Tópico das Casas

40k de entrada inclui também o IMT.

Eu fiz em tempos uma simulação para um mero T2 de 280k aqui na margem sul e fiquei um bocado assustado com os impostos para a aquisição.

Era tipo 28k de entrada (10%, mas nunca queria dar só os mínimos) e 15k de imposto. Isto são 40 e tal mil euros.

Eu sei que isto podem ser 1st world problems porque quer eu quer a minha namorada temos salários bem acima da média para a idade.

Mas mesmo tendo isso em conta, eu não me sinto capaz de avançar.

Os meus pais pagaram um casarão em 15 anos/20 no máximo. E nunca herdaram um tostão, nem ganhavam 10.000€ por mês.

A razão entre número de meses que é preciso trabalhar para comprar uma casa era muito mais favorável nos anos 90 do que agora. Sobretudo devido ao aumento do preço das casas e estagnação dos salários.


os impostos que uma pessoa tem que pagar na compra de casa são uma barbaridade

são até obscenos se for um jovem a comprar

não sou contra os impostos porque os serviços do estado dependem deles, o SNS, a Segurança, a justiça, a educação, etc....etc..

e por isso temos que pagar, mesmo que doa

mas existem alguns mesmo injustos, obscenos, e este na compra da primeira casa pelos jovens é um desses casos

temos que ser nós os pais a ajudar
 
Infelizmente já vou indo para velho e não concordo nada com vocês.

Queria vos ver a ganhar mil brutos por mês e comprar casa toda xpto no centro de uma cidade.
O próprio user titcat disse que muito do dinheiro para a casa foi assegurado pelo sogro.
Ele próprio disse que trabalha numa consultora elitista, pelo que deverá ganhar bem mais de 1000 brutos por mês.

Falar da falta de literacia financeira nessas condições é fácil.
Não reconhecer que as casas/impostos/custo de vida aumentaram imenso nestes últimos anos e apenas chutar que a culpa é dos iphones ou da falta de capacidade de sacrifício da população é apenas e só parvo.
Não é parvo quando percebes que o pessoal já com 10 ou 20 anos de trabalho nem dinheiro tem para entrada de uma casa de 50k, mas anda de carro novo e bom telemóvel.

O que o user tictac explanou, aplica-se independentemente dis salários e preços das casas. É uma forma racional de encarar o dinheiro e preparar o futuro. Mesmo que implique mais tempo, mexmo que implique uma casa mais pequena ou não tão bem localizada. E toda esta capacidade de sacrifício é que se tem perdido. Porque ninguém gosta deles e muito menos para amanhã.
 
Os meus pais têm o 4º ano, trabalham desde "sempre" (com problemas de saúde do esforço físico daí decorrente), nunca fizeram férias até há cerca de 2/3 anos, mas aos ~55 têm a casa paga.

É esta a capacidade de sacrifício que se espera das novas gerações?

Assumo já a minha lamechisse, mas não é a vida que eu quero nem o que eu quero para o futuro deste país.

Já não é a primeira vez que o digo por aqui, mas "pimenta no cu dos outros é refresco". E não é preciso andar muito atento ao que o TicTac escreve por aí para perceber que vem de um contexto pouco representativo da realidade dos jovens deste país.
Eu venho desse contexto representativo e concordo com ele.
 
Não é por nada mas este post só dá razão ao que o ticTac escreveu. ;)
São as tais opções. Descapitalizar para um carro, que é bem de consumo e só perde valor, tranquilo. Mas avançar com dinheiro para a compra de casa, que é bem duradouro, aí já tenho de pensar duas vezes.

São opções de vida, e o vídeo colocado pelo tictac mostra bem a influência que elas podem ter no longo prazo.
 
Vais para a linha de sintra, Cacém e afins e encontras habitação a baixo preço.

Mas isso implica sacrifícios...que era o que se falava, e que ninguém quer.

Não é de ninguém querer. É de teres pessoas que até tinham bons salários (médicos são um exemplo) e agora têm de ir morar para o Pinhal Novo ou para Alverca porque o valor das casas não acompanhou a subida dos salários.

E no meio disto tudo dizer que antes é que se faziam sacrifícios. Epá... menos.
 
Vais para a linha de sintra, Cacém e afins e encontras habitação a baixo preço.

Mas isso implica sacrifícios...que era o que se falava, e que ninguém quer.

Eu até sou dos críticos dos que se atiraram de cabeça sem fazer contas, sobretudo depois da época 2008/2012. Mas calma... Para um vencimento assim assim, daqui a nada tem de se ir morar em Pegões.

A razão para as subidas vai bem para além dessas contas mal feitas para pagar a "casa dos sonhos".
 
Acho que hoje somos mais chorões do que os nossos pais eram (geração 90's). Alguns, mesmo com maior acesso a conteúdos de literacia financeira, são ainda mais burros dada a facilidade ao consumo.

Queremos ter capacidade de comprar casa sozinhos, antes dos 30, sem nunca ter juntado ou amealhado dinheiro para a entrada, queremos alugueres baratos quando somos um país com potencial turístico óptimo, e choramos choramos choramos. Não tomamos quaisquer contramedidas, mas estamos sempre a chorar.

Todos queremos viver nos centros, ter bons apartamentos, conduzir carros com com menos de 10 anos, mas sabemos que tal nunca foi possível, nem aos nossos pais quando os nossos avós já não eram abastados.

Não tenho um único amigo que se queixe que não consegue comprar ou alugar casa que não tenha um smartphone mais caro que a minha prestação ao banco. Nenhum. Nenhum deles gerou fontes de rendimento externas desde tenra idade para que nos seus 20s tivesse capacidade para dar uma entrada... Depois choram.

Eu comprei em inícios de 2022, um excelente apartamento último andar, penthouse, super garagem, e ainda lhe fiz umas super obras em cima, com o dinheiro que amealhei de pequenos negócios pessoais nos últimos 10 anos. Sozinho conseguia comprar algo tão bom? Não! Tive alguma sorte que os pais da mulher lhe deram dinheiro para a entrada dela, senão não estávamos tão bem.

Sozinho teria comprado um T2 mais central e metia no Airbnb quando fizesse períodos de trabalho mais longos lá fora.

Hoje fazemos dos pequenos adultos bastante menos independentes e isso provoca socialismo, e desculpabilização.

Vejo isso no trabalho (consultora elitista), menos de 5% tem que comprar o seu primeiro carro, pelo que imagino que a entrada também fique assegurada pelos pais.

Fora da bolha profissional, e pegando nos amigos que ficaram da universidade, os hábitos de consumo, as mas decisões de poupança e investimento, vão fazer com que saiam de casa dos pais depois dos 35 ou que ficam em gaiolas velhas sem condições.

É preciso perceber que não dá para ter tudo.

Deixo este vídeo que acho que demonstra um linha clara como atingir algumas metas:
https://m.youtube.com/watch?v=ugIuHWc6Nuc

https://www.google.com/url?sa=t&sou...MQFnoECE4QAQ&usg=AOvVaw1_zx3A0zzvS3gEGPcIotGc

É difícil não concordar com este texto em traços gerais.

Mas isto é uma porrada de frases feitas despegadas da realidade actual, que estão carregadas da boa e velha cobiça da vida alheia.
Se há quem gaste o seu dinheiro em bens de 2ª necessidade, há, mas a maioria quase nem para 1ª necessidade.
Se devemos viver como se vivia nos anos 70/80, bem, seriam uns isolados da sociedade que traria certamente infelicidade, solidão e depressão.

O raio do iphone tem um poder sobre os outros que é coisa abismal, não admira que venda tão bem e seja tão caro em comparação com a concorrência.
Ainda estou para descobrir como é que gastar 1000€ num telefone que depois é revendido para comprar outro impede alguém de comprar uma casa, mas ok.

Com ajuda dos pais e dos sogros qualquer um comprava uma penthouse e vinha para o forúm dar lições de moral.
 
Deixem-se de tretas. O preço da habitação em Portugal é proibitivo. O mercado de arrendamento escasso e caro. E os ordenados são miseráveis.
Para um jovem ser independente tem de ganhar bem acima da média e a melhor solução para os nossos jovens é mesmo a emigração.
 
Hoje estava a falar com um cliente Suíço.

Sem divulgar pormenores de maior, vive numa zona histórica de LX....o senhorio (estrangeiro) quer aumentar a renda em €600, sendo o contrato (não renovável) termina em Fev,

O inquilino acha absurdo, diz que nao sabe como é que os tugas vivem cá...um brunch aqui é mais caro do que na Suíça, supermercados idem....ele estava um pouco abananado.
 
Deixem-se de tretas. O preço da habitação em Portugal é proibitivo. O mercado de arrendamento escasso e caro. E os ordenados são miseráveis.
Para um jovem ser independente tem de ganhar bem acima da média e a melhor solução para os nossos jovens é mesmo a emigração.

Obviamente.
Alguém que não traga dinheiro/bens de família para a vida adulta a sair da universidade, está bem tramado. Nem com um curso de medicina, muito menos com o 12ºano.
 
Deixem-se de tretas. O preço da habitação em Portugal é proibitivo. O mercado de arrendamento escasso e caro. E os ordenados são miseráveis.
Para um jovem ser independente tem de ganhar bem acima da média e a melhor solução para os nossos jovens é mesmo a emigração.
É verdade.

A treta deste país é tal que nem frontalidade se costuma ter para dizer o mais básico, como acabaste de fazer agora.

O país é muito porreiro e tal mas é uma miséria do caraças.
 
40k de entrada inclui também o IMT.

Eu fiz em tempos uma simulação para um mero T2 de 280k aqui na margem sul e fiquei um bocado assustado com os impostos para a aquisição.

Era tipo 28k de entrada (10%, mas nunca queria dar só os mínimos) e 15k de imposto. Isto são 40 e tal mil euros.

Eu sei que isto podem ser 1st world problems porque quer eu quer a minha namorada temos salários bem acima da média para a idade.

Mas mesmo tendo isso em conta, eu não me sinto capaz de avançar.

Os meus pais pagaram um casarão em 15 anos/20 no máximo. E nunca herdaram um tostão, nem ganhavam 10.000€ por mês.

A razão entre número de meses que é preciso trabalhar para comprar uma casa era muito mais favorável nos anos 90 do que agora. Sobretudo devido ao aumento do preço das casas e estagnação dos salários.
Por isso é preciso fazer escolhas, e se não dá para uma casa de 280k, tem de ser uma mais barata.
 
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