Tópico da CRIL

Apesar de morar em Alfornelos e o traçado verde ser-me mais favorável, sou da opinião do Silver. O site não esclarece nada, limita-se a demonstrar uma versão dos factos.
Em relação às curvas, o actual traçado do IC17, que liga a 2ª Circular a Algés, já tem um desenho manhoso. É preciso cuidado naquelas curvas.
 
Os terrenos não estão assim tão livres como se diz por ai

Lá tem um forte subterrâneo, o forte da falagueira... é para lá que irá o SIS... ups, o que eu fui contar... não era para se saber.
 
Boas,

Hoje à saída da faculdade, estavam umas pessoas a distribuir uns papeis, e uns cartazes, contra o traçado previsto da cril,

podem ver aqui o site deles:

http://www.cril-segura.com

Resumidamente: Estão contra o novo traçado porque vai lhes passar a meio do bairro, e o motivo de isso acontecer é porque os terrenos originalmente previstos váo ser urbanizados e o lobby da construção desviou a cril, versão deles.


cumpts

Independentemente dos motivos, realmente o traçado a verde parece bastante melhor...

Também andas no IST? É que foi aí que me deram um desses.
 
Apesar de morar em Alfornelos e o traçado verde ser-me mais favorável, sou da opinião do Silver. O site não esclarece nada, limita-se a demonstrar uma versão dos factos.
Em relação às curvas, o actual traçado do IC17, que liga a 2ª Circular a Algés, já tem um desenho manhoso. É preciso cuidado naquelas curvas.


Moras em alfornelos?? Vou aí todos os dias :D
 
Comecem por tirar as portagens na Crel, principalmente nas horas de ponta, e já mt gente n tem de passar por Lisboa (principalmente 2ª circular).
 
O Lobbie imobiliario da Falagueira e constituido pelas principais empresas de construcao portuguesas. Nao sei o que ha para rir. Ou pensas que vai ser uma associacao de moradores que vai urbanizar esses terrenos?
 
meus amigos!

é essencial q a obra avance! com o traçado q menos impacto terá! n vamos tar mais uns meses a fazer expropriações!

dará mt jeito a todos os q vivem em arredores de lx e consequentemente aos lisboetas pq lhe restira transito.

ora m nenhum destes troços é p ser pago?
 
O que vale é que Portugal é só lobbies...

Então o da Falagueira deve ser dos de mais alto nível!

A CRIL foi daquelas estradas mal paridas desde o primeiro metro. Primeiro começaram a construir das pontas sem saber como ligar o meio, depois as partes já existentes têm curvas perigosas de 5 em 5 metros e por fim ficaram com duas caganitas com dezenas de casas pelo meio e um problema estupido para resolver.

A CRIL é uma estrada altamente necessária e não é nenhuma auto estrada, não é uma pista de corrida e não é um aeroporto para se dar velocidades maximas excessivas. Neste momento parece-me mais importante construir a versão que menos impacto tiver para as casas existentes e ao que me parece a "estrada verde" passa por cima de mto mais coisas que a estrada cinza. Além disso se for para fazer a verde toda por tunel ainda ficamos com outro terreiro do paço, aquelas obras já são monumento nacional!

O que eu não vejo nessa dissertação são provas concretas nem estudo de ruido nem poluição, mas sim um conjunto de shops. Qdo houver um estudo de poluição, som e traçado a dizer que as curvas são perigosas a velocidades de 80km/h então podem fazer a versão verde...
 
«Último troço da CRIL, em Lisboa, tem «graves defeitos»


«graves defeitos» no último troço da Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL), entre a Buraca e a Pontinha, aponta o Observatório de Segurança das Estradas

Este troço foi adjudicado na semana passada por cerca de 110 milhões de euros.
Francisco Salpico, engenheiro civil responsável pelo estudo feito pelo Observatório, salienta que as deficiências são tais que «não será suficiente limitar a velocidade com sinalização vertical».
«É muito fácil construir estradas com total violação dos critérios de segurança e depois limitar a velocidade para passar a responsabilidade dos acidentes para os condutores», afirma.
O especialista defende ainda que no último troço da CRIL, obra adjudicada a semana passada à construtora Bento Pedroso, a circulação só se fará em segurança se a velocidade de tráfego «não exceder os 60 km/hora».
«A vigilância e a gestão desta velocidade é da responsabilidade da entidade que promove a construção e a manutenção da via» e para que os 60km/h não sejam ultrapassados «não basta colocar sinalização vertical», diz Francisco Salpico, acrescentando que são necessárias «medidas especiais».
«O mais indicado é a colocação de semáforos ligados aos limites de velocidade, como fizeram na marginal que liga Lisboa a Cascais, em que o sinal seguinte fica vermelho se o condutor ultrapassar determinada velocidade», refere.
Questionado sobre a possibilidade de colocação de radares para limitar a velocidade, o especialista é peremptório: «isso iria acarretar um encargo brutal para a máquina judicial, entupindo os tribunais de multas, e não resolveria o problema, além de que é injusto cobrar ao automobilista toda a culpa».
«Quando o condutor excede a velocidade já tem parte da culpa, mas as deficiências na estrada não são culpa dele e é ele quem acaba por pagar a totalidade da multa», lembra.
«Se estas condições de segurança não forem garantidas, facilmente se demonstra o porquê do acidente e pode ser suscitada a responsabilização criminal das entidades públicas que aprovaram este projecto defeituoso», explica.
Segundo o especialista do Observatório, a manutenção de estradas com graves defeitos «é corrente em Portugal», dando como exemplo a própria CRIL, no troço entre a 2ªCircular e Algés.
Aí, garante, «as condições de visibilidade e o pavimento são defeituosos».
«O pavimento é muito escorregadio quando molhado, retirando ao condutor a capacidade, que lhe deveria estar garantida, de efectuar travagens em condições de segurança», denuncia.
De acordo com Francisco Salpico, com a velocidade de tráfego que se pratica neste troço «o coeficiente de atrito do pavimento deveria ser, no mínimo de 0.32, mas como é inferior a 0.10 as condições de atrito são profundamente deficientes» e acabam por ter a sua parte de responsabilidade nos acidentes que ali ocorrem.
«As condições deficientes desse traçado existente na CRIL, conjugadas com a má macrotextura desse pavimento, fazem com que, na ocorrência de chuvadas frequentes, a hidroplanagem ocorra para velocidades entre 80 e 90km/h, colocando em perigo concreto a vida dos utentes da estrada, uma vez que a segurança deveria estar garantida até à velocidade de tráfego que aí se pratica», alerta.
O último troço da CRIL, que deverá ficar concluído até final de 2009, ligará o nó da Buraca ao da Pontinha e este à rotunda de Benfica, numa extensão aproximada de 4,5 quilómetros.
Contra o traçado escolhido também se têm manifestado os moradores dos bairros de Alfornelos, Damaia e Santa Cruz e até chegaram a ser entregues em tribunal duas providências cautelares, que acabaram por ser rejeitadas.
A Associação de Moradores do Bairro de Santa Cruz promete não baixar os braços e já disse que vai apresentar uma queixa contra o Estado português e pedir a intervenção do Presidente da República nesta matéria, alegando que a atitude do Governo ao adjudicar a obra com um traçado diferente do que esteve em consulta pública é «prepotente» e «antidemocrática».
Jorge Alves, da associação, adiantou terça-feira à Lusa que o traçado escolhido está cheio de 'pontos negros' e é «irregular e ilegal» por não respeitar a norma da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), que obriga à construção de três vias em cada sentido, em túnel fechado.
«Ao contrário do que o Governo quer fazer querer, e temos documentos que provam isso, o traçado escolhido nunca esteve em consulta pública. A única [consulta pública] que houve foi em 2004 e abrangeu um projecto de execução que nada tem a ver com o traçado escolhido», disse.
«Ao invés, avançam com um traçado que inclui quatro faixas em cada sentido, com um percurso a céu aberto, ocupando para isso propriedade privada», afirmou Jorge Alves, adiantando que os moradores já receberam as respectivas cartas de expropriação.
Segundo Jorge Alves, «a insistência e rapidez em avançar com esta obra revela que não houve qualquer preocupação em relação à estrada e às populações».
«Esta rapidez deve-se aos interesses das empresas que querem construir nos terrenos da Falagueira/Venda Nova», acusou.

Fonte: Lusa / SOL
 
«Último troço da CRIL, em Lisboa, tem «graves defeitos»


«graves defeitos» no último troço da Circular Regional Interna de Lisboa (CRIL), entre a Buraca e a Pontinha, aponta o Observatório de Segurança das Estradas

Este troço foi adjudicado na semana passada por cerca de 110 milhões de euros.
Francisco Salpico, engenheiro civil responsável pelo estudo feito pelo Observatório, salienta que as deficiências são tais que «não será suficiente limitar a velocidade com sinalização vertical».
«É muito fácil construir estradas com total violação dos critérios de segurança e depois limitar a velocidade para passar a responsabilidade dos acidentes para os condutores», afirma.
O especialista defende ainda que no último troço da CRIL, obra adjudicada a semana passada à construtora Bento Pedroso, a circulação só se fará em segurança se a velocidade de tráfego «não exceder os 60 km/hora».
«A vigilância e a gestão desta velocidade é da responsabilidade da entidade que promove a construção e a manutenção da via» e para que os 60km/h não sejam ultrapassados «não basta colocar sinalização vertical», diz Francisco Salpico, acrescentando que são necessárias «medidas especiais».
«O mais indicado é a colocação de semáforos ligados aos limites de velocidade, como fizeram na marginal que liga Lisboa a Cascais, em que o sinal seguinte fica vermelho se o condutor ultrapassar determinada velocidade», refere.
Questionado sobre a possibilidade de colocação de radares para limitar a velocidade, o especialista é peremptório: «isso iria acarretar um encargo brutal para a máquina judicial, entupindo os tribunais de multas, e não resolveria o problema, além de que é injusto cobrar ao automobilista toda a culpa».
«Quando o condutor excede a velocidade já tem parte da culpa, mas as deficiências na estrada não são culpa dele e é ele quem acaba por pagar a totalidade da multa», lembra.
«Se estas condições de segurança não forem garantidas, facilmente se demonstra o porquê do acidente e pode ser suscitada a responsabilização criminal das entidades públicas que aprovaram este projecto defeituoso», explica.
Segundo o especialista do Observatório, a manutenção de estradas com graves defeitos «é corrente em Portugal», dando como exemplo a própria CRIL, no troço entre a 2ªCircular e Algés.
Aí, garante, «as condições de visibilidade e o pavimento são defeituosos».
«O pavimento é muito escorregadio quando molhado, retirando ao condutor a capacidade, que lhe deveria estar garantida, de efectuar travagens em condições de segurança», denuncia.
De acordo com Francisco Salpico, com a velocidade de tráfego que se pratica neste troço «o coeficiente de atrito do pavimento deveria ser, no mínimo de 0.32, mas como é inferior a 0.10 as condições de atrito são profundamente deficientes» e acabam por ter a sua parte de responsabilidade nos acidentes que ali ocorrem.
«As condições deficientes desse traçado existente na CRIL, conjugadas com a má macrotextura desse pavimento, fazem com que, na ocorrência de chuvadas frequentes, a hidroplanagem ocorra para velocidades entre 80 e 90km/h, colocando em perigo concreto a vida dos utentes da estrada, uma vez que a segurança deveria estar garantida até à velocidade de tráfego que aí se pratica», alerta.
O último troço da CRIL, que deverá ficar concluído até final de 2009, ligará o nó da Buraca ao da Pontinha e este à rotunda de Benfica, numa extensão aproximada de 4,5 quilómetros.
Contra o traçado escolhido também se têm manifestado os moradores dos bairros de Alfornelos, Damaia e Santa Cruz e até chegaram a ser entregues em tribunal duas providências cautelares, que acabaram por ser rejeitadas.
A Associação de Moradores do Bairro de Santa Cruz promete não baixar os braços e já disse que vai apresentar uma queixa contra o Estado português e pedir a intervenção do Presidente da República nesta matéria, alegando que a atitude do Governo ao adjudicar a obra com um traçado diferente do que esteve em consulta pública é «prepotente» e «antidemocrática».
Jorge Alves, da associação, adiantou terça-feira à Lusa que o traçado escolhido está cheio de 'pontos negros' e é «irregular e ilegal» por não respeitar a norma da Declaração de Impacte Ambiental (DIA), que obriga à construção de três vias em cada sentido, em túnel fechado.
«Ao contrário do que o Governo quer fazer querer, e temos documentos que provam isso, o traçado escolhido nunca esteve em consulta pública. A única [consulta pública] que houve foi em 2004 e abrangeu um projecto de execução que nada tem a ver com o traçado escolhido», disse.
«Ao invés, avançam com um traçado que inclui quatro faixas em cada sentido, com um percurso a céu aberto, ocupando para isso propriedade privada», afirmou Jorge Alves, adiantando que os moradores já receberam as respectivas cartas de expropriação.
Segundo Jorge Alves, «a insistência e rapidez em avançar com esta obra revela que não houve qualquer preocupação em relação à estrada e às populações».
«Esta rapidez deve-se aos interesses das empresas que querem construir nos terrenos da Falagueira/Venda Nova», acusou.

Fonte: Lusa / SOL


Isto aqui ao pé de casa vai ser uma alegria, com rotundas, e o pessoal tou mesmo a ver que vai para ali fazer corridas[:D]
 
Não conheço o terreno, mas "visto de cima" a solução "verde" parece melhor.

No entanto, parece que grande parte deste traçado seria por túnel...

É triste como uma "futura" urbanização leva a um desvio da CRIL, enquanto que uma urbanização existente não leva.

É bom que se acabe a CRIL de uma vez por todas.
 
Estão contra o novo traçado porque vai lhes passar a meio do bairro, e o motivo de isso acontecer é porque os terrenos originalmente previstos váo ser urbanizados e o lobby da construção desviou a cril, versão deles.
Versão deles, de facto [8b][8b][8b]

Existem esboços do traçado cinza desde pelo menos 1999. O verde só começou a ser falado em 2004.


A CRIL é uma estrada altamente necessária e não é nenhuma auto estrada, não é uma pista de corrida e não é um aeroporto para se dar velocidades maximas excessivas. Neste momento parece-me mais importante construir a versão que menos impacto tiver para as casas existentes e ao que me parece a "estrada verde" passa por cima de mto mais coisas que a estrada cinza. Além disso se for para fazer a verde toda por tunel ainda ficamos com outro terreiro do paço, aquelas obras já são monumento nacional!
Completamente de acordo.

Se optassem pelo traçado verde teriam de fazer um túnel monstro para não afectarem as zonas industrial e residencial da Venda Nova. Quantas "décadas" mais é que a CRIL demoraria a estar pronta?

O que eu não vejo nessa dissertação são provas concretas nem estudo de ruido nem poluição, mas sim um conjunto de shops. Qdo houver um estudo de poluição, som e traçado a dizer que as curvas são perigosas a velocidades de 80km/h então podem fazer a versão verde...
É a tal atitude de tuga, de querer preservar o seu quintal com argumentos sem qualquer base científica.
 
Antes de mais nada vejam se decidem onde deve ficar este tópico. Iniciou no Road-book, devido ao interesse foi passado para o geral e agora passa outra vez para o Road-book???? Decidam-se!

Relativamente ao estudo do Observatório acho de louvar que devem ser dos poucos em Portugal que dizem sem medos que a culpa dos acidentes não é exclusivamente dos condutores Portugueses. Haja alguem que o diga.
 
É de louvar a existencia e o trabalho deste Observatorio, de forma a que se evite a construção de novos abortos rodoviarios, como foi o caso do Eixo Norte-Sul.

Só esperemos que os decisores tenham estes estudos (que eles tanto gostam) em conta.
 
Foi devido às expropriações e o seu arrastamento pelos tribunais que o Eixo Norte-Sul demorou o que demorou para ser terminado.

Quando foi feito o IC-22 a chamada Radial de Odivelas e seus acessos também houve barulho, o pessoal só não estava tão organizado como hoje, nem as televisões davam cobertura a tudo o que desse espectáculo como faz hoje, esteja certo ou errado.

Houve pessoas que ficaram com estradas a passar junto à varanda (acesso à Ramada), uma torre ficou isolada (perto da estação do Metro) e por aí fora.

Tudo isto parece muito mal, mas acontece que quando o projecto foi feito, maior parte daquela zona, se não a totalidade, eram terrenos agrícolas. Apesar do projecto das estradas estar feito e aprovado, contruiram-se bairros clandestinos e novas urbanizações, que não respeitaram a zona de protecção da estrada, casos do Bairro do Sítio da Várzea e da Urbanização do Chapim.

Quando finalmente resolveram fazer a obra fizeram-na no espaço certo e se não tem as condições que devia isso é devido à falta de honestidade de quem aproveitou os terrenos sem contar com o que estava projectado. Está claro que quem comprou os apartamentos não tem culpa, mas o o tempo e recursos que utilizaram nos protestos contra a construção da estrada, deveriam ser utilizados a resolver em tribunal com o construtor e com os responsáveis da Câmara que autorizaram os prédios naqueles sítios.

Não sei se será o caso agora com a Cril, mas não me admiro muito.

De qualquer dos modos, dizer que aquele percurso vai ser perigoso e que já analisaram o projecto, tem a sua piada, devem ter consultado um astrólogo.

O que foi adjudicado é uma empreitada de concepção/construção, o que quer dizer que o projecto final e definitivo ainda não existe e é giro ver as pessoa com um ar muito sério a dizer cobras e lagartos de uma coisa que ainda não sabem como vai ser.
 
Como é que se pode fazer um concusro publico e a adjudicação de uma obra sem haver projecto definido?

Com base em quê é que é feito o orçamento da obra?

Certamente que o projecto já está todo definido, embora ainda se possa fazer algumas alterações.
 
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