Tópico das Casas

Alguém conhece alguma local próximo de Lisboa que tenha um elevado número de lojas de mobiliário e decoração?

Algo como por exemplo a zona de Alfragide (perto do IKEA e LEROY) onde estão mais de 11 lojas de mobiliário e decoração no mesmo local.

Obrigado
 
Sem dúvida, saimos de uma politica de crescimento com base em taxas negativas, para a agressividade da Lagarde em querer travar o mais rápido possível a inflação com uma subida a pique da taxa de referência. Parecem os tugas ou 8 ou 80.

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Vamos ver é se não matam a economia com tanto "medicamento". Em menos de 9 meses a euribor 12M subiu 3%. Uma brutalidade.
Acho que estão demasiado optimistas com o que estão a fazer e resultados. Se estão previstas mais 2 subidas este ano do BCE e mesmo para cortar pela raiz o mal e em teoria proteger alemanha, França e afins ao aplicar estes choques

O efeito pode ser o que dizes, matar economia nos países como o nosso. Vamos a ver até ao fim do ano como avança a euribor

Enviado do meu KB2003 através do Tapatalk
 
O problema é que além do BCE ter sido lento, ignorado o problema, afirmando erradamente que isto era tudo temporario, e agora está a ser agressivo nas subidas, mas ainda assim não tanto como outros.

Outro problema é que isto tem de ser coordenado com os outros bancos centrais, se a FED e afins sobem as taxas à maluca, não interessa que a europa pense que "ai e tal a economia, deixa parar a subida", não dá, se os outros sobem, o BCE tem de acompanhar ou a europa entra em estagflação.

E a FED vai subir forte e feio, o BCE está muito limitado nas opções. Além disso paises como a Alemanha e afins por terem grandes % de taxa fixa, conseguem aguentar muito melhor estes aumentos, porque afecta apenas novos contratos, limitando o efeito na economia (europeia).
 
O problema não foi apenas a taxa de juro, foi o montante gigantesco de activos absorvidos via QE.
Tal causou distorções enormes e imprevisíveis em vários mercados.

O gráfico acima indica o total de activos comprados por mês pelo BCE. Chegar a comprar 80 mil M€ por mês é uma loucura e era óbvio (para quem não fosse enviesado) que haveria um preço a pagar por tal exuberância.

E o gráfico acima não incluí programas especiais de compra como ocorreu em 2020. Em certos meses foram compras mensais de 120 mil M€ (mais o rollover de activos anteriores ??? ; mais os 20 mil M€ de base que já estavam a decorrer naquela altura ???).

São números colossais.
Na minha modesta opinião, foi uma das maiores transferências de riqueza da história, pois a compra destes activos não beneficia igualmente todas as franjas da população.

E não esquecer que o mundo não é estanque, e não foi o BCE o único BC a entrar nesta orgia de compra de activos. O FED também queimou muitos, mas mesmo muitos cartuchos.
 
O problema é que além do BCE ter sido lento, ignorado o problema, afirmando erradamente que isto era tudo temporario, e agora está a ser agressivo nas subidas, mas ainda assim não tanto como outros.

Outro problema é que isto tem de ser coordenado com os outros bancos centrais, se a FED e afins sobem as taxas à maluca, não interessa que a europa pense que "ai e tal a economia, deixa parar a subida", não dá, se os outros sobem, o BCE tem de acompanhar ou a europa entra em estagflação.

E a FED vai subir forte e feio, o BCE está muito limitado nas opções. Além disso paises como a Alemanha e afins por terem grandes % de taxa fixa, conseguem aguentar muito melhor estes aumentos, porque afecta apenas novos contratos, limitando o efeito na economia (europeia).

Eles actuaram todos coordenadamente. Estão em contacto permanente e nem precisam de reuniões expressas. Têm contactos intimos, directos e ao mais alto nivel. Já vi com os meus olhos Powell, Lagarde e o do BoE a assumirem isso.

Não quer dizer que actuar coordenadamente seja actuar igual.

Depois cada um tem vicissitudes próprias que têm que adaptar à respectiva politica. Nesse campo a Fed até tinha mais instrumentos dado o mais que evidente estado sobreaquecido da economia dos EUA.

Expressão da coordenação mesmo foi a mudança abrupta do discurso da pandilha do "transitory" para agora é que vamos subir forte e feio e por todos ao mesmo tempo.

Pudera, inflação de 10% mete medo a muita gente e a credibilidade perdida tem que ser reganhada.

O Powell até tentou replicar o momento do "Whatever it takes" do Draghi com o "It will be enough".

Não tenho a minima duvida que quando a inflação estiver controlada eles vão fazer o "pivot" quer na politica monetária quer no discurso com pouca diferença de tempo.
 
Muitos países não quiseram fazer reformas, não quiseram colocar em cima da mesa problemas graves de gestão interna, porque seriam políticas que iriam sempre gerar revolta em certas franjas da população. Em qualquer tipo de gestão, há sempre ganhadores e perdedores, pelo menos no curto prazo.

Assim foi mais fácil enveredar pelo facilitismo e pelo populismo e empurrar os problemas com a barriga. Com o BCE (mais FED, BoE, BoJ, etc) a comprar bonds ao preço da uva mijona, tal foi bastante "fácil". Os políticos adoraram a posição confortável de não terem de ser os maus da fita. Quando os problemas chegarem logo se vê ...
E não é apenas um problema europeu. Os "neoliberais" ultracapitalistas nos States já vão com a dívida vs GDP e dívida absoluta em níveis completamente loucos e sem qualquer tipo de adesão à realidade.

No lado empresarial também houve "festa". Para quê emitires bonds a pagar 6 ou 7% se um BC compra essas emissões com um cupão muito mais baixo? Se pagas menos em "juros" podes distribuir mais pelos acionistas, fazer recompra de acções; podes ser menos criterioso e mais expansionista nos investimentos.

Tudo isto só poderia continuar ad aeternum e sem impactos num mundo de fantasia; no mundo do pai natal e da fada dos dentes.

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Última edição:
as previsões todas indicam que as taxas de juro podem atingir os 4% ou mais

custa-me a acreditar que os bancos aceitem taxas fixas a rondar os 2%, a CGD por 5 anos é 2.3

ainda estão a aceitar estas mudanças ?

arrependo-me de não ter perguntado quando esta semana fui ao banco, burrice minha
 
Foi um descalabro a tentar fingir que nada estava a acontecer. agora é o que se vê, e não só é mau, como é feio e demonstrativo de uma incompetência atroz.

2021: https://www.publico.pt/2021/09/28/e...e-acredita-subida-inflacao-temporaria-1979128

Mas em Setembro de 2021 alguem imaginava que a europa iria entrar em guerra provocando uma das maiores crises energética da história??

Não se deve criticar só por criticar, há que enquadrar os acontecimentos também.


Também não consigo perceber as criticas às politicas monetárias dos últimos anos. é preciso entender que estas foram um mal necessário, não havia alternativa. Assim como acredito que em 2023 terá que haver novamente algum tipo de medidas especiais para salvar a economia global de uma catástrofe.
Podem dizer o que quiserem mas não há volta a dar. Ou isso ou um colapso total.
 
Última edição:
Mas em Setembro de 2021 alguem imaginava que a europa iria entrar em guerra provocando uma das maiores crises energética da história??

Não se deve criticar só por criticar, há que enquadrar os acontecimentos também.


Também não consigo perceber as criticas às politicas monetárias dos últimos anos. é preciso entender que estas foram um mal necessário, não havia alternativa. Assim como acredito que em 2023 terá que haver novamente algum tipo de medidas especiais para salvar a economia global de uma catástrofe.
Podem dizer o que quiserem mas não há volta a dar. Ou isso ou um colapso total.

Realmente tens razão, não se poderia adivinhar que haveria uma guerra às portas da Europa e uma crise energética associada.

Mas fazer uma gestão de longo prazo, sem contar com um evento cisne negro é uma receita para o desastre. É inevitável que aconteçam eventos disruptivos, seja de que natureza forem. Tens que contar com isso, ou então (imho), a gestão -mais tarde ou mais cedo - falhará.

O facto de gastarem praticamente toda a munição, ao usarem taxas zero ou quase zero e QE numa escala faraónica, faz com que agora estejam entalados e sem capacidade de executarem políticas contracíclicas. São escolhas, mas não se pode dizer que não fosse previsível. Tanto era previsível que um Zeca como eu escreveu várias vezes sobre isso no fórum.

Nos anos pré-covid, houve chance de fazer políticas mais restritivas, de resfriar um bocado as coisas, mas não foi essa a opção. Dizer que não havia alternativa é a tua opinião, mas não era uma inevitabilidade.
Não faltavam sinais de que havia aquecimento excessivo: preço das casas em inúmeras cidades por todo o mundo a disparar; mercado accionista em máximos; bonds com uma procura enorme, mesmo a taxas ridículas; etc.

Mesmo na política de resposta ao Covid há muito para discutir ou até criticar. Foi uma resposta de estímulo transversal ao consumo, numa altura de escassez de bens e serviços. Manter ou aumentar a procura num cenário de escassez dar inflação, é algo que deveria estar no radar de quem toma decisões tão importantes.
 
Última edição:
Acho que estão demasiado optimistas com o que estão a fazer e resultados. Se estão previstas mais 2 subidas este ano do BCE e mesmo para cortar pela raiz o mal e em teoria proteger alemanha, França e afins ao aplicar estes choques

O efeito pode ser o que dizes, matar economia nos países como o nosso. Vamos a ver até ao fim do ano como avança a euribor

Enviado do meu KB2003 através do Tapatalk

Penso que até ao fim do ano já iremos ter um balanço de contração no mercado imobiliário. Em 2023 será ainda pior, e com tudo por arrasto.
 
Foi um descalabro a tentar fingir que nada estava a acontecer. agora é o que se vê, e não só é mau, como é feio e demonstrativo de uma incompetência atroz.

2021: https://www.publico.pt/2021/09/28/e...e-acredita-subida-inflacao-temporaria-1979128

Mas em Setembro de 2021 alguem imaginava que a europa iria entrar em guerra provocando uma das maiores crises energética da história??

Não se deve criticar só por criticar, há que enquadrar os acontecimentos também.


Também não consigo perceber as criticas às politicas monetárias dos últimos anos. é preciso entender que estas foram um mal necessário, não havia alternativa. Assim como acredito que em 2023 terá que haver novamente algum tipo de medidas especiais para salvar a economia global de uma catástrofe.
Podem dizer o que quiserem mas não há volta a dar. Ou isso ou um colapso total.

As pressões inflacionárias são mto anteriores a Fev/22.

Em Nov/21 já o chairman da Fed admitia o erro…

https://www.foxbusiness.com/politics/powell-fed-wrong-inflation-not-transitory.amp
 
Realmente tens razão, não se poderia adivinhar que haveria uma guerra às portas da Europa e uma crise energética associada.

Mas fazer uma gestão de longo prazo, sem contar com um evento cisne negro é uma receita para o desastre. É inevitável que aconteçam eventos disruptivos, seja de que natureza forem. Tens que contar com isso, ou então (imho), a gestão -mais tarde ou mais cedo - falhará.

O facto de gastarem praticamente toda a munição, ao usarem taxas zero ou quase zero e QE numa escala faraónica, faz com que agora estejam entalados e sem capacidade de executarem políticas contracíclicas. São escolhas, mas não se pode dizer que não fosse previsível. Tanto era previsível que um Zeca como eu escreveu várias vezes sobre isso no fórum.

Nos anos pré-covid, houve chance de fazer políticas mais restritivas, de resfriar um bocado as coisas, mas não foi essa a opção. Dizer que não havia alternativa é a tua opinião, mas não era uma inevitabilidade.
Não faltavam sinais de que havia aquecimento excessivo: preço das casas em inúmeras cidades por todo o mundo a disparar; mercado accionista em máximos; bonds com uma procura enorme, mesmo a taxas ridículas; etc.

Mesmo na política de resposta ao Covid há muito para discutir ou até criticar. Foi uma resposta de estímulo transversal ao consumo, numa altura de escassez de bens e serviços. Manter ou aumentar a procura num cenário de escassez dar inflação, é algo que deveria estar no radar de quem toma decisões tão importantes.


Visões diferentes.

Entalados ficaram "eles" quando "do nada" o sistema bancário colapsou.
O QE foi a única medida possível para conseguir resgatar o sistema bancário, os governos e as próprias sociedades do abismo.
Ao mesmo tempo foram adotadas politicas mais restritivas por forma a evitar novos colapsos no sistema bancário.

O problema foi depois reverter esta politica monetária porque mesmo sendo injetadas doses massivas de dinheiro a economia teimava em não descolar. Nos anos pré-covid a economia europeia de sobre-aquecida tinha nada.

A politica de resposta ao covid foi a certa, não podias mandar fechar a economia e mandar toda a gente para casa sem que estas mantivessem os rendimentos. Aliás, tirando algumas indústrias, a maioria perdeu rendimentos e as familias também.


Mas o que vocês defendem é que não se adoptem medidas de apoio. Eu quero ver agora em 2023 o que será das familias e das empresas caso os governos não intervenham.[;)]
 
Foi um descalabro a tentar fingir que nada estava a acontecer. agora é o que se vê, e não só é mau, como é feio e demonstrativo de uma incompetência atroz.

2021: https://www.publico.pt/2021/09/28/e...e-acredita-subida-inflacao-temporaria-1979128



As pressões inflacionárias são mto anteriores a Fev/22.

Em Nov/21 já o chairman da Fed admitia o erro…

https://www.foxbusiness.com/politics/powell-fed-wrong-inflation-not-transitory.amp

Sei que sim, a inflação começou a disparar logo após o covid.

Sem a guerra a inflação iria ser mais prolongada do que o previsto na mesma, essencialmente porque ao contrário do ocidente, a China adoptou uma politica de covid zero que contribui e muito para alimentar a continuidade da disrupção na cadeia de distribuição.
 
as previsões todas indicam que as taxas de juro podem atingir os 4% ou mais

custa-me a acreditar que os bancos aceitem taxas fixas a rondar os 2%, a CGD por 5 anos é 2.3

ainda estão a aceitar estas mudanças ?

arrependo-me de não ter perguntado quando esta semana fui ao banco, burrice minha
Também ando um pouco de pé atrás com esses valores.
Se assim realmente fosse assinava logo.
Ou então fazem isso para LTV's muito baixos (60% ou menos)....
 
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