Super Bock Super Rock 2011

Bruno vai mais cedo, almoças num restaurante/tasco lá perto e ainda tens tempo de ir à bela praia do Meco.

Há quem não se queixe tanto do pó.
 
Que percurso é que falas?

Indo pela Vasco da Gama qual é o melhor caminho para apanhar menos trânsito (se é que isso é possível)?
Eu estou perto de Corroios, portanto vou pela nacional.
Sinceramente, não te sei dizer qual será o melhor caminho. Nesse aspecto, acho que o essencial é ir cedo. O meu amigo foi em fila desde o final da Ponte 25 Abril.


Bruno vai mais cedo, almoças num restaurante/tasco lá perto e ainda tens tempo de ir à bela praia do Meco.

Há quem não se queixe tanto do pó.
Obrigado pela sugestão, mas o almoço já está ao lume![:D] Daqui por uma hora e pouco já vou para lá.[;)]
 
Quanto ao trânsito, fui pelo caminho que foi mencionado no post acima, e não apanhei nada até à porta do recinto. Cheguei lá depressa demais [:D] [:D]

Quanto aos concertos, foi uma tarde/noite espectacular. Muito bom, e com bons amigos que lá encontrei foi ainda melhor. [:cool:]

Com a excepção da qualidade do som que era má, coisa que notei logo no primeiro concerto com Noiserv, o som do Optimus ALive da semana passada era indubitavelmente supeior em termos de qualidade, muito mais "limpido",
e do muito pó (não consigo perceber como é que a organização nada fez para resolver este problema que até era de fácil resolução com os bombeiros lá),
tudo o resto foi excelente, sobretudo o último da noite, dos Arcade Fire a ser brilhante. Magnífico mesmo apr:)
 
Os concertos têm sido excelentes, pena que o SBSR se tenha transformado num SW em versão pior, tanto em frequência (pessoal que vai para ali de férias e não pela música) como em condições do recinto (claramente sub-dimensionado).

Ontem vi Portishead da descida entre a EDP e a Telepizza (sensivelmente a meio plateia) e não conseguia ouvir e ver o concerto graças ao pessoal que estava à minha volta. Obviamente que quando deu a Roads (a única que conheciam) ficou tudo histérico, mas depois voltaram rapidamente ao jogo do "vamos tentar manter uma conversa a altos berros sobre quão bêbados estamos" e "vamos assobiar esta seca porque nós queremos é ver arcade fire" (se bem que aqui a culpa também é dos portishead por terem exigido exclusividade no slot em que actuvam).

O campismo então nem vale a pena comentar, decidi a meio da noite ir dormir para o carro (e olhem que eu tenho um astra H GTC). [:p]

Enfim, ou eu estou a ficar velho e rabujento (é possível), ou os festivais de música têm vindo progressivamente a transformar-se em colónias de férias em que a música é claramente o que menos interessa, desde que haja cerveja para beber, ganza para fumar e coca para cheirar...
 
Nem mais. Concordo contigo, sobretudo quando dizes que aquilo é um SW mas em versão pior. Até porque no SW as condições são superiores em quase tudo, desde o espaço ao resto.
Ontem quis beber um café na barraca do café ao pé da do Meo, e ... não tinham. [8b] Só não percebi para que é que a barraca estava aberta se não tinham produto para vender. [8b]

Hoje na reportagem da Sic diziam que ontem estiveram lá 30.000, mas eu acho que estiveram mais, e bem mais.
Eu também dormi (pouco) no carro, algures lá na zona, e hoje de manhã percorri as praias do Meco e Lagoa de Albufeira. Cheguei à pouco a casa, de maneiras que agora vou ter uma conversinha com o sofá ... [:cool:]
 
Quanto aos concertos (o que interessa):

Na quinta vi apenas (graças ao trânsito) Beirut (não é algo que me puxe muito, tem uma boa voz mas tudo o resto é muito linear), Lykke Li e Arctic Monkeys. James Murphy era impossível porque trabalhava na sexta-feira.

Aqui acho que houve um erro no alinhamento das bandas, ou colocariam Beirut antes de The Kooks ou passavam para o palco secundário e Lykke Li para o principal. O concerto de Lykke Li superou as minhas expectativas, bastante bem produzido, muito energético e a menina .

Arctic monkeys estava curioso para ver como resultavam as músicas de influência claramente josh hommelianas ao vivo e gostei bastante. Quando ao concerto como um todo acho que o do campo pequeno foi melhor (ou mesmo o do garage).

Ontem foi um grande dia em termos de concertos:

Noiserv esteve claramente no palco errado...

Rodrigo Leão deu um concerto espectacular para um fim de tarde, principalmente tendo em conta que aquele não é claramente o público alvo dele.

Em seguida B Fachada que ainda não tido oportunidade de ver ao vivo. As letras de partir a rir, a bateria do toys 'r' us e a predisposição dele e da banda estiveram muito boas. Falhou o Joana Transmontana do EP.

Tigerman, sempre com o seu feitio muito peculiar e a reclamar do som que se ouvia dos outros palcos (mas o homem faz sempre isto nos festivais?), deu um granda concerto. Não esteva lá presencialmente nenhuma das "feminas" mas estiveram em vídeo e o concerto foi muito bom com alguns velhos hits e uma cover dos suicide. Notou-se ainda que por ele o concerto foi curto, mas portishead só começaram mesmo depois de ele acabar.

Portishead foi um senhor concerto, algo de ficar estarrecido do inicio ao fim (não fossem os episódios que mencionei no post anterior). Sinceramente a única coisa de menos boa que consigo apontar ao concerto é o facto de não ter sido num coliseu, ou até num pavilhão atlântico (que não é sequer uma sala que goste muito) em nome próprio.

Arcade Fire, não foi uma melhor concerto que vi deles, ainda assim foi um concerto muito muito bom (acho que eles não sabem dar maus concertos, nem sequer concertos médios). Têm uma interacção muito boa com o público, grande produção, mas ainda assim não conseguiu substituir aquele mítico concerto em Paredes de Coura que ainda hoje tenho cravado na memória.

Por fim Chromeo que também me surpreenderam. Pena que a essa altura já estava completamente roto, ainda assim deu para dançar bastante.

O alinhamento para hoje é Paus, Junip, Ian Brown e strokes e talvez dê um salto a Slash.
 
A titulo de curiosidade automobilística, esta manhã andei ao pé disto

[:cool:]



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Quanto ao trânsito e opções, no primeiro dia sofri bastante na pele para chegar ao recinto. Ontem fui pela VDG->IC32->IC21 Barreiro (porque a fila no IC32 começava já na saída para o Barreiro)->saida para St Antonio da Charneca->Coina->Qt Conde e fui dar à rotunda de acesso à estrada da lagoa. Apanhei transito dentro de coina e no último km para chegar ao recinto e demorei cerca de 1:15.

Do lado sul, há uma estrada de terra batida que se apanha antes de chegar a alfarim (num cruzamento junto a uma escola) que vai dar muito perto do cruzamento para a lagoa, já na estrada do festival. No primeiro dia safei uns amigos (que vinham desse lado) e estavam parados ainda antes de chegar a alfarim vindo de sesimbra.
 
Enfim, ou eu estou a ficar velho e rabujento (é possível), ou os festivais de música têm vindo progressivamente a transformar-se em colónias de férias em que a música é claramente o que menos interessa, desde que haja cerveja para beber, ganza para fumar e coca para cheirar...

Desde o ano em que a costa vicentina foi redescoberta pelos portugueses e passou a fazer parte dos principais destinos de férias de Agosto, ou pelo menos, a principal alternativa ao lotadíssimo Algarve, que associo o Festival Sudoeste a um evento mais social que musical. Mas, de facto, não parece ser caso único.

Parece que foi ontem, mas foi em 1997, a primeira edição do Sudoeste. Memorável: jamais esquecerei o levantamento de pó inaugural deste festival ao som do "Song 2" dos Blur, logo na primeira noite. Nesse momento pensei que este festival reunia sérias condições para ser o principal festival alternativo português. Bom na altura, também só havia o irregular Vilar de Mouros e o citadino SBSR, o suficiente para defini-los como verdadeiros luxos, comparativamente com a "balbúrdia escaldante e empoeirada" que é o cognome possível para a primeira edição do festival da Zambujeira. Errei nas minhas previsões, o Sudoeste tornou-se no festival mainstream, por excelência. A aposta da "Música no Coração" na isolada Herdade da Casa Branca foi ganha e merecem todos os louros provenientes desse facto, mas ainda assim não considero um grande feito. As belas praias da Zambujeira e arredores em sintonia com um dos primeiros fins-de-semana de férias de Agosto são a fórmula mais que eficaz para transformar qualquer evento num sucesso - aliás, há que dizê-lo, a fórmula já tinha resultado no festival de Benicàssim, em Espanha. Por acaso o nosso até tem The National e Kanye West mas podiam ser (só) quaisquer outros, David Guetta e Swedish House Mafia, e a enchente era a mesma.

Primeiro o lazer, depois a música. Esta característica não me parece tão nítida nos festivais que se realizam pela capital e arredores, mas ainda assim parece-me que até aqui este fenómeno tem vindo a desenvolver-se. Por exemplo, logo na primeira edição do Alive, só estranhei a presença de vários elementos do nosso jet set mais glamoroso, até perceber que a sua presença ali se devia menos às rimas dos Beastie Boys do que aos repórteres da Flash e da Caras (que também andavam por lá). Façanha repetida no ano passado, no SBSR, em nova noite de enchente com Prince como cabeça de cartaz.
Pelo que se tem visto, safam-se o Paredes de Coura e o Milhões de Festa e pouco mais. Pelo menos até ao dia em que uma das "Pituxas" desta vida se perder de amores por uma praia fluvial e espalhar a boa nova pelo facebook.
 
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