Tópico das Casas

Por acaso é engraçado ver as opiniões das pessoas, que são muitas vezes baseadas no estilo de vida que viveram com os pais.
Acho que é muito interessante ver tão diversas opiniões. Mas por vezes tem de haver abertura para se dizer "prefiro X" mas aceito que haja quem goste de Y.

Cozinhas em Open-Space, moda ou não, sinal dos tempos, de uber eats?, etc etc Quem sabe.
A verdade é que nas grandes cidades e nos prédios de gama média para cima, o conceito de open-space é já quase uma obrigação.

Mas por outro lado, está enraizado na cultura portuguesa a cozinha grande! Onde todos se reuniam.
Por piada, antes era assim, porque a cozinha era o único local aquecido da casa, era onde estava o forno a lenha, ou a grande chaminé. E por isso é que as pessoas se reuniam ai.
Hoje em dia já não há nessa necessidade, e por isso é que os conceitos têm vindo a mudar.
Claro que não se querem cozinhas pequenas, mas cozinhas grandes é um pesadelo... Entãoi aquelas enormes com mesa ao meio e o fogão de um lado, o lava loiça do outro e o frigorífico do outro. Parece que andamos numa rotunda à volta da mesa. [:)]

Eu sou grande fã de cozinhas "corredor", vira para um lado, vira para o outro, e está tudo ali à mão.

Com isto, não tenho mesa na cozinha, apenas uma bancada alta, onde tomo o pequeno almoço semanal de trabalho.
De resto, todas as refeições são feitas na sala, numa mesa "posta" para 6, mas que leva 8 nas calmas, até já levou 12. [:D]

No conceito aberto, há compromissos claro. Mesmo os melhores exaustores não conseguem apanhar tudo. E as máquinas mais silenciosas são ainda ruidosas. Mas a tecnologia tem vindo a mudar muito.

A cozinha como "centro da casa" não é algo exclusivamente português ou sequer "tipicamente" português (para ser diferenciador de outras culturas, entenda-se).

Encontras isso em culturas muito diferentes da nossa como a Escandinava.

E não acho mesmo nada que seja algo "antigo" ou característico de uma geração passada.

Até nos EUA/Canadá -nomeadamente nas moradias típicas dos subúrbios- o piso térreo tende a ser feito com a cozinha como ponto de partida/centro nevrálgico e, a partir do qual, tens a zona de refeições e a zona de estar (muitas vezes num contínuo aberto mesmo que com separação visual). Mesmo em casas recentes/modernas.

Depois, não é que não concorde com muito do que vocês estão a dizer mas acho que há aqui um dourar da pílula e alheamento da realidade diária na forma como se descrevem certas interacções sociais da família, do acto de cozinhar e de estar a ter uma refeição.

Eu não sei quanto a vocês (se calhar sou estranho na matéria) mas quando se cozinha no dia-a-dia, ou mesmo no fim de semana, as diversas coisas raramente se fazem todas de uma vez e depois passamos ao acto seguinte isolado de comer. Cozinhar e comer é um acto contínuo muitas vezes onde se vai passando de uma coisa a outra. São as torradas, é o sumo que se está a fazer, é mais isto e aquilo. Vão-se fazendo. É útil estar próximo aos armários/utensílios, há sempre outra coisa que ainda está a fazer/cozinhar/ou a ser preparada. Ou que nos esquecemos. É sempre útil ter o frigorífico ou micro-ondas à mão e não a 10 metros.

Daí que me faz um bocado de impressão, para cenários de dia-a-dia em família, essa perfeição de levar a tralha toda para um sítio afastado "montado" como mesa de refeição -seja ele situado num open space comum com a sala de estar/refeições lá no fundo, seja quando tudo está dividido com a cozinha isolada do resto. E depois comer tudo. E depois levar a tralha toda de volta à origem (cozinha).

Esses actos -tão- separados parecem-me, à minha realidade, completamente irrealistas para cenários informais.

Resumindo a minha posição: andar a transportar coisas de um lado para o outro é pouco funcional...mesmo que o façamos num open space! Na minha opinião nada substitui teres a zona de refeições próxima à área da cozinha.

E não é por acaso que mesmo em espaços exteriores como varandas grandes, terraços ou quintais com áreas de refeição se fazem "mini-cozinhas"/bancadas/"zonas de apoio" para preparar refeições. Ou, mais recentemente, a bela da bancada com o frigorífico para vinhos, louceira exterior e, na loucura, um grelhador xpto que não usa carvão e nos faz master do grill. [:D]
 
Em principio sim, tenho de ver que soluções me apresentam. De verão é capaz de ser complicado.

A área coberta em redor dos quartos e sala vai suavizar a incidência do sol ao funcionar como pala, nomeadamente no Verão quando está mais alto.

É dos melhores pormenores desde que tenham o tamanho adequado para também não cortarem demasiado.

E muito mais eficiente que achar que se resolve tudo com um isolamento xpto mas com uma fachada sob incidência directa do sol. Nem que seja porque é bastante desagradável ter excesso de luz dentro de casa.
 
A área coberta em redor dos quartos e sala vai suavizar a incidência do sol ao funcionar como pala, nomeadamente no Verão quando está mais alto.

É dos melhores pormenores desde que tenham o tamanho adequado para também não cortarem demasiado.

E muito mais eficiente que achar que se resolve tudo com um isolamento xpto mas com uma fachada sob incidência directa do sol. Nem que seja porque é bastante desagradável ter excesso de luz dentro de casa.
Sim as palas também são para esse efeito claro, não é só para a estética.
Por acaso o arquitecto frisou bem a importância da casa ter um sistema de respiração, mais importante que capotos e afins. Vai levar tubagem com um motor para circular ar.
 
Esse tema do open-space vs espaços dividos também me deu umas dores de cabeça.
Obtei por fazer quase um misto.
(A parede da cozinha para a sala de jantar só tem 80 cm's de altura e aqueles "pontos" entre as salas não existem)

cozinha2.jpg



Alguém já experimentou algum exaustor com motor exterior?
 
Última edição:
Opá mas casas grandes é todo um outro campeonato, ainda para mais construídas ao vosso gosto.
A mim complica-me o sistema ver uma sala com uns 20/25 metros, ter ali metade empatada numa mesa, quando podia ser uma sala porreira.
Por outro lado, as cozinhas também não costumam ser grandes :(
 
A cozinha como "centro da casa" não é algo exclusivamente português ou sequer "tipicamente" português (para ser diferenciador de outras culturas, entenda-se).

Encontras isso em culturas muito diferentes da nossa como a Escandinava.

E não acho mesmo nada que seja algo "antigo" ou característico de uma geração passada.

Até nos EUA/Canadá -nomeadamente nas moradias típicas dos subúrbios- o piso térreo tende a ser feito com a cozinha como ponto de partida/centro nevrálgico e, a partir do qual, tens a zona de refeições e a zona de estar (muitas vezes num contínuo aberto mesmo que com separação visual). Mesmo em casas recentes/modernas.

Depois, não é que não concorde com muito do que vocês estão a dizer mas acho que há aqui um dourar da pílula e alheamento da realidade diária na forma como se descrevem certas interacções sociais da família, do acto de cozinhar e de estar a ter uma refeição.

Eu não sei quanto a vocês (se calhar sou estranho na matéria) mas quando se cozinha no dia-a-dia, ou mesmo no fim de semana, as diversas coisas raramente se fazem todas de uma vez e depois passamos ao acto seguinte isolado de comer. Cozinhar e comer é um acto contínuo muitas vezes onde se vai passando de uma coisa a outra. São as torradas, é o sumo que se está a fazer, é mais isto e aquilo. Vão-se fazendo. É útil estar próximo aos armários/utensílios, há sempre outra coisa que ainda está a fazer/cozinhar/ou a ser preparada. Ou que nos esquecemos. É sempre útil ter o frigorífico ou micro-ondas à mão e não a 10 metros.

Daí que me faz um bocado de impressão, para cenários de dia-a-dia em família, essa perfeição de levar a tralha toda para um sítio afastado "montado" como mesa de refeição -seja ele situado num open space comum com a sala de estar/refeições lá no fundo, seja quando tudo está dividido com a cozinha isolada do resto. E depois comer tudo. E depois levar a tralha toda de volta à origem (cozinha).

Esses actos -tão- separados parecem-me, à minha realidade, completamente irrealistas para cenários informais.

Resumindo a minha posição: andar a transportar coisas de um lado para o outro é pouco funcional...mesmo que o façamos num open space! Na minha opinião nada substitui teres a zona de refeições próxima à área da cozinha.

E não é por acaso que mesmo em espaços exteriores como varandas grandes, terraços ou quintais com áreas de refeição se fazem "mini-cozinhas"/bancadas/"zonas de apoio" para preparar refeições. Ou, mais recentemente, a bela da bancada com o frigorífico para vinhos, louceira exterior e, na loucura, um grelhador xpto que não usa carvão e nos faz master do grill. [:D]

Ninguém devia usar carvão, é uma porcaria e transmite um sabor péssimo para a carne/peixe. Uso sempre lenha ou maçarocas do milho.

Também uso Bamboo estilhado, faz umas excelentes brasas.

Essas áreas de apoio colocam-se em causa quando há muito € disponível, o que regra geral não é o caso.

Eu adoro o conceito de churrasqueira móvel, mas isso é porque o jardim é grande qb.
 
A cozinha como "centro da casa" não é algo exclusivamente português ou sequer "tipicamente" português (para ser diferenciador de outras culturas, entenda-se).

Encontras isso em culturas muito diferentes da nossa como a Escandinava.

E não acho mesmo nada que seja algo "antigo" ou característico de uma geração passada.

Até nos EUA/Canadá -nomeadamente nas moradias típicas dos subúrbios- o piso térreo tende a ser feito com a cozinha como ponto de partida/centro nevrálgico e, a partir do qual, tens a zona de refeições e a zona de estar (muitas vezes num contínuo aberto mesmo que com separação visual). Mesmo em casas recentes/modernas.

Depois, não é que não concorde com muito do que vocês estão a dizer mas acho que há aqui um dourar da pílula e alheamento da realidade diária na forma como se descrevem certas interacções sociais da família, do acto de cozinhar e de estar a ter uma refeição.

Eu não sei quanto a vocês (se calhar sou estranho na matéria) mas quando se cozinha no dia-a-dia, ou mesmo no fim de semana, as diversas coisas raramente se fazem todas de uma vez e depois passamos ao acto seguinte isolado de comer. Cozinhar e comer é um acto contínuo muitas vezes onde se vai passando de uma coisa a outra. São as torradas, é o sumo que se está a fazer, é mais isto e aquilo. Vão-se fazendo. É útil estar próximo aos armários/utensílios, há sempre outra coisa que ainda está a fazer/cozinhar/ou a ser preparada. Ou que nos esquecemos. É sempre útil ter o frigorífico ou micro-ondas à mão e não a 10 metros.

Daí que me faz um bocado de impressão, para cenários de dia-a-dia em família, essa perfeição de levar a tralha toda para um sítio afastado "montado" como mesa de refeição -seja ele situado num open space comum com a sala de estar/refeições lá no fundo, seja quando tudo está dividido com a cozinha isolada do resto. E depois comer tudo. E depois levar a tralha toda de volta à origem (cozinha).

Esses actos -tão- separados parecem-me, à minha realidade, completamente irrealistas para cenários informais.

Resumindo a minha posição: andar a transportar coisas de um lado para o outro é pouco funcional...mesmo que o façamos num open space! Na minha opinião nada substitui teres a zona de refeições próxima à área da cozinha.

E não é por acaso que mesmo em espaços exteriores como varandas grandes, terraços ou quintais com áreas de refeição se fazem "mini-cozinhas"/bancadas/"zonas de apoio" para preparar refeições. Ou, mais recentemente, a bela da bancada com o frigorífico para vinhos, louceira exterior e, na loucura, um grelhador xpto que não usa carvão e nos faz master do grill. [:D]

Para mim um open space implicaria cozinha colada com sala de jantar, exactamente por ser mais prático. Não percebi isso de andar de um lado para o outro em open space.
 
Opá mas casas grandes é todo um outro campeonato, ainda para mais construídas ao vosso gosto.
A mim complica-me o sistema ver uma sala com uns 20/25 metros, ter ali metade empatada numa mesa, quando podia ser uma sala porreira.
Por outro lado, as cozinhas também não costumam ser grandes :(

Onde tomas as refeições?
Nunca recebes ninguém em casa??? Amigos, família? Namorado? Namorada...
com 20/25 é uma boa sala de estar (só isso)
 
Silverarrow,

Não encontro o teu Post, para citar, mas não me parece verdade que em casas/apartamentos de nível médio e alto as cozinhas abertas sejam uma clara tendência. E no nível muito alto tenho mesmo a certeza que não são.
 
No nível muito alto a zona de serviço tem de estar separada das zonas sociais.

No nível médio e médio alto é normal existirem open spaces, mesmo nos agregados que têm empregada que cozinha.

Mas posso estar errado, tendo em contanque conheço uma amostra muito pequena.
 
Silverarrow,

Não encontro o teu Post, para citar, mas não me parece verdade que em casas/apartamentos de nível médio e alto as cozinhas abertas sejam uma clara tendência. E no nível muito alto tenho mesmo a certeza que não são.

Há de tudo claro.
Mas antes não havia cozinhas abertas.
Agora há muitas.

Fui agora ao Porta da Frente.

Prédio Distrikt - T3 de 1 milhão
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AAA23 Avenidas Novas.
T4 Duplex de 1.6 milhões

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Bivar91
T2 de 700.000€

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Amoreiras Eden T2 de 700.000€

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Bela Vista T3 de 1 Milhão.

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De todos os que abri apenas este e outro tinham as cozinhas à parte.
 
Ainda abri outro.

Jardim de São Mamede. T2 de 900.000€

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Tudo os que abri de construção nova de raiz, eram com Cozinha Aberta. Dois que abri de remodelações ou pelo menos manter a fachada, tinham cozinha separada.
 
Tenho papado muitos episódios de Casas de Sonho (Sic Mulher ou por aí) e tudo o que é construção nova é TUDO open space! Tudo!! Austrália, US, UKI, etc! Coisas antigas que não dá para remodelar de forma diferente sim, ficam afastados!


Ou então uma penthouse de 48 milhões em Miami de 4 andares que passou ontem, sim, não era bem open space, porque a sala era um só andar de uns 200 mt2 [:)]
 
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