universidade, os hábitos de consumo, as mas decisões de poupança e investimento, vão fazer com que saiam de casa dos pais depois dos 35 ou que ficam em gaiolas velhas sem condições.

É preciso perceber que não dá para ter tudo.

Deixo este vídeo que acho que demonstra um linha clara como atingir algumas metas:
https://m.youtube.com/watch?v=ugIuHWc6Nuc

https://www.google.com/url?sa=t&sou...MQFnoECE4QAQ&usg=AOvVaw1_zx3A0zzvS3gEGPcIotGc
 
Acho que hoje somos mais chorões do que os nossos pais eram (geração 90's). Alguns, mesmo com maior acesso a conteúdos de literacia financeira, são ainda mais burros dada a facilidade ao consumo.

Queremos ter capacidade de comprar casa sozinhos, antes dos 30, sem nunca ter juntado ou amealhado dinheiro para a entrada, queremos alugueres baratos quando somos um país com potencial turístico óptimo, e choramos choramos choramos. Não tomamos quaisquer contramedidas, mas estamos sempre a chorar.

Todos queremos viver nos centros, ter bons apartamentos, conduzir carros com com menos de 10 anos, mas sabemos que tal nunca foi possível, nem aos nossos pais quando os nossos avós já não eram abastados.

Não tenho um único amigo que se queixe que não consegue comprar ou alugar casa que não tenha um smartphone mais caro que a minha prestação ao banco. Nenhum. Nenhum deles gerou fontes de rendimento externas desde tenra idade para que nos seus 20s tivesse capacidade para dar uma entrada... Depois choram.

Eu comprei em inícios de 2022, um excelente apartamento último andar, penthouse, super garagem, e ainda lhe fiz umas super obras em cima, com o dinheiro que amealhei de pequenos negócios pessoais nos últimos 10 anos. Sozinho conseguia comprar algo tão bom? Não! Tive alguma sorte que os pais da mulher lhe deram dinheiro para a entrada dela, senão não estávamos tão bem.

Sozinho teria comprado um T2 mais central e metia no Airbnb quando fizesse períodos de trabalho mais longos lá fora.

Hoje fazemos dos pequenos adultos bastante menos independentes e isso provoca socialismo, e desculpabilização.

Vejo isso no trabalho (consultora elitista), menos de 5% tem que comprar o seu primeiro carro, pelo que imagino que a entrada também fique assegurada pelos pais.

Fora da bolha profissional, e pegando nos amigos que ficaram da universidade, os hábitos de consumo, as mas decisões de poupança e investimento, vão fazer com que saiam de casa dos pais depois dos 35 ou que ficam em gaiolas velhas sem condições.

É preciso perceber que não dá para ter tudo.

Deixo este vídeo que acho que demonstra um linha clara como atingir algumas metas:
https://m.youtube.com/watch?v=ugIuHWc6Nuc

https://www.google.com/url?sa=t&sou...MQFnoECE4QAQ&usg=AOvVaw1_zx3A0zzvS3gEGPcIotGc

Errado e tenho varios dados para o provar.
Basta pensar que o valor dos salários não acompanhou o valor das casas.
 
Errado e tenho varios dados para o provar.
Basta pensar que o valor dos salários não acompanhou o valor das casas.

Errado ? Mas que forma de escrever é essa ? És informático não ? 😂

Aqui não há certos nem errados, há opiniões mais ou menos apoiadas em factos e estatísticas. Eu concordo com o que escreveu o user, principalmente no que refere ao facto de predominar menos capacidade de sacrifício e mais lamechas.
 
Errado ? Mas que forma de escrever é essa ? És informático não ? 😂

Aqui não há certos nem errados, há opiniões mais ou menos apoiadas em factos e estatísticas. Eu concordo com o que escreveu o user, principalmente no que refere ao facto de predominar menos capacidade de sacrifício e mais lamechas.

Como disse, tenho dados para provar que o problema em adquirir casa não é a falta de literacia financeira ou os gastos supérfluos, mas sim o encarecimento enorme das casas face aos salários praticados.
 
Eu não estabeleci uma causalidade única. Eu acho que somos mais chorões hoje, tendemos sempre a culpar a situação e nunca fazemos uma análise interna para alterar as nossas ações, de forma a conseguir aquilo que queremos.


Claro que era mais fácil para o meu tio de 65 anos, eng informático, na altura com um salário superior em termos de poder de compra que o meu hoje, comprar casa, constituir família, e orientar a vidinha. Ainda assim, hoje também é possível.

O que dirá um jovem londrino, ou um parisiense?

É comprar mais fora do centro, se quiser no centro, terá que fazer cedências, seja trabalhar mais, ganhar mais à custa do seu tempo, viajar menos. O ponto é que não dá para ter tudo e hoje não chega a casa, é preciso vir a casa mais o série 1, o classe A, ou o A3. Isso destrói toda a liberdade de uma família conseguir tomar opções por falta de riqueza acumulada.

A melhor sensação que o dinheiro traz é liberdade, é de poder mandar fdr o chefe se ficarmos cansados.
 
O aumento das casas foi de tal forma que nem com a mentalidade da malta de há 70 anos (aqueles rijos) a coisa ia lá.

O absurdo dos preços para a GRANDE maioria dos portuguêses é ridículo.

Os salários são uma miséria e está-se mesmo a ver o que ai vem.

Concordo que o pessoal hoje é mais lamechas, sinais do tempo em que vivem.
 
Errado ? Mas que forma de escrever é essa ? És informático não ? 😂

Aqui não há certos nem errados, há opiniões mais ou menos apoiadas em factos e estatísticas. Eu concordo com o que escreveu o user, principalmente no que refere ao facto de predominar menos capacidade de sacrifício e mais lamechas.

Infelizmente já vou indo para velho e não concordo nada com vocês.

Queria vos ver a ganhar mil brutos por mês e comprar casa toda xpto no centro de uma cidade.
O próprio user titcat disse que muito do dinheiro para a casa foi assegurado pelo sogro.
Ele próprio disse que trabalha numa consultora elitista, pelo que deverá ganhar bem mais de 1000 brutos por mês.

Falar da falta de literacia financeira nessas condições é fácil.
Não reconhecer que as casas/impostos/custo de vida aumentaram imenso nestes últimos anos e apenas chutar que a culpa é dos iphones ou da falta de capacidade de sacrifício da população é apenas e só parvo.
 
Errado ? Mas que forma de escrever é essa ? És informático não ? 😂

Aqui não há certos nem errados, há opiniões mais ou menos apoiadas em factos e estatísticas. Eu concordo com o que escreveu o user, principalmente no que refere ao facto de predominar menos capacidade de sacrifício e mais lamechas.

Os meus pais têm o 4º ano, trabalham desde "sempre" (com problemas de saúde do esforço físico daí decorrente), nunca fizeram férias até há cerca de 2/3 anos, mas aos ~55 têm a casa paga.

É esta a capacidade de sacrifício que se espera das novas gerações?

Assumo já a minha lamechisse, mas não é a vida que eu quero nem o que eu quero para o futuro deste país.

Já não é a primeira vez que o digo por aqui, mas "pimenta no cu dos outros é refresco". E não é preciso andar muito atento ao que o TicTac escreve por aí para perceber que vem de um contexto pouco representativo da realidade dos jovens deste país.
 
Infelizmente já vou indo para velho e não concordo nada com vocês.

Queria vos ver a ganhar mil brutos por mês e comprar casa toda xpto no centro de uma cidade.
O próprio user titcat disse que muito do dinheiro para a casa foi assegurado pelo sogro.
Ele próprio disse que trabalha numa consultora elitista, pelo que deverá ganhar bem mais de 1000 brutos por mês.

Falar da falta de literacia financeira nessas condições é fácil.
Não reconhecer que as casas/impostos/custo de vida aumentaram imenso nestes últimos anos e apenas chutar que a culpa é dos iphones ou da falta de capacidade de sacrifício da população é apenas e só parvo.

É o normal, as pessoas vivem e crescem cada mais segregadas em termos socioeconómicos umas das outras. Daí não terem (ou nao querem ter) muito bem a noção daquilo que acontece fora do seu meio.
 
De tempos a tempos aparece a mesma conversa.. No entanto, não é representativa e vale o que vale. Neste caso, parabéns ao user, teve sucesso.

Como alguém já disse, no cu dos outros é refresco.
 
Parece-me inegável que está mais difícil comprar casa para a malta em inicio de carreira, dado que os rendimentos de acesso ao mercado de trabalho se mantêm praticamente inalterados há muitos anos (>10 anos), e os preços a aumentar.

Mas já há uns 12 anos, aqui o Je e a namorada tiveram como 1ª habitação própria, um velho, mas renovado, T2 num dos prédios mais antigos da Damaia. E não houve mimimis... Houve a noção que aquilo era o inicio e que havia que batalhar para melhorar condições. Já na altura 2 ordenados brutos de 1000€ não chegavam para comprar um apartamento no centro de LX, a menos que a alimentação durante o mês fosse à base de fotossíntese...🤣

PS: Não havia "audes" nem "aifones", nem viagens frequentes a sítios paradisíacos. Agora fiquei deprimido, porque ainda hoje não há nada disso... 😀
 
Acho que hoje somos mais chorões do que os nossos pais eram (geração 90's). Alguns, mesmo com maior acesso a conteúdos de literacia financeira, são ainda mais burros dada a facilidade ao consumo.

Queremos ter capacidade de comprar casa sozinhos, antes dos 30, sem nunca ter juntado ou amealhado dinheiro para a entrada, queremos alugueres baratos quando somos um país com potencial turístico óptimo, e choramos choramos choramos. Não tomamos quaisquer contramedidas, mas estamos sempre a chorar.

Todos queremos viver nos centros, ter bons apartamentos, conduzir carros com com menos de 10 anos, mas sabemos que tal nunca foi possível, nem aos nossos pais quando os nossos avós já não eram abastados.

Não tenho um único amigo que se queixe que não consegue comprar ou alugar casa que não tenha um smartphone mais caro que a minha prestação ao banco. Nenhum. Nenhum deles gerou fontes de rendimento externas desde tenra idade para que nos seus 20s tivesse capacidade para dar uma entrada... Depois choram.

Eu comprei em inícios de 2022, um excelente apartamento último andar, penthouse, super garagem, e ainda lhe fiz umas super obras em cima, com o dinheiro que amealhei de pequenos negócios pessoais nos últimos 10 anos. Sozinho conseguia comprar algo tão bom? Não! Tive alguma sorte que os pais da mulher lhe deram dinheiro para a entrada dela, senão não estávamos tão bem.

Sozinho teria comprado um T2 mais central e metia no Airbnb quando fizesse períodos de trabalho mais longos lá fora.

Hoje fazemos dos pequenos adultos bastante menos independentes e isso provoca socialismo, e desculpabilização.

Vejo isso no trabalho (consultora elitista), menos de 5% tem que comprar o seu primeiro carro, pelo que imagino que a entrada também fique assegurada pelos pais.

Fora da bolha profissional, e pegando nos amigos que ficaram da universidade, os hábitos de consumo, as mas decisões de poupança e investimento, vão fazer com que saiam de casa dos pais depois dos 35 ou que ficam em gaiolas velhas sem condições.

É preciso perceber que não dá para ter tudo.

Deixo este vídeo que acho que demonstra um linha clara como atingir algumas metas:
https://m.youtube.com/watch?v=ugIuHWc6Nuc

https://www.google.com/url?sa=t&sou...MQFnoECE4QAQ&usg=AOvVaw1_zx3A0zzvS3gEGPcIotGc

Isso não é verdade.

Somos da mesma idade (20s altos , perto dos 30s) pelo que sei, e portanto posso também dar o meu contributo.

Fruto da literacia financeira e hábitos de poupança que sempre me foram incutidos, tenho uma poupança MUITO maior do que a malta do meu núcleo e seguramente do que a maioria da faixa de população que tem a nossa idade.

É raro o mês que não poupo quase 50% do salário e já paguei um carro - 21k.

Continuo sem a menor hipótese de comprar casa num futuro próximo aos preços atuais.

Por dois grandes motivos:

1) Para uma casa banal e respetivos impostos (atenção a isto, estamos a falar de um valor de um segmento B novo que vai literalmente para o cano), fico descapitalizado logo na entrada e não quero. Neste momento, para uma entrada de 40k€, só me sentia confortável se tivesse um pé de meia de 80-100k€. E gostava de saber quantos jovens abaixo dos 30 a trabalhar em PT têm poupanças desse tipo.

2) O salário não acompanhou, de todo, o aumento do preço das casas. Vou dar-te um ótimo exemplo: o meu pai, nos anos 80, começou a sua carreira numa big4 onde eu por acaso trabalho atualmente, 30 anos depois. Curioso não é? Pois, mas tem uma diferença: é que o meu pai no final dos anos 80 ganhava lá perto de 200 contos. Hoje em dia, um recém formado que entre, ganha 1200 ou 1300€. E o preço das casas se calhar quadruplicou.

Eu não sou chorão.

Mantenho é o que sempre disse: não vou dar um passo e ganhar um encargo “para a vida” se isso se traduzir em perda de qualidade de vida. Portanto para ser uma decisão ponderada, só mudo de casa quando a entrada fizer com que eu não me descapitalize e quando o valor da prestação seja uma % confortável do meu salário.

Se assim nunca saio de casa? Não sei, vamos ver. Se eu não sair, então conheço muito boa malta da minha idade que não sai de certeza absoluta. Ou isso, ou está a entregar a casa ao banco 2 anos depois.
 
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