Tópico das Casas

Acho errado os avôs ajudarem os netos.

Uma coisa é dar/oferecer 100€ ou até 500€, tipo aniversário ou natal.

Outra são 10.000€ ou até 100.000€. Coisa totalmente diferente.


Porque antes dos netos, existem os filhos e podem até ser vários e com vários netos. E criam-se injustiças.

Cada caso é um caso [;)]

Sei de um casal de já avançada idade que retiraram uma batelada de dinheiro do banco, e deixaram o suficiente para viverem os anos que lhes restavam, e como os filhos já estavam todos "encaminhados", dividiram por todos os netos.
Os senhores ainda são vivos, mas quando falecerem, a herança não vai ser complicada, porque não há grandes valores a dividir...
 
Cada caso é um caso [;)]

Sei de um casal de já avançada idade que retiraram uma batelada de dinheiro do banco, e deixaram o suficiente para viverem os anos que lhes restavam, e como os filhos já estavam todos "encaminhados", dividiram por todos os netos.
Os senhores ainda são vivos, mas quando falecerem, a herança não vai ser complicada, porque não há grandes valores a dividir...
Pode ser uma "jogada" perigosa.
Há famílias e tenho conhecimento disso, que passado uns meses dos velhotes terem distribuído o dinheiro que tinham, era algum mas eram humildes, pelos filhos e netos foram praticamente abandonados.
 
Pode ser uma "jogada" perigosa.
Há famílias e tenho conhecimento disso, que passado uns meses dos velhotes terem distribuído o dinheiro que tinham, era algum mas eram humildes, pelos filhos e netos foram praticamente abandonados.

É verdade, ainda há bestas assim [8b]

No caso que falo, tal não aconteceu (não são aquelas famílias que estão sempre juntas, mas os velhotes são frequentemente visitados pelos filhos/netos).
 
A sério?! Tão pouco? Mas sendo neurologista deve dar para compensar bem trabalhando em clínicas privadas, não?

Sim. No público o horário é puxado e como 1x semana faz urgência 24h é como se trabalhasse 60h.. Daí a Mulher do MIKEPUG82 ter deixado de fazer privado. A minha ainda não faz, é muito cansativo. No entanto, como ela tem 1 ou 2 tardes livres é capaz de começar a fazer. Se não aguentar fica só no público.

Os médicos da função pública penso que ganham todos 3.000€ +/- brutos, menos de 2.000€ líquidos. Depois há quem opte só por privado e aí ganham muito €.. Principalmente cirurgiões de todo o tipo, oftalmologistas, dermatologistas, etc.

O problema é esse.
Pode ir trabalhar para hospitais/clinicas privadas, mas será que a vida é só €?!

Cada um faz as suas opções, a minha Maria também trabalhou 2 anos num público e num privado, até que decidimos que mais valia viver com menos do que viver daquela forma...

Mas são opções e há casos em que é mesmo necessário.

É muito duro trabalhar 60h no público e as duas tarde livres que se tenha + 10h privado... 70h semana não mata mas mói.. O meu sogro deixou de fazer privada antes dos 50 anos por ter tido problemas de saúde. Basicamente não almoçava, muito stress, etc.

Aqui á uns tempos atrás vim ca pedir umas opiniões/conselhos para a minha casa, e como a conversa está interessante venho ca dar o meu contributo…

Então é assim:

Comprei uma moradia em Vila Nova de Famalicão (arredores); o terreno tem 1000M2, e a casa cerca de 340 m2 .
Para já só sou eu e a Maria…
Alem disso tenho uma apartamento T3 com cerca de 130 M2 com 2 frentes em frente á praia (só tenho de atravessar a rua) em Vila do Conde.

Para mim trata-se de qualidade de vida e escolhas, ou seja preferi investir em imoveis nos quais posso desfrutar do que a vida dispõe, em vez de comprar carros ou gastar em viagens…

Penso que em relação a isto é mesmo um caso de escolhas e preferências… Cada um de nós tem as suas….

Conheço bem Lisboa e sim, de facto é muito mais caótico (estacionamento, transito, etc), mas felizmente por cá podemos usufruir das coisas de outro modo J

Estamos em situações semelhantes [;)] mas o apartamento de férias na Póvoa é dos pais e não meu.. O mal é o vento e só ter 2 semanas de férias [:D]

Confesso que sofro muito disso. Cresci a ter de fazer tudo por mim, comecei a trabalhar aos 14 para ter minhas coisas (quando falo em coisas, digo roupas e sapatos) e o único apoio que tinha era moral, e mesmo esse às vezes falhava...
Ouvi muitas (demasiadas) vezes que tinha de trabalhar mais, ajudar mais em casa financeiramente, que era um peso e etc. Serviu ao menos de motivação para tornar-me independente e livre de cobranças.
Minha mulher viveu o oposto, os pais deram-lhe tudo o que precisava ou queria, teve e ainda tem apoio financeiro e sempre viveu uma vida bastante folgada. A minha sogra tem um negócio lucrativo e sempre oferece ajuda, mas eu não consigo aceitar, não me sinto à vontade e lá no fundo tenho receio de me ser cobrado no futuro.
No nosso casamento foi terrível, não aceitei que pagassem e ela dava dinheiro à maria "às escondidas" para as coisas dela. Custou-me mas irritava-me só a ideia de ter pessoas a fazer críticas sobre as nossas escolhas com a desculpa de "eu posso dizer o que eu quero porque estou a pagar". Já do meu lado, ainda tive de pagar a viagem aos meus pais para poderem estar presentes.

Também fui orgulhoso e não deixei que nos pagassem o casamento. lol mas aceito ajudas, apesar de ser um pouco orgulhoso.
Também pretendo deixar um pé de meia para os futuros filhos.
 
Última edição:
e isso não acaba tudo em tribunal para exigirem uma certa quota?

Até agora (que se saiba) não deu problemas.

Mas iam exigir o quê?
Os velhotes fizeram uma doação em vida (ou prenda, como quiseres chamar). Quando morrerem, divide-se a herança normalmente.

Não estou a ver problemas legais aí (a menos que aleguem que os velhotes não estavam na posse das suas faculdades mentais).
 
e isso não acaba tudo em tribunal para exigirem uma certa quota?

Pode acabar sim. Se a distribuição não foi igual por entre os herdeiros, pode considerar-se um adiantamento da herança. Nós por cá temos a definição de "legítima". Não se pode "deserdar" um filho, nem favorecer terceiros...
 
Pode acabar sim. Se a distribuição não foi igual por entre os herdeiros, pode considerar-se um adiantamento da herança. Nós por cá temos a definição de "legítima". Não se pode "deserdar" um filho, nem favorecer terceiros...

Um neto é um "terceiro", em termos de herança?

Os filhos não fora "deserdados", a herança a deixar é que será menor.

PS: Não tenho ideia dos valores envolvidos. Sei disto porque os velhotes falam abertamente do que se passou, sem referir números.
 
Sim, os netos são herdeiros "legitimários", penso.

No entanto existe uma "ordem" pela qual cada herdeiro é chamado. E existe uma legitima a que terá direito inalienável. Depois qualquer repartição antes da morte pode ser considerada um adiantamento da herança.

A lei sucessória portuguesa é bem complexa e cheia de surpresas para quem, como eu, não é do ramo.
 
Eu aprendi mais ou menos isso.
Só nunca entendi é essa questiúncula que é: tu enquanto estás vivo parece que não és livre de fazer o que bem entenderes com o que é teu.
 
Eu aprendi mais ou menos isso.
Só nunca entendi é essa questiúncula que é: tu enquanto estás vivo parece que não és livre de fazer o que bem entenderes com o que é teu.

Tive de ir pesquisar esta palavra. Este tópico, para além de me fazer sentir pobre, agora também me faz sentir ignorante [:D]
 
O meu apartamento é nas Caxinas e foi comprado por mim e pela minha irmã J
A moradia é minha e da Maria J

P.S: eu tenho 30 anos e não tenho “ajudas monetárias” para pagar os empréstimos… É tudo com o nosso trabalho e sacrifício J

 
Sim, os netos são herdeiros "legitimários", penso.

No entanto existe uma "ordem" pela qual cada herdeiro é chamado. E existe uma legitima a que terá direito inalienável. Depois qualquer repartição antes da morte pode ser considerada um adiantamento da herança.

A lei sucessória portuguesa é bem complexa e cheia de surpresas para quem, como eu, não é do ramo.

Não és do ramo, mas já sabes mais do que eu...
 
Acho errado os avôs ajudarem os netos.

Uma coisa é dar/oferecer 100€ ou até 500€, tipo aniversário ou natal.

Outra são 10.000€ ou até 100.000€. Coisa totalmente diferente.


Porque antes dos netos, existem os filhos e podem até ser vários e com vários netos. E criam-se injustiças.

Para uns oferecer 10k€ é o mesmo que muitos darem 50€ aos netinhos [:D]
 
O meu apartamento é nas Caxinas e foi comprado por mim e pela minha irmã J
A moradia é minha e da Maria J

P.S: eu tenho 30 anos e não tenho “ajudas monetárias” para pagar os empréstimos… É tudo com o nosso trabalho e sacrifício J

Ainda bem, parabéns [;)]

Se fosse só preciso trabalho e sacrifício já tinha um Porsche [:D], assim ando de Citroen [:)]
 
Eu aprendi mais ou menos isso.
Só nunca entendi é essa questiúncula que é: tu enquanto estás vivo parece que não és livre de fazer o que bem entenderes com o que é teu.

Depende, se quiseres estoirar tudo em meninas e casino, ninguém pode dizer nada. Se quiseres dar uma parte a um dos filhos, tá tudo lixado.
 
Voltando a falar de locais, eu continuo a saga de procurar uma moradia que me permita reunir uma série de critérios. Lugar de garagem de 11m sem estragar o resto da arquitetura da casa, 4 quartos minimo, um pequeno jardim e se possivel um pouco mais larga que os habituais 5,5m ou 6m tipicos das casas do Porto.

Se tiver 8m ou até mais de frente, pode-se ter uma garagem com 2 carros lado o que altera e muito a arquitetura, para melhor.

Em termos de zona, não quero fugir muito dos locais assinalados, apesar de haver locais carissimos.

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Feitios...

Curiosamente os meus avós trocaram Lisboa por Cascais ainda nos anos 50, quando para se vir para lisboa era pela marginal e com o mar no inverno a invadir a estrada com grande frequência. O meu avô fazia aquele trajeto todos os dias feliz da vida, e lá por Cascais viveram até morrer. São gostos, feitios, opções, o que lhe queiram chamar.

A mim as filas de transito e a incógnita dos acidentes chateiam-me muito, prefiro não estar sujeito a esses imponderáveis. O tempo que não gasto no vai e vem para Lisboa gasto em coisas mais interessantes.

Já morei em Lisboa e estou farto de trabalhar em Lisboa. Já tenho Lisboa pelos olhos e agora até passear nela é um martírio tal a invasão de turistas (deveria estar habituado, afinal sou sintrense de gema...).

O que é certo é que adoro a Riviera Portuguesa, pelo charme (vá, com muita coisa feia pelo meio...), pela proximidade com o mar e serra, por ter tudo perto à sua volta.

Fazer Sintra Lisboa ou Cascais Lisboa (e vice-versa), não tem de ser um martírio e não me importo de perder tempo em transportes públicos e ler um livro, revistas, fechar os olhos ou simplesmente olhar em redor. De carro sim, detesto! Mesmo que até ganhe tempo e conforto.
 
Asjesus, conheço bem o Porto mas não tenho noção de valores. A zona ocidental não é mais interessante? Explica nos lá quais as zonas melhores do porto para classes medias e preços. Falamos muito de Lisboa aqui e já enjoa[:D]
 
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