A TAP é uma empresa com muito potencial cujo único problema é estar nas mãos do estado. Quando for privatizada certamente vai ser vendida a estrangeiros, o que não é nada bom para o nosso país
O senhor Fernando Pinto veio trazer algo de bom no que toca à influência política na empresa, no entanto não lhe gabo a capacidade dinâmica e a percepção que ele tem do mercado da aviação. As suas atitudes mostram-se deveras conservadoras não sei se por influência política.
Outro ponto foi a compra da Portugália, que na minha opinião não teve qualquer cabimento, dada a sua frota de aviões pouco adequados e especialmente pouco competitivos para o mercado a que se destinam. Mas já que compraram a Portugália ao menos renovavam a frota seguindo o exemplo da Air Nostrum e Britair.
Quanto à frota da TAP propriamente dita, acho que ainda não tomaram consciência, principalmente nos voos de pequeno curso que o passageiro quer uma TAP mais dinâmica, menos burocrática e certamente mais económica. Onde a easyjet mete 156 pessoas a TAP mete 132. Não digo nem quero que a tap seja uma easyjet, mas que seja um meio termo entre aquilo que é agora e a easyjet. É de aproveitar a excelente frota de aviões A319/320/321/ que a tap possui.
Já se está chegando à conclusão que as pessoas que escolhem a classe económica dão pouco valor ao espaço que têm disponível, mesmo em rotas medium-long range. O que temos na TAP tanto para os aviões short-medium range como medium-long range é que a classe económica é uma premium economy em qualquer outra companhia aérea. Só para dar o exemplo extremo, no caso do a330-200 com duas classes onde a "Monarch" enfia 374 passageiros a Tap "acolhe" 230 passageiros.