Suícidio. Porquê?

Se tiver o mínimo de inteligência sabe que há certos problemas que nem que se desdobre de 1000 e uma maneiras terão solução. [;)]

Mas ninguém afirmou que há solução para todos os problemas. A questão é como lidar com eles. Alguns não lidam, suicidam-se. E o problema, ficou resolvido? Quando há familiares, nunca fica. Mesmo que o problema seja só do próprio, ao suicidar-se, pode resolver o seu problema, mas cria novos problemas para a família próxima. É de coragem, sim. Eu resolvo o meu problema, os outros que se *****.
 
Por razões fisicas de saúde já não problema. Já agora qual é a diferença neste caso relatado entre eutanasia e suicidio? É ter sido um médico a perscrever o medicamento? Se a Srª tomasse o mesmo medicamento ou outro qualquer sem ter sido o médico a dizer o nome já seria suícidio?...
Correção, ninguém pensa em suicidio como primeira solução (deve ser aqui que reside a tua confusão), é sempre a última e derradeira solução.
Se o futuro ninguém conhece, é tão legitimo dizer para não se suicidar porque no futuro as coisas vão melhorar e vai haver uma saída, como dizer que se vai suicidar porque no futuro não há qualquer solução nem nada vai melhorar.

Primeira solução que realmente irá resolver todos os problemas. Até então, todas as tentativas frustadas e soluções menos agradáveis, parecem sempre nunca resolver nada. Mas milagrosamente, demore muito ou pouco tempo, chega-se à conclusão milagrosa que o suicídio é a verdadeira solução e a "primeira" que realmente resolverá o problema.

A diferença entre eutanásia e suicídio, é que a primeira tem por base uma doença crónica e incurável. Nada tem a ver com ser o médico ou não a prescrever o que quer que seja. Tem a ver com o fundamento para terminar com a vida activamente, que no caso da eutanásia, é por motivos clínicos e de morte a curto prazo, principalmente com sofrimento.

É exactamente por não se conhecer o futuro que não se deve considerar o suicídio. É como não jogar no euromilhões e esperar que saia o jackpot. Há que jogar, neste caso, fazer-se à vida, para conhecer o que pode acontecer, seja bom ou mau. E no caso da vida, podemos fazer muitas coisas.
 
Primeira solução que realmente irá resolver todos os problemas. Até então, todas as tentativas frustadas e soluções menos agradáveis, parecem sempre nunca resolver nada. Mas milagrosamente, demore muito ou pouco tempo, chega-se à conclusão milagrosa que o suicídio é a verdadeira solução e a "primeira" que realmente resolverá o problema.

A diferença entre eutanásia e suicídio, é que a primeira tem por base uma doença crónica e incurável. Nada tem a ver com ser o médico ou não a prescrever o que quer que seja. Tem a ver com o fundamento para terminar com a vida activamente, que no caso da eutanásia, é por motivos clínicos e de morte a curto prazo, principalmente com sofrimento.

É exactamente por não se conhecer o futuro que não se deve considerar o suicídio. É como não jogar no euromilhões e esperar que saia o jackpot. Há que jogar, neste caso, fazer-se à vida, para conhecer o que pode acontecer, seja bom ou mau. E no caso da vida, podemos fazer muitas coisas.

Recuso-me a discutir com pessoas que têm o defeito de apenas aceitar a sua forma de ver o mundo e julgar determinantemente todas as outras como erradas.
Não sem antes o corrigir relativamente à eutanásia. A eutanásia não tem por base uma doença crónica e incurável, pode muito bem não existir qualquer doença e mesmo assim uma pessoa solicitar ajuda de um médico para pôr termo à vida, isso é eutanásia (que nada mais é que cometer um suicidio). Alguém por exemplo que nasceu com uma deformidade, por exemplo, sem pernas, não tem qualquer doença, é completamente saudável e no entanto pode solicitar a eutanásia, ou cometer suicidio, como queiras, são apenas palavras para a mesma coisa, feita de formas diferentes, uma com medicamentos prescritos outra com outra coisa qualquer, resultado - o mesmo..
 
Vai fazer no próximo domingo duas semanas que ao pé do forte que era da GNR,ali ao pé de Ribamar,uma senhora atirou-se com o carro para o mar depois de desligar uma chamada (foi vista minutos antes a falar ao telemóvel)

Acho que é preciso coragem no meio da cobardia de desistir de lutar.
Mas não aponto o dedo nem sou ninguém para julgar um acto desses,apenas sei que não sou daqueles que desiste e agradeço ao meu pai,ter-me ensinado a ser assim.
 
Recuso-me a discutir com pessoas que têm o defeito de apenas aceitar a sua forma de ver o mundo e julgar determinantemente todas as outras como erradas.
Não sem antes o corrigir relativamente à eutanásia. A eutanásia não tem por base uma doença crónica e incurável, pode muito bem não existir qualquer doença e mesmo assim uma pessoa solicitar ajuda de um médico para pôr termo à vida, isso é eutanásia (que nada mais é que cometer um suicidio). Alguém por exemplo que nasceu com uma deformidade, por exemplo, sem pernas, não tem qualquer doença, é completamente saudável e no entanto pode solicitar a eutanásia, ou cometer suicidio, como queiras, são apenas palavras para a mesma coisa, feita de formas diferentes, uma com medicamentos prescritos outra com outra coisa qualquer, resultado - o mesmo..

Na lógica que falas, seria tudo eutanásia. Não tenho pernas, quero morrer. Estou doente, quero morrer. Estou triste, quero morrer. Amanhã é segunda-feira, quero morrer.

Para mim eutanásia, é tornar uma morte inevitável e "dolorosa" a curto/médio prazo, por questões clínicas, numa morte mais suave e menos dolorosa.

Uma pessoa sem pernas, que está desconte com a vida que tenha, não comete eutanásia, é mesmo suicídio. A falta de pernas é perfeitamente compatível com a vida. Os velhos que decidem morrer com eutanásia, mesmo estando saudáveis, cometem suicídio.

É esta a minha visão e expliquei porquê. O busílis está nos argumentos que levam à morte, não na morte em si.
 
Vai fazer no próximo domingo duas semanas que ao pé do forte que era da GNR,ali ao pé de Ribamar,uma senhora atirou-se com o carro para o mar depois de desligar uma chamada (foi vista minutos antes a falar ao telemóvel)

Acho que é preciso coragem no meio da cobardia de desistir de lutar.
Mas não aponto o dedo nem sou ninguém para julgar um acto desses,apenas sei que não sou daqueles que desiste e agradeço ao meu pai,ter-me ensinado a ser assim.

Eu não tenho problema em chamar cobarde a quem se suicida.
 
Relativamente ao user Xusein, consultei o seu prfil e...

http://forum.autohoje.com/members/xusein.html

Informações gerais

Última Actividade 17-11-14 23:14:09


....

Estive a ver alguns posts dele e, de facto, parece-me ser um user credível e não alguém a gozar. Até acho que consegui perceber alguns dos motivos desta situação.

Se fez o que disse, é uma pena (para ele, mas principalmente para a mãe), mas ninguém aqui o conhecia e portanto nada poderia fazer. Se não fez, espero que reconsidere e que use a nossa caixa de PM's se precisar.
 
Estive a ver alguns posts dele e, de facto, parece-me ser um user credível e não alguém a gozar. Até acho que consegui perceber alguns dos motivos desta situação.

Se fez o que disse, é uma pena (para ele, mas principalmente para a mãe), mas ninguém aqui o conhecia e portanto nada poderia fazer. Se não fez, espero que reconsidere e que use a nossa caixa de PM's se precisar.


Absolutamente...
Estámos cá todos dispostos a ajudar.
 
No dia que se puder entrar nos sapatos do outro, ai sim teremos legitimidade para tecer ideias.

No meu caso eu respondo, se pudessem estar na minha cabeça por uns minutos, a vossa ideia de que tudo se resolve iria mudar.
 
A experiência de vida e a maturidade ajudam-nos muito. Quando somos mais novos existem dias e semanas que parece que o mundo vai desabar sobre a nossa cabeça e que estamos no fim da linha, e depois subitamente tudo melhora e quando voltamos a olhar para trás percebemos que dramatizamos demasiado a questão.[;)]

Vale sempre a pena seguir em frente!
 
A experiência de vida e a maturidade ajudam-nos muito. Quando somos mais novos existem dias e semanas que parece que o mundo vai desabar sobre a nossa cabeça e que estamos no fim da linha, e depois subitamente tudo melhora e quando voltamos a olhar para trás percebemos que dramatizamos demasiado a questão.[;)]

Vale sempre a pena seguir em frente!

Isso é contrariado pela taxa de suicidios em pessoas > 50 anos.
 
Tal como os mais "velhos" dizem há solução para tudo, menos para a morte.

Diz-me quais são essas coisas e se procurares bem hás-de encalhar numa solução mais tarde ou mais cedo.​



Edit:

Obviamente que não me refiro a situações de doenças terminais ou cujo prolongamento possa eventualmente provocar imenso sofrimento. Presumo que não seja essa a situação do user em questão.​
 
Última edição:
Não sei se foi já referido, em resposta à pergunta inicial, Suicidio Porquê? O marco dos estudos sobre o suicidio ocorreu em finais do sec IXX com a obra de Durkheim, O Suicidio, Basicamente e de grosso modo este Sociólogo provou que o suicidio é um ato regulado pela sociedade onde está inserido o individuo e não um ato puramente individual.
Por exemplo, dizia ele que individuos inseridos em meios pouco regulados pela sociedade têm uma propensãoi maior para cometer suicidio e verificou que ao longo dos anos, os numeros de suicidios em determinada sociedade se matinha estável, ou seja, o facto de haver novas pessoas, diferentes das anteriores não seria suficiente para alterar a taxa de suicidios, provando a teoria da sociedade sobrepor-se ao individuo.
Ainda hoje se pode verificar esta teoria aqui em Portugal, o Alentejo é todos os anos o local onde ocorrem mais suicidios mostrando ser uma zona onde a sociedade está a regular esta tendencia para.
 
Conclusões a la captain obvious. Se o homem é um ser social, o suicídio nunca é acto puramente individual. Mas tendo em conta que esse gajo foi um dos pais da sociologia moderna, deve ter descoberto nessa altura que somos seres sociais.
 
No dia que se puder entrar nos sapatos do outro, ai sim teremos legitimidade para tecer ideias.

No meu caso eu respondo, se pudessem estar na minha cabeça por uns minutos, a vossa ideia de que tudo se resolve iria mudar.
Tu precisavas de ter uma conversa com o teu pai....como eu tive há uns 16 anos atrás...
Acredita numa coisa, há muito mais na tua vida do que só aquilo que vês neste momento.
Nunca duvides disso, poruqe o que tu estás a ver é apenas uma parte da tua realidade.
Tem calma e pede ajuda a alguém da tua confiança. Se possivel alguém mais velho com experiência de vida.
Provavelmente, essa pessoa também vai dizer-te que em tempos passou por isso.
Muitos já passaram. Não és o único com problemas.
 
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