Tópico das Casas

Acho que o pessoal ainda não caiu na real, o preço das casas em Portugal era muito barato porque se construía muito e com mão de obra barata, isso junto com juros baixos permitiu que na decada que passou muitos casais com ordenados minimos conseguissem financiar casas, isso acabou e não volta para trás.

Tem mais a ver com a procura por parte de estrangeiros, aumento do preço dos materiais de construção, especulação e aproveitamento. Os trabalhadores da construção civil sempre ganharam mais ou menos o mesmo.
 
Tem mais a ver com a procura por parte de estrangeiros, aumento do preço dos materiais de construção, especulação e aproveitamento. Os trabalhadores da construção civil sempre ganharam mais ou menos o mesmo.

Em 2003 construísse 6 vezes mais do que agora. E havia muito puto na construção a ganhar 2,5 euros por hora.

Atualmente há muita mais gente a receber bem na construção e áreas á volta.
 
Em 2003 construísse 6 vezes mais do que agora. E havia muito puto na construção a ganhar 2,5 euros por hora.

Atualmente há muita mais gente a receber bem na construção e áreas á volta.
Pego no teu post, mas podia pegar no do MrEr.

É preciso algum cuidado a fazer esse tipo de comparações entre 2003 e 2023.

Em 2003 para uma boa parte não havia contrato de trabalho escrito, os descontos (quando existiam) não incidiam sobre o total de dias trabalhados. Os subsídios de desemprego ou baixas, a existirem, eram mínimos porque incidiam sobre os descontos. Subsídios de férias e natal eram uma miragem.

Alguns eram contratados ao dia, basta recordar a realidade junto ao já demolido bingo do Sporting.

Nessa altura, eu, (aprendiz de) servente com 17 anos, ganhava 600€. Valor sem horas/dias extra. Não havia descontos para ninguém, era 100% informal.

Em 2023, antes até, essa realidade foi em parte substituída pelas empresas de TT. A fiscalização apertou, e a economia informal reduziu, mas não terminou obviamente.
 
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Pego no teu post, mas podia pegar no do MrEr.

É preciso algum cuidado a fazer esse tipo de comparações entre 2003 e 2023.

Em 2003 para uma boa parte não havia contrato de trabalho escrito, os descontos (quando existiam) não incidiam sobre o total de dias trabalhados. Os subsídios de desemprego ou baixas, a existirem, eram mínimos porque incidiam sobre os descontos. Subsídios de férias e natal eram uma miragem.

Alguns eram contratados ao dia, basta recordar a realidade junto ao já demolido bingo do Sporting.

Nessa altura, eu, (aprendiz de) servente com 17 anos, ganhava 600€. Valor sem horas/dias extra. Não havia descontos para ninguém, era 100% informal.

Em 2023, antes até, essa realidade foi em parte substituída pelas empresas de TT. A fiscalização apertou, e a economia informal reduziu, mas não terminou obviamente.

Foi o que disse..
 
Pego no teu post, mas podia pegar no do MrEr.

É preciso algum cuidado a fazer esse tipo de comparações entre 2003 e 2023.

Em 2003 para uma boa parte não havia contrato de trabalho escrito, os descontos (quando existiam) não incidiam sobre o total de dias trabalhados. Os subsídios de desemprego ou baixas, a existirem, eram mínimos porque incidiam sobre os descontos. Subsídios de férias e natal eram uma miragem.

Alguns eram contratados ao dia, basta recordar a realidade junto ao já demolido bingo do Sporting.

Nessa altura, eu, (aprendiz de) servente com 17 anos, ganhava 600€. Valor sem horas/dias extra. Não havia descontos para ninguém, era 100% informal.

Em 2023, antes até, essa realidade foi em parte substituída pelas empresas de TT. A fiscalização apertou, e a economia informal reduziu, mas não terminou obviamente.

Em 2003 com 17 anos e como aprendiz ganhavas quase o dobro do salario minino da altura. Alguém sabe quanto ganha um servente nos dias de hoje?
 
Em 2003 construísse 6 vezes mais do que agora. E havia muito puto na construção a ganhar 2,5 euros por hora.

Atualmente há muita mais gente a receber bem na construção e áreas á volta.

Sim nessa altura construía-se muito mais do que nos dias de hoje. Mas eram outros tempos, construía-se barato. Qualquer pato bravo armava-se em empreiteiro e construía casas mas a crise de 2008 mudou esse paradigma, até porque a maioria foi a falência e alguns fugiram para Angola, Brasil, deixando obras inacabadas. Tive um familiar que construiu bastante no final dos anos 90 e início de 2000, porque as coisas eram fáceis de fazer e não havia muito controle e fiscalização, tanto das obras como dos trabalhadores.
 
Sim nessa altura construía-se muito mais do que nos dias de hoje. Mas eram outros tempos, construía-se barato. Qualquer pato bravo armava-se em empreiteiro e construía casas mas a crise de 2008 mudou esse paradigma, até porque a maioria foi a falência e alguns fugiram para Angola, Brasil, deixando obras inacabadas. Tive um familiar que construiu bastante no final dos anos 90 e início de 2000, porque as coisas eram fáceis de fazer e não havia muito controle e fiscalização, tanto das obras como dos trabalhadores.

Por isso é que as casas eram muito baratas, esse tempo já não volta para trás, aguentou-se até o excesso de casas de o passado se extinguir, e em conjunto com a euribor negativa permitiu pessoas com rendimentos baixos comprarem casa, e isso já não vai acontecer para as novas gerações.
 
Ok, mas subindo o salário logo decides o que fazer com o dinheiro.

E eu falei no SMN, não nos outros.

Se o SMN subir, os outros devem subir em proporção, caso contrário instala-se uma situação bastante complicada de gerir em termos de RH.

Se os trabalhos mais chatos, que exigem mais diferenciação, que exigem mais competências técnicas, que exigem mais empenho, que exigem mais atenção, que exigem mais inteligência emocional, que exigem flexibilidade de horário, etc não são diferenciados, chega a um ponto em que há ofertas de emprego e o pessoal não aparece. Ou aparece e meses depois coloca-se ao fresco e a rotação de pessoal não para.
 
Última edição:
Um dos motivos para haver um baixo nº de novos fogos/ano ... "fiscalização", ou o velho "criar dificuldades para vender facilidades".

Na maioria das cidades, ou és unha e carne com o pessoal da CM, ou estás literalmente fdido.

Mais um daqueles temas que anda-se a fazer de conta que não existe, porque dá de comer a muita gente.

No fundo isto origina vários problemas:

- Desencoraja o aparecimento de novas empresas de construção;
- O preço da habitação sobe, porque toda esta "mama" será paga pelo comprador;
- Lentidão na construção (noutro tópico o Montecristo81 fez copy paste dum post dum amigo sobre o assunto).

E muitas outras coisas que neste momento não me estou a lembrar. Este tipo de mrds gera um ciclo vicioso que prejudica a maioria, mas é excelente para uma minoria.
 
Um dos motivos para haver um baixo nº de novos fogos/ano ... "fiscalização", ou o velho "criar dificuldades para vender facilidades".

Na maioria das cidades, ou és unha e carne com o pessoal da CM, ou estás literalmente fdido.

Mais um daqueles temas que anda-se a fazer de conta que não existe, porque dá de comer a muita gente.

No fundo isto origina vários problemas:

- Desencoraja o aparecimento de novas empresas de construção;
- O preço da habitação sobe, porque toda esta "mama" será paga pelo comprador;
- Lentidão na construção (noutro tópico o Montecristo81 fez copy paste dum post dum amigo sobre o assunto).

E muitas outras coisas que neste momento não me estou a lembrar. Este tipo de mrds gera um ciclo vicioso que prejudica a maioria, mas é excelente para uma minoria.

Já foi pior. Aquela geração que estava ou entrou nas autarquias 10 a 20 anos a seguir à abrilada era incomparavelmente mais corrupta que as gerações mais novas.
Também porque se sentiam mais impunes. As redes sociais e as câmaras nos telemóveis melhoraram muito a coisa.

Neste momento mesmo que quiséssemos aumentar o número de fogos construídos a verdade é que não temos mão de obra para isso, nem é previsível que venhamos a ter no futuro. Neste aspecto a coisa ainda vai piorar.
 
Já foi pior. Aquela geração que estava ou entrou nas autarquias 10 a 20 anos a seguir à abrilada era incomparavelmente mais corrupta que as gerações mais novas.
Também porque se sentiam mais impunes. As redes sociais e as câmaras nos telemóveis melhoraram muito a coisa.

Neste momento mesmo que quiséssemos aumentar o número de fogos construídos a verdade é que não temos mão de obra para isso, nem é previsível que venhamos a ter no futuro. Neste aspecto a coisa ainda vai piorar.
Nem MO, nem empresários para a área da construção. A crise anterior fez muitos empresários do ramo voltar a meter os pés na terra, e mandou muita MO para emigração.
Situação já debatida aqui anteriormente...

Também me parece que parte dos quadros, engenheiros civis, fogem da área da construção, e optam por outras áreas mais ligadas à segurança, manutenção de infraestruturas, etc.
 
Se o SMN subir, os outros devem subir em proporção, caso contrário instala-se uma situação bastante complicada de gerir em termos de RH.

Se os trabalhos mais chatos, que exigem mais diferenciação, que exigem mais competências técnicas, que exigem mais empenho, que exigem mais atenção, que exigem mais inteligência emocional, que exigem flexibilidade de horário, etc não são diferenciados, chega a um ponto em que há ofertas de emprego e o pessoal não aparece. Ou aparece e meses depois coloca-se ao fresco e a rotação de pessoal não para.

Mas como é óbvio os outros salários não sobem em proporção.

Vai ver quanto era um ordenado de um médico, de um enfermeiro, de um professor, de um técnico superior há 20 anos e qual era o SMN.

Depois faz o mesmo exercicio para 2023

E verificas que os salários sem ser o mínimo subiram menos do que o SMN (em proporção que é o que falamos).

Tens situações em que as tais profissões diferenciaras ganhavam 3x o SMN há 20 anos e agora ganham 2x ou 1.5x
 
Já foi pior. Aquela geração que estava ou entrou nas autarquias 10 a 20 anos a seguir à abrilada era incomparavelmente mais corrupta que as gerações mais novas.
Também porque se sentiam mais impunes. As redes sociais e as câmaras nos telemóveis melhoraram muito a coisa.

Neste momento mesmo que quiséssemos aumentar o número de fogos construídos a verdade é que não temos mão de obra para isso, nem é previsível que venhamos a ter no futuro. Neste aspecto a coisa ainda vai piorar.

A construção em módulos acho que vai dar uma grande ajuda nos próximos anos/décadas, e quem sabe se calhar até vai baixar o custo. (ou pelo menos estabilizar).
Não vai ser necessária tanta mão de obra e se calhar o trabalho não será tão duro.
 
A construção em módulos acho que vai dar uma grande ajuda nos próximos anos/décadas, e quem sabe se calhar até vai baixar o custo. (ou pelo menos estabilizar).
Não vai ser necessária tanta mão de obra e se calhar o trabalho não será tão duro.

Já ouço falar em construção modular há mais de 30 anos e numa miríade de novas metodologias de construção. Nunca nenhuma pegou no nosso país.
 
A construção em módulos acho que vai dar uma grande ajuda nos próximos anos/décadas, e quem sabe se calhar até vai baixar o custo. (ou pelo menos estabilizar).
Não vai ser necessária tanta mão de obra e se calhar o trabalho não será tão duro.

Nao vai baixar devido às leis que vão ser implementadas. Daqui a uns tempos todos edifícios novas terão que ser energeticamente eficientes, o que vai fazer disparar o custo das casas.
 
Mas como é óbvio os outros salários não sobem em proporção.

Vai ver quanto era um ordenado de um médico, de um enfermeiro, de um professor, de um técnico superior há 20 anos e qual era o SMN.

Depois faz o mesmo exercicio para 2023

E verificas que os salários sem ser o mínimo subiram menos do que o SMN (em proporção que é o que falamos).

Tens situações em que as tais profissões diferenciaras ganhavam 3x o SMN há 20 anos e agora ganham 2x ou 1.5x

Em 2004 o IEFP pagava 2 salários mínimos (que eram cerca de 730€- 365*2) de bolsa de estágio a um recém licenciado. Quanto paga hoje? Para estar ao mesmo nível teria de pagar mais de 1500 mês de bolsa de estágio.
 
Vão ser mais severas, há rumores que querem implementar certas leis em que não vais poder vender o teu apartamento se o edifício não tiver de acordo com alguns princípios que querem implementar no futuro.
 
Pedido opinião ao pessoal!

Em termos de soluções térmicas, climatização e aquecimento de água o que é mais eficiente pelos dias de hoje?
Uma das coisas que está certo é que vamos ter recuperador e dessa forma pensamos colocar radiadores para aquecimento da casa.
Para aquecer água bomba de calor.
O piso radiante à partida não será opção, mas não tenho grande opinião sobre o assunto.
AC também poderá ser uma opção, até porque o recuperador é bom para inverno mas não resolve no verão.

Pelo que vou vendo as casas novas têm já boas soluções térmicas sem usar nada, a temperatura interior média é já bastante boa normalmente.

É isso mesmo, recuperador de calor ligado ao aquecimento central e AC a complementar. Além disto, não vejo grande custo beneficio.

Bomba Calor AQS e aquecimento central quando não quiseres usar a salamandra
 
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