Um dominado por uma rivalidade, e uma rivalidade assente em dois nomes. Durante décadas, Bill Gates e Steve Jobs alimentaram-se da disputa que os separava, mas que também os unia num objectivo: o de se superarem um ao outro.
Agora, o fundador da Microsoft revelou que escreveu uma carta ao então líder da Apple e que este a manteve ao seu lado até à sua morte.Bill Gates, hoje, está afastado do centro de decisões da Microsoft.
Em 2007 afastou-se da empresa e dedicou-se ao que hoje completa a sua vida: a
Fundação Bill & Melinda Gates, que formou em conjunto com a sua mulher, e à qual dedica grande parte da sua fortuna e vida, em prol de causas humanitárias.
Até esse ano, porém, comandou na Microsoft uma luta com a Apple pelo domínio do mercado dos computadores. Do outro lado estava Steve Jobs, o excêntrico génio responsável pela Apple, empresa que hoje reúne os holofotes da atenção dos amantes tecnológicos com o Iphone, Ipad e os Mac, invenções que quase anualmente vão sendo aprimoradas.
Jobs faleceu em Outubro de 2011, vítima de um tumor no pâncreas e, nos seus últimos meses de vida, recebeu de quem sempre lhe fizera frente no mundo laboral. Pelo menos até 2007, como contou agora Bill Gates.
«Eu e o Steve fizemos um evento junto [depois de Gates sair da Microsoft], e ele não podia ter sido mais simpático», revelou, numa citada pelo Daily Telegraph, contrariando o retrato que foi feito na biografia de Jobs, quanto à relação entre ambos.
Um retrato pouco fidedigno, como a própria mulher do falecido CEO da Apple chegou a sublinhar, num telefonema que Gates também revelou. «A Laurene disse que a biografia não pintou a relação de mútuo respeito que tínhamos», conta, antes de atirar com talvez a maior surpresa que o fundador da Microsoft soltou.
Gates escrevera uma carta a Jobs, já nos últimos meses de vida do líder da Apple, com palavras que abordaram «o quão bem» se sentia com «as coisas que tinham feito e com a empresa que [Jobs] construíra». «Escrevi sobre os seus filhos, que entretanto tinha conhecido», acrescentou.
Depois, Gates saberia pela mulher de Jobs que o mentor da Apple «apreciou muito a carta e guardou-a ao seu lado até morrer».
Bill Gates quis mesmo afastar todos os rumores e pormenores que sempre foram atirados para fomentar a ideia de uma relação tensa entre as duas figuras. E usou como exemplo, precisamente, a carta que enviou.
«Não havia qualquer paz a fazer, pois nunca estivemos em guerra. Criámos grandes produtos, e a competição sempre foi uma coisa positiva», rematou. Uma competição que os superou a ambos, e que continuará a trazer ao mundo mais invenções e novidades tecnológicas.
SOL