TGV: técnicos pressionados

Alpiger

Suspenso
CCDRC queriam que aprovassem traçado com «impactos muito negativos»

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, CCDRC, [um organismo governamental] terá pressionado dois técnicos superiores a mudarem um parecer que chumbava todos os traçados de TGV entre Alcobaça e Pombal. Segundo uma investigação da SIC, os técnicos não aceitaram a pressão e por isso foram afastados compulsivamente da Comissão de Avaliação do projecto.
Segundo a SIC, o parecer desfavorável a todos os traçados para a ligação entre Alcobaça e Pombal foi aprovado por toda a hierarquia da CCDRC e enviado para Lisboa. Mas apenas cinco dias depois de terem aprovado o documento, os dirigentes da CCDRC mudaram de posição e queriam agora que o parecer indicasse qual era o traçado mais favorável.

«Foi a própria Comissão de Avaliação que nos colocou essa questão», disse à SIC o vice-presidente da CCDRC, Henrique Moura Maia, reconhecendo pressões superiores para alterar o conteúdo do parecer. Um parecer negativo desta comissão inviabilizaria inevitavelmente os traçados propostos pela Rede de Alta Velocidade (RAVE) para atravessamento da zona entre a Ota e Pombal.

Apontar um traçado como menos mau foi uma forma de contornar a situação. Na entrevista à SIC, o vice-presidente Henrique Moura Maia diz que «as alternativas podem ser todas más mas, decididamente, havia que hierarquizá-las» porque «quem vai ter que decidir, vai ter que saber qual é a menos má».
Com esta alteração no parecer, o Governo já poderia viabilizar um dos traçados, como de resto aconteceu a 21 de Dezembro quando o Ministério do Ambiente emitiu a Declaração de Impacto Ambiental favorável ao projecto.
No parecer antes emitido, e que tinha sido aprovado e enviado para a Agência Portuguesa de Ambiente explicava-se que «os impactes gerados em termos de socio-economia, do ordenamento do território e usos do solo são negativos, muito significativos, irreversíveis e não minimizáveis (residuais)», permanecendo mesmo depois das medidas de minimização prevista no Estudo de Impacto Ambiental promovido pela RAVE.

Segundo a SIC, a CCDRC mudou de posição no mesmo dia em que o estudo estava a ser discutido pela Comissão de Avaliação de impacto ambiental do projecto (Troço de Alta Velocidade C1, entre a Ota e Pombal). Uma hora depois de ter começado a reunião foi interrompida por um telefonema do vice-presidente e do presidente da CCDRC queriam que os técnicos superiores escolhessem uma das alternativas propostas.
Os técnicos não aceitaram a pressão, como explicam num relatório a que a SIC teve acesso e arquivado na CCDRC (está assinado pelos próprios técnicos): «Esta posição não pode ser aceite (...) dado que todas as alternativas apresentam impactes negativos muito significativos». O resultado foi a destituição pura e simples: «Perante as objecções levantadas (...) o sr. presidente da CCDRC retirou-lhes a confiança (...) tendo adiantado que iria proceder à nomeação de novos representantes» regionais na Comissão de Avaliação do projecto.
O vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro não nega que os técnicos tenha sido afastados por recusarem ceder a pressões do presidente da CCDRC (Alfredo Rodrigues Marques) e de si próprio. «Não lhe vou dizer porque é que eles foram mudados, isso é uma questão de gestão interna e isso aí não me vai perguntar», disse à SIC.

Fonte: PortugalDiario

"- Sr Presidente, por aonde é que quer que o estudo diga que é melhor passar o TGV?
Mas por aí é impossivel!
Bem, se é isso que quer, essa será a melhor e unica opção."

[8b] [8b] [8b]
 
Qual é o espanto?
Qualquer decisão neste país, não se faz em função do que é melhor, é do que mais convém.
Felizmente ainda há pessoas com carácter que se recusam a pactuar com esquemas obscuros e abrem brechas para que a verdade se saiba.

Esta situação, para mim, era mais que suficiente para num país a sério, essa cambada ir toda descascar batatas para o café da esquina, depois de uma investigação independente.
 
Qual é o espanto?
Qualquer decisão neste país, não se faz em função do que é melhor, é do que mais convém.
Felizmente ainda há pessoas com carácter que se recusam a pactuar com esquemas obscuros e abrem brechas para que a verdade se saiba.

Esta situação, para mim, era mais que suficiente para num país a sério, essa cambada ir toda descascar batatas para o café da esquina, depois de uma investigação independente.

Hummm, e quem é que iria fazer essa investigação "independente"? [:D]
 
Mais uma.....

Mais uma.....

Lá estão vocês a perseguir as Instituições. Já o Público anda a perseguir e a fazer ataques pessoais ao 1ºministro. Já é de mais. Não há pachorra. [8b][8b][8b]
 
Que vergonha.

Eu, como português, gostava de saber porque é que se procuram as soluções piores, não respeitando as opiniões de pessoas formadas que consideram que os aspectos negativos dessas mesmas soluções não são comportáveis para o país.
 
Eu ainda não percebi para que é o TGV. Para ligar Porto/Lisboa...sim de facto a distância é tão grande que um comboio de alta velocidade se justifica, ou para ligar Lisboa/Madrid, vai dar jeito para deixar os aeroportos de Lisboa e passar a ir apanhar o avião a Madrid de maneira mais cómoda e rápida:sh)
 
Alguém que me explique a importância de um TGV Porto-Lisboa, que se faz num Alfa em 2,5h...
Já agora, qual a importância da Linha Vigo-Porto, que se faz de autoestrada em 50 minutos...

Tirando estes 2 promenores, o traçado entre Pombal e Alcobaça é absolutamente irrelevante :sh)
 
Qual é o espanto?
Qualquer decisão neste país, não se faz em função do que é melhor, é do que mais convém.
Felizmente ainda há pessoas com carácter que se recusam a pactuar com esquemas obscuros e abrem brechas para que a verdade se saiba.

Esta situação, para mim, era mais que suficiente para num país a sério, essa cambada ir toda descascar batatas para o café da esquina, depois de uma investigação independente.

Imaginem onde poderíamos estar sem estes esquemas todos?
 
Este é que vai ser o traçado do TGV em Portugal?

20070419mapatgv2vb8.jpg


Qual é a lógica disto?
 
Eu ainda não percebi para que é o TGV. Para ligar Porto/Lisboa...sim de facto a distância é tão grande que um comboio de alta velocidade se justifica, ou para ligar Lisboa/Madrid, vai dar jeito para deixar os aeroportos de Lisboa e passar a ir apanhar o avião a Madrid de maneira mais cómoda e rápida:sh)
Por acaso será ao contrário. As populações de Badajoz (um núcleo com mais de 600 mil pessoas) serão provavelmente utilizadoras do futuro aeroporto, que se apresentará como um hub principal de entrada e saída da Europa. Isto corroborado com estudos... dos próprios espanhóis!, que se mostram algo preocupados com a construção do novo aeroporto, temendo perder influência para os portugueses.

Se o TGV passar por Badajoz, será mais uma maneira de atrair essas mesmas populações espanholas para Portugal. É que a distância para Lisboa será menor que a distância para Madrid. [;)]

Quanto ao TGV Lisboa-Porto... bem, apesar de o Alfa Pendular poder atingir velocidades na ordem dos 220km/h, na prática circula a velocidades bem inferiores, por partilhar a linha com outro tráfego de passageiros e mercadorias. Além disso, há outro pólo urbanizacional/industrial que interessa aproximar, principalmente do Porto: Vigo, uma cidade com uma forte indústria pesqueira e investimentos na área das tecnologias. Vigo está contemplada no seguimento do eixo Lisboa-Porto, o que beneficiará o Porto e seu aeroporto, atraindo a população de Vigo para o Sá Carneiro (que vai ser alvo de forte remodelação).

Como podes ver, nem tudo é mau. Claro que eu gostava de ver mais dinheiro empregue em educação (usando o exemplo da Irlanda de há uns 20 anos atrás), mas não nos podemos esquecer de Portugal no contexto da Península Ibérica. Há mais para além deste nosso rectângulo à beira mar plantado.
 
Lá estão vocês a perseguir as Instituições. Já o Público anda a perseguir e a fazer ataques pessoais ao 1ºministro. Já é de mais. Não há pachorra. [8b][8b][8b]

Tens toda a razão.
Tambem condeno a perseguição feita ao PM e a Mario Lino por causa da OTA. Então há algum motivo para os condenar pela obcessão pela OTA para fazer o novo aeroporto?
Deixem-se lá de ataques pessoais, os homens é que sabem o que é melhor para o pais.
Então queriam que o aeroporto fosse feito aonde? Em Alcochete não?

Já não há pachorra [8b] [8b] [8b]


[:)] [:)] [:)]
 
eu disse isso no sentido de terem já as infraestruturas preparadas para construirem.. não para o fazerem já
O maglev é algo que só a longo prazo será usado. Não faz qualquer sentido preparar infraestruturas com tecnologia que estará obsoleta quando o maglev for uma opção para Portugal.
 
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